28 outubro, 2008

Biográfico Panorãmico

Posted in antroposofia, biográfico, terapia biográfica às 9:00 am por Marcelo Guerra

O Biográfico Panorâmico é realizado em regime de imersão, em locais reservados, onde os participantes podem dedicar-se a trabalhar o seu interior, para retornarem ao seu mundo renovados e modificados.

Os nossos próximos Biográficos Panorâmicos ocorrerão nas seguintes datas e locais:

* Em Juiz de Fora, de 13 a 16 de novembro, no Seminário da Floresta.
* Em Teresópolis, na Pousada & Spa Vrindávana, na estrada que liga a Nova Friburgo, de 27 a 30 de novembro.

Escreva para santana@terapiabiografica.com.br ou marceloguerra@terapiabiografica.com.br para mais informações.

O objetivo do Trabalho Biográfico é conhecer a sua vida e percorrer os caminhos da sua própria história reconhecendo os fios que te conduziram até o momento. Através do levantamento dos fatos da sua própria vida e da leitura consciente desses fatos, você trabalhará o panorama familiar e individual desde o seu nascimento até o dia de hoje, podendo então reescrever a sua história com linhas e fios mais claros, passando pelo centro do seu próprio destino.

De dentro de sua história, e só assim, é possível você reconhecer sua missão humana e transformá-la em ação consciente no mundo.

Este trabalho será de quinta-feira à tardinha a domingo após o almoço, em lugar selecionado para instrospecção e cura.

Coordenadores:

* Rosângela Cunha

Psicóloga, Gestalt-terapeuta e Terapeuta Biográfica

* Marcelo Guerra

Médico Homeopata e Terapeuta Biográfico
www.daoterapias.com.br

24 outubro, 2008

Rimonabant (Acomplia) retirado do mercado

Posted in saúde às 3:39 pm por Marcelo Guerra

A companhia farmacêutica sanofi-aventis decidiu acatar recomendação da Agência de Medicamentos da Europa (EMEA) e suspender a venda do rimonabanto (nome comercial: Acomplia) em todo o mundo, inclusive no Brasil. O rimonabanto chegou ao mercado mundial em junho de 2006, liberado pela mesma agência européia, após resultados animadores em estudos clínicos de tratamento da obesidade.

O sucesso enorme desse remédio vem do fato de reduzir a gordura do organismo, e a fama é de que reduz principalmente na área do abdome. O que ninguém sabia era que podia causar depressão e agravar pacientes já deprimidos. Por isso, foi retirado do mercado no mundo todo.

Qual será o próximo remédio milagroso e “inofensivo” a ser lançado para obesidade? E por que as pessoas preferem as soluções milagrosas, tipo engolir uma pílula e não mudar nada na própria vida, como fazer uma alimentação mais equilibrada ou começar a praticar atividades físicas?

16 outubro, 2008

Vivência Biográfica em Teresópolis

Posted in antroposofia, biográfico, terapia biográfica, terapia de grupo, teresópolis, vivência, workshop tagged , , às 7:00 pm por Marcelo Guerra

De 27 a 30 de Novembro, na Pousada e Spa Vrindávana. Promovido por DAO Terapias.

O objetivo do Trabalho Biográfico é conhecer a sua vida e percorrer os caminhos da sua própria história reconhecendo os fios que te conduziram até o momento. Através do levantamento dos fatos da sua própria vida e da leitura consciente desses fatos, você trabalhará o panorama familiar e individual desde o seu nascimento até o dia de hoje, podendo então reescrever a sua história com linhas e fios mais claros, passando pelo centro do seu próprio destino.

De dentro de sua história, e só assim, é possível você reconhecer sua missão humana e transformá-la em ação consciente no mundo.

Este trabalho será em regime de imersão, de quinta-feira à tardinha a domingo após o almoço, em lugar selecionado para instrospecção e cura.

Coordenação:
¬ Rosângela de Santa Anna Cunha, psicóloga, gestalt terapeuta, terapeuta biográfica.
¬ Marcelo Guerra, médico homeopata e acupunturista, terapeuta biográfico.
www.daoterapias.com.br

Vivência Biográfica em Teresópolis

Posted in antroposofia, biográfico, terapia biográfica, terapia de grupo, vivência, workshop às 6:21 pm por Marcelo Guerra

De 27 a 30 de Novembro, na Pousada e Spa Vrindávana. Promovido por DAO Terapias.

O objetivo do Trabalho Biográfico é conhecer a sua vida e percorrer os caminhos da sua própria história reconhecendo os fios que te conduziram até o momento. Através do levantamento dos fatos da sua própria vida e da leitura consciente desses fatos, você trabalhará o panorama familiar e individual desde o seu nascimento até o dia de hoje, podendo então reescrever a sua história com linhas e fios mais claros, passando pelo centro do seu próprio destino.

De dentro de sua história, e só assim, é possível você reconhecer sua missão humana e transformá-la em ação consciente no mundo.

Este trabalho será em regime de imersão, de quinta-feira à tardinha a domingo após o almoço, em lugar selecionado para instrospecção e cura.

Coordenação:
¬ Rosângela de Santa Anna Cunha, psicóloga, gestalt terapeuta, terapeuta biográfica.
¬ Marcelo Guerra, médico homeopata e acupunturista, terapeuta biográfico.
www.daoterapias.com.br

12 outubro, 2008

Abacate no Globo Repórter

Posted in alimentação, comida, frutas tagged , , às 10:18 am por Marcelo Guerra

Força, energia, concentração e muito preparo físico. Em uma academia de caratê, em Campinas, no estado de São Paulo, instrutor e alunos se dedicam a um esporte que em apenas uma hora de prática consome 400 calorias. É um grande esforço para os músculos e um desgaste para os ossos e as articulações.

Mas o médico Edson Credídio, faixa preta desde a adolescência, tem a solução. O nutrólogo é defensor e apreciador ferrenho do abacate. Ele acredita que a fruta não deve faltar na alimentação dos atletas.

“Evita a câimbra pelo alto teor de potássio. Ele é importante, porque apresenta polifenóis, que ajudam a recuperar e a proteger as cartilagens nas articulações. Então, é um complemento que todo o atleta deveria utilizar”, explica o médico.

Só de potássio, o abacate tem 485 miligramas em cada cem gramas do fruto. É o dobro da banana. Na academia, o médico recomenda o abacate aos alunos, assim como faz com seus pacientes há 28 anos. Segundo ele, para prevenir uma série de doenças.

“Evita doenças crônico-degenerativas, processos alérgicos, processos reumáticos, doenças auto-imunes. Eu uso para tudo, só que inserido em um plano pessoal”, afirma doutor Credídio.

Acontece que o abacate, apesar de gostoso, tem fama de engordar. Por isso, não é muito bem visto.

“Todos nós achávamos que era gorduroso”, diz uma mulher.

“Sempre acharam que aumentaria o colesterol”, comenta um aluno da academia.

“Pelo fato de ter óleo, ele tem um alto teor energético. Cada 100 gramas tem 170 calorias. Só que você põe uma quantidade menor, por exemplo, em um leite desnatado ou come com limão. Então, fica pouca caloria. Compensa pelo benefício”, explica doutor Credídio.

Benefícios que pesquisadores do curso de engenharia de alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) estudam já há dois anos. Orientado pela professora Glauce Pastore, doutor Edson Credídio quer comprovar cada uma das propriedades do abacate na sua tese de doutorado. Os estudos feitos no laboratório mostram que o abacate é tão bom para o nosso organismo quanto o azeite extra-virgem.

“A grande vantagem é que nós encontramos o abacate o ano todo. Ele tem uma diversidade muito grande. No Brasil, temos mais de cem espécies diferentes. Então, você consegue encontrar o ano todo. O benefício que ele causa é aumentar o colesterol bom e reduzir o colesterol ruim, levando à prevenção de doenças cardiovasculares”, diz o médico.

A constatação de que o abacate podia aumentar o bom colesterol bom precisava ser comprovada cientificamente. Um desafio que levou o pesquisador até o Comando de Policiamento do Interior, o CPI2.

O grupo de policiais foi considerado ideal para o estudo, porque as pessoas que fazem parte dele têm várias características parecidas. São homens e mulheres na mesma faixa de idade, entre 25 e 45 anos. Eles possuem hábitos de alimentação e de atividade física bem semelhantes. E todos têm uma profissão que provoca muito estresse.

E o estresse é uma ameaça. Para reagir, consumimos nossas reservas, inclusive o colesterol bom, o HDL. A proposta para os militares do CPI2 era consumir um abacate pequeno por dia: metade no almoço e a outra metade no jantar.

“No começo, eu estava meio cético. Como uma fruta que é tão gordurosa pode melhorar o colesterol? Eu achei até estranho”, conta o terceiro sargento da Polícia Militar de São Paulo, Alex Sandro Menegão.

O sargento Alex Sandro tinha boas razões para ter receio. Pouco antes do teste, teve diagnosticado um problema de hipotireoidismo. “É uma alteração na glândula tireóide que faz com que o metabolismo tenha problemas. Então, o colesterol aumenta na circulação. Eu tinha níveis de colesterol altíssimos. Eu ia ter que tomar remédios e medicamentos para controle do colesterol”, lembra.

Setenta policiais aderiram ao programa durante dois meses. Nada mudou na alimentação deles, a não ser a entrada do abacate.

“Eu não quis interferir na dieta para mostrar a eficácia real do fruto do abacate”, explica o médico.

Os exames de sangue foram realizados antes e depois do estudo. O resultado surpreendeu.

“A principal conclusão dessa pesquisa foi que 99% dos policiais participantes tiveram uma melhora do colesterol HDL, que é bom colesterol”, informa doutor Credídio.

O sargento Alex Sandro e a soldado Cristina Proença apresentaram as mudanças mais significativas. O HDL, o colesterol bom, da soldado Cristina subiu 20% ao final dos dois meses. O sargento Alex Sandro apresentou uma melhora geral do quadro dele: redução do colesterol total e aumento do HDL.

“Eu me senti mais disposto e mais humorado. Só o fato de saber que não estou mais doente e que não tenho mais nenhum problema é ótimo. Então, eu vou prosseguir nessa dieta. Já é o suficiente, não preciso tomar nenhum tipo de medicamento, nenhuma droga. Acho mais natural”, diz o sargento.

“O ideal seria uma porção por dia, o que corresponde a duas colheres de sopa. Isso seria introduzido em um plano alimentar balanceado”, orienta doutor Credídio.

9 outubro, 2008

Prêmio Cláudia para Veterinária Homeopata

Posted in homeopatia tagged , às 10:06 am por Marcelo Guerra

Com patrocínio da Dove, acontece esta noite, em São Paulo, a cerimônia
de entrega do Prêmio Cláudia, que homenageará mulheres que se destacam
em em cinco áreas: ciências, cultura, negócios, políticas públicas e
trabalho social.

Este ano, mais de 250 nomes foram indicados por uma comissão que
reúne acadêmicos, representantes de entidades nacionais e
internacionais, diretores de ONGs, empresários, políticos, jornalistas
e artistas, entre outros. A redação da revista Cláudia, da Editora
Abril, chegou a 15 finalistas, as que mais de destacaram em três
critérios: o impacto dos projetos, o poder de multiplicação e a
originalidade.

A premiação acontece a partir das 19h, na Sala São Paulo. As cinco
vencedoras – uma por categoria – foram eleitas por três júris: o de
notáveis, o da redação e o de leitoras da publicação, que votaram via
internet e celular.

Negócios

. Maria do Carmo Arenales – A veterinária paulista começou a
trabalhar com homeopatia para animais no início dos anos 80 e montou o
primeiro laboratório brasileiro de medicamentos homeopáticos para
animais, o Fauna & Flora Arenales.

Especialização em Educação Ecológica Waldorf: Estética e Linguagem na contemporaneidade

Posted in saúde às 7:58 am por Marcelo Guerra

Pós-graduação lato-sensu

Exclusivo para professores Waldorf formados, o curso é oferecido pela Universidade Vale do Rio Verde – Unincor, Três Corações, MG.

A criação de uma pós-graduação lato-senso, exclusiva para professores formados em Pedagogia Waldorf, é um grande passo para o fortalecimento dessa pedagogia no meio acadêmico, condição importante para seu reconhecimento efetivo e para a criação futura de uma graduação nos moldes da Pedagogia Waldorf.

Pré-inscrições e informações:
eeewaldorf@gmail.com (35) 9997 9178

Informações e matrículas:
posgrad@unincor.br (35) 3239 1276
Nova turma início em fevereiro de 2009.

Informações:

LOCAL DO CURSO:
Unincor – Campus de Três Corações

INÍCIO DO CURSO:
24 de outubro de 2008

DURAÇÃO DO CURSO:
18 meses

SELEÇÃO:
Análise de currículo

PERIODICIDADE:
Mensal – sexta-feira das 19 às 22h, sábado das 8 às 17h, domingo das 8h às 12h.

VAGAS:
35 alunos

CARGA HORÁRIA:
456 horas

INVESTIMENTO:
15 parcelas de R$ 320,00

PÚBLICO ALVO:
Profissionais graduados com formação em Pedagogia Waldorf.

COORDENAÇÃO:
Profª. Dra. Aparecida Maria Nunes
http://lattes.cnpq.br/0364555396799465

Mestre e doutora em Letras, na área de Literatura Brasileira. Especialista em Lingüística Aplicada ao Ensino do Português e Jornalista.

Ms. Ana Lygia Vieira Schil da Nina Veiga
http://lattes.cnpq.br/7474000609545919
http://www.ninaveiga.com.br/
eeewaldorf@gmail.com

Mestre em Letras – Linguagem, Cultura e Discurso, psicopedagoga institucional e clínica, especialista em Docência do Ensino Superior. Qualificada em Pedagogia Waldorf e Pedagogia Terapêutica. Professora universitária em pós-graduações, ministra cursos, palestras e workshops relacionados a pedagogia, arte e terapia. Artista Plástica.

CORPO DOCENTE ACADÊMICO:

Profa. Dra. Sueli Pecci Passerini
http://lattes.cnpq.br/6577387144053086

Professora e escritora, possui graduação em Pedagogia com habilitação Magistério e Administração Escolar. Especialista em Desenvolvimento de Currículo, Master em Tecnologia Educacional, Facilitadores de criatividade, Biografia Humana , Pedagogia Waldorf . Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela USP. Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela USP. Aperfeiçoaments em: Pedagogia, Formação Continuada em Pedagogia Waldorf , Processo de Desenvolvimento Organizacional e Individual, Treinamento de Reeducação. Atualmente é professora titular do Fundação Armando Álvares Penteado. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia do Desenvolvimento Humano. Atuando principalmente nos seguintes temas: Mito Pessoal, Dimensão Simbólica, Oficina.

Prof. Dr. Valdemar Setzer
www.ime.usp.br/~vwsetzer
vwsetzer@ime.usp.br

Foi um dos pioneiros no ensino e pesquisa em Ciência da Computação no Brasil. Formou-se em Engenharia Eletrônica no ITA e doutorou-se na USP, onde aposentou-se no cargo de Prof. Titular do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística da USP (IME). Foi professor nas Universidades do Texas em Austin, USA, e de Stuttgart na Alemanha. Exerceu inúmeros cargos de direção na USP, tendo sido o fundador do atual Centro de Computação Eletrônica (CCE) da USP e do Centro de Ensino de Computação do IME. Tem 12 livros publicados no Brasil e no exterior, destacando-se Meios Eletrônicos e Educação: uma visão alternativa (Ed. Escrituras) e Bancos de Dados: aprenda o que são, melhore seus conhecimentos, construa os seus (Ed. Edgard Blücher). Atuou como consultor em inúmeras empresas, entre elas o SERPRO, a PRODESP e a PROMON. É o webmaster da Sociedade Antroposófica no Brasil. Tem proferido inúmeras palestras sobre temas técnicos, educacionais e filosóficos. Ver outros currículos, detalhes e artigos em seu site.

Prof. Dr. Wesley Aragão
http://www.gaia-antroposofia.org.br/
http://lattes.cnpq.br/0320337074643934

Graduado em Medicina – UFJF. Mestre em Ciência da Religião – UFJF. Doutor em Antropologia Social – UFRJ. Áreas de docência: 1) Saúde – medicina, teoria e prática clínica, história da medicina, etnobotânica medicinal e terapias alternativas, semiologia. 2) Humanas e Sociais – Religiosidade Nova Era, Neoxamanismo, Religiões Comparadas, Religiões Orientais, Xamanismo, Religiões Afro-Brasileiras, Mitologias Comparadas, Etnologia Indígena (tupi), Sociologia, Antropologia, Folclore Brasileiro, Modernidade e Pós-Modernidade, Filosofia da Ciência e Epistemologia. “Sou artista plástico auto-didata. Nascido em Juiz de Fora, em 1957, desde pequeno mostrei afinidade com o mundo das artes. Atualmente, produzo trabalhos pictóricos em tinta acrílica e óleo sobre madeira e tela, ou técnica mista sobre madeira.Meu objetivo é retomar os elementos estéticos modernistas e reinseri-los no entorno contemporâneo, explorá-los mais e novamente, ampliá-los, relê-los, recriá-los, considerando ainda o entorno visual de Minas, de Juiz de Fora e cercanias”.

Prof. Ms. Jonas Bach Jr. http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/1884/12134/1/disser_jonas.pdf jonasbachjr@yahoo.com.br

Mestre em Educação (UFPR). Professor de classe da Escola Turmalina, Curitiba, PR. Doutorando em Educação (UFPR / Alanus Hochschule). Diretor musical, arranjador e solista da Orquestra Harmônias de Curitiba.” Primeiro aspecto, a música. Principalmente a harmônica cromática, mas também o violão, o saxofone, o piano, o cantar, a flauta, etc. Por um lado uma paixão, uma força que faz a vida melhor ainda. Por outro lado, uma profissão: diretor musical, arranjador e solista da Orquestra Harmônias de Curitiba. Nas horas vagas ou nos momentos mais inusitados que o destino oferece: integrante do Clube do Choro de Curitiba, improvisador nas canjas de jazz, estudante da música erudita. Um segundo aspecto: professor de classe da Pedagogia Waldorf. Uma entrega existencial a um serviço nobre: mostrar o mundo a um grupo de crianças de forma que possam ser adultos confiantes, livres e autônomos em suas vidas. Terceiro aspecto: Doutorando em Educação (UFPR / Alanus Hochschule). Um mergulho constante nas reflexões dos grandes pensadores da humanidade, principalmente Rudolf Steiner; com pesquisa sobre a Pedagogia Waldorf. Mestre em Educação (UFPR). Dissertação sobre a Pedagogia Waldorf.

Dr. Marcelo Guerra
http://marceloguerra.com.br/
marceloguerra@terapiabiografica.com.br

Médico pela UFRJ. Especialista em Homeopatia pelo Instituto Hahnemanniano do Brasil (IHB). Especialista em Acupuntura pela Academia Brasileira de Arte e Ciência Oriental (ABACO). Em Formação na Escola Livre de Estudos Biográficos de Minas Gerais. “Sou Médico, comecei a carreira como Psicanalista e depois enveredei pela Homeopatia, que permitiu um entendimento integral do ser humano, como corpo e mente juntos, e não como um ser formado de duas partes que estão sempre em luta. Através da Homeopatia, cheguei à Antroposofia, na qual a Terapia Biográfica é baseada, e aí encontrei respostas para a questão do sentido na vida do ser humano. Outras fontes que estudo para a compreensão do sentido são os textos de Viktor Frankl, Carl Gustav Jung, Leonardo Boff e Joseph Campbell, autores que trouxeram uma nova luz para a Psicoterapia.”

CORPO DOCENTE PEDAGÓGICO E ARTÍSTICO: Em processo de seleção (envie seu currículo para posparaprofessoreswaldorf@gmail.com).

JUSTIFICATIVA:
A importância da pós-graduação nesse ramo da Pedagogia, em especial para profissionais com formação em Pedagogia Waldorf, fundamenta-se na contínua necessidade de ampliação do saber e de um maior aprofundamento artístico-científico e ecológico, em vista a fortalecer o docente frente às questões educacionais da contemporaneidade. Justifica-se, de igual modo, em face da exigência, cada vez mais freqüente, de a Pedagogia Waldorf firmar-se como alternativa educacional real frente aos desafios da atualidade.

OBJETIVOS:
Aprofundar o conhecimento do professor atuante nas escolas de Pedagogia Waldorf, ampliando suas capacidades artísticas, lingüísticas, cognitivas e interpessoais, no sentido de fortalecer a compreensão da complexidade e da dinâmica da docência no mundo contemporâneo; contextualizar a educação ecológica na Pedagogia Waldorf, por meio da estética e da linguagem; estimular a investigação, a pesquisa e a publicação científica nessa área do conhecimento.

DESCRIÇÃO:
Ministrado em 16 módulos mensais, o curso tem foco na atuação do educador, favorecendo o auto-desenvolvimento como base para a docência. Cada módulo é estruturado para abarcar pensar, sentir e querer, através de atividades artísticas, teóricas e de movimento. A aula principal segue o tema do módulo e as atividades artísticas e de movimento complementam o assunto abordado. A cada módulo, o aluno deverá realizar trabalho escrito. Parte das atividades poderá ser desenvolvida a distância, via internet em sala de aula virtual.

DISCIPLINAS:

1 – A Educação Ecológica na Pedagogia Waldorf por meio da Estética – 48 h/a
2 – Cultura e linguagem: desafios da prática pedagógica na contemporaneidade – 48 h/a
3 – A Biografia Humana: a compreensão do ser humano para a prática pedagógica – 48 h/a
4 – Teoria do conhecimento na cosmovisão de Goethe: ênfase na observação do discente e da natureza – 48 h/a
5 – Tópicos Avançados em Pedagogia Waldorf – 48 h/a
6 – Música e dança: o gesto e a expressão do professor – 48 h/a
7 – Artes plásticas e manuais: desenho, pintura, tecelagem e costura – 48 h/a
8 – Didática do Ensino Superior – 40 h/a
9 – Metodologia do Ensino Superior – 40 h/a
10 – Monografia – 40 h/a

Ementário:

1 A Educação Ecológica na Pedagogia Waldorf por meio da Estética
48 h/a

As bases da Educação Ecológica e os encontros com a Pedagogia Waldorf. As bases da educação estética. A formação ética e a dimensão estética na Pedagogia Waldorf. O lugar da dimensão poética na Pedagogia Waldorf. O ciclo e a permanência das imagens. A afetividade e a prática pedagógica. Educação estética e percepção ecológica. O fio de Ariadne e a narração de histórias para a formação da identidade.

2 Cultura e linguagem: desafios da prática pedagógica na contemporaneidade
48 h/a

Características culturais da contemporaneidade. A linguagem e o espírito do tempo. A pedagogia como a configuração de prática textual, verbal e visual. A função cultural da educação, o papel do educador e os desafios da atualidade. Educação Waldorf e cultura. A interlocução da Pedagogia Waldorf com as teorias pedagógicas em autores como Freinet, Piaget, Vigotsky, Wallon e Paulo Freire. Mídia eletrônica, Tecnologia da informação e a Educação Waldorf. A visão ampliada da Pedagogia Waldorf e os desafios da contemporaneidade.

3 A Biografia Humana: a compreensão do ser humano para a prática pedagógica
48 h/a

Tecendo o fio do destino: uma visão geral da Biografia Humana. Os setênios e suas qualidades: ênfase nos setênios escolares. As leis e ritmos da Biografia Humana. As leis biográficas e a atuação pedagógica do docente: a compreensão de fases e crises. Objetivação da própria biografia: olhar para si para compreender o outro.

4 Teoria do conhecimento na cosmovisão de Goethe: ênfase na observação do discente e da natureza
48 h/a

Steiner e a cosmovisão de Goethe: perspectiva histórica. O goetheanismo como órgão de percepção para a atuação docente. Observação fenomenológica no processo pedagógico Waldorf. A estética goetheanística aplicada às artes plásticas na pedagogia e a percepção ecológica. Teoria das Cores de Goethe.

5 Tópicos Avançados em Pedagogia Waldorf
48 h/a

Antroposofia, alma brasileira e o docência. Ciência, religião e espiritualidade: aspectos filosóficos da contemporaneidade. Pedagogia Social: A trimembração do Organismo Social. Lúdico: fundamento e princípio metodológico da educação estética. Os demais tópicos da ementa serão construídos processualmente de acordo com a demanda docente e discente.

6 Didática do Ensino Superior
40 h/a

A Didática Waldorf no contexto do ensino superior. Andragogia, conceitos básicos da arte de educar adultos. A Didática Waldorf e as tendências pedagógicas da contemporaneidade. As novas competências e habilidades pedagógicas necessárias para a educação do futuro. Conceitos e critérios da cultura avaliativa: reflexão crítica e alternativas.

7 Artes plásticas e manuais: desenho, pintura, tecelagem e costura

(De acordo com as indicações dos docentes pedagógicos e artísticos + conteúdos específicos para a docência de jardim, classe, ensino médio e superior, a serem definidos conforme escolha dos docentes artísticos).

8 Música e dança: o gesto e a expressão do professor (Euritimia)

(De acordo com as indicações dos docentes pedagógicos e artísticos + conteúdos específicos para a docência a serem definidos de jardim, classe, ensino médio e superior, a serem definidos conforme escolha dos docentes).

9 Metodologia de pesquisa
40 h/a

Normalização e redação de projetos de pesquisa, artigos e monografia.

10 Monografia
40 h/a

Redação e defesa.

Colabore e divulgue essa proposta.

http://www.poswaldorf.com

8 outubro, 2008

Entrevista com Joseph campbell

Posted in joseph campbell, mitologia às 10:48 am por Marcelo Guerra


http://monomito.wordpress.com/2007/08/24/uma-entrevista-com-joseph-campbell/

Uma Entrevista com Joseph Campbell

Escrito por Josenildo Marques

em 24 Agosto, 2007
A entrevista abaixo foi publicada no The Goddard Journal (vol. 1, nº 4) em 9 de junho de 1968. Nela Joseph Campbell fala sobre metodologia no estudo dos mitos, hinduísmo e o livro que estava para lançar: o quarto volume de As Máscaras de Deus, que é sobre o que ele chama de Mitologia Criativa. Esse livro ainda não foi traduzido para o português, portanto creio que minha tradução dessa entrevista, provavelmente a primeira a ser feita, possa oferecer uma boa introdução ao tema central do livro.

———————

I – Em seus estudos sobre mitologia, você tem usado seu conhecimento de psicologia e psicanálise para interpretar mitos. Você acha que mais poderia ser conseguido se houvesse maior variedade de metodologias à disposição?

C – Sou contrário a metodologias por que acho que elas determinam o que você vai aprender. Por exemplo, o estruturalismo de Lévi-Strauss. Tudo o que vai achar é o que o estruturalismo permitir que você ache. E um olhar aberto aos fatos que estão na sua frente vai ser impossível dessa maneira. Parece-me que assim ele se fecha para iluminações.

I – É culpa da metodologia em si ou da inabilidade da pessoa para usar a metodologia como uma ferramenta de maneira mais flexível?

C – Sim, sem dúvida, o caminho flexível é o mais apropriado. Você tem que saber correr, andar, parar e sentar-se. Mas se quiser ficar só sentado, então vai limitar sua experiência.

No anos 20 e 30, o funcionalismo estava na moda. Você não podia fazer comparações interculturais; você tinha que interpretar tudo de acordo com o que conhecia da cultura local. Seria como examinar o apêndice no corpo humano para determinar a condição do homem moderno. Você tem que seguir sua origem e descobrir que uso tinha em tempos remotos.

De maneira similar, muitos dos elementos de uma cultura são vestígios de usos anteriores, de funções remotas. E esses homens, por exemplo, Radcliffe-Brown, em seu livro (que considero esplêndido) sobre os habitantes das Ilhas Andamã, falha em entender aqueles mitos. Eles estão todos na frente dele e sua abordagem não responde as perguntas. Tudo que tem que se fazer é um pouco de comparações e se vai descobrir que as interpretações aparecem. Ficando preso a um método, ele limita sua visão e falha na interpretação daquela cultura.

I – Eu suponho que a tendência a totalizar a metodologia na ciência poderia ser comparada ao processo de totalização na religião, na qual a chance de uma revelação é, de alguma maneira, diminuída se não for erradicada porque as estruturas são congeladas, os rituais são congelados. E a vitalidade, o princípio interior de vitalidade, parece ficar estultificado.

C – Bem, concordo com isso plenamente. E eu acho que essa ênfase na estrutura, neste ou naquele método, é um tipo de desdobramento do monoteísmo. E noto que estudiosos judeus são mais inclinados a isso do que os outros. Ele tem que ter apenas um modo de interpretação. Veja os marxistas e os freudianos – e agora vem o estruturalismo de Lévi-Strauss, e nada mais conta. É incrível. É só a nossa panelinha aqui e qualquer prova que não se encaixe deve ser descartada. Tenho uma teoria sobre isso…

I – Lembro-me imediatamente de O Futuro de uma Ilusão de Freud, em que ele discursa sobre a origem do monoteísmo a partir da estrutura, do pai; e sabemos que as famílias judaicas trazem isso da figura paterna. Talvez essa seja uma das raízes psicológicas para esse tipo de abordagem estreita sobre a existência.

C – Exato. Em Totem e Tabu, Freud diz: “Admito que não consigo explicar as religiões matriarcais”. Esqueci a página, mas está em muitas palavras.

I – É algo que ele não consegue entender.

C – Não consegue porque o que ele está seguindo em Totem e Tabu é a horda do pai, o clã do irmão e as religiões patriarcais. Essa é a seqüência lá…Mas, e o culto à Grande Mãe?

No início, a tradição hebraica é a tradição do guerreiro-caçador, não é a de um povo sedentário que cultiva a terra e faz comércio. Entende? E é dessa última que se origina a grande civilização: agricultura, domesticação de animais, não do caçador errante. Os caçadores são todos guiados pelo princípio masculino: é o homem que traz a comida. Os povos plantadores são guiados pelo princípio feminino: a mulher é análoga à terra, que procria e nutre. Portanto, o Dr. Freud, com seu tipo de antipatia patriarcal para com o princípio feminino, não consegue lidar com isso.

I – Eu sei que não se pode ter uma ação trágica sem uma causa primordial, porque sem um objetivo não há como voltar ou até mesmo uma percepção trágica como acontece com Édipo. Não conseguiria imaginar Édipo Rei sendo escrito por um chinês, ou não poderia imaginar algo como Édipo Rei saindo da cultura oriental. Como você explica isso?

C – Tive uma experiência interessante sobre isso. Quando estava na Índia, associei-me por algum tempo a uma companhia de teatro de vanguarda em Bombai que se chamava Unidade de Teatro. Era uma companhia constituída de indianos não-hindus em sua maioria. O colega encarregado da companhia tinha origem árabe e seu associado mais próximo era um judeu indiano. Há uma antiga comunidade judaica na Índia. Muito dos participantes eram parsis. Adivinhe o que estavam apresentando? Estavam apresentando Édipo Rei. Eles tinham sua clientela, que já estava acostumada a assistir o que estavam apresentando. Eu os assisti quando se apresentaram a seu público em Bombai e, alguns meses depois, quando eu estava em Nova Délhi, eles chegaram e apresentaram Édipo Rei a um público totalmente hindu.

Você não acreditaria! Eu estava lá sentado, já tinha estado na Índia o tempo suficiente para entender o ponto de vista do público – e que horror! Aquelas pessoas estavam completamente chocadas. Eu nunca tinha visto tamanho tapa na cara do público. Eles nunca tinham visto uma tragédia grega; nunca tinham visto uma; não sabiam nada sobre a tradição grega.

A ênfase na Índia é para eliminar o ego: ele não existe. Em sânscrito, não há nem mesmo uma palavra para indivíduo. Os indianos não são indivíduos. São membros de uma casta, são membros de uma família. Eles estão em certos grupos etários; e têm certo temperamento; tudo isso são coisas genéricas. Mas lá estava aquela coisa pessoal do tipo mais violento e a quebra de tabus. O público ficou horrorizado.

Você podia ver que era uma absoluta violação de tudo que já pensaram ver no teatro, em qualquer nível, porque não existe algo como a tragédia no Oriente. Como pode existir uma tragédia quando se acredita na reencarnação? A dramaturgia oriental é um tipo de teatro de conto de fadas: nuances amorosas e situações divertidas, mas nada muito sério. Aquele que sofre na tragédia oriental é aquele quem tem que sofrer de qualquer forma. É esse corpo impessoal. Deixem-no ir – quem se importa?

O herói, o tema enfatizado na mitologia hindu, não é a pessoa; é o Shiva reencarnado que nasce e morre. E os gregos transferem isso para a pessoa. No Oriente, a pessoa que falha na sua jornada é um palhaço, um louco. No Ocidente, é um ser humano.

Lembro que, muitos anos atrás, quando eu estava escrevendo o Herói de Mil Faces, quando quer que eu quisesse um exemplo de fracasso, tinha quer dar um exemplo grego. Por que os heróis gregos são aqueles que sofrem. Os heróis orientais são aqueles que estão na jornada através do mito.

I – Estou tentando me lembrar de um exemplo oriental da tragédia grega.

C – Você quer dizer algo que poderia nos dar um tapa na cara como Édipo Rex fez com os hindus?

I – Sim. Lembro-me que, embora não seja um paralelo, no curso da tragédia de Beckett Esperando por Godot. Para mim, a tragédia nessa peça está no público. Beckett tirou tudo, exceto o trágico, e deixando o trágico, só ele resta. É apresentado só o básico, tão completamente reduzido que a ofensa se torna devastadora.

C – Bem, posso dar um exemplo do que tocar o público ocidental tão forte quanto a tragédia ocidental que aquele público hindu assistiu, e é o sacrifício ritual hindu. Num desses sacrifícios, por exemplo, alguém tem que tirar a pele de uma cabra e tem que tomar cuidado para que a cabra fique viva até que a pele seja totalmente tirada.

I – Esse exemplo seria bom.

C – Esse seria, não seria?

I – E a mitologia africana?

C – Ah, é uma mitologia rica. Os treze volumes de Frobenius – The Atlantis – é magnífico. Muito rico.

I – Você fez algum trabalho nessa área?

C – Ah, sim, muito. Mas ela ainda não foi bem coligida em inglês. Os alemães e os franceses fizeram melhor, eu acho, do que os ingleses. A Inglaterra estava mais, sabe, no Congo, com armas e câmeras…

I – Stanley e Livingstone…

C – Sim. Os alemães e os franceses foram até ela. Agora os ingleses estão indo. Para mim, a coisa mais interessante nos estudos africanos recentemente é esse alinhamento da cultura nok com a cultura effie, validando a intuição que Frobenius tinha no início do século, da antiguidade daquele complexo cultural na África ocidental, datando-o em cerca de 1000 a.C. Frobenius foi o primeiro a reconhecer e estudar a África como uma unidade histórica, não apenas como um bando de tribos selvagens.

Por que Frobenius ainda não foi traduzido para o inglês?

C – Eu descobri Frobenius no período em que estava lendo como um louco durante a Grande Depressão, antes de 1932. Por volta de 1939, estava tão entusiasmado que entreguei os livros de Frobenius ao meu agente literário para ver se conseguíamos um editor. Tenho as cartas desses editores: “talvez interessem a alguma universidade afro-descendente, mas…” Por isso Frobenius ainda não foi traduzido. Mas o verdadeiro motivo é que a Sociedade Antropológica Americana não concordava com as proposições dele – ela é um desses grupos monoteístas. Frobenius defendia a idéia da difusão; ele era um difusionista, que é um palavrão para a Sociedade Antropológica Americana. E esse homem que era grandemente respeitado na Europa é desconhecido aqui.

Tenho uma amiga que escreveu livro sobre questões políticas internacionais e foi a um editor que conheço muito bem. O livro foi rejeitado por esse editor porque ela só citava Frobenius.

I – Estou curioso para ver seu quarto volume.

C – O quarto volume vai sair no dia 20 de maio. Daqui a um mês depois de amanhã – e acredite – estou contente. Trabalhei nele por quatro anos. Demorou um ano para os editores conseguirem publicá-lo. Foi um pouco complicado, mas não vai saber quando lê-lo.

I – Você poderia falar um pouco do que trata neste volume?

C – Claro. É um livro que trata do que eu chamo de mitologia criativa. Na mitologia tradicional, à qual os três primeiros volumes são dedicados – a primitiva, a oriental e a ocidental – os símbolos mitológicos são herdados pela tradição e o indivíduo passa pelas experiências como planejado. Um artista criativo trabalha de maneira inversa. Ele passa por uma experiência de alguma profundidade ou qualidade e procura as imagens com as quais representá-la. É o caminho inverso. Por isso o título do livro é Mitologia Criativa.

Ele trata do primeiro problema que é a experiência estética, que eu chamo de “apreensão estética”, e então apresento uma análise da tradição imagética que os artistas modernos europeus herdaram. Temos a antiga tradição da Idade do Bronze; temos as tradições semita e hebraica; temos as tradições clássicas gregas. Também temos as tradições dos cultos de mistério e a tradição gnóstica; temos a tradição muçulmana, que era muito forte na Idade Média; temos a tradição celta e germânica e assim por diante. Esse é todo o vocabulário; é um tesouro maravilhoso no qual o artista vai buscar suas imagens.

De fato, elas vão coagular com ele se ele for um homem meio letrado. As imagens virão e vão se combinar com o que ele está dizendo. E eu cito como meu documento principal a tradição da literatura secular européia dos séculos XI e XII. Para juntar tudo isso, peguei a literatura que lidasse com temas comuns. Os dois temas comuns que, para mim, parecem apresentar uma influência dominante na escritura européia ocidental são o tema de Tristão e o do Santo Graal

. Começo com um grupo de escritores do fim do século XII e início do século XIII. Aí apresento ecos deles, primeiro em Wagner; depois a constelação em volta dele: Schopenhauer e Nietzsche; e seguindo até, é claro, Mann e Joyce

. Então, de maneira geral, vou e volto com o tema da terra devastada.

Rapaz, não é excitante? Esse conflito entre autoridade e experiência individual. Esse é meu tema principal do começo ao fim. E com ele vem a afirmação do indivíduo em sua experiência individual que só é possível hoje no mundo ocidental. Nossa religião foi importada do Levante com seu autoritarismo e até mesmo com a revolução protestante, que foi um tipo de triunfo do espírito individualista europeu, ainda apegado à Bíblia, então você tem que acreditar naquela coisa estúpida escrita Deus-sabe-quando. Mas a verdadeira literatura secular se desliga disso. E esse desligamento acontece com o Graal. É claro que ela começa a florescer justamente na época de Inocêncio III, o mais autoritário dos autoritários, mas acabou – parou bem ali, por volta de 1225-1230. A Inquisição é trazida à baila em 1232 e aí temos que esperar. E aí acontece a grande mudança. É claro que aí tenho que fazer uma ponte. Tenho que ir do começo ao fim. Mas é incrível o quanto devemos a uns poucos que fizeram tudo o que temos, que tiveram a coragem de dizer ‘vocês estão errados’. Eles são meus heróis. Mas temos também uma heroína, a primeira, e é ela quem começa tudo, seu nome é Heloísa. A Heloísa de Abelardo, ela é a rainha do livro. Em suma, é isso.

I – Você achou difícil juntar todas essas coisas e chegar a essas conclusões?

C – Ah, não, nenhum problema; foi o material mitológico que me mostrou tudo isso. Não tive problemas em compor as idéias desses livros porque tenho lido esse material por literalmente quarenta anos. O problema foi comprimir tudo em quatro volumes. Minha intenção inicial era um volume, e foi isso que combinei com a Viking Press. Minha cabeça estava estourando e me lembro vividamente que, num dia de manhã, acordei às quatro da manhã sabendo que eram quatro livros, sabendo sobre o que tratariam, engatinhei para fora da cama, de cabeça, para não incomodar minha esposa, e fui ao quarto de estudos e planejei a coisa toda.

I – Engraçado que tanto William James quanto Freud tiveram experiências semelhantes quando estavam nessa fase criativa. Freud acordou às duas da manhã e James, às três.

C – E eu, às quatro…está vendo?…Por isso eu tinha mais a dizer!

Além disso, permito-me ir mais passionalmente do que ia nos livros anteriores porque realmente penso que o clero merece uma boa sova. Eles sabem que o que eles estão ensinando já ficou para trás, mas ficam tentando trazê-lo de volta. Recentemente tenho tido experiências bem agudas nesse contexto. Aqui estou eu, alguém cuja vida toda foi dedicada à mitologia, e a igreja agora, parece, está interessada em mitologia. Então eles me convidam para esses diálogos e triálogos e tetrálogos e assim por diante. E quando coloco o que considero o credo tradicional cristão, até mesmo os padres anglicanos levantam suas mãos e dizem, “Ah, mas não acreditamos mais nisso”.

Mas eles ainda continuam com aquele livro. O que eles acreditam agora é no amor e na humanidade e tudo isso. Eu digo a eles: bem, você acha isso nos Upanishads, em Lao-Tsé; você pode achar isso em qualquer lugar, então qual é a sua declaração? Eles continuam afirmando que são únicos. Ora, São Tomás de Aquino disse que até um grego acreditava em Deus, mas um grego não acreditava que havia um pai, um filho e um espírito santo; que o filho tornou-se homem e foi crucificado e através dessa crucificação redimiu o homem do pecado original. Coloquei isso há apenas cinco dias e o bispo Fulano de Tal disse, “Ah, mas não falamos mais assim”.Então, o que dizem? Ainda assim, eles continuam com aquela reivindicação. Estão protegendo sua fé, estão mesmo – isso é engraçado. Esse movimento ecumênico na Igreja Católica é uma piada porque estão se apegando a sua exclusividade. Estão tentando dizer, sem dizer abertamente, que você tem quer ser batizado para ser salvo – não podem dizer algo diferente e continuar sendo católicos.

O homem é redimido pelo sacrifício de Cristo; participa-se do sacrifício participando dos sacramentos, que foram fundados pelo próprio Cristo e, fora disso, “fora da igreja não há salvação”. E com relação aos protestantes, sempre me lembro do personagem Stephen Dedalus de James Joyce, que diz no final do Retrato, quando lhe perguntam “Você vai se tornar um protestante?”, e ele responde, “Perdi minha fé, mas não perdi o respeito por mim mesmo”.