31 julho, 2010

Carinho de mãe protege do stress

Posted in stress às 7:10 am por Marcelo Guerra

Um estudo feito nos Estados Unidos indica que pessoas que recebem carinho em abundância de suas mães quando bebês são mais capazes de lidar com as pressões da vida adulta.

A pesquisa, divulgada pela publicação científica Journal of Epidemiology and Community Health, foi feita com 482 moradores do Estado americano de Rhode Island (nordeste do país) que foram avaliados quando crianças e na vida adulta.

Os cientistas disseram que os abraços, beijos e declarações de afeto da mãe aparentemente têm efeito em longo prazo e tendem a gerar um vínculo sólido com o bebê, contribuindo para a saúde emocional das pessoas.

Segundo os pesquisadores, o vínculo sólido entre mãe e bebê não apenas diminui o estresse da criança como também a ajuda a desenvolver recursos que a auxiliarão em suas interações sociais e na vida de maneira geral.

Interação

Como parte do estudo, psicólogos avaliaram a qualidade das interações entre mães e seu bebê de oito meses durante uma consulta de rotina.

O psicólogo analisou quão bem a mãe respondia às emoções e necessidades da criança, atribuindo uma “nota de afeição” à mãe baseada nas características da interação.

Do total de 482 casos, uma em cada dez mães apresentou níveis baixos de afeição em relação ao bebê.

A maioria (85%, ou 409 mães) demonstrou níveis normais de afeição, e 6% (27) mostraram níveis bastante altos.

Trinta anos mais tarde, os pesquisadores entraram em contato com as crianças, agora adultos, e as convidaram a participar de uma pesquisa sobre seu bem-estar e emoções.

Eles preencheram questionários que incluíam perguntas sobre sintomas específicos, como ansiedade e hostilidade, e também sobre níveis gerais de estresse.

Também foi perguntado aos participantes se eles achavam que suas mães tinham lhes dado afeto, com respostas variando entre “concordo enfaticamente” e “discordo enfaticamente”.

Ao analisar os dados, os pesquisadores verificaram que as crianças cujas mães se mostraram mais afetuosas aos oito meses de idade apresentavam os menores índices de ansiedade, hostilidade e perturbação geral.

Houve mais de sete pontos de diferença nos índices de ansiedade entre os participantes cujas mães haviam mostrado níveis baixos ou normais de afetividade e aqueles cujas mães mostraram níveis altos de afetividade.

A equipe de pesquisadores concluiu que crianças que receberam grandes doses de afeição das mães se revelaram mais capazes de lidar com todos os tipos de estresse.

Em particular, participantes cujas mães eram calorosas pareceram lidar melhor com a ansiedade do que os que tinham mães frias.

“É surpreendente que uma observação rápida do calor maternal na infância esteja associada com perturbações nos filhos 30 anos mais tarde”, disseram os autores do estudo.

A equipe acrescenta, no entanto, que a influência de outros fatores, como personalidade, criação e escolaridade, não pode ser excluída.

Sintonia

Especialistas ressaltam, no entanto, que é importante saber quando parar: o excesso de afeto maternal, especialmente se a criança já está mais crescida, pode ser perturbador e embaraçoso para ela.

A psicóloga e escritora Terri Apter, da faculdade Newnham College, na cidade de Cambridge, na Inglaterra, estudou os efeitos dos relacionamentos entre mãe e criança e disse que é importante para a mãe ser receptiva ao bebê, além de lhe dar afeto.

“Bebês não nasceram sabendo como regular suas emoções. Eles aprendem ao ficar estressados e ser acalmados.”

“E uma mãe receptiva vai perceber as pistas e saber quando a criança já recebeu o suficiente”.

Ou seja, vai saber não apenas quando dar carinho e quando parar, concluiu Apter.

Fonte: O Globo

29 julho, 2010

Homeopatia e Preconceito

Posted in homeopatia às 2:57 pm por Marcelo Guerra

MARCUS ZULIAN TEIXEIRA

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Posturas preconceituosas de ambas as partes dificultam o diálogo entre racionalidades médicas distintas, impedindo que pacientes se beneficiem
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Em todas as épocas, incomodados com posturas preconceituosas dos seus pares, pensadores e cientistas definiram esses julgamentos formados sem maior conhecimento dos fatos: “O preconceito é uma opinião não submetida à razão” (Voltaire); “Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito” (Einstein).
Apesar de a ciência ser uma área do conhecimento que busca estudar os fenômenos e seus princípios, devendo isentar-se de preconceitos para cumprir o seu ideal, o “orgulho científico” entorpece a mente dos pesquisadores, fazendo-os desprezar aquilo que desconhecem.
A história da humanidade está repleta de exemplos em que determinadas teorias consideradas “polêmicas” perante o modelo científico de uma época tornaram-se leis inquestionáveis no futuro, em vista do aperfeiçoamento dos métodos de investigação.
Infelizmente, duas matérias publicadas no caderno Ciência deste jornal (“Descobridor do HIV defende a polêmica memória da água” e “Pesquisa rendeu Prêmio Ig Nobel a francês”, 30/6), exemplificam o preconceito científico dos autores, que ironizam os recentes estudos do pesquisador Luc Montagnier (Prêmio Nobel de Medicina em 2008), que trazem novas evidências à teoria da “memória da água”, endossando as “ultradiluições homeopáticas”.
Transmitindo aos leitores visão parcial dos fatos, os autores questionam o “brilhantismo” do ganhador de um Prêmio Nobel, a “qualidade científica” de suas publicações e a sua “capacidade de juízo”.
Como o currículo do pesquisador torna essas críticas inócuas, ressaltamos que outras pesquisas, não citadas nas matérias, evidenciam a “atividade biológica”” das “ultradiluições homeopáticas”.
Madeleine Ennis (farmacologista britânica) publicou estudos multicêntricos no periódico “Inflammation Research” (1999, 2001 e 2004), que confirmam os resultados da pesquisa de Jacques Benveniste publicados na revista “Nature” (criticada nas matérias).
Apesar do viés “anti-homeopatia”, a pesquisadora declarou-se surpresa com os resultados, que não puderam ser explicados pela farmacologia. Outros modelos, citados em revisões no periódico “Homeopathy” (em 2009 e 2010), mostraram a atividade biológica das preparações homeopáticas.
A “memória da água” também foi estudada em modelos físico-químicos, tendo suas pesquisas publicadas em revisão no periódico “Homeopathy” (2007).
Como exemplo, Louis Rey constatou a “informação” das ultradiluições homeopáticas no estudo da termoluminescência das substâncias (“Physica A”, 2003).
Contrapondo o movimento contracultural homeopático, que despreza a importância da pesquisa em geral, defendemos a fundamentação científica dos pressupostos homeopáticos, buscando uma linguagem comum que aproxime ambos os paradigmas e permita a prática de uma medicina integrada.
No entanto, posturas preconceituosas de ambas as partes dificultam o diálogo entre racionalidades médicas distintas, impedindo que os pacientes se beneficiem com a união ética e consciente dessas opções terapêuticas.

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MARCUS ZULIAN TEIXEIRA, doutor em medicina, é médico homeopata e pesquisador da Faculdade de Medicina da USP.
E-mail: mzulian@usp.br .

23 julho, 2010

Seminário reúne Homeopatas de Brasil e Cuba em Havana

Posted in homeopatia às 1:49 pm por Marcelo Guerra

Promover o intercâmbio entre profissionais de Homeopatia do Brasil e de Cuba. Este é o objetivo do Encontro Brasil Cuba de Homeopatia, que chega, este ano, a sua terceira edição. Nos dias 21 e 22 de julho, farmacêuticos, médicos, veterinários e dentistas homeopatas se reunirão no Ministério da Saúde de Cuba, em Havana. Este ano o assunto tratado no seminários serão as epidemias, principalmente a epidemia de dengue.

Realizado a cada dois anos, o seminário de Homeopatia, uma realização do Instituto Lamasson e do Ministério da Saúde de Cuba, tem mantido o elo entre os dois países, reforçando o intercâmbio iniciado em 1993. “Como não havia Homeopatia em Cuba, o Instituto começou a formar profissionais e hoje mantém este intercâmbio para trocar informações e desenvolver, em conjunto, projetos de pesquisa”, explica Izao Carneiro, médico homeopata que é o articulador deste trabalho.

III ENCONTRO BRASIL CUBA DE HOMEOPATIA

21 e 22 de julho de 2010

Programa

Doenças crônicas – Izao Carneiro Soares

A prática clínica homeopática – Paulo Cesar Maldonado

Casos dermatológicos – Claudia Cardoso e Maria Mercedes Alves

Mesa redonda – A investigação homeopática na atualidade. Projetos conjuntos – Wagner Deocleciano Ribeiro, Maria de los Angeles Palau, Silvana Mantovani, Ana Rita Vieira de Novaes, Maria Diana Sales e Hylton Sarcinelli Luz