3 junho, 2010

O que acontece quando você compra alimentos orgânicos?

Enviado em alimentação às 10:39 am por Marcelo Guerra

1. SUA COMIDA FICA MAIS GOSTOSA
Esta é a simples razão pela qual muitos dos mais famosos chefs canadenses procuram produtos orgânicos.
2. AS SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS FICAM FORA DO SEU PRATO
“Produzido orgânicamente” significa produzido sem pesticidas e fungicidas tóxicos e fertilizantes artificiais,que danifi- cam o solo.Um relatório da Academia Americana de Ciências,em 1987,calculou em 1.400.000 os novos casos de cancêr provoca- dos por pesticidas.
3. VOCÊ PROTEGE AS FUTURAS GERAÇÕES
Um relatório recente do Environmental Workinh Group(Grupo de Trabalho Ambiental) diz: “Quando a criança completa um ano de idade, já recebeu a dose máxima aceitavel para uma vida inteira de 8 pesticidas que provocam câncer.”As crianças são as mais vulneráveis.
4. VOCÊ PROTEGE A QUALIDADE DA ÁGUA
Somos compostos de 2/3 de água.Pesticidas infiltramos lençois freáticos e nossos córregos de água. A Agência de Proteção Ambiental americana calcula que os pesticidas, alguns deles causadores de câncer,já poluem metade da água potável dos EUA 5. VOCÊ REFAZ BONS SOLOS
6. VOCÊ GASTA MENOS COM MELHOR NUTRIÇÃO
Um estudo preliminar dos “Doctor´s Data”(Dados Médicos) de Chicago indica que frutas e hortaliças orgânicas – contêm 2,5 vezes mais minerais que o alimento produzido artificialmente.
7. VOCÊ PAGA O VERDADEIRO CUSTO DA COMIDA
O alimento orgânico é, na realidade, a forma mais barata de comida.
Uma alface convencional parece custar 50 centavos,mas não esqueça dos custos ambientais e médicos. O escritor Gary Null diz: “Se você somar o real custo ambiental e social a um pé de alface,ele pode vir a custar o triplo.

26 maio, 2010

Como germinar grãos

Enviado em alimentação, comida, comida viva às 10:30 am por Marcelo Guerra

Material:  1 pote de vidro de 500ml a 1 litro,  filó para cobrir a boca do vidro, elástico para fixar o filó, água pura e o grão de sua preferência . (tabela abaixo)

1. Colocamos de uma a três colheres de sopa de grão ( cultivados biologicamente) num vidro e cobrimos com água pura, sem cloro.

2. Deixamosde molho por uma noite ( exceção: o girassol sem casca só precisa de quatro horas).

3. Cobrimos o vidro com um pedaço de filó e prendemos com um elástico. Despejamos a água e enxaguamos bem sob a torneira.

4. Colocamos o vidro inclinado num escorredor com a boca para baixo e cobrimos com um pano ( o pano é opcional).

5. Enxaguamos duas vezes ao dia: de manhã cedo e à noite.

Atenção:

Os grãos germinados estão prontos para serem comidos ou plantados após um período variável

Agrião: após seis a oito dias

Alfafa: após três a quatro dias

Arroz: após quatro a cinco dias

Feijão azuki:  quatro a cinco dias

Gergelim: após dois a três dias

Girassol sem casca: logo que amolecer com a água

Lentilhas: após três a quatro dias

Trigo: após dois a quatro dias

Quinoa : após dois a  três dias

Amaranto: após dois  a três dias

8 abril, 2010

Alimentação saudável melhora o aprendizado

Enviado em alimentação às 6:10 pm por Marcelo Guerra

A campanha de levar uma dieta saudável aos refeitórios das escolas britânicas, promovida pelo cozinheiro e guru da alimentação balanceada, Jamie Oliver, demonstrou ter repercussões positivas no rendimento acadêmico das crianças e diminuiu suas ausências por doença.

Oliver retirou do menu do refeitório do colégio os hambúrgueres, as batatas fritas, os “nuggets” de frango e as salsichas, e em seu lugar, os alunos começaram a comer “Roast beef”, pescado, bolo de verduras, lentilhas com cogumelos e frutas. Para medir as consequências da campanha, foram analisados os resultados acadêmicos das crianças de 11 anos de um colégio de Greenwich, ao sul de Londres, e as conclusões foram publicadas nesta terça-feira, 30, pelo jornal britânico The Guardian. A porcentagem de crianças que melhoraram seu rendimento em língua inglesa subiu 4,5% após a campanha. Em ciências, a porcentagem de crescimento foi de 6%. Além disso, o número de ausências justificadas às aulas, que normalmente acontecem por razões médicas, caiu 15% desde 2004, quando começou a campanha “Feed me better” (“Me alimente melhor”). Os resultados são, segundo os pesquisadores, de uma magnitude comparável à introdução da “hora de leitura” nos anos 90. “É a primeira vez que é feito um estudo completo sobre os efeitos positivos da campanha, demonstrando claramente que estivemos agindo corretamente durante todo este tempo”, assegurou Oliver. O cozinheiro também iniciou a iniciativa nos EUA, mas não obteve o sucesso esperado, pois sofreu com a oposição das grandes cadeias de fast-food.

Fonte: Estadão

15 setembro, 2009

Bolo de Amaranto com Banana

Enviado em alimentação às 4:38 pm por Marcelo Guerra

Um das formas de consumir o amaranto, que faz tão bem à saúde, é cozinhando um bolo de amaranto com banana. Quem ensina a receita é Rosana e Bruna do laboratório de nutrição da USP.

Ingredientes

1 ovo
1 xícara de açúcar
1/3 de xícara de margarina
1 banana amassada
1/2 xícara de amido de milho
1/2 xícara de farinha de mandioca
1 colher de chá de sal
1 colher e meia de fermento para pão
1 xícara de flocos de amaranto
1/4 de xícara de leite

Modo de preparo

Para fazer a massa do bolo, é preciso de uma batedeira para misturar os ingredientes. Comece batendo o ovo com açúcar. Em seguida, coloque a margarina e a banana amassada. Assim que estiver misturado, pare de bater e coloque o amido de milho. Mexa com uma colher até incorporar o amido na massa. Depois, volte a bater e coloque a farinha de mandioca e o sal.
Pare novamente de bater para colocar os flocos de amaranto que podem ser comprados em grandes supermercados ou em lojas especializadas. Mexa com uma colher até incorporar o amaranto na massa. Volte a bater e coloque o leite.
Com tudo bem misturado, é hora de ir para a próxima etapa. Coloque a mistura em uma forma untada, espalhe e enfeite com rodelas de banana. Polvilhe açúcar e canela a gosto.
No forno pré-aquecido, em temperatura média, coloque a forma para assar por 40 a 45 minutos.

Fonte: Globo Repórter

14 setembro, 2009

Amaranto

Enviado em alimentação, saúde às 4:31 pm por Marcelo Guerra

amaranto

Pesquisas recentes mostraram que o amaranto, um dos vegetais mais importantes da América pré-colombiana, além de altamente nutritivo, é um excelente redutor dos níveis de colesterol plasmático através de sua fração proteica que, ao ser digerida, inibe a enzima responsável pelo acúmulo de colesterol no organismo.
O estudo foi realizado pelo Laboratório de Bioquímica e Propriedades Funcionais dos Alimentos da Universidade de São Paulo (USP), que investiga os chamados alimentos funcionais. José Alfredo Gomes Arêas e colaboradores começaram a estudar o amaranto em 1996 para entender como a planta reduz as taxas de colesterol. Após induzirem o aumento do colesterol total e do LDL (o chamado mau colesterol) em coelhos, através de alimentos ricos em ácidos graxos saturados e outros compostos, os pesquisadores administraram uma dieta contendo o amaranto.
Os resultados mostraram que a fração protéica do amaranto é a responsável pela redução do colesterol, pois as proteínas, ao serem ‘quebradas’ na digestão, transformam-se em pequenas cadeias de aminoácidos capazes de inibir a enzima responsável pelo acúmulo do colesterol. Mas o mecanismo ainda não está completamente elucidado e a equipe continua investigando.
Em parceria com o Instituto do Coração (InCor) de São Paulo, foram feitos estudos com pacientes cuja taxa de colesterol estava elevada. A administração de amaranto, mesmo em pouca quantidade, junto com estatinas, diminuiu mais acentuadamente os níveis de colesterol dos pacientes. O pesquisador ressalta, entretanto, que mais estudos são necessários para que se possa avaliar a real participação do amaranto, uma vez que o número de pacientes testados era pequeno e eles também foram tratados com medicamentos.
Além da comprovada redução do colesterol em animais, o amaranto é naturalmente rico em proteínas de alto valor biológico, o que não é comum em vegetais – a maioria deles não têm alguns aminoácidos essenciais e seu aproveitamento é de 60% ou menos. A planta é ainda fonte de fibras, zinco, fósforo e cálcio biodisponível (pronto para ser assimilado pelo organismo), outro fato incomum nos vegetais. O amaranto também não contém glúten ou outras substâncias alergênicas em sua composição, o que o torna uma opção para os celíacos – pessoas com intolerância ao glúten.
A equipe da USP investiga formas de consumo da planta, que tem na semente a parte comestível mais importante, já que não é um alimento que faz parte da cultura alimentícia brasileira. Ele é conhecido como um pseudocereal. A semente, quando aquecida, estoura como pipoca e está sendo utilizada para a criação de barras de cereais, musli (mistura de cereais), pães, bolachas e saladas. A idéia é introduzir a semente em alimentos para os quais o paladar do brasileiro já está acostumado, assim como foi feito com a soja.
Atualmente, alguns produtores já cultivam o Amaranthus cruentus, espécie que tem se adaptado melhor às condições climáticas brasileiras.
O amaranto é um arbusto que pode atingir até 2 metros de altura, com folhas grandes e panículas (tufos semelhantes às espigas) que concentram as sementes. As folhas podem ser cozidas como a couve. Para a produção de farinha, é necessário extrair das sementes o óleo, que tem altos níveis de ácidos graxos insaturados e também poderia ser usado na alimentação.

Fonte: Agência USP de Notícias

26 maio, 2009

Laranja e a prevenção do câncer

Enviado em alimentação às 1:12 pm por Marcelo Guerra

laranja
Comer uma laranja por dia pode impedir a manifestação de certos tipos de câncer, de acordo com um novo estudo australiano.

O grupo do governo Organização de Pesquisa Industrial e Científica da Comunidade Britânica (CSIRO, na sigla em inglês) descobriu que consumir frutas cítricas pode reduzir o risco de câncer de boca, laringe e estômago em mais de 50%. Uma porção extra de frutas cítricas por dia – além das cinco porções de frutas e vegetais recomendadas por dia – pode também reduzir o risco de um derrame em 19%. “As frutas cítricas protegem o corpo por suas propriedades antioxidantes e por fortalecer o sistema imunológico, inibir o crescimento de tumores e normalizar as células tumorosas”, disse em um relatório Katrine Baghurst, pesquisadora da CSIRO. O estudo australiano, baseado em outras 48 pesquisas internacionais sobre os benefícios das frutas cítricas à saúde, também descobriu “indícios convincentes” de que esses alimentos podem reduzir o risco de doenças cardiovasculares, obesidade e diabete. Segundo Baghurst, a laranja é a fruta com o mais alto nível de antioxidantes, com mais de 170 diferentes tipos de fitoquímicos, incluindo mais de 60 flavonoides, que apresentam propriedades anti-inflamatórias, anti tumor e inibe a formação de coágulos no sangue.

11 maio, 2009

A ameaça dos transgênicos

Enviado em alimentação às 9:39 pm por Marcelo Guerra

gmoPor Luciano Martins Costa em 11/5/2009

O tema agricultura frequentou a imprensa no final de semana e volta na segunda-feira (11/5) em reportagem da Folha de S.Paulo. O agronegócio já é responsável por mais de 44% da pauta de exportações brasileira, informa neste início de semana a Gazeta Mercantil, mas a grande história do campo ainda não sensibilizou a imprensa como deveria.

Trata-se da ameaça das sementes transgênicas.

A Folha de S.Paulo escolheu o assunto para manchete no domingo (10), noticiando que o Brasil não tem controle sobre a expansão do milho transgênico. Ainda no domingo, o Estado de S.Paulo afirmava que o agronegócio brasileiro se recupera e pode ter um desempenho equivalente ao de 2008, por causa da alta recente dos preços internacionais dos produtos agrícolas.

Na segunda (11), a Folha volta ao assunto, anotando que o Instituto de Defesa do Consumidor e outras entidades de direitos civis estão cobrando do governo medidas imediatas de garantia para as informações sobre a presença de organismos geneticamente modificados em alimentos ou ingredientes alimentares.

O fato é que ninguém ainda fez a conexão entre o crescimento das exportações brasileiras de alimentos e a incapacidade do setor de assegurar as características de seus produtos.

Partícipe do crime

No Brasil e em outros países do mundo, as indústrias de alimentos são obrigadas a colocar nas embalagens de seus produtos o símbolo que identifica a presença de organismos geneticamente modificados. Isso por causa dos riscos que podem representar para a saúde das pessoas. Mas a expansão indiscriminada de sementes transgênicas, principalmente de soja e milho, já impossibilita esse controle.

A imprensa ainda não viu esse problema como o risco que representa para a economia brasileira.

Há pouco mais de dez anos, quando os movimentos ambientalistas começaram a questionar a manipulação genética de sementes, a imprensa, em sua maior parte, tomou a defesa da indústria química. De nada adiantaram os avisos de cientistas, dizendo que seria impossível impedir a contaminação das lavouras tradicionais e a constatação de que apenas duas ou três grandes multinacionais sairiam ganhando com a produção de transgênicos.

Agora que os alertas dos ambientalistas se tornam uma realidade concreta e assustadora, os jornais fingem que o problema é a falta de fiscalização do governo. Neste caso, a imprensa é mais do que cúmplice. É coautora do crime.

Fonte: Observatório da Imprensa

5 maio, 2009

Linhaça

Enviado em alimentação às 11:38 am por Marcelo Guerra

linhaça

Contam os arqueólogos que a linhaça era usada em mumificações no Egito. Outros achados apontam que era empregada com sucesso para tratar ferimentos. E, se antigamente fazia parte até mesmo de rituais, hoje ela marca presença nos laboratórios de grandes centros de pesquisa em nutrição. Na Universidade de Toronto, no Canadá, por exemplo, a cientista Lilian Thompson comprovou que a semente é capaz de barrar a metástase em pacientes com câncer de mama ou seja, a linhaça evitou que o tumor se espalhasse e tomasse conta do organismo.

Esse excelente resultado foi apresentado no 6° Simpósio Latino-Americano de Ciência de Alimentos, que aconteceu no mês passado na Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Segundo a pesquisadora canadense, “trabalhos realizados em várias universidades mostram que a semente é capaz de diminuir o risco de outros tumores, como o de cólon e o de próstata”. Somem-se essas boas notícias ao fato de a linhaça ajudar a controlar os níveis de colesterol.

Aqui no Brasil, mais precisamente na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a equipe do Departamento de Nutrição também anda analisando a linhaça. O enfoque, entretanto, é outro. “Investigamos a segurança no consumo”, conta a nutricionista Ana Vládia Bandeira Moreira. Explica-se: embora contenha substâncias capazes de prevenir doenças letais, o que faz dela um alimento funcional de primeira grandeza, a linhaça carrega compostos que poderiam interferir na absorção de nutrientes. Por enquanto o que se sabe é que o aquecimento da semente neutraliza esse inconveniente. Isso porque, segundo Ana Vládia, o calor diminui a atividade de algumas proteínas suspeitas de atrapalhar o aproveitamento de sais minerais. A sugestão é deixar a linhaça no forno baixo por 15 minutos. “Claro que, se ela for usada na preparação de receitas assadas, como pães ou biscoitos, não precisará disso”, diz a pesquisadora, que continua mergulhada em seus estudos.

Outra dica para aproveitar ao máximo a semente é triturá-la no liquidificador. “É que a casca, bastante resistente, pode passar intacta pelo aparelho digestivo”, justifica a farmacêutica bioquímica Rejane Neves-Souza, professora de nutrição da Universidade do Norte do Paraná. E aí as substâncias benéficas ficam impedidas de sair. “Mas tem que bater e comer logo, porque a linhaça é muito suscetível à oxidação”, ensina o bioquímico Jorge Mancini Filho, da Universidade de São Paulo.

Os cientistas só não chegaram ainda a uma conclusão sobre a quantidade ideal de consumo. “Estamos em busca dessa resposta”, suspira a nutricionista Ana Vládia. Quem dá bem a medida (sem trocadilho) da indefinição é a farmacêutica bioquímica Rejane Neves. Ela conta que já viu sugestões de porções as mais variadas de 25 gramas (1 colher de sopa bem cheia) até 45 gramas (quase 2 colheres) por dia. E comenta que alcançar esta última indicação é bem mais difícil. “A inclusão da semente no dia-a-dia deve ser gradativa”.

DOURADA
É bem mais difícil encontrar a linhaça clara aqui no Brasil, já que ela aprecia climas frios. Geralmente é importada do Canadá. “Seu sabor é mais suave do que o da escura”, descreve a farmacêutica bioquímica Rejane Neves-Souza, da Universidade do Norte do Paraná.

MARROM
A semente escura, nativa da região mediterrânea, já está adaptada ao solo brasileiro, onde se deu bem por causa do clima quente. Por isso é mais fácil encontrá-la por aí. Comparada com a dourada, a casca é um pouco mais resistente. Quanto aos nutrientes, não perde nada para a outra variedade.

Afinal, o que faz da linhaça um superalimento? “Sua casca guarda um mix de proteínas, minerais e vitaminas”, responde o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia. Vale destacar a vitamina E, que contribui para o funcionamento celular e, por isso, afasta o envelhecimento precoce e as doenças degenerativas.

Outros ingredientes que compõem sua poderosa fórmula são o ômega-3 e o ômega- 6, atuando em perfeita harmonia. Essa dupla, nunca é demais lembrar, garante a saúde cardiovascular. Afinal, ambos atuam na redução do LDL, o mau colesterol, responsável por estragos nas artérias. “Diversos trabalhos apontam a semente do linho como protetora do coração”, reforça Jocelem Salgado, presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais e professora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, em Piracicaba, interior paulista.

INGREDIENTE DE DESTAQUE
Entretanto, o que torna a linhaça ímpar pra valer atende pelo nome de lignana, substância que começa a sair do anonimato. Não é para menos. Ela praticamente faz as vezes do estrógeno. “Ao se ligar a receptores celulares, a lignana funciona como um falso hormônio”, justifica a farmacêutica bioquímica Rejane Neves- Souza. É o que os especialistas chamam de fitoestrógeno. Aliás, foi justamente esse componente o mais mencionado nos trabalhos da canadense Lilian Thompson.

Segundo a pesquisadora, estudos com grande número de pacientes mostram a relação entre a lignana e a redução dos tumores de mama. Esse composto comprovadamente atua na apoptose celular, um mecanismo de defesa que provoca o suicídio das células defeituosas. O incrível é que, no caso do câncer, esse programa de autodestruição simplesmente não costuma funcionar. Mas a lignana topa a parada e ativa a contagem regressiva para a célula doente se explodir. E olha que nem os grandes centros de pesquisa conseguiram desenvolver a contento drogas com essa capacidade. “Observamos esse efeito em 39 pacientes”, afirma Lilian, que as orientou a consumir 25 gramas de linhaça por dia durante pouco mais de um mês.

A observação desses indivíduos pela equipe da Universidade de Toronto foi rigorosa. A linhaça ressalta a pesquisadora só pode ser usada no tratamento do câncer sob estrita avaliação médica. E é bom que se diga: mesmo quem está saudável não está livre para ingerir o alimento à vontade. “O excesso pode prejudicar a membrana das células”, avisa o nutrólogo Durval Ribas Filho. E para quem pensa em lançar mão de pílulas de óleo de linhaça, alto lá! “Ingerir cápsulas de suplemento, aí mesmo só sob orientação!”, avisa Durval.

Fonte: Revista Saúde!

16 abril, 2009

Pax Transgênica

Enviado em alimentação, transgênicos tagged às 3:24 pm por Marcelo Guerra

transgenicos

São Paulo (SP), Brasil — Texto propõe reflexão sobre o nível do debate que se faz no Brasil e como traduzir o assunto para os consumidores.

Pax Transgênica

RAFAEL CRUZ e SÉRGIO LEITÃO

NO FINAL do século 19, enquanto republicanos e monarquistas debatiam o fim do Império e o nascimento da República no Brasil, a população permaneceu à margem de todo o processo. Alheios à transição política que estava em plena ebulição no país, os brasileiros assistiram “bestializados” à queda de d. Pedro 2º e à formação do novo governo, conforme constatou um desapontado Aristide Lobo, republicano de primeira hora. O império se foi e o brasileiro permaneceu apático, sem saber bem o que estava acontecendo.

Ainda que o espírito republicano tenha aberto espaços de participação popular nos destinos do país, certos setores da sociedade não aprenderam a incluir o cidadão comum nas discussões que lhe dizem respeito.

O debate sobre os transgênicos no Brasil, por exemplo, é um caso emblemático de “bestialização” moderna. As indústrias de biotecnologia e de alimentos, a comunidade científica, os grandes produtores rurais e os ambientalistas se digladiam há anos por meio de termos científicos, técnicos, ambientais, agrícolas e econômicos sem se preocuparem em traduzir essa sopa de letrinhas para a parte mais interessada: os consumidores.

Apesar de serem plantados no Brasil desde 1997, quando a soja geneticamente modificada foi introduzida ilegalmente nos campos do Sul do país, contrabandeada da Argentina, os transgênicos continuam sendo um grande mistério para os brasileiros. Pesquisa realizada em 2007 pelo Instituto Ipsos, a pedido do Greenpeace, revelou que a maioria (70%) expressa dúvida muito grande sobre a validade ou não do consumo de transgênicos. O que mostra que os cidadãos não estão recebendo informação necessária que lhes permita a tomada de decisão séria e responsável sobre o assunto.

O debate sobre os transgênicos poderia estar mais popularizado se a indústria respeitasse e o governo exigisse o cumprimento do decreto nº 4.680/2003, que entrou em vigor no Brasil no ano seguinte. Segundo o texto da lei, todo alimento que tenha sido fabricado com matéria-prima transgênica é obrigado a ter em seu rótulo um símbolo triangular amarelo, com um T preto no meio.

Apesar de estar em vigor há cinco anos, apenas algumas marcas de óleo de soja de algumas empresas foram rotuladas -e, mesmo assim, só a partir do início de 2008, por decisão da Justiça, a partir de denúncias enviadas pelo Greenpeace ao Ministério Público. O silêncio da indústria de alimentos permanece para os produtos que estão, em imensa quantidade, nas prateleiras dos supermercados e que são fabricados a partir de soja transgênica -e em breve do milho transgênico, recém-aprovado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança.

O assunto promete ganhar força a partir do dia 18 de março, quando a CTNBio fará audiência pública sobre o arroz geneticamente modificado da Bayer. Diferentemente do que ocorre com a soja e o milho, que passam por processamento industrial para virar ração ou óleo, com o arroz poderemos ter, pela primeira vez, um produto geneticamente modificado que irá diretamente do campo para o prato do brasileiro. E seremos os primeiros no mundo a consumir o arroz transgênico, já que o produto da Bayer não está aprovado em nenhum outro país.

A correta identificação dos produtos transgênicos dá aos consumidores a liberdade de escolha e à sociedade civil e à indústria de alimentos a chance de responder aos brasileiros a pergunta óbvia: o que são transgênicos? As pessoas aprenderam a ler rótulos e procuram se informar sobre as substâncias ali indicadas. Se os transgênicos são tão seguros quanto afirmam as empresas que desenvolvem essa tecnologia, que sejam identificados nos alimentos que os contêm. E os consumidores se informarão sobre o assunto, como o fazem hoje para saber os teores de gordura trans, carboidratos e sódio dos alimentos. Anos atrás, a indústria também resistiu a dar esse tipo de informação.

Na verdade, ao final da guerra pela liberação dos transgênicos, quando foi aprovada no Congresso a Lei de Biossegurança, as condições para a “pax transgênica” que deveriam ser seguidas nunca foram respeitadas -a correta identificação dos produtos que contivessem transgênicos e a garantia da coexistência da sua produção com a convencional e/ou a orgânica. E, como em toda guerra, a maior parte do ônus fica com a sociedade civil, que é obrigada a conviver com a negação de um direito básico: saber o que está comendo.

Indicar nos rótulos aqueles alimentos que de alguma forma têm organismos geneticamente modificados em sua composição é o caminho para que a população brasileira entre de vez nesse debate. Que a decisão dos brasileiros se dê em meio ao excesso de informação, não sob sua escassez.

RAFAEL CRUZ, cientista social, é coordenador da campanha de engenharia genética do Greenpeace.

SÉRGIO LEITÃO, advogado, é diretor de campanhas do Greenpeace. Foi diretor do Instituto Socioambiental.

Fonte: Folha de São Paulo

11 março, 2009

Curso de nutrição para pais de autistas

Enviado em alimentação, criança tagged às 5:56 pm por Marcelo Guerra

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