29 junho, 2007

Arte e Encanto

Posted in antroposofia, arte, biográfico, blog, terapia biográfica às 5:36 pm por Marcelo Guerra

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A única forma de arte que me interessava era cinema. Isso até eu conhecer a Antroposofia e começar a estudar e posteriormente trabalhar com a  Terapia Biográfica, onde a arte ocupa posição central no tratamento. Hoje me interesso por fazer arte, sem nenhuma pretensão em ser artista, e aprecio e me sinto tocado com a arte em geral. No wordpress há um blog escrito pela Elisabete Cunha, chamado Encanto,  que fala sobre poesia, arte, e outras coisas mais. Excelente e sensível!

Aproveito para lembrar que já estão abertas inscrições para o novo curso de formação de Terapeutas Biográficos, em Juiz de Fora. Leia mais sobre o curso aqui.

27 junho, 2007

Consumo, logo existo (Frei Betto)

Posted in compulsão, consumismo às 1:15 pm por Marcelo Guerra

Ao visitar em agosto a admirável obra social de Carlinhos Brown, no Candeal, em Salvador, ouvi-o contar que na infância, vivida ali na pobreza, ele não conheceu a fome. Havia sempre um pouco de farinha, feijão, frutas e hortaliças. “Quem trouxe a fome foi a geladeira”, disse. O eletrodoméstico impôs à família a necessidade do supérfluo: refrigerantes, sorvetes etc.

 A economia de mercado, centrada no lucro e não nos direitos da população, nos submete ao consumo de símbolos. O valor simbólico da mercadoria figura acima de sua utilidade. Assim, a fome a que se refere Carlinhos Brown é inelutavelmente insaciável.

 É próprio do humano – e nisso também nos diferenciamos dos animais – manipular o alimento que ingere. A refeição exige preparo, criatividade, e a cozinha é laboratório culinário, como a mesa é missa, no sentido litúrgico.

 A ingestão de alimentos por um gato ou cachorro é um atavismo desprovido de arte. Entre humanos, comer exige um mínimo de cerimônia: sentar à mesa coberta pela toalha, usar talheres, apresentar os pratos com esmero e, sobretudo, desfrutar da companhia de outros comensais. Trata-se de um ritual que possui rubricas indeléveis. Parece-me desumano comer de pé ou sozinho, retirando o alimento diretamente da panela.

 Marx já havia se dado conta do peso da geladeira. Nos “Manuscritos econômicos e filosóficos” (1844), ele constata que “o valor que cada um possui aos olhos do outro é o valor de seus respectivos bens. Portanto, em si o homem não tem valor para nós.” O capitalismo de tal modo desumaniza que já não somos apenas consumidores, somos também consumidos. As mercadorias que me revestem e os bens simbólicos que me cercam é que determinam meu valor social. Desprovido ou despojado deles, perco o valor, condenado ao mundo ignaro da pobreza e à cultura da exclusão.

 Para o povo maori da Nova Zelândia cada coisa, e não apenas as pessoas, tem alma. Em comunidades tradicionais de África também se encontra essa interação matéria-espírito. Ora, se dizem a nós que um aborígine cultua uma árvore ou pedra, um totem ou ave, com certeza faremos um olhar de desdém. Mas quantos de nós não cultuam o próprio carro, um determinado vinho guardado na adega, uma jóia?

 Assim como um objeto se associa a seu dono nas comunidades tribais, na sociedade de consumo o mesmo ocorre sob a sofisticada égide da grife. Não se compra um vestido, compra-se um Gaultier; não se adquire um carro, e sim uma Ferrari; não se bebe um vinho, mas um Château Margaux. A roupa pode ser a mais horrorosa possível, porém se traz a assinatura de um famoso estilista a gata borralheira transforma-se em cinderela…

 Somos consumidos pelas mercadorias na medida em que essa cultura neoliberal nos faz acreditar que delas emana uma energia que nos cobre como uma bendita unção, a de que pertencemos ao mundo dos eleitos, dos ricos, do poder. Pois a avassaladora indústria do consumismo imprime aos objetos uma aura, um espírito, que nos transfigura quando neles tocamos. E se somos privados desse privilégio, o sentimento de exclusão causa frustração, depressão, infelicidade.

 Não importa que a pessoa seja imbecil. Revestida de objetos cobiçados, é alçada ao altar dos incensados pela inveja alheia. Ela se torna também objeto, confundida com seus apetrechos e tudo mais que carrega nela mas não é ela: bens, cifrões, cargos etc.

 Comércio deriva de “com mercê”, com troca. Hoje as relações de consumo são desprovidas de troca, impessoais, não mais mediatizadas pelas pessoas. Outrora, a quitanda, o boteco, a mercearia, criavam vínculos entre o vendedor e o comprador, e também constituíam o espaço das relações de vizinhança, como ainda ocorre na feira.

 Agora o supermercado suprime a presença humana. Lá está a gôndola abarrotada de produtos sedutoramente embalados. Ali, a frustração da falta de convívio é compensada pelo consumo supérfluo. “Nada poderia ser maior que a sedução” – diz Jean Baudrillard – “nem mesmo a ordem que a destrói.” E a sedução ganha seu supremo canal na compra pela internet. Sem sair da cadeira o consumidor faz chegar à sua casa todos os produtos que deseja.

 Vou com freqüência a livrarias de shoppings. Ao passar diante das lojas e contemplar os veneráveis objetos de consumo, vendedores se acercam indagando se necessito algo. “Não, obrigado. Estou apenas fazendo um passeio socrático”, respondo. Olham-me intrigados. Então explico: Sócrates era um filósofo grego que viveu séculos antes de Cristo. Também gostava de passear pelas ruas comerciais de Atenas. E, assediado por vendedores como vocês, respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.”

25 junho, 2007

A Obesidade nos Países em Desenvolvimento

Posted in alimentação, obesidade às 2:29 pm por Marcelo Guerra

É uma amarga ironia que conforme os países em desenvolvimento estejam se esforçando para reduzir a fome, algumas vezes enfrentam um problema que decorre do consumo excessivo de alimentos: a obesidade. A obesidade acarreta uma maior freqüência de doenças crônicas tais como diabetes, doenças do coração e câncer. E se algumas pessoas pobres estão com excesso de peso isto não significa que estejam bem alimentadas. A obesidade, freqüentemente, encobre deficiências do consumo de vitaminas e minerais. “Consideramos a obesidade um problema importante que necessita ser tratado, juntamente com o problema da subalimentação”, explica Prakash Shetty, Chefe do Serviço de Planejamento, Estimativa e Avaliação da Nutrição, da FAO. Apenas há alguns anos era difícil encontrar uma afirmação desta natureza. Os especialistas tinham dúvidas em despertar atenções sobre a obesidade, enquanto havia tantas vidas comprometidas pela fome. De um total de 850 milhões de pessoas que padecem pela fome no mundo, 780 milhões se encontram nos países em desenvolvimento. Mas os dados alarmantes apresentados em 2001 pelo Worldwatch Institute colocaram na berlinda a forma tradicional de se pensar essa questão: pela primeira vez, o número de pessoas superalimentadas no mundo compete com as subalimentadas. O mais triste é que os países em desenvolvimento estão engrossando a fila dos países que sofrem com o problema da obesidade.

Um estudo realizado em 1999 pelas Nações Unidas descobriu que o problema da obesidade está presente em todas as regiões em desenvolvimento, aumentando aceleradamente também nos países donde existe fome em estado permanente. Na China, por exemplo, o número de pessoas com sobrepeso passou de menos de 10% para 15% em apenas três anos. No Brasil e na Colômbia a porcentagem de obesos fica ao redor dos 40%, nível compatível com o de diversos países europeus. Incluindo a parte da África que se encontra abaixo do deserto do Saara, onde vive a maior parte das pessoas atingidas pela fome, a obesidade está aumentando, sobretudo na população feminina que vive nas cidades. Em todas as regiões a obesidade parece crescer conforme aumenta o nível de renda.

A obesidade no mundo em desenvolvimento não é uma surpresa para a FAO: “Já sabíamos que o mundo produzia alimentos suficientes para todos. Infelizmente, porém, os alimentos nem sempre chegam a quem deles mais necessita”, afirma Bárbara Burlingame, Funcionária Superior do Grupo de Estimativa e Avaliação das Repercussões da Nutrição, da FAO. A fome é uma conseqüência, a obesidade, outra.

Além disso, praticamente todas as pessoas que padecem de fome e muitos dos que têm sobrepeso sofrem debilidades físicas por outro tipo de má nutrição: a falta de vitaminas e minerais (a chamada “fome oculta”), conhecida no meio científico como deficiência de micronutrientes. “Costumava-se pensar que se as pessoas obtinham suficiente energia da sua alimentação, os micronutrientes viriam em acréscimo, afirma a Dra. Burlingame, “mas as pessoas cada vez mais ingerem alimentos de má qualidade, que enchem o estômago mas deixam o organismo sem os micronutrientes necessários.”

Se a informação sobre a obesidade nos países em desenvolvimento é limitada, os estudos preliminares indicam que algumas das mesmas deficiências de micronutrientes das quais padecem as pessoas subalimentadas, estão presentes também nos organismos de pessoas com excesso de peso. Um dos problemas mais comuns é a anemia, por falta de ferro e a deficiência de vitamina A, causa freqüente de cegueira entre crianças com menos de cinco anos de idade.

A FAO recomenda um criterioso planejamento da nutrição para orientar tanto a qualidade quanto a quantidade. “Uma de nossas missões mais importantes é promover uma alimentação diversificada, que contenha os alimentos tradicionais, em geral bem equilibrados e muito nutritivos”, explica Dr. Shetty.

No mundo em desenvolvimento a obesidade pode ser considerada como o resultado de uma série de transformações da alimentação, a atividade física, a saúde e a nutrição, chamadas em conjunto como “a transição da nutrição”. Conforme se tornam mais prósperos, os países pobres adquirem alguns benefícios e também alguns problemas dos países industrializados, e dentre estes últimos está a obesidade.

Como as zonas urbanas foram avançando muito mais nessa transição que as zonas rurais, naturalmente apresentam maiores índices de obesidade. As cidades oferecem uma maior variedade de opções alimentares, em geral a preços mais baixos. O trabalho urbano freqüentemente exige menos atividade física que o do campo. E como cada vez mais as mulheres trabalham fora de casa, podem estar muito ocupadas para comprar e preparar alimentos frescos e produzidos na própria região, como ocorre com a compra em feiras livres. Em 1900 apenas 10% da população mundial vivia em cidades. Hoje esta cifra é de quase 50%. Isto não significa que as zonas rurais estejam livres do problema da obesidade. O aumento da mecanização do trabalho agrícola diminui as atividades físicas ao mesmo tempo em que esta modernização proporcionou mais alimentos disponíveis, ainda que não necessariamente de melhor qualidade (devido ao uso de fertilizantes sintéticos e agrotóxicos). Muitos agricultores abandonaram a agricultura de subsistência onde se obtinham diferentes tipos de alimentos (cereais, hortaliças, frutas, raízes, leguminosas, etc.) em favor das monoculturas comerciais de alto rendimento, passando a plantarem apenas uma espécie por safra (milho, arroz, feijão, soja e outros alimentos plantados isoladamente em épocas distintas).

Importação de Hábitos Alimentares

 

Outro elemento da transição da nutrição é a importação cada vez maior de alimentos do mundo industrializado. Em conseqüência, a alimentação tradicional composta de cereais e hortaliças está sendo substituída por uma dieta rica em açúcar e gorduras. Alguns críticos acusam os países industrializados de produzir cortes de carne magra para seus habitantes e vender em outros territórios as carnes gordurosas restantes. Conforme as empresas comercializadoras de carne percebem o aumento de renda nos países em desenvolvimento, dirigem sua atenção a estes mercados. Do México ao Marrocos, os mesmos alimentos que são um perigo para a saúde dos países ricos hoje chegam em maior quantidade aos países pobres.

Outras mudanças na alimentação ocorrem por influência externa. Na China, por exemplo, quando a renda per capita quadruplicou devido às reformas econômicas da década de 1970, o consumo de alimentos com altos teores de gorduras também disparou. Em 1962, uma dieta com 20% do total da energia composto por gorduras correspondia a um Produto Nacional Bruto (PNB) per capita de 1475 dólares. Para 1990, um PNB de apenas 750 dólares per capita correspondia ao acesso ao mesmo tipo de alimentação.

Em diversos países, a globalização modificou a cara da obesidade. No México e no Brasil, por exemplo, onde o excesso de peso era privilégio apenas das elites locais, hoje é comum de ser verificada nas populações pobres. A maior disponibilidade de alimentos a preços mais baixos (como ocorreu na China) significa que os pobres tem maior acesso a alimentos gordurosos. Enquanto as camadas financeiramente mais abastadas da sociedade adotam modelos de vida mais sadios (consumindo produtos light, diet e orgânicos), os pobres têm menos opções alimentares, além de um acesso mais limitado a educação sobre a nutrição.

Os Custos de uma Má Alimentação

 

 

As pessoas com peso tanto abaixo quanto acima do normal possuem em comum o fato de apresentarem elevados índices de doenças, menor capacidade de desenvolverem suas atividades cotidianas (menor produtividade) e menor expectativa de vida. A obesidade aumenta o perigo de doenças crônicas, acidentes vasculares, doenças cardíacas e na vesícula, além de uma variedade de formas de câncer.

Os países em desenvolvimento correm o risco de ganhar a maior parte dessas doenças. Por exemplo, existe a previsão que entre 1998 e 2025 se duplique para 300 milhões o número de pessoas com diabetes relacionada à obesidade e três quartos desse aumento correspondem aos países em desenvolvimento. Em países cujos recursos econômicos e sociais já sofrem uma grande pressão, os resultados poderiam ser catastróficos.

A FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) reconhece a necessidade de atender a crescente preocupação com a obesidade no mundo, embora mantenha como prioridade o combate à fome. “A obesidade não é um problema tão grande como a fome nos países em desenvolvimento. Primeiro há que garantir que as pessoas consumam alimentos suficientes e apropriados”, afirma o Dr. Prakash Shetty, Chefe do Serviço de Planejamento, Estimativa e Avaliação da Nutrição, da FAO.

Contudo, é preciso ressaltar que assim como outras formas de má nutrição, a obesidade pode debilitar e ainda atrapalhar o progresso dos países, na medida em que diminui a capacidade de trabalho das pessoas e desvia recursos para o atendimento médico desse problema. De modo, que ao mesmo tempo em que a FAO deseja continuar combatendo a fome, é necessário também despertar os governos de todos os países para a obesidade em suas populações.

Felizmente, parte da solução de ambos problemas (escassez e excesso de comida) encontra-se, em parte, no acesso à informação. “A mesma informação utilizada para determinar os níveis de subnutrição, serve para conhecer a hipernutrição, já que ambas condições são extremos de um mesmo processo”, afirma Dr. Shetty.

Por exemplo, o índice da massa corporal (IMC), cálculo do peso da pessoa dividido pelo quadrado de sua estatura, produz um número que indica o lugar da pessoa numa escala que passa desde a falta extrema de peso até a obesidade grave. Infelizmente, a informação nos países em desenvolvimento é distribuída de forma limitada. Conseqüentemente, os responsáveis pela elaboração de políticas públicas não possuem dados necessários para avaliar o perigo do aumento da obesidade e das doenças crônicas associadas a ela. O que não pode mais persistir nos centros de decisão dos países pobres é a idéia errônea de que a obesidade é um problema que atinge apenas os países ricos, onde o problema é mais visível graças a existência de dados científicos e informações sistematizadas em quantidade muito maior que nos países em desenvolvimento.

Também é essencial assegurar que os alimentos produzidos sejam nutritivos. A obesidade é enganadora. Ainda que as pessoas obesas pareçam bem alimentadas, muitas vezes carecem de elementos nutritivos essenciais, causa da falta de saúde e de doenças. A FAO quer propiciar uma melhor comunicação entre dois tipos de especialistas que normalmente não trabalham juntos: os especialistas na produção dos alimentos (agrônomos quase sempre) que decidem como produzir mais e os especialistas em nutrição (nutricionistas), que sabem o que não pode faltar a um organismo para que esse tenha uma boa saúde.

“Há que se superar as monoculturas que apenas têm uma grande produtividade ou melhor resistência a doenças para se começar a eleger cultivares que primem por um melhor balanço de nutrientes”, afirma Bárbara Burlingame, Funcionária Superior do Grupo de Estimativa e Avaliação das Repercussões da Nutrição, da FAO. Isto requer mudar a mentalidade: “Em vez de pensar apenas na quantidade de matéria seca que se produz por hectare, queremos ver os cálculos da quantidade de proteína ou beta-caroteno que um cultivar produz”, explica. Isto significa convencer a todos, desde os encarregados de elaborar as políticas até os agrônomos e outros técnicos que trabalham com a extensão rural, sobre a importância de considerar a nutrição como parte fundamental do planejamento agropecuário.

Outra iniciativa pertinente na luta contra a falta de micronutrientes é busca a produção de alimentos mais nutritivos. Os cientistas podem utilizar desde a genética clássica, selecionando variedades que naturalmente são mais ricas em micronutrientes como o ferro, ou a vitamina A para introduzir essas características em variedades ou híbridos que serão mais nutritivos. “As pessoas discutem os problemas ou benefícios do arroz geneticamente modificado (transgênico) que conteria maiores quantidades de beta-caroteno (precursor da síntese da vitamina A no organismo), contudo seria melhor aproveitar os cultivares naturalmente ricos de certas vitaminas, aproveitando-os para enriquecer outros cultivares, sem os riscos ambientais dos transgênicos, afirma Burlingame. Preocupada em debater essa questão, a FAO está organizando um seminário para promover um maior interesse neste processo, conhecido como “bioenriquecimento”.

O primeiro passo para resolver o problema cada vez maior da obesidade consiste em reconhecer sua existência. “Tive uma tendência geral de pensar que com o desenvolvimento das economias, os problemas de nutrição seriam eliminados naturalmente”, explica Dr. Shetty. “Contudo, os países que estão alcançando o desenvolvimento são aqueles que apresenta os maiores riscos. Estes países estão obtendo um consumo adequado de alimentos, mas temos que assegurar que não atinjam um outro extremo”, afirma Dr. Shetty. A educação pública deve promover ativamente a boa nutrição e a atividade física e a política agrícola deveria privilegiar o consumo de alimentos nutritivos.À medida em que os países trabalham para alimentar toda a sua população, a mensagem que deve ficar para todos é: “Consumir alimentos sadios e não apenas mais alimentos”.

 

Fonte: Planeta Orgânico

22 junho, 2007

MÉDICOS HOMEOPATAS NO CALÇADÃO DE COPACABANA

Posted in homeopatia às 10:08 pm por Marcelo Guerra

Dr. Hylton recolhe a primeira assinatura para o abaixo-assinado

Rio de Janeiro, 21/06/07 – A mobilização pelo direito de escolha da homeopatia no SUS, organizada pela ONG Homeopatia Ação Pelo Semelhante, realizada em 10 de junho, no calçadão de Copacabana,  no Rio de Janeiro, na parte da manhã, coletou 1186 assinaturas para o abaixo-assinado que já soma quase 14 mil adesões.

 

A caminhada contou com a presença de médicos homeopatas e voluntários da ONG, que distribuíram cerca de quatro mil folhetos ao público de domingo em Copacabana.  Pela primeira vez, a população encontrou médicos homeopatas lutando e convocando a população para se aliarem em favor da liberdade de opção terapêutica, para defender sua prática dos ataques que recebem e que afetam de igual modo aos usuários e simpatizantes da homeopatia.

 

Os médicos homeopatas Giulio Roppa, Francisco José de Freitas, Paulo Cezar Maldonado, Francisco de Oliveira Villela, Gissia Gomes Galvão, Graciela Pagliaro, Hylton Luz, Gilda Campos, Elizabete Pinto Valente, Marise Lomba, Gervásio Araujo, Milton Ungierowcz e André Luiz Ribeiro e voluntários da ONG ficaram satisfeitos com a receptividade das pessoas que doaram suas assinaturas para a campanha durante a caminhada.

 

O objetivo deste ato é defender a liberdade de opção terapêutica. A ONG luta para efetivar a Portaria 971, do Ministério da Saúde, criada em 2006, que instituiu a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde (PNPIC), mas que até agora não saiu do papel.

 

Conforme o médico homeopata Hylton Luz, presidente da ONG e criador desse movimento, as próximas caminhadas serão nos bairros de Ipanema, Leblon e Flamengo e na cidade de Niterói.  “Com isso, mobilizamos a população para cobrar do Ministério da Saúde a efetivação da Portaria, permitindo o acesso de todos à homeopatia no SUS”, afirma.

 

Hoje, a população que depende da assistência pública não tem como escolher a homeopatia como opção terapêutica. São apenas 514 médicos homeopatas trabalhando no SUS em todo país e 15 mil na iniciativa privada.

 

A caminhada contou com o apoio das farmácias Antiqua, Artfharma, Bem Viver, De Faria e Pinho, Gian, Homeonatural, Quintessência, Renascença e Sauer.

 

Quem quiser fazer parte da campanha “Homeopatia Direito de Todos”  e adquirir a camiseta para a próxima caminhada deve procurar a ONG, na Rua Siqueira Campos 115, sobrado. Também pode solicitar por e-mail semelhante@semelhante.org.br ou por telefone (21) 2255-9190.

 

Assine o Abaixo Assinado Eletrônico www.semelhante.org.br

 

 

Para colher assinaturas e colaborar com a campanha, basta  imprimir o formulário eletrônico no site www.semelhante.org.br e encaminhar para o endereço da ONG.

 

19 junho, 2007

NASA estuda tratar astronautas com Homeopatia

Posted in astronauta, homeopatia, lua, nasa às 10:55 am por Marcelo Guerra

A NASA, agência espacial americana, promoveu um seminário no início de junho , na Rutgers University em New
Brunswick. Para conhecer as possibilidades terapêuticas que a Homeopatia oferece, foram convidados três médicos homeopatas indianos, Dr Pratipa Banerjee, seu pai Dr Prashanta Banerjee e Dr S Das, que trabalha junto com eles. A NASA estuda retomar as viagens à lua, e encontra diificuldades com o tratamento alopático dos astronautas, principalmente quanto à absorção dos medicamentos em baixa gravidade e ao controle dos efeitos colaterais. Assim, surge como opção a Homeopatia, que não traz efeitos colaterais e tem absorção predominantemente sublingual.

15 junho, 2007

Workshop de Alimentação Vegetariana no Rio

Posted in alimentação às 6:24 pm por Marcelo Guerra

Alguma coisa sobre Gastronomia…

 

 

The New Vegetarian Couisine

 

A Nova Cozinha Vegetariana

 

Workshop by Mario Alencar

 

Rio de Janeiro

23 de Junho de 2007

Das 14:00 às 17:00h

Valor: R$ 50,00

Local: confirmado após a totalização do nº. de inscritos.

 

Mario Alencar é um chef de cozinha com experiência internacional. Teve contato com alguns dos grandes chefs da alta gastronomia. É um dos poucos chefs com grande conhecimento da culinária antroposófica (a partir da visão de Rudolf Steiner), macrobiótica e vegetariana. Possui sua formação nas culinárias francesa e italiana.

 

Informações e inscrições: 21 2285.4292 e 21 8665.3637