10.29.07
Estudo defende estilo de vida sadio para evitar doenças cardiovasculares
NOVA ORLEANS, EUA (AFP) – Os riscos concretos de desenvolver uma doença cardiovascular são praticamente eliminados com um estilo de vida sadio incluindo um regime rico em fibras e ácidos graxos, exercícios, um café-da-manhã regular e um peso estável, segundo estudo japonês divulgado nesta terça-feira.
Apresentado durante a Conferência anual sobre a obesidade em Nova Orleans (sul dos EUA), o estudo foi realizado com 1.909 homens japoneses num período de três anos e consistiu em observar a ocorrência da “síndrome metabólica”, uma conjunção de vários sintomas que podem levar a doenças cardiovasculares.Os sintomas são pressão arterial elevada, assim como uma taxa também elevada de triglicerídios, uma taxa baixa de bom colesterol, glicemia e obesidade abdominal. Pelo menos três desses sintomas associados constituem a “síndrome metabólica”.
O estudo do médico Hiroshi Yatsuya, da universidade de Nagoya, no Japão, mostrou que um regime e um estilo de vida sadios podem reduzir os riscos de apresentar uma síndrome metabólica de 71% a 92%.
“Se todos tivessem esse estilo de vida, 84% das síndromes metabólicas e da probabilidade de desenvolver uma doença cardiovascular poderiam ser evitados”, afirmou Hiroshi Yatsuya.
O estilo de vida que ele considera “ideal” inclui seis elementos: o regime alimentar, a maneira de comer, a atividade física três vezes por semana, o corte de álcool e de cigarros e a manutenção de um peso estável.
O regime alimentar deve ser rico em fibras, em ácidos graxos e ômega-3. Os bons costumes alimentares incluem tomar um bom café-da-manhã, nunca comer demais e evitar a comida muito salgada.
“É um estilo de vida difícil de manter, mas é totalmente possível”, comentou o cientista à AFP.
Feira Orgânica em Nova Friburgo
Caros amigos:
Somos produtores orgânicos da região serrana ( Friburgo, Sumidouro, Bom Jardim e Duas Barras) e iniciamos um projeto de estar junto aos consumidores.
Para isso, criamos uma feira, aos sábados, de 7h às 12 horas, no Cônego, Nova Friburgo, numa parceria com o GPH, que cedeu o espaço.
Você, que valoriza a sua saúde, o meio ambiente e o agricultor familiar, aquele que produz sem destruir, sem causar queimadas e aumentar o aquecimento global, pode ajudar muito neste trabalho: Venha consumir legumes, verduras, frutas, doces, café e muitos outros ítens que são produzidos dentro das normas de certificação da ABIO.
Divulgue, fale com seus amigos para que venham ver e conversar direto com os produtores, sem intermediário e levar para casa saúde em forma de alimento.
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Estaremos aguardando a presença e o apoio de todos.
PRODUTORES ORGÂNICOS DA SERRA
09.06.07
A cura para a obesidade pode estar no bolso
Estudo de Oxford propõe criação do “imposto da gordura”
Plantão | Publicada em12/07/2007 às 10h44m
Peter Griffiths – Reuters
LONDRES – A criação de um “imposto da gordura” sobre alimentos salgados, doces e gordurosos pode salvar milhares de vidas, segundo um estudo da Universidade de
Oxford, na Inglaterra. Os pesquisadores dizem que o Imposto de Valor Agregado (VAT, na sigla em inglês) de 17,5% sobre alimentos considerados não-saudáveis
diminuiria a demanda dos consumidores e reduziria a chance de infartos e derrames.
A equipe do Departamento de Saúde Pública de Oxford diz que a idéia é semelhante às altas taxas impostas a cigarros e bebidas alcoólicas para estimular um estilo de
vida mais saudável. Atualmente, o imposto já incide sobre um pequeno número de produtos, como batatas fritas, sorvetes, confeitos e biscoitos de chocolate. A taxa
elevaria em 4,6% as despesas domésticas.
Fórmula matemática para chegar a resultado
De acordo com o estudo publicado no “Journal of Epidemiology and Community Health”, a ação poderia salvar cerca de 3,2 mil vidas na Grã-Bretanha anualmente. Eles
usaram uma fórmula matemática para calcular o efeito de preços mais altos sobre a demanda por alimentos como massas, bolos, queijos e manteiga. “Uma ‘taxa de gordura’
bem planejada pode ser uma ferramenta útil para reduzir a incidência de doenças relacionadas à alimentação”, conclui o estudo.
Eles afirmaram, porém, que sua pesquisa dá apenas uma idéia do número de vidas que poderiam ser salvas com a adoção da medida. Mais estudos seriam necessários para
se ter uma noção exata de como os impostos poderiam contribuir com a melhoria da saúde pública. Os pesquisadores alertam que o “imposto da gordura” pode ser visto
como um ataque às liberdades pessoais e teria maior impacto entre as famílias mais pobres.
Manifestações contrárias
O ex-primeiro-ministro Tony Blair já havia rejeitado a idéia. A Federação de Alimentos e Bebidas, uma entidade que representa a indústria, achou a proposta paternalista
e disse que atingiria as famílias de baixa renda. O órgão sugere a adoção de uma dieta balanceada. A Fundação Britânica do Coração diz que não apóia o imposto.
“Acreditamos que o governo deveria se concentrar em garantir o acesso a alimentos saudáveis a todos”, diz uma nota da entidade.
Vote: Você seria a favor da criação de um “imposto da gordura” no Brasil?
08.27.07
Chocolate e Sexo: como você saboreia?
Publicada em24/08/2007 às 11h24m
Renata Cabral – O Globo Online
RIO – Algumas combinações são propícias ao pecado: chocolate e sexo é uma delas. Frutos proibidos, fontes de prazer, essa dupla inspirou o sexólogo e secretário da Comissão dos Estudos em Terapia Sexual do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática Amaury Mendes Júnior a realizar um estudo sobre a relação entre a forma de saborear o doce e se relacionar com a sexualidade. Tudo começou no consultório, ao observar os hábitos de seus pacientes. E hoje ele usa a técnica como um dos meios de desvendar o que aflige os casais que o procuram:
- Esses registros transcendem o comportamento sexual. É mais fácil atribuir a culpa ao sexo, mas muitas vezes repetimos
essa maneira de agir o dia todo. A diferença é que a presença do outro é sempre reveladora – constata o médico. – Por meio
do chocolate, é possível perceber e cuidar dessas atitudes de um ponto de vista leve e divertido.
O especialista conta que as semelhanças entre as duas atividades – motivo que inspirou o estudo – são maiores do que
podemos imaginar. O chocolate possui propriedades calmantes e libera o hormônio endorfina, responsável por elevar a
auto-estima, promover o bem-estar e afastar a ansiedade. A sensação é muito parecida com a de um orgasmo, o auge do
prazer sexual. Além disso, desde os tempos antigos, o doce é usado como afrodisíaco e, até hoje, faz parte do jogo das
conquistas amorosas. Embora, por si só a análise não seja capaz de definir a personalidade de uma pessoa, pode ser bastante reveladora. (Conheça os segredos de algumas mulheres)
Comedida ou devoradora? Descubra seu perfil
· Gulosa – come muitos pedaços. Para essas pessoas, o sexo é rápido, por vezes supérfluo. Têm o intuito de agradar o parceiro, mas acabam prejudicando a relação. Se for do sexo masculino, pode sofrer de ejaculação precoce.
· Desconfiada – gosta de chocolate, mas nunca aceita quando lhe oferecem. É cismada, ciumenta e controlada.
· Seletiva – prova vários sabores, mas não encontra um que lhe satisfaça. Em geral, são mulheres de boas condições financeiras sem grandes obstáculos na vida, mas que enfrentam dificuldades de obter prazer.
· Exigente – degusta apreciando a aparência, o aroma, a textura e o sabor do chocolate. Ela sabe curtir o sexo e exige bastante do parceiro. Pode estar insatisfeita em seus relacionamentos.
· Devoradora – é capaz de engolir um bombom inteiro sem morder, liquidar uma barra de chocolate de uma só vez. É
característico de quem se acostumou a abreviar as brincadeiras sexuais, de casais que estão juntos há anos.
· Generosa – come um pedaço e guarda o resto para depois. Pode existir uma terceira pessoa nesse relacionamento.
07.31.07
Comida Viva – Como Germinar Grãos e Castanhas
1 – De molho
Coloque de uma a três colheres (de sopa) de grãos em um vidro limpo. Cubra com água e deixe de molho por uma noite (oito horas)
2 – Troca de água
Cubra o vidro com um pedaço de filó. Prenda com um elástico. Despeje a água. Enxágüe bem sob a torneira
3 – Escorredor
Coloque o vidro em um escorredor em local sombreado e fresco. Em um dia quente, a germinação deve começar em 24 horas
07.24.07
Mais Melancia
Apesar de exagerada no tamanho, a melancia é magrinha em calorias – só 50 em uma fatia média. Com uma quantidade absurda de água, ela hidrata e reduz a retenção de líquidos, o que ajuda muito na conquista de uma barriga mais lisinha. Sua vermelhíssima polpa carrega licopeno e glutationa, poderosos antioxidantes que estão rendendo à fruta a fama de rejuvenescedora. Por isso, use e abuse da melancia em fatia, suco ou como ingrediente de pratos que fazem bonito em qualquer cardápio
por Eliane Contreras | fotos Alfredo Franco
redonda, doce e suculenta Para escolher uma boa melancia, dê uma batidinha com o dedo na casca — se o som for oco, pode comprar. Você também tem a opção de levar para casa a fruta cortada e na quantidade que vai consumir, desde que esteja numa bandeja higienizada. Depois de aberta, deve ser conservada na geladeira por no máximo quatro dias. Mas tenha o cuidado de embalar muito bem com filme plástico para evitar que ela absorva o odor dos outros alimentos ou resseque.
mais superpoderes
As sementes da melancia também ajudam a desinchar e desintoxicar o organismo. Você pode batê-las com a fruta e, depois, coar o suco. Use-o nas receitas ou incremente com gelo e hortelã, limão ou gengibre e vai provar uma bebida dos deuses. “Para melhorar a absorção do licopeno, sirva com um alimento fonte de gordura boa, como castanha-do-pará ou amêndoa”, orienta a nutricionista Marília Fernandes, de São Paulo.
sopa gelada de melancia e menta
sopa gelada de melancia e menta
por Eliane Contreras | fotos Alfredo Franco
ingredientes
• 4 xíc. (chá) de melancia picada e sem sementes
• 1 col. (sobremesa) de maisena
• 1/2 xíc. (chá) de vinho branco
• Adoçante a gosto
• 1/2 xíc. (chá) de hortelã picada
• 1 pitada de sal
• 1 pitada de pimenta-caiena
• 4 bolas de frozen yogurt light
modo de fazer
Bata a melancia no liquidificador até obter um suco e, em seguida, coloque numa panela. Dissolva a maisena no vinho, misture ao suco e leve ao fogo para ferver por cerca de 3 minutos, mexendo sem parar. Retire do fogo e, quando estiver morno, acrescente o adoçante e a hortelã. Deixe esfriar em temperatura ambiente, mexendo de vez em quando. Coe a sopa e misture o sal e a pimenta. Leve para gelar. Distribua em quatro pratos fundos (ou tigelinhas) e coloque o sorvete por cima. Sirva enfeitado com folhas de hortelã.
Tempo de preparo: 30 minutos
Rendimento: 4 porções
Calorias por porção: 117
Receita criada pela banqueteira Gislaine, da Gislaine Oliveira Gastronomia, em São Paulo
07.02.07
Receita diet e vegetariana: Canelone com recheio de espinafre
A autora, Rose Elliot, também facilita a vida dos veganos, que adotam uma forma de vegetarianismo que exclui o consumo de qualquer derivado animal, ao assinalar as receitas que seguem os princípios deste tipo de dieta com um V colorido.
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Canelone de omelete com recheio de espinafre
Rendimento: 4 porções
Tempo de preparo: 20 minutos
Tempo de cozimento: 40 minutos
Com uma omelete leve é possível preparar um fantástico canelone com pouco carboidrato, recheado com espinafre e cream cheese e condimentado com parmesão e noz-moscada.
Ingredientes:
- 750 g de espinafre
- 125 g de cream cheese light
- 8 colheres (sopa) de parmesão ralado na hora
- noz-moscada moída na hora
- 4 ovos
- 2 colheres (sopa) de água
- 1 colher (sopa) de azeite
- sal e pimenta-do-reino moída na hora
Modo de Preparo:
1. Preaqueça o forno a 190ºC.
2. Lave o espinafre e o cozinhe durante 6-7 minutos numa panela grande, tampada, apenas com a água que se prendeu a ele durante a lavagem. Escorra bem e misture com o cream cheese e metade do parmesão. Tempere com o sal, a pimenta
e a noz-moscada moída. Reserve.
3. Bata os ovos com as duas colheres de água, sal e pimenta a gosto. Pincele uma frigideira (de preferência antiaderente) com um pouco de azeite, aqueça-a e espalhe sobre ela duas colheres (sopa) dos ovos batidos. Espere a omelete ficar firme, retire-a e coloque-a num prato. Continue até completar oito omeletes. Empilhe-as.
4. Coloque um pouco do recheio de espinafre na beirada da primeira omelete e enrole-a. Coloque-a numa travessa refratária. Repita o processo até acabar com o recheio e as omeletes. Arrume os rolinhos enfileirados na travessa.
5. Jogue o resto do parmesão por cima e leve ao forno por 25 minutos, ou até o prato começar a borbulhar e dourar.
Cada porção contém 5,7 g de carboidratos e 20 g de proteínas.
Receita Diet: Bife ao Molho Madeira
Ingredientes:
500 g de filé mignon cortado em bifes
10 g de cebola ralada
alho e sal a gosto
2 colheres (sopa) de suco de limão
20 g de pimentão verde e amarelo picado
1 tomate maduro
2 colheres (sopa) de champignon em lâminas
1 colher (chá) de farinha de trigo
Preparo:
Tempere a carne com cebola, alho, sal e limão. Grelhe os bifes na frigideira antiaderente, pingando água sempre que necessário para não grudarem, e vire-os até que fiquem dourados e o caldo do cozimento grosso e escuro.
Retire-os e coloque o pimentão e o tomate na frigideira e cozinhe até que o tomate se desmanche e engrosse. Junte
o champignon e a farinha; misture bem e cozinhe por alguns segundos até engrossar. Adicione os bifes e deixe no fogo até ferver. Sirva em seguida.
Cada porção tem 200 calorias, e esta receita rende 4 porções.
06.25.07
A Obesidade nos Países em Desenvolvimento
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É uma amarga ironia que conforme os países em desenvolvimento estejam se esforçando para reduzir a fome, algumas vezes enfrentam um problema que decorre do consumo excessivo de alimentos: a obesidade. A obesidade acarreta uma maior freqüência de doenças crônicas tais como diabetes, doenças do coração e câncer. E se algumas pessoas pobres estão com excesso de peso isto não significa que estejam bem alimentadas. A obesidade, freqüentemente, encobre deficiências do consumo de vitaminas e minerais. “Consideramos a obesidade um problema importante que necessita ser tratado, juntamente com o problema da subalimentação”, explica Prakash Shetty, Chefe do Serviço de Planejamento, Estimativa e Avaliação da Nutrição, da FAO. Apenas há alguns anos era difícil encontrar uma afirmação desta natureza. Os especialistas tinham dúvidas em despertar atenções sobre a obesidade, enquanto havia tantas vidas comprometidas pela fome. De um total de 850 milhões de pessoas que padecem pela fome no mundo, 780 milhões se encontram nos países em desenvolvimento. Mas os dados alarmantes apresentados em 2001 pelo Worldwatch Institute colocaram na berlinda a forma tradicional de se pensar essa questão: pela primeira vez, o número de pessoas superalimentadas no mundo compete com as subalimentadas. O mais triste é que os países em desenvolvimento estão engrossando a fila dos países que sofrem com o problema da obesidade. Um estudo realizado em 1999 pelas Nações Unidas descobriu que o problema da obesidade está presente em todas as regiões em desenvolvimento, aumentando aceleradamente também nos países donde existe fome em estado permanente. Na China, por exemplo, o número de pessoas com sobrepeso passou de menos de 10% para 15% em apenas três anos. No Brasil e na Colômbia a porcentagem de obesos fica ao redor dos 40%, nível compatível com o de diversos países europeus. Incluindo a parte da África que se encontra abaixo do deserto do Saara, onde vive a maior parte das pessoas atingidas pela fome, a obesidade está aumentando, sobretudo na população feminina que vive nas cidades. Em todas as regiões a obesidade parece crescer conforme aumenta o nível de renda.
No mundo em desenvolvimento a obesidade pode ser considerada como o resultado de uma série de transformações da alimentação, a atividade física, a saúde e a nutrição, chamadas em conjunto como “a transição da nutrição”. Conforme se tornam mais prósperos, os países pobres adquirem alguns benefícios e também alguns problemas dos países industrializados, e dentre estes últimos está a obesidade. |
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Como as zonas urbanas foram avançando muito mais nessa transição que as zonas rurais, naturalmente apresentam maiores índices de obesidade. As cidades oferecem uma maior variedade de opções alimentares, em geral a preços mais baixos. O trabalho urbano freqüentemente exige menos atividade física que o do campo. E como cada vez mais as mulheres trabalham fora de casa, podem estar muito ocupadas para comprar e preparar alimentos frescos e produzidos na própria região, como ocorre com a compra em feiras livres. Em 1900 apenas 10% da população mundial vivia em cidades. Hoje esta cifra é de quase 50%. Isto não significa que as zonas rurais estejam livres do problema da obesidade. O aumento da mecanização do trabalho agrícola diminui as atividades físicas ao mesmo tempo em que esta modernização proporcionou mais alimentos disponíveis, ainda que não necessariamente de melhor qualidade (devido ao uso de fertilizantes sintéticos e agrotóxicos). Muitos agricultores abandonaram a agricultura de subsistência onde se obtinham diferentes tipos de alimentos (cereais, hortaliças, frutas, raízes, leguminosas, etc.) em favor das monoculturas comerciais de alto rendimento, passando a plantarem apenas uma espécie por safra (milho, arroz, feijão, soja e outros alimentos plantados isoladamente em épocas distintas). Importação de Hábitos Alimentares
Outro elemento da transição da nutrição é a importação cada vez maior de alimentos do mundo industrializado. Em conseqüência, a alimentação tradicional composta de cereais e hortaliças está sendo substituída por uma dieta rica em açúcar e gorduras. Alguns críticos acusam os países industrializados de produzir cortes de carne magra para seus habitantes e vender em outros territórios as carnes gordurosas restantes. Conforme as empresas comercializadoras de carne percebem o aumento de renda nos países em desenvolvimento, dirigem sua atenção a estes mercados. Do México ao Marrocos, os mesmos alimentos que são um perigo para a saúde dos países ricos hoje chegam em maior quantidade aos países pobres.
Os Custos de uma Má Alimentação
As pessoas com peso tanto abaixo quanto acima do normal possuem em comum o fato de apresentarem elevados índices de doenças, menor capacidade de desenvolverem suas atividades cotidianas (menor produtividade) e menor expectativa de vida. A obesidade aumenta o perigo de doenças crônicas, acidentes vasculares, doenças cardíacas e na vesícula, além de uma variedade de formas de câncer. Os países em desenvolvimento correm o risco de ganhar a maior parte dessas doenças. Por exemplo, existe a previsão que entre 1998 e 2025 se duplique para 300 milhões o número de pessoas com diabetes relacionada à obesidade e três quartos desse aumento correspondem aos países em desenvolvimento. Em países cujos recursos econômicos e sociais já sofrem uma grande pressão, os resultados poderiam ser catastróficos. A FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) reconhece a necessidade de atender a crescente preocupação com a obesidade no mundo, embora mantenha como prioridade o combate à fome. “A obesidade não é um problema tão grande como a fome nos países em desenvolvimento. Primeiro há que garantir que as pessoas consumam alimentos suficientes e apropriados”, afirma o Dr. Prakash Shetty, Chefe do Serviço de Planejamento, Estimativa e Avaliação da Nutrição, da FAO. Contudo, é preciso ressaltar que assim como outras formas de má nutrição, a obesidade pode debilitar e ainda atrapalhar o progresso dos países, na medida em que diminui a capacidade de trabalho das pessoas e desvia recursos para o atendimento médico desse problema. De modo, que ao mesmo tempo em que a FAO deseja continuar combatendo a fome, é necessário também despertar os governos de todos os países para a obesidade em suas populações. Felizmente, parte da solução de ambos problemas (escassez e excesso de comida) encontra-se, em parte, no acesso à informação. “A mesma informação utilizada para determinar os níveis de subnutrição, serve para conhecer a hipernutrição, já que ambas condições são extremos de um mesmo processo”, afirma Dr. Shetty. Por exemplo, o índice da massa corporal (IMC), cálculo do peso da pessoa dividido pelo quadrado de sua estatura, produz um número que indica o lugar da pessoa numa escala que passa desde a falta extrema de peso até a obesidade grave. Infelizmente, a informação nos países em desenvolvimento é distribuída de forma limitada. Conseqüentemente, os responsáveis pela elaboração de políticas públicas não possuem dados necessários para avaliar o perigo do aumento da obesidade e das doenças crônicas associadas a ela. O que não pode mais persistir nos centros de decisão dos países pobres é a idéia errônea de que a obesidade é um problema que atinge apenas os países ricos, onde o problema é mais visível graças a existência de dados científicos e informações sistematizadas em quantidade muito maior que nos países em desenvolvimento. Também é essencial assegurar que os alimentos produzidos sejam nutritivos. A obesidade é enganadora. Ainda que as pessoas obesas pareçam bem alimentadas, muitas vezes carecem de elementos nutritivos essenciais, causa da falta de saúde e de doenças. A FAO quer propiciar uma melhor comunicação entre dois tipos de especialistas que normalmente não trabalham juntos: os especialistas na produção dos alimentos (agrônomos quase sempre) que decidem como produzir mais e os especialistas em nutrição (nutricionistas), que sabem o que não pode faltar a um organismo para que esse tenha uma boa saúde. “Há que se superar as monoculturas que apenas têm uma grande produtividade ou melhor resistência a doenças para se começar a eleger cultivares que primem por um melhor balanço de nutrientes”, afirma Bárbara Burlingame, Funcionária Superior do Grupo de Estimativa e Avaliação das Repercussões da Nutrição, da FAO. Isto requer mudar a mentalidade: “Em vez de pensar apenas na quantidade de matéria seca que se produz por hectare, queremos ver os cálculos da quantidade de proteína ou beta-caroteno que um cultivar produz”, explica. Isto significa convencer a todos, desde os encarregados de elaborar as políticas até os agrônomos e outros técnicos que trabalham com a extensão rural, sobre a importância de considerar a nutrição como parte fundamental do planejamento agropecuário. Outra iniciativa pertinente na luta contra a falta de micronutrientes é busca a produção de alimentos mais nutritivos. Os cientistas podem utilizar desde a genética clássica, selecionando variedades que naturalmente são mais ricas em micronutrientes como o ferro, ou a vitamina A para introduzir essas características em variedades ou híbridos que serão mais nutritivos. “As pessoas discutem os problemas ou benefícios do arroz geneticamente modificado (transgênico) que conteria maiores quantidades de beta-caroteno (precursor da síntese da vitamina A no organismo), contudo seria melhor aproveitar os cultivares naturalmente ricos de certas vitaminas, aproveitando-os para enriquecer outros cultivares, sem os riscos ambientais dos transgênicos, afirma Burlingame. Preocupada em debater essa questão, a FAO está organizando um seminário para promover um maior interesse neste processo, conhecido como “bioenriquecimento”. O primeiro passo para resolver o problema cada vez maior da obesidade consiste em reconhecer sua existência. “Tive uma tendência geral de pensar que com o desenvolvimento das economias, os problemas de nutrição seriam eliminados naturalmente”, explica Dr. Shetty. “Contudo, os países que estão alcançando o desenvolvimento são aqueles que apresenta os maiores riscos. Estes países estão obtendo um consumo adequado de alimentos, mas temos que assegurar que não atinjam um outro extremo”, afirma Dr. Shetty. A educação pública deve promover ativamente a boa nutrição e a atividade física e a política agrícola deveria privilegiar o consumo de alimentos nutritivos.À medida em que os países trabalham para alimentar toda a sua população, a mensagem que deve ficar para todos é: “Consumir alimentos sadios e não apenas mais alimentos”.
Fonte: Planeta Orgânico |
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06.15.07
Workshop de Alimentação Vegetariana no Rio
Alguma coisa sobre Gastronomia…
The New Vegetarian Couisine
A Nova Cozinha Vegetariana
Workshop by Mario Alencar
Rio de Janeiro
23 de Junho de 2007
Das 14:00 às 17:00h
Valor: R$ 50,00
Local: confirmado após a totalização do nº. de inscritos.
Mario Alencar é um chef de cozinha com experiência internacional. Teve contato com alguns dos grandes chefs da alta gastronomia. É um dos poucos chefs com grande conhecimento da culinária antroposófica (a partir da visão de Rudolf Steiner), macrobiótica e vegetariana. Possui sua formação nas culinárias francesa e italiana.
Informações e inscrições: 21 2285.4292 e 21 8665.3637







Nomeação: Elisabete Cunha
Encanto


