29 julho, 2010
Homeopatia e Preconceito
MARCUS ZULIAN TEIXEIRA
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Posturas preconceituosas de ambas as partes dificultam o diálogo entre racionalidades médicas distintas, impedindo que pacientes se beneficiem
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Em todas as épocas, incomodados com posturas preconceituosas dos seus pares, pensadores e cientistas definiram esses julgamentos formados sem maior conhecimento dos fatos: “O preconceito é uma opinião não submetida à razão” (Voltaire); “Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito” (Einstein).
Apesar de a ciência ser uma área do conhecimento que busca estudar os fenômenos e seus princípios, devendo isentar-se de preconceitos para cumprir o seu ideal, o “orgulho científico” entorpece a mente dos pesquisadores, fazendo-os desprezar aquilo que desconhecem.
A história da humanidade está repleta de exemplos em que determinadas teorias consideradas “polêmicas” perante o modelo científico de uma época tornaram-se leis inquestionáveis no futuro, em vista do aperfeiçoamento dos métodos de investigação.
Infelizmente, duas matérias publicadas no caderno Ciência deste jornal (“Descobridor do HIV defende a polêmica memória da água” e “Pesquisa rendeu Prêmio Ig Nobel a francês”, 30/6), exemplificam o preconceito científico dos autores, que ironizam os recentes estudos do pesquisador Luc Montagnier (Prêmio Nobel de Medicina em 2008), que trazem novas evidências à teoria da “memória da água”, endossando as “ultradiluições homeopáticas”.
Transmitindo aos leitores visão parcial dos fatos, os autores questionam o “brilhantismo” do ganhador de um Prêmio Nobel, a “qualidade científica” de suas publicações e a sua “capacidade de juízo”.
Como o currículo do pesquisador torna essas críticas inócuas, ressaltamos que outras pesquisas, não citadas nas matérias, evidenciam a “atividade biológica”" das “ultradiluições homeopáticas”.
Madeleine Ennis (farmacologista britânica) publicou estudos multicêntricos no periódico “Inflammation Research” (1999, 2001 e 2004), que confirmam os resultados da pesquisa de Jacques Benveniste publicados na revista “Nature” (criticada nas matérias).
Apesar do viés “anti-homeopatia”, a pesquisadora declarou-se surpresa com os resultados, que não puderam ser explicados pela farmacologia. Outros modelos, citados em revisões no periódico “Homeopathy” (em 2009 e 2010), mostraram a atividade biológica das preparações homeopáticas.
A “memória da água” também foi estudada em modelos físico-químicos, tendo suas pesquisas publicadas em revisão no periódico “Homeopathy” (2007).
Como exemplo, Louis Rey constatou a “informação” das ultradiluições homeopáticas no estudo da termoluminescência das substâncias (“Physica A”, 2003).
Contrapondo o movimento contracultural homeopático, que despreza a importância da pesquisa em geral, defendemos a fundamentação científica dos pressupostos homeopáticos, buscando uma linguagem comum que aproxime ambos os paradigmas e permita a prática de uma medicina integrada.
No entanto, posturas preconceituosas de ambas as partes dificultam o diálogo entre racionalidades médicas distintas, impedindo que os pacientes se beneficiem com a união ética e consciente dessas opções terapêuticas.
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MARCUS ZULIAN TEIXEIRA, doutor em medicina, é médico homeopata e pesquisador da Faculdade de Medicina da USP.
E-mail: mzulian@usp.br .
23 julho, 2010
Seminário reúne Homeopatas de Brasil e Cuba em Havana
Promover o intercâmbio entre profissionais de Homeopatia do Brasil e de Cuba. Este é o objetivo do Encontro Brasil Cuba de Homeopatia, que chega, este ano, a sua terceira edição. Nos dias 21 e 22 de julho, farmacêuticos, médicos, veterinários e dentistas homeopatas se reunirão no Ministério da Saúde de Cuba, em Havana. Este ano o assunto tratado no seminários serão as epidemias, principalmente a epidemia de dengue.
Realizado a cada dois anos, o seminário de Homeopatia, uma realização do Instituto Lamasson e do Ministério da Saúde de Cuba, tem mantido o elo entre os dois países, reforçando o intercâmbio iniciado em 1993. “Como não havia Homeopatia em Cuba, o Instituto começou a formar profissionais e hoje mantém este intercâmbio para trocar informações e desenvolver, em conjunto, projetos de pesquisa”, explica Izao Carneiro, médico homeopata que é o articulador deste trabalho.
III ENCONTRO BRASIL CUBA DE HOMEOPATIA
21 e 22 de julho de 2010
Programa
Doenças crônicas – Izao Carneiro Soares
A prática clínica homeopática – Paulo Cesar Maldonado
Casos dermatológicos – Claudia Cardoso e Maria Mercedes Alves
Mesa redonda – A investigação homeopática na atualidade. Projetos conjuntos – Wagner Deocleciano Ribeiro, Maria de los Angeles Palau, Silvana Mantovani, Ana Rita Vieira de Novaes, Maria Diana Sales e Hylton Sarcinelli Luz
16 março, 2010
Homeopatia: Fantasia ou Ciência?
Josep Garriga
A cebola (Allium cepa) é um dos ingredientes básicos para um bom refogado. Mas também pode curar um resfriado comum. A tinta da sépia (Sepia officinalis) é imprescindível para fazer um delicioso arroz negro, mas também é recomendada para transtornos hormonais, da menopausa e menstruação. O enxofre (sulphur) não serve só para matar os fungos das videiras, mas também para curar doenças da pele. E por aí vai. Nada menos que três mil substâncias de origem vegetal, animal e mineral são utilizadas pela homeopatia para curar patologias, sejam elas leves, graves ou crônicas.
Mas há cientistas e médicos para os quais a homeopatia – como terapia ou terapêutica natural – parece uma farsa. O Parlamento britânico, por exemplo, determinou em fevereiro que seu único efeito curativo era como placebo. Mas, fora isso, ninguém demonstrou como essas bolinhas açucaradas interagem no organismo e chegam a influenciar o curso de uma doença. Se é que influenciam ou interagem, porque a homeopatia desperta paixões e fobias, e suscita opiniões extremas. Ou é defendida radicalmente (no Reino Unido e na França ela faz parte do sistema de saúde pública) ou é caluniada. Não há meio termo. No máximo, pode-se encontrar algum médico que seja cético de forma não usual.
A medicina homeopática se baseia no princípio da semelhança, ou seja, uma mesma substância responsável por determinados sintomas também pode aliviá-los ou neutralizá-los, sempre e quando for administrada de forma correta (o semelhante cura o semelhante). Por exemplo, a cebola provoca lágrimas e irritação na garganta, mas abrevia um resfriado comum. A cafeína produz insônia ou taquicardias, mas também pode induzir a um ritmo cardíaco normal. Esta reação acontece porque a substância está presente nos medicamentos em doses infinitesimais, que são obtidas mediante processos de potencialização ou dinamização (várias sacudidas da diluição). Mas a origem da polêmica sobre a sua eficácia está no fato de a diluição ser tão pronunciada que às vezes não resta uma só molécula do princípio ativo original. Por esse motivo, Joan Ramon Laporte, chefe do serviço de farmacologia do hospital de Vall d’Hebron de Barcelona, refere-se aos medicamentos homeopáticos como “a medicina da água”. “Para começar, eles não contêm nada porque a concentração do suposto princípio ativo é infinitesimal. E quando dividimos alguma coisa por infinito, o resultado é nada. Não há um princípio ativo que desencadeie uma resposta fisiológica no organismo que melhore seu estado de saúde”, conclui.
Entretanto, Luc Montagnier, que ganhou o prêmio Nobel de Medicina em 1998 por ter descoberto o vírus da imunodeficiência humana (HIV), não compartilha dessa opinião: “Observou-se que certas diluições em água nas quais não resta nenhuma matéria ainda assim registram vibrações. Esta diluição pode reconstruir a informação genética da matéria. É uma informação instrutiva da qual a homeopatia não pode esquecer, embora muitos críticos digam que não há nada. Mas há alguma coisa. Nós demonstramos a água tem estruturas que são induzidas por vibrações eletromagnéticas.” Por causa dessa descoberta, os médicos homeopatas sustentam que a reação que acontece no organismo não é química, como acontece com os medicamentos alopáticos, mas sim de caráter físico, mas continuam sem esclarecer como ela atua. “Os estudos científicos que foram apresentados e que demonstram que a homeopatia tem um efeito superior ao do placebo evidenciam que é isso que acontece, que nosso organismo reage ao medicamento. Nós demonstramos que o princípio da semelhança existe e funciona”, rebate Assumpta Mestre, que dirige a seção de homeopatia do Colégio de Médicos da Catalunha.
Mas Montagnier acrescenta: “Física ou química? É mais complicado. Mas é verdade que é possível explicar o efeito dos medicamentos depois da diluição pelo fato de que a estrutura da água pode continuar representando a molécula. A água pode conservar a forma e a informação do princípio ativo da molécula”. Essa teoria explicaria a influência dessa substância primitiva sobre o organismo, ainda que não reste nenhuma só molécula da original.
“Os mecanismos de ação dos medicamentos homeopáticos são muito variáveis. O que conhecemos sobre a atuação da aspirina é muito diferente do que sabíamos há 30 anos. O importante é que a substância cure, como ela consegue isso é secundário”, acrescenta Antonio Marqués, também médico homeopata com consultório nas Ilhas Canárias. Por outro lado, Joan Ramon Laporte, responde: “Encontrar uma pegada no local de um crime pode dar informações sobre o tipo de sapato ou o peso do indivíduo, mas não prova quem foi o assassino. Na homeopatia, acontece o mesmo: uma pessoa pode se curar por uma simples probabilidade estatística, mas isso não demonstra que tenha sido graças ao que tomou”.
Na Espanha, calcula-se que três mil clínicos gerais, 2 mil pediatras e 4.600 médicos de outras especialidades prescrevam medicamentos homeopáticos. “Há 20 anos que me dedico à homeopatia. Sou formada em medicina e não paro de ampliar meus conhecimentos nesta área. Você acha que se não houvessem provas e evidências de sua eficácia eu teria passado duas décadas exercendo-a? Pelo amor de Deus, eu sou médica, e não uma bruxa com minhas bolinhas”, defende-se Maite Bravo, que dirige o mestrado em homeopatia na Universidade de Barcelona, um programa de dois anos que começou em 1995 e exige 320 horas de aula e 140 de prática. Só podem se matricular médicos, veterinários ou estudantes do último ano de medicina. Neste ano também começou o mestrado na Universidade de Sevilha, com 500 horas-aula. Tanta formação para uma terapia que é vilipendiada por alguns? “Sim, as pessoas que criticam a homeopatia o fazem por puro desconhecimento. Nós trabalhamos com três mil medicamentos, dos quais usamos 250 a 300 com mais frequência, porque cada indivíduo requer um tratamento personalizado. Se não, não funciona”, acrescenta Bravo.
Um homeopata dedica a seus pacientes uma média de 30 a 60 minutos por consulta porque seu objetivo é encontrar a origem real da doença e muitas vezes ela não é de caráter físico, mas sim psicológico, de sua força vital. “Uma doença não é um fato isolado, é preciso conhecer muito bem o doente”, explica Bravo, que reconhece que os médicos tradicionais também curariam mais seus doentes nos ambulatórios se dessem a eles 30 minutos de atenção,
em vez dos 5 ou 10 minutos habituais.
A Sociedade Catalã de Medicina Familiar e Comunitária elaborou um documento no qual recomenda o tratamento homeopático para 30 patologias diferentes. Por exemplo, síndromes gripais, infecções das vias respiratórias, fibromialgia, fatiga crônica, otite, asma, depressão ou insônia. O documento garante, inclusive, que no caso de infecções por HIV a homeopatia produz um aumento dos CD4 e dos linfócitos T. A orientação assegura que esses medicamentos têm poucos efeitos colaterais, mas adverte que só podem ser prescritos por pessoas graduadas em medicina e formadas em homeopatia.
Trata-se apenas de uma recomendação, uma vez que a Espanha não tem uma norma sobre o exercício da homeopatia, ao contrário do que acontece na França, Alemanha e Reino Unido, onde a homeopatia faz parte da saúde pública e existem hospitais especializados. Na Espanha, a homeopatia só é reconhecida como prática médica. Primeiro foi o Congresso dos Deputados, em setembro, que a aprovou por unanimidade. Três meses depois, a Organização Médica Colegial (OMC) tomou a mesma decisão. “A homeopatia exige um diagnóstico prévio, uma indicação terapêutica e precisa ser realizada por pessoal especializado em centros de saúde devidamente autorizados”, aponta Cosme Naveda, coordenador da área de terapias médicas não convencionais da OMC. Naveda se define como um cético: “eu não me dedico a isto, faço visitas num ambulatório, mas na medicina é possível causar danos ao paciente por ação ou omissão. Na homeopatia, com certeza não é por ação, porque não há efeitos colaterais, mas se não for feito um diagnóstico claro, pode-se ignorar um problema e postergar seu tratamento.”
A Catalunha foi a única comunidade que se atreveu a regular o exercício das terapias naturais, incluindo a homeopatia, mas o Tribunal Superior de Justiça derrubou o decreto em junho de 2007 por invasão de competências do governo central. A Academia Médico-Homeopática de Barcelona recorreu da norma porque ela permitia que qualquer pessoa, sem ser médico, exercesse a especialidade, uma vez demonstrada sua formação. Na sentença, os juízes escreveram: “não falta motivo aos recorrentes quando afirmam que o decreto equivale a autorizar que pessoas não formadas em Medicina possam receitar medicamentos homeopáticos antes de diagnosticar as doenças.”
Josep Davins, subdiretor de Recursos Sanitários da Catalunha, explica que os médicos entenderam mal a normativa, porque “não se pretendia regular a prática médica, mas sim a não-médica, e combater o exercício da profissão por pessoas não habilitadas. Queríamos proporcionar segurança aos cidadãos”. Em abril de 2008, o ministério da Saúde constituiu uma comissão com as comunidades autônomas para tentar legislar sobre o exercício das terapias naturais de forma harmônica. Mas as práticas são tão heterogêneas (homeopatia, acupuntura, osteopatia, plantas medicinais, etc.) que por enquanto a comissão só compilou a legislação europeia sobre o assunto. Na França e na Alemanha, a homeopatia está reservada exclusivamente aos médicos, e no Reino Unido há quatro hospitais homeopáticos na rede pública (Londres, Bristol, Liverpool e Glasgow). Entretanto, em fevereiro, uma comissão do Parlamento britânico pediu que o governo retirasse os 4,5 milhões de euros que esta medicina alternativa custa ao serviço nacional de saúde, por considerar que a homeopatia carece de consistência médica. Mas o governo trabalhista britânico negou-se a isso. “Aqui, na Espanha, se você entrasse num hospital e pedisse um tratamento homeopático, receberia alta em dois minutos”, queixa-se Bravo. “Quantos anos a humanidade viveu sem saber por que as maçãs caíam até que Newton o explicasse? É o mesmo caso”, acrescenta Assumpta Mestre.
Mas, convincente ou não, a homeopatia conta cada dia com maior número de adeptos, não só entre os pacientes, mas também entre os médicos. O número de pediatras que optam por esses tratamentos disparou nos últimos anos, sobretudo por conta da segurança dos medicamentos e da facilidade em administrá-los. E sim, tratam-se de medicamentos, e não de balinhas, segundo todas as normas europeias e a Agência Espanhola de Medicamentos. Como tal, são vendidos em farmácias. “Efetivamente, estamos falando de medicamentos com eficácia demonstrada por meio de estudos científicos e testes, da mesma forma que acontece com os medicamentos convencionais, os alopáticos”, comentam representantes da Agência Espanhola do Medicamento. Se não, não estariam no mercado.
Fonte: Jornal El País
12 outubro, 2009
Ação das Dinamizações Homeopáticas comprovada por Luc Montagnier

Em um recente estudo do professor Luc Montagnier, virologista francês que descobriu o HIV e que ganhou o Prêmio Nobel em 2008, e sua equipe relatam os resultados de uma série de experimentos rigorosa investigação das propriedades eletromagnéticas de alta-diluídos amostras biológicas.
O estudo demonstra que algumas sequências de DNA de bactérias são capazes de induzir ondas eletromagnéticas em altas diluições aquosas. Parece ser um fenômeno de ressonância provocada pelo ambiente de fundo de ondas eletromagnéticas de frequência muito baixa. Os investigadores usaram
soluções aquosas que foram agitados e diluídos em série (os pesquisadores observaram que as soluções foram “fortemente agitado” e que esta etapa foi “fundamental para a geração de sinais). Em outras palavras potências homeopáticas, apesar de que a palavra ‘homeopatia’ não é mencionada no artigo.
Os pesquisadores descobriram que as bactérias patogênicas e vírus, apresentam uma assinatura distinta electromagnética em diluições que variam de 10 ^ -5 a 10 ^ -12 (correspondente a 5D a 12D), e que pequenos fragmentos de DNA (responsável pela patogenicidade) foram exclusivamente responsável pelo sinal eletromagnético . Os pesquisadores também observou que um experimento detectou efeitos significativos a partir de diluições tão elevadas quanto 10 ^ -18 (equivalente a 18D). A assinatura eletromagnética mudou com níveis de diluição, mas não foi afetada pela concentração inicial e permaneceu mesmo após fragmentos de DNA restantes terem sido destruídos por agentes químicos.
Eles observaram que o sinal eletromagnético foi destruída pelo aquecimento ou o congelamento da amostra. Além disso, um “cross-talk” efeito foi encontrado pelo qual uma amostra negativa inibe o sinal positivo em uma
outra amostra, se forem deixados juntos durante a noite em um recipiente blindado. Os pesquisadores propõem que aquosa nano-estruturas forma específica nas amostras durante o processo de diluição e são responsáveis pelos efeitos electromagnéticos medidos.
Os pesquisadores também detectaram os mesmos sinais eletromagnéticos no plasma e no DNA extraído do plasma de pacientes portadores de doença de Alzheimer, doença de Parkinson, esclerose múltipla e artrite reumatoide.
Este estudo é uma contribuição importante à evidência crescente base na investigação fundamental com relevância direta para a homeopatia.
11 outubro, 2009
Estudo duplo-cego comprova eficácia da Homeopatia no tratamento da depressão severa
Estudo conduzido por pesquisadores do Departamento de Psicobiologia da UFSP (Universidade Federal de São Paulo) comparando o uso de remédios homeopáticos com a fluoxetina em pacientes deprimidos (moderada ou severamente) comprova a ação da homeopatia e reafirma sua segurança para os pacientes.
Veja abaixo a síntese (em inglês):
Homeopathic Individualized Q-potencies versus Fluoxetine for Moderate to Severe Depression: Double-blind, Randomized Non-inferiority Trial.
Adler UC, Paiva NM, Cesar AT, Adler MS, Molina A, Padula AE, Calil HM.
Department of Psychobiology, Universidade Federal de São Paulo, R. Napoleão de Barros, 925 São Paulo, SP 04024-002, Brazil. hmcalil@psicobio.epm.br.
Homeopathy is a complementary and integrative medicine used in depression, The aim of this study is to investigate the non-inferiority and tolerability of individualized homeopathic medicines [Quinquagintamillesmial (Q-potencies)] in acute depression, using fluoxetine as active control. Ninety-one outpatients with moderate to severe depression were assigned to receive an individualized homeopathic medicine or fluoxetine 20 mg day(-1) (up to 40 mg day(-1)) in a prospective, randomized, double-blind double-dummy 8-week, single-center trial. Primary efficacy measure was the analysis of the mean change in the Montgomery & Asberg Depression Rating Scale (MADRS) depression scores, using a non-inferiority test with margin of 1.45. Secondary efficacy outcomes were response and remission rates. Tolerability was assessed with the side effect rating scale of the Scandinavian Society of Psychopharmacology. Mean MADRS scores differences were not significant at the 4th (P = 0.654) and 8th weeks (P = 0.965) of treatment. Non-inferiority of homeopathy was indicated because the upper limit of the confidence interval (CI) for mean difference in MADRS change was less than the non-inferiority margin: mean differences (homeopathy-fluoxetine) were -3.04 (95% CI -6.95, 0.86) and -2.4 (95% CI -6.05, 0.77) at 4th and 8th week, respectively. There were no significant differences between the percentages of response or remission rates in both groups. Tolerability: there were no significant differences between the side effects rates, although a higher percentage of patients treated with fluoxetine reported troublesome side effects and there was a trend toward greater treatment interruption for adverse effects in the fluoxetine group. This study illustrates the feasibility of randomized controlled double-blind trials of homeopathy in depression and indicates the non-inferiority of individualized homeopathic Q-potencies as compared to fluoxetine in acute treatment of outpatients with moderate to severe depression.
16 agosto, 2009
Homeopatia na prevenção de gripe tipo A (H1N1 ou suína)

Muitas pessoas estão desesperadas em busca de alguma forma de prevenção desta pandemia de gripe que estamos vivendo. Algumas prefeituras estão distribuindo remédios homeopáticos como forma de prevenir. O ideal seria que cada pessoa procurasse seu médico homeopata e buscasse tomar o medicamento que melhor se adaptasse às suas características físicas e emocionais (o seu similimum ou remédio constitucional), que é a melhor forma de mantermos nossa saúde. Como em tempos de epidemia isso se torna inviável, há indicações de remédios homeopáticos para a prevenção. Esta indicação pode partir de vários princípios: a busca do gênio epidêmico da doença e a repertorização dele, o tratamento do miasma tuberculínico, ou o uso de nosódios (bioterápicos) como preconizado pelo Dr. Roberto Costa, em seu livro Homeopatia Atualizada. Eu, pessoalmente, tenho indicado aos meus clientes e ouvintes do programa Gotas Homeopáticas (dentro do Show do Pedro Osmar, da rádio Friburgo AM) o uso de Influenzinum 200CH, 10 gotas 1 vez por semana, como prevenção da gripe e dos sintomas mais graves dela. Para tal, me baseei na experiência de sucesso que médicos homeopatas de Guaratinguetá tiveram na epidemia de meningite meningocócica da década de 70. Alguns colegas alopatas já atacaram esta indicação, afirmando que ela não tem comprovação científica. Cabe lembrar que o uso do Tamiflu na atual gripe não tem qualquer comprovação científica também, o que não impede que esteja sendo usado em larga escala.
Para quem se interessar em saber mais sobre o uso da Homeopatia em epidemias, recomendo o excelente trabalho da DRa. Margareth Frossard, encontrado neste endereço.
16 julho, 2009
Homeopatia trata rinite a longo prazo

RACHEL BOTELHO
da Folha de S.Paulo
Um estudo realizado na Faculdade de Medicina da USP concluiu que o tratamento homeopático pode ser eficaz a médio e longo prazo no combate à rinite alérgica.
Na primeira fase da pesquisa, 41 pacientes foram separados em dois grupos. Parte recebeu medicamentos homeopáticos individualizados e parte tomou placebo. Transcorridos seis meses, a melhora nos sintomas e sinais da rinite foi semelhante entre as pessoas de ambos os grupos -de cerca de 25%.
Até então, nem o médico nem os participantes sabiam a que grupo cada um pertencia. Após esse período, esses dados foram revelados, e os pacientes, reunidos.
Na segunda fase, aqueles que haviam recebido placebo foram tratados com homeopatia por 12 meses, e os demais, pela metade do tempo. Dessa forma, todos os participantes receberam a substância ativa durante o mesmo intervalo de tempo.
Ao final dos doze meses, metade apresentou melhora nos sintomas e sinais da rinite alérgica. No segundo ano de tratamento, essa taxa aumentou para 64%, alcançando 72% ao final dos três anos de pesquisa.
Os sinais da doença foram verificados e tabelados por um imunologista independente, não homeopata, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
De acordo com o médico homeopata Marcus Zulian Teixeira, que fez o estudo para sua tese de doutorado, foi preciso realizar um acompanhamento de longo prazo porque uma característica do tratamento homeopático é a demora para acertar o remédio mais indicado para cada paciente.
“Existem centenas de remédios homeopáticos que podem ser usados para tratar a rinite. É necessário um tempo grande para testar todas as possibilidades”, afirma. Segundo ele, os estudos clássicos têm duração de um ou dois meses, o que não é eficaz para a homeopatia.
Falha da pesquisa
Embora os resultados apontem uma diferença estatisticamente significativa entre a melhora do mesmo paciente nos 12 meses de tratamento com homeopatia em relação aos seis meses iniciais, o próprio autor aponta a desistência da maior parte das pessoas como uma falha do estudo. Dos 41 participantes, só 13 foram até o fim.
No entanto, segundo ele, cerca de 80% dos que desistiram atribuíram o fato ao alívio dos sintomas da rinite.
“A limitação da pesquisa é o pequeno número de pacientes devido à desistência que há em qualquer tratamento de longo prazo. Para compensar, fizemos uma análise qualitativa para saber como foi a melhora dos pacientes”, afirma.
Os pacientes que apresentaram 100% de melhora ficaram em média três anos sem nenhum sintoma de rinite após o fim do tratamento.
De acordo com Richard Voegels, membro da diretoria da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e diretor de rinologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, somente as conclusões da primeira fase do trabalho, quando não se sabia quais pacientes estavam recebendo placebo ou medicamentos, podem ser consideradas.
“Se o estudo continuasse controlado, quem garante que o grupo placebo também não teria melhora de 70%?”, afirma o médico. Segundo ele, o componente psicológico também é importante no caso da rinite. “Se a pessoa acredita que vai melhorar, isso acontece.”
Na opinião do otorrinolaringologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Onivaldo Cervantes, pode-se concluir que a homeopatia tem um efeito positivo no combate à rinite, mas é preciso considerar os vieses da pesquisa.
“Essas pessoas podem ter passado a se cuidar melhor, podem ter se afastado dos alérgenos. Durante o tratamento, o paciente presta mais atenção ao problema e também acredita que vai melhorar”, diz.
A rinite é caracterizada por uma inflamação do nariz e pode ser infecciosa (resfriado), irritativa (poluição, fumo) ou alérgica (reação exagerada a determinados alérgenos). Os sintomas são congestão e obstrução nasal, coceira e espirros.
Fonte: Folha de São Paulo
13 maio, 2009
Homeopatia por não-especialistas: trambique nos pacientes

>> e você, vai querer se tratar com um médico que só conhece homeopatia pelos folhetinhos da farmácia? Ou vai preferir a auto-medicação? Que tal ir a um homeopata que também quebra o galho como neurocirurgião e fazer uma cirurgia no cérebro? Ou comprar remédio homeopático em drogaria, sem um farmacêutico homeopata que entenda as singularidades da Homeopatia? É tudo por dinheiro… Uma pena que a saúde dos pacientes seja colocada em segundo plano diante da força da grana!
12/05/2009 – Gazeta Mercantil
O futuro de cerca de 2,1 mil farmácias magistrais especializadas em homeopatia espalhadas por todo o Brasil pode estar seriamente comprometido. Submetidas à regras mais rígidas por parte da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2000, elas agora começarão a enfrentar um segundo obstáculo: a concorrência de peso de um grande laboratório internacional, como o Boiron, reconhecido por oferecer medicamentos homeopáticos industrializados com garantias e, principalmente, com escala global.
O movimento pode criar também no Brasil uma mudança no segmento como já ocorreu em mercados como Estados Unidos e Europa, onde as farmácias de manipulação de homeopatia praticamente deixaram de existir. Segundo o diretor do laboratório Boiron para o Brasil, Ricardo Ferreira, o caminho da especialização, ganho de escala e controle de qualidade é inevitável, uma vez que as grandes indústrias possuem mais condições de controle sobre os produtos. “Além disso, nos mercados maduros qualquer médico prescreve remédios homeopáticos, não necessariamente um médico precisa ser especializado, como aqui”, explica.
A existência de medicamentos prontos na farmácia, com indicações para cada problema, segundo ele, ajudou a popularizar e democratizar a homeopatia nos mercados maduros e é assim que a empresa – que fatura € 466 milhões, dos quais 50% disso fora da França – pretende trabalhar por aqui. Para isso, já obteve registro da Anvisa para medicamentos para gripe e controle de ansiedade.
A presidente da Associação Brasileira de Farmacêuticos Homeopatas (ABFH), Márcia Aparecida Gutierrez, não acredita que a chegada do concorrente internacional represente, efetivamente, uma grande mudança da cultura homeopática local. “A industrialização limita a autonomia dos médicos brasileiros, acostumados a individualizar os tratamentos”, diz. Segundo Márcia, entre as farmácias homeopatas submetidas às novas regras, quem não conseguiu se adaptar já saiu do mercado ou vendeu o negócio. “Quem ficou já sobreviveu ao primeiro baque e está mais preparado para a concorrência.” Além disso, a bandeira de qualidade, levantada por laboratórios, não pode ser mais um argumento, segundo a da ABFH. “Isso acontecia antes de 2000 quando não havia normatização.”
Nas resoluções, a Anvisa incluiu regras que vão desde as instalações físicas das farmácias até mesmo um roteiro de preparação e fiscalização. Hoje, os estabelecimentos, além da fiscalização, passam por auditorias anuais. Se as adequações não forem feitas, a farmácia corre o risco de ficar parcialmente interditada.
Mesmo sem ter documentado o número de farmácias que fecharam ou foram vendidas ao longo dos cinco anos, a representante da ABFH diz que quem ficou assumiu a responsabilidade e o alto custo de manter um serviço de qualidade. “Quando comecei, em 85, só havia 10 farmácias homeopáticas no Estado de São Paulo e hoje somos mais de 1,4 mil. Se não funcionasse não duraria tanto”, acrescenta.
Mas, para a diretora farmacêutica e responsável técnica do Boiron, Maria Isabel de Almeida Prado, há dificuldades básicas para dimensionar o negócio. “As regras exigem uma estrutura enorme, para que se venda apenas um remédio. Isso comprometerá até mesmo o futuro das farmácias de manipulação convencionais”, diz ela, que fechou sua própria rede de farmácias, Aleph.
Especializado em homeopatia, o doutor Renan Ruiz, acredita que hoje haja uma demanda reprimida por remédios homeopáticos prontos. “Há medicamentos ‘coringa’ que podem ser usado para eventualidades e que podem ser industrializados, o que não impede a individualização”, diz Ruiz, acrescentando que o principal é a garantia de um bom produto para o paciente.



Nomeação: Elisabete Cunha
Encanto


