01.09.08

Hiperatividade ou falta de limites?

Enviado em antroposofia, comportamento, compulsão, criança, desenvolvimento, homeopatia às 1:44 pm por Marcelo Guerra

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Eu fui convidado para fazer uma palestra na escola em que minha filha mais nova estuda sobre Hiperatividade, na reunião de pais bimestral. Ontem estava organizando as idéias e achei interessante postar aqui.

Em primeiro lugar, uma classificação: existem crianças levadas, crianças hiperativas e crianças sem limites. As levadas dão a impressão de não estarem se concentrando em nada mas, quando colocadas diante de alguma atividade que lhes interesse, dedicam-se inteiramente a ela. As crianças hiperativas realmente não se concentram, mesmo quando é algo que lhes interesse muito. Elas simplesmente não conseguem se concentrar! As crianças sem limites concentram-se, mas dificilmente elas têm interesse que não seja superficial, porque geralmente elas ganham tudo que querem, mesmo que remotamente. Então o interesse salta de uma coisa para outra o tempo todo. Um exemplo é uma criança que queria e ganhava tudo relativo ao RBD (Rebelde, para quem não conhece) e agora já deixa tudo que ganhou para trás (CD, DVD, roupas, álbuns de figurinhas, revistas, álbuns de fotos, etc) porque “precisa” ter tudo do High School Musical.

Classificadas assim, vamos falar sobre a Hiperatividade. Na década de 1970 era chamada Disfunção Cerebral Mínima, porque acreditava-se que algum problema, provavelmente no parto, causava uma baixa oxigenação do cérebro, provocando a hiperatividade. Hoje o nome oficial é DDAH, Distúrbio do Déficit de Atenção com Hiperatividade. Em seu aspecto biológico, está ligada ao metabolismo da dopamina, um neurotransmissor. Os neurônios onde a dopamina atua estão ligados à sensação de prazer, de saciedade, e quando desregulados nada sacia a pessoa, nada causa um prazer profundo. Isto gera uma inquietação constante, pode levar a compulsões na criança e no adulto. Estudos sugerem que este é o fator biológico envolvido nas dependências, como o alcoolismo, dependência de drogas, compulsões alimentares, compulsões sexuais, oneomania (tem um outro artigo neste blog sobre isto), etc. A deficiência de dopamina gera uma baixa capacidade de atenção e concentração. A criança não consegue fixar sua atenção por muito tempo. Isto explica o baixo desempenho escolar, principalmente em matérias em que é preciso ler muito, como história, geografia. Muitas vezes elas são ótimas em matemática, porque o raciocínio é muito rápido, mas se os problemas apresentados tiverem um enunciado a ser interpretado já dificulta. Bem, sem capacidade de fixar a atenção, tudo pode dispersar a criança, até uma mosca que passa. Ela não tem controle sobre a esfera do pensamento, que flutua muito mais rápido do que normalmente ele já o faz. Ela também não tem controle sobre os sentimentos, não conseguindo conter reações emocionais, alternando rapidamente momentos de extremo carinho, simpatia, amorosidade, com momentos de agressividade verbal e física. E também não têm controle sobre a esfera do agir, apresentando uma impulsividade e uma compulsão muito grande ao movimento, elas não conseguem ficar paradas, não conseguem fazer nada até o fim, brincam com três ou quatro brinquedos ao mesmo tempo.

Na Antroposofia falamos que o Eu (Interior) organiza e controla o Pensar, o Sentir e o Agir. Ora, a criança hiperativa não tem nenhum controel sobre estas três esferas, demonstrando que seu Eu não tem esta capacidade de integração. Ela precisa aprender a controlar estes três. E o principal meio para isto é educacional. Até a adolescência, a principal influência sobre a criança são seus pais, o modelo que eles oferecem, e é este modelo que vai influenciar sua vida adulta. Logo em seguida, vem a influência dos professores. Tanto os pais quanto os professores devem saber controlar seu pensar, seu sentir e seu agir, para servirem de modelo para as crianças. Um outro fator importante para que o Eu conquiste o comportamento é o ritmo, a criança precisa de ritmo, de uma rotina. Ter hora para comer, para dormir, para tomar banho, para ir à escola, para assistir TV, para jogar videogame, para entrar na internet. Eu vejo pais de crianças de 10 anos reclamando que o filho passa a noite inteira no computador, e fico me perguntando: onde estão os pais numa hora dessas?

Aí eu acho que entra um fator que agrava a criança hiperativa e cria a criança sem limites. Hoje em dia, ambos os pais trabalham fora geralmente, e muitas horas. Muitos pais, principalmente as mães, sentem-se muito culpadas por estarem longe do filho a maior parte do tempo e, por outro lado, chegam em casa super cansados, querendo um tempo para si, oq ue aumenta ainda mais a culpa. Assim, certas “babás eletrônicas” como o computador, a televisão e o videogame caem como uma luva. A criança se diverte sozinha e os pais podem descansar. Infelizmente estas “babás” amplificam o problema, causando uma excitação ainda maior, embora sejam as poucas coisas que conseguem atrair a atenção de uma criança hiperativa, porque as circunstâncias de um videogame, por exemplo, mudam constantemente, seguindo o ritmo de uma criança hiperativa. A culpa faz com que os pais presenteiem demais os filhos, e o excesso de brinquedos dispersa ainda mais a criança hiperativa, e cria dispersão na criança sem limites, porque ela não se envolve profundamente com nada, porque tudo é passageiro e amanhã ela já ganhará outro “melhor brinquedo do mundo”. A criança consegue perceber a culpa dos pais e pode manipulá-los até deste sentimento. Muito melhor seria brincar junto com a criança, contar histórias para ela, ouvir as histórias dela, participar da vida dela.

Aqui chegamos a um outro ponto: a imagem da criança. Até o início do século 20 não existia a palavra criança como um ser que tem suas especificidades, mas a criança era vista como uma miniatura do adulto. A sociedade ainda resiste a esta mudança de paradigma, haja visto tantos pais tentarem transformar seus filhos em miniadultos, através de roupas, certos brinquedos, hábitos. Uma outra direção é achar que a criança é um ser angelical, sem qualquer maldade. Parece que esquecemos de nossa infância e da crueldade de que as crianças são capazes. As crianças são diferentes dos adultos, mas ainda são humanas, noq ue isso tem de bom ou de ruim. E as crianças têm uma capacidade muito grande de perceber o que seus pais estão sentindo, e a culpa dos pais fica muito evidente nestas situações de não colocar limites ou de presentear excessivamente. E a criança vai usar isto a seu “favor”. Um desfavor a isto é a “psicologização” exagerada que se vê por aí. Crianças que falam de si usando termos médicos e psicológicos mostra que alguma coisa está errada no relacionamento entre ela e seus pais, que não têm mais acesso direto um ao outro, mas mediado por médicos e psicólogos. Eu conheço uma criança que, muito nova, usava sempre a expressão “Eu me sinto insegura” para justificar tudo que ela não queria participar, tudo que ela não queria fazer. As crianças sem limite só precisam de limites claros e objetivos, afinal elas também fazem parte da sociedade e precisam integrar-se a ela.

Além do modelo dos pais, a Pedagogia Curativa ajuda muito as crianças hiperativas. O tratamento medicamentoso alopático é feito principalmente com anfetaminas, como a famosa Ritalina (Metilfenidato), que atua sobre as vias de neurônios que usam dopamina. A atenção é aumentada, e a inquietação conseqüentemente diminui. Tem vários efeitos colaterais a curto e médio prazo. A Homeopatia oferece resultados muito bons nestes casos, e os remédios são muito bem tolerados pelo organismo da criança. Por basear-se na semelhança entre o que um remédio provoca numa pessoa saudável e os sintomas que uma pessoa doente apresenta, a escolha do remédio homeopático é feita através de consulta médica em que os sintomas são detalhados, formando uma imagem bem ampla e precisa do problema do paciente. Com a homeopatia, muitas crianças conseguem melhorar a integração das esferas do Pensamento, Sentimento e Ação, controlando seu comportamento e conseguindo melhora tanto no aprendizado, quanto no relacionamento com os colegas, professores, e familiares e, principalmente, reduzindo a frustração que é um sentimento muito presente nas crianças hiperativas, juntamente com a baixa auto-estima. Assim nossas crianças podem ser mais integradas e felizes!

Marcelo Guerra

10.29.07

Tecendo o Fio do Destino – O Curso

Enviado em antroposofia, arte, biográfico, comportamento, curso, desenvolvimento, destino, tear, terapia biográfica, tricô tagged , , , às 1:00 pm por Marcelo Guerra

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Destino?

Agulha no palheiro

onde o homem se procura

O tempo inteiro”

Lindolfo Bell 

Cada um de nós nasce com um destino, não como um livro previamente escrito em que cada ato nosso está previsto, mas como uma missão a nós confiada. Isto faz com que a vida tenha um sentido e, muitas vezes, sofremos com angústia ou depressão por não percebê-lo claramente. Os fatos de nossas vidas estão aí para que encontremos o Fio do Destino que, junto com o nosso livre arbítrio, tece os acontecimentos tanto no nosso mundo interior quanto na nossa vida nas comunidades em que vivemos. Este curso tem o objetivo de buscar o fio do destino de cada um, desembaraçá-lo, tecê-lo de forma diferente, mais confortável, mais de acordo com o sentido que queremos dar para nossas vidas. Para isso trabalharemos com fatos de nossas próprias vidas. Este trabalho será feito com palavras e arte, como aquarela, modelagem em argila, tear, desenho, contos de fadas, vídeos, teatro, etc. Ninguém precisa ser artista para participar, é claro. Muitas das questões que nos colocamos hoje são percebidas de modo diferente quando as situamos no contexto mais amplo da vida toda. A troca de experiências de vida num grupo é enriquecedora e suaviza os sentimentos ligados a essas experiências.  O curso será coordenado por Marcelo Guerra (Médico Homeopata, Terapeuta Biográfico em formação) e Neide Eisele (Psicóloga, Terapeuta Biográfica em formação). Terá a duração de 10 encontros mensais e será realizado no Instituto Gaia, à Rua Almirante Alexandrino, 2495A, Santa Teresa, Rio de Janeiro. O primeiro encontro será em 24 de novembro de 2007, de 8:30h às 17h. O investimento para cada módulo será de R$80,00 (já incluído o material). As vagas são limitadas. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone  (22) 9254-4866 ou pelo  e-mail marceloguerra@terapiabiografica.com.br  

Cada um hospeda dentro de si uma águia. Sente-se portador de um projeto infinito. Quer romper os limites apertados de seu arranjo existencial. Há movimentos na política, na educação e no processo de mundialização que pretendem reduzir-nos a simples galinhas, confinadas aos limites do terreiro. Como vamos dar asas à águia, ganhar altura, integrar também a galinha e sermos heróis de nossa própria saga? (Leonardo Boff)

Hiperatividade ou falta de limites?

Enviado em antroposofia, criança, doença, homeopatia, medicina antroposófica, remédios, stress tagged , , , , às 12:43 pm por Marcelo Guerra

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Eu fui convidado para fazer uma palestra na escola em que minha filha mais nova estuda sobre Hiperatividade, na reunião de pais bimestral. Ontem estava organizando as idéias e achei interessante postar aqui.

Em primeiro lugar, uma classificação: existem crianças levadas, crianças hiperativas e crianças sem limites. As levadas dão a impressão de não estarem se concentrando em nada mas, quando colocadas diante de alguma atividade que lhes interesse, dedicam-se inteiramente a ela. As crianças hiperativas realmente não se concentram, mesmo quando é algo que lhes interesse muito. Elas simplesmente não conseguem se concentrar! As crianças sem limites concentram-se, mas dificilmente elas têm interesse que não seja superficial, porque geralmente elas ganham tudo que querem, mesmo que remotamente. Então o interesse salta de uma coisa para outra o tempo todo. Um exemplo é uma criança que queria e ganhava tudo relativo ao RBD (Rebelde, para quem não conhece) e agora já deixa tudo que ganhou para trás (CD, DVD, roupas, álbuns de figurinhas, revistas, álbuns de fotos, etc) porque “precisa” ter tudo do High School Musical.

Classificadas assim, vamos falar sobre a Hiperatividade. Na década de 1970 era chamada Disfunção Cerebral Mínima, porque acreditava-se que algum problema, provavelmente no parto, causava uma baixa oxigenação do cérebro, provocando a hiperatividade. Hoje o nome oficial é DDAH, Distúrbio do Déficit de Atenção com Hiperatividade. Em seu aspecto biológico, está ligada ao metabolismo da dopamina, um neurotransmissor. Os neurônios onde a dopamina atua estão ligados à sensação de prazer, de saciedade, e quando desregulados nada sacia a pessoa, nada causa um prazer profundo. Isto gera uma inquietação constante, pode levar a compulsões na criança e no adulto. Estudos sugerem que este é o fator biológico envolvido nas dependências, como o alcoolismo, dependência de drogas, compulsões alimentares, compulsões sexuais, oneomania (tem um outro artigo neste blog sobre isto), etc. A deficiência de dopamina gera uma baixa capacidade de atenção e concentração. A criança não consegue fixar sua atenção por muito tempo. Isto explica o baixo desempenho escolar, principalmente em matérias em que é preciso ler muito, como história, geografia. Muitas vezes elas são ótimas em matemática, porque o raciocínio é muito rápido, mas se os problemas apresentados tiverem um enunciado a ser interpretado já dificulta. Bem, sem capacidade de fixar a atenção, tudo pode dispersar a criança, até uma mosca que passa. Ela não tem controle sobre a esfera do pensamento, que flutua muito mais rápido do que normalmente ele já o faz. Ela também não tem controle sobre os sentimentos, não conseguindo conter reações emocionais, alternando rapidamente momentos de extremo carinho, simpatia, amorosidade, com momentos de agressividade verbal e física. E também não têm controle sobre a esfera do agir, apresentando uma impulsividade e uma compulsão muito grande ao movimento, elas não conseguem ficar paradas, não conseguem fazer nada até o fim, brincam com três ou quatro brinquedos ao mesmo tempo.

Na Antroposofia falamos que o Eu (Interior) organiza e controla o Pensar, o Sentir e o Agir. Ora, a criança hiperativa não tem nenhum controel sobre estas três esferas, demonstrando que seu Eu não tem esta capacidade de integração. Ela precisa aprender a controlar estes três. E o principal meio para isto é educacional. Até a adolescência, a principal influência sobre a criança são seus pais, o modelo que eles oferecem, e é este modelo que vai influenciar sua vida adulta. Logo em seguida, vem a influência dos professores. Tanto os pais quanto os professores devem saber controlar seu pensar, seu sentir e seu agir, para servirem de modelo para as crianças. Um outro fator importante para que o Eu conquiste o comportamento é o ritmo, a criança precisa de ritmo, de uma rotina. Ter hora para comer, para dormir, para tomar banho, para ir à escola, para assistir TV, para jogar videogame, para entrar na internet. Eu vejo pais de crianças de 10 anos reclamando que o filho passa a noite inteira no computador, e fico me perguntando: onde estão os pais numa hora dessas?

Aí eu acho que entra um fator que agrava a criança hiperativa e cria a criança sem limites. Hoje em dia, ambos os pais trabalham fora geralmente, e muitas horas. Muitos pais, principalmente as mães, sentem-se muito culpadas por estarem longe do filho a maior parte do tempo e, por outro lado, chegam em casa super cansados, querendo um tempo para si, oq ue aumenta ainda mais a culpa. Assim, certas “babás eletrônicas” como o computador, a televisão e o videogame caem como uma luva. A criança se diverte sozinha e os pais podem descansar. Infelizmente estas “babás” amplificam o problema, causando uma excitação ainda maior, embora sejam as poucas coisas que conseguem atrair a atenção de uma criança hiperativa, porque as circunstâncias de um videogame, por exemplo, mudam constantemente, seguindo o ritmo de uma criança hiperativa. A culpa faz com que os pais presenteiem demais os filhos, e o excesso de brinquedos dispersa ainda mais a criança hiperativa, e cria dispersão na criança sem limites, porque ela não se envolve profundamente com nada, porque tudo é passageiro e amanhã ela já ganhará outro “melhor brinquedo do mundo”. A criança consegue perceber a culpa dos pais e pode manipulá-los até deste sentimento. Muito melhor seria brincar junto com a criança, contar histórias para ela, ouvir as histórias dela, participar da vida dela.

Aqui chegamos a um outro ponto: a imagem da criança. Até o início do século 20 não existia a palavra criança como um ser que tem suas especificidades, mas a criança era vista como uma miniatura do adulto. A sociedade ainda resiste a esta mudança de paradigma, haja visto tantos pais tentarem transformar seus filhos em miniadultos, através de roupas, certos brinquedos, hábitos. Uma outra direção é achar que a criança é um ser angelical, sem qualquer maldade. Parece que esquecemos de nossa infância e da crueldade de que as crianças são capazes. As crianças são diferentes dos adultos, mas ainda são humanas, noq ue isso tem de bom ou de ruim. E as crianças têm uma capacidade muito grande de perceber o que seus pais estão sentindo, e a culpa dos pais fica muito evidente nestas situações de não colocar limites ou de presentear excessivamente. E a criança vai usar isto a seu “favor”. Um desfavor a isto é a “psicologização” exagerada que se vê por aí. Crianças que falam de si usando termos médicos e psicológicos mostra que alguma coisa está errada no relacionamento entre ela e seus pais, que não têm mais acesso direto um ao outro, mas mediado por médicos e psicólogos. Eu conheço uma criança que, muito nova, usava sempre a expressão “Eu me sinto insegura” para justificar tudo que ela não queria participar, tudo que ela não queria fazer.  As crianças sem limite só precisam de limites claros e objetivos, afinal elas também fazem parte da sociedade e precisam integrar-se a ela.

Além do modelo dos pais, a Pedagogia Curativa ajuda muito as crianças hiperativas. O tratamento medicamentoso alopático é feito principalmente com anfetaminas, como a famosa Ritalina (Metilfenidato), que atua sobre as vias de neurônios que usam dopamina. A atenção é aumentada, e a inquietação conseqüentemente diminui. Tem vários efeitos colaterais a curto e médio prazo. A Homeopatia oferece resultados muito bons nestes casos, e os remédios são muito bem tolerados pelo organismo da criança. Por basear-se na semelhança entre o que um remédio provoca numa pessoa saudável e os sintomas que uma pessoa doente apresenta, a escolha do remédio homeopático é feita através de consulta médica em que os sintomas são detalhados, formando uma imagem bem ampla e precisa do problema do paciente. Com a homeopatia, muitas crianças conseguem melhorar a integração das esferas do Pensamento, Sentimento e Ação, controlando seu comportamento e conseguindo melhora tanto no aprendizado, quanto no relacionamento com os colegas, professores, e familiares e, principalmente, reduzindo a frustração que é um sentimento muito presente nas crianças hiperativas, juntamente com a baixa auto-estima. Assim nossas crianças podem ser mais integradas e felizes!

10.01.07

Apresentação de Euritmia em Niterói

Enviado em antroposofia, euritmia tagged , às 5:45 pm por Marcelo Guerra

Grupo Terranova Euritmia

apresenta

VEREDAS

 

Espetáculo de dança, com música ao vivo, baseado em poesias e músicas eruditas brasileiras

Apresentação dia 28 de Outubro

no Teatro Popular Oscar Niemeyer – Niterói (ao lado das Barcas)

O espetáculo de dança VEREDAS é o resultado do projeto TERRANOVA EURITMIA que busca através da arte e do conhecimento uma forte vivência de coerência, nobreza, leveza e esperança; motivando e levando estímulo às comunidades e ao público em geral. O grupo, que também irá apresentar o espetáculo infantil LUZ BALÃO, está sob a orientação da coreógrafa e euritmista Marília Barreto e é composto por 14 jovens artistas com idade entre 18 e 21 anos.

A Euritmia é uma nova forma de arte cênica que pesquisa o movimento intrínseco da linguagem poética e da música, como ele se configura no fluxo da fala e no desenvolvimento dos sons, com todos os seus matizes de sentimento, e a transposição desse movimento sutil para o gesto coreográfico ampliado, como uma escultura musical.

Esse elemento artístico-plástico da fala e da música é traduzido para o espaço cênico através de coreografias, complementadas pelas cores de indumentárias esvoaçantes e pela iluminação.

Simultaneamente com recitação ou música ao vivo, a Euritmia dança, assim, o desenvolvimento dos sons de poesias e músicas, em toda sua complexidade. Após estréia em São Paulo, o Grupo fará uma turnê internacional, percorrendo países como Alemanha, Suíça e Bélgica.

TERRANOVA é muito mais que um espetáculo. É a proposta de um caminho de pesquisa interna da fonte vital de criação inerente à essência do ser humano, como a Euritmia é capaz de revelar.

Serviço

Veredas e Luz Balão

Espetáculos de Dança

Direção Artística : Marília Barreto

Direção Musical : Arthur Ceratti

Direção de Produção e Iluminação: Magna Valenti

Celistas convidados : Vana Bock e Alberto Kanji

Data : 28 de outubro de 2007

Horário: Luz Balão às 16h e Veredas às 18h

Local : Teatro Popular Oscar Niemeyer

End.: Caminho Niemeyer – Niterói (ao lado das Barcas)

Duração: 60 min. VEREDAS 30 min. LUZ BALÃO

Ingressos: R$ 10,00

Estudantes e terceira idade : R$ 5,00

Idade recomendada : livre

 

FICHA TÉCNICA

Coordenação Geral e Direção Artística: Marília Barreto

Formada em Euritmia pela Escola Superior de Euritmia em Haia, Holanda. Pós-graduação pela PUC-SP em Comunicação e Semiótica com a pesquisa “Da palavra à poética do movimento”. Desde 1988 é professora de Euritmia na Escola Waldorf Rudolf Steiner de São Paulo. Responsável pela formação de euritmistas na área pedagógica, que atuam em todo o Brasil. Membro fundador do Grupo de Euritmia de São Paulo, onde atuou por 13 anos, realizando turnês pelo Brasil, EUA e diversos países da Europa. Fundadora do Grupo Terra Brasilis em 2003, atualmente em seu quarto ano de produção artística com a Euritmia. Idealizadora e docente no curso TERRANOVA EURITMIA – um curso de orientação para jovens, onde também atua como coreógrafa de seus espetáculos. Participação em congressos e eventos da área artística, pedagógica e médica, com principal foco na educação da juventude e na profilaxia de problemas sociais, emocionais e médicos através do trabalho com a dança eurítmica.

Coordenação e Assessoria Pedagógica: Professor Doutor Wilhelm Kenzler

Médico formado pela USP. Especialista em gastroenterologia e Doutor em Medicina pela Universidade de Erlangen-Alemanha; formação em psicanálise e em Medicina Antroposófica. Ex-professor de medicina psicossomática no Instituto “Sedes Sapientiae” na PUC; ex-professor de pós-graduação em medicina psicossomática IBEPEGE (Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas em Gastroenterologia); professor fundador e titular de psicologia médica, medicina psicossomática e psiquiatra da Faculdade de Medicina de Santo Amaro – UNISA. Trabalha em consultório próprio, participa de congressos, ministra palestras e cursos avulsos – atualmente ministra um curso sobre “Saúde e Espiritualidade”.

Coordenação de Projetos, Direção de Produção e Iluminação: Magna Valenti

Atriz, produtora e iluminadora, formada pela Escola Waldorf Rudolf Steiner, graduada em Propaganda e Marketing pela Universidade Paulista e Extensão Universitária em Marketing Cultural e Ação Cultural pela PUC/Cogeae-SP. Trabalha com teatro-educação há 10 anos, formou com o ator e diretor Saliba Filho a Indústria de FAZER Teatro (antiga Cia.A Terceira Máscara) da Cooperativa Paulista de Teatro, produzindo espetáculos e cursos para congressos, empresas e universidades de todo o país. Realizou em 2006 a Oficina de Iluminação Cênica – Sesc Anchieta com Davi de Brito e Robson Bessa, participando da concepção de iluminação cênica do projeto “Na Casa da Tia Ciata” – espetáculo “Um Minuto de Silêncio” no SESC ANCHIETA/SP. Desde 2004 realiza seu trabalho de iluminação cênica com o Grupo Terra Brasilis, apresentando-se no Brasil e exterior (Estados Unidos, Alemanha, Suíça e França). Atualmente desenvolve seu trabalho na Associação Ser em Cena – OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, cujo objetivo é reabilitar, por meio da arte dramática, pessoas afásicas.

Direção Musical e Piano: Arthur Ceratti

Iniciou seus estudos de música e piano aos 9 anos por iniciativa própria. Aperfeiçoou-se na Escola Municipal de Música, e depois de completar o ensino médio no Colégio Bandeirantes, formou-se Bacharel em Piano pela Escola de Comunicações e Artes – USP, onde estudou com Amílcar Zani, Gilberto Tinetti, Marco Antônio da Silva Ramos e Willy Correia de Oliveira, entre outros professores da ECA-USP. Participou de diversos festivais e espetáculos de música pelo Brasil, dentre eles, o e spetáculo musical “O Mambembe”, de Artur de Azevedo, sob direção de Gianni Ratto, na Escola de Artes Dramáticas, USP, com apresentações no TUSP (Teatro da USP), Teatro Sesc Anchieta e Teatro Paulo Eiró (São Paulo, 1993). Trabalhou como pianista no Workshop de Michael Werner, euritmista de Hamburgo, Alemanha, no Congresso de Euritmia Pedagógica (Suiça, Abril 2006). Entre 2004 e 2006 realizou uma série de espetáculos em eventos no Brasil e exterior. Atualmente cursa Licenciatura em Música pela ECA-USP.

Cellistas convidados: Alberto Kanj (Holanda) e Vana Bock (OSUSP)

Vana Bock - Iniciou seus estudos de violoncelo aos doze anos de idade, realizando a maior parte de sua formação musical na Escola Municipal de Música. Foi integrante da Orquestra Experimental de Repertório e da Camerata Fukuda. Entre 2000 e 2003 foi bolsista da Fundação Vitae e do Ministério da Cultura, especializando-se na Academia Ferenc Liszt, em Budapeste, Hungria. È integrante da Orquestra de Câmara Villa Lobos e do Cantilena Ensemble. Tem sido freqüentemente convidada também para tocar com a Bachianas Chamber Orchestra com a qual participou de concerto no Carnegie Hall, em janeiro de 2007, sob a direção de João Carlos Martins. É violoncelista da Orquestra Sinfônica da USP e Orquestra Jazz Sinfônica, além de lecionar e realizar trabalhos de música de câmara. É graduada em Terapia Ocupacional pela Universidade de São Paulo com especialização na Universidade Federal de São Paulo.

INTEGRANTES TERRANOVA EURITMIA

Ana Rosas Alkmim

Ana Carolina Janeiro Ghirello

Brian Lindbergh

Clarissa Rassi Mattosso

Eduardo Borges Barcellos

Isabela de Moura Leibl

Jonas de Castro Gitz

Letícia Rheingantz

Luisa de Carvalho Mello

Martha Lameirão

Natalia Isabelle Vidigal Coachman

Rafael Antonio Bocchiglieri Nihonmatsu

Rafael Tavares de Oliveira

Raquel Pérez Cestari (Espanha)

www.terranova.euritmia.com.br

gaia@ig.com.br

 

Informações: 2285 10 05 2511 70 1

cel: 9976 00 35

09.10.07

Tecendo o Fio do Destino

Enviado em antroposofia, biográfico, comportamento, desenvolvimento, tear, terapia biográfica, terapia de grupo às 8:17 pm por Marcelo Guerra

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Em breve iniciarei um novo curso, com workshops uma vez por mês. De início, haverá grupos em Nova Friburgo, Bom Jardim e Niterói. Ainda estou arranjando os locais e datas, e informarei assim que estiverem definidos. Partindo do pressuposto de que existe um destino, como uma missão para a qual nascemos, e que a vida tem um sentido, vamos trabalhar sobre os fatos de nossas vidas, buscando o fio de destino. Este trabalho será feito com palavras e arte, como aquarela, modelagem em argila, tear, desenho, contos de fadas, vídeos, teatro, etc. Ninguém precisa ser artista para participar, é claro. Logo informarei mais detalhes para começarmos, mas quem tiver interesse em participar e quiser mais informações, entre em contato pelo meu e-mail: marceloguerra@gmail.com

Em grupo, nossas vidas parecem mais claras para nós mesmos. Fica um poema de João Cabral de Mello Neto:

 

Tecendo a Manhã

Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.


E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.

João Cabral de Melo Neto

08.18.07

O que é Terapia Biográfica – 2ª parte

Enviado em acupuntura, antroposofia, depressão, homeopatia, psicoterapia, relacionamento, terapia biográfica, terapia de grupo às 8:48 pm por Marcelo Guerra

O que é Terapia Biográfica – 2ª parte

O que é Terapia Biográfica – 1ª parte

Enviado em acupuntura, antroposofia, biográfico, depressão, ervas medicinais, homeopatia, psicoterapia, relacionamento, saúde, stress, terapia biográfica, terapia de grupo, vivência às 6:24 pm por Marcelo Guerra

O que é Terapia Biográfica – 1ª parte

08.02.07

Novo Curso de Formação Biográfica

Enviado em antroposofia, biográfico, terapia biográfica às 5:26 pm por Marcelo Guerra

A Regional Minas Gerais do Núcleo de Formação Biográfica vai abrir uma nova turma de formação de Biógrafos no 1º semestre de 2008. As inscrições são limitadas.

Com grande satisfação queremos comunicar o lançamento da segunda turma de formação biográfica realizada pela Regional Minas Gerais desta Associação.

O curso obedecerá as mesmas normas das formações que já acontecem na Artemísia (SP) e contará com o mesmo corpo docente, acrescido dos coordenadores e docentes da Regional MG.

Como coordenadores administrativos da Regional temos:

Angélica Justo – médica ,filósofa clínica e biógrafa

Berenice von Rückert – socióloga, consultora em pedagogia social e biógrafa

Mais detalhes no blog: http://formacaobiografica.wordpress.com

Curso de Formação de Líderes Coaches

Enviado em antroposofia às 1:22 pm por Marcelo Guerra

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Coaching – Uma Nova Maneira de Liderar – Rio de Janeiro
Estratégias de Implementação do Processo e de Desenvolvimento de Lideres-Coaches

Objetivos:

Nosso programa busca desmistificar o processo de “Coaching”, focando no desenvolvimento conceitual e prático das habilidades de quem quer se tornar um “Coach” e implementar uma nova relação de aprendizado e crescimento com sua equipe e/ou clientes.

Conteúdo:

O que é Coaching?

Quais os princípios de uma relação de Coaching?

  • Qual a diferença entre Coaching, resoluções de problemas e terapia?
  • Que níveis de comunicação então presentes numa conversa de Coaching?
  • Como identificar bloqueios pessoais e transformá-los em oportunidades de desenvolvimento e ação?
  • Como formular as “perguntas certas”?
  • Como estruturar um processo de Coaching?
  • Como mobilizar o participante (aquele que recebe o coaching) a transformar os insights do processo em ações efetivas com resultados concretos

Público alvo:

  • Líderes que querem desenvolver habilidades de “Coach”.
  • Profissionais de RH e consultores que querem atuar como “coaches” nas suas organizações ou com seus clientes.

Coordenação:

Marlene A. P. S. Salomé Assistente Social, Mestre, pela PUC-SP, em  Organização e Desenvolvimento de Comunidade, Consultora de Processos com base Antroposófica e metodologia desenvolvida pelo NPI – Netherlands Pedagogical Institute – Holanda, Facilitadora de Biodanza e Terapeuta Biográfica.
Possui cerca de 26 anos de experiência profissional, dos quais 15 anos na PETROBRAS, onde atuou como gerente e consultora interna em diversos segmentos de negócio.
Foi docente da PUC/Pontifícia Universidade Católica-SP, UNESP/Universidade Estadual Paulista, UERJ/Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Universidade Cândido Mendes – RJ e Universidade Estácio de Sá –RJ, onde ministrou aulas em cursos de graduação e MBA. Sua atuação abrange principalmente apoio em processos de gestão de mudanças;  formação e desenvolvimento de equipes; desenvolvimento de liderança; mediação de conflitos e coaching.

Leila Tammela – Consultora em gestão de negócios, com experiência em projetos de fusão e aquisição de empresas, gerenciamento de mudanças, restruturação organizacional, planejamento de informatização, reengenharia de processos, implantação de sistemas e novos processos de trabalho nas áreas administrativa, financeira e operacional de empresas industriais e de serviços. Formada em Engenharia de Produção pela UFRJ, com Pós-Graduação em OSM pelo IAG-PUC / RJ e Administração de Empresas – Marketing pela PUC /RJ. Possui formação de consultora pela Adigo. É membro fundador do Instituto EcoSocial.

Investimento:

R$ 1.000,00 por participante, incluindo material didático, coffe-breaks e almoços.

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07.06.07

Importância dos Trabalhos Manuais na Terapia Biográfica

Enviado em antroposofia, tear, tear de pregos, tecelagem, terapia biográfica, terapia de grupo às 1:30 pm por Marcelo Guerra

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As atividades manuais, principalmente as que utilizam fios (tricô, crochê e tecelagem), possuem imenso valor na terapia biográfica, pois a pessoa participa da própria criação, de cada etapa do processo: começo, meio e fim.

Ela visualiza o produto terminado e isso fortalece a vontade, a coordenação psicomotora, além de organizar emoções, ficando assim mais centrada.

O gesto de costurar, bordar, tecer, de estar fazendo um trabalho manual nos chama a atenção, pois ele sempre reúne as nossas mãos diante do coração (o órgão do afeto), para que então as agulhas e linhas gravem nos tecidos, os nossos sentimentos, os nossos pensamentos, o que realmente somos.

(adaptado de um texto de Lilian de Almeida Pereira, Pedagoga e Psicopedagoga)

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