28 agosto, 2010

Para que serve o para-quedas?

Posted in saúde às 1:56 pm por Marcelo Guerra

Por Rodolfo Araújo

Recentemente no British Medical Journal – uma das mais respeitadas revistas de divulgação científica do mundo – publicou um artigo no mínimo curioso. Antes dele, porém, um breve preâmbulo sobre o seu contexto:

O conceito de medicina baseada em evidência diz que só se devem utilizar métodos cientificamente comprovados no tratamento de doenças. À primeira vista parece um tanto quanto razoável, uma vez que por trás de um comprimido parece haver sempre uma enorme carga de ciência. Mas é aí que a coisa começa a se complicar.

Há vários níveis de estudos que podem ser feitos para que a eficácia de um medicamento seja, de fato, comprovada. Para a aprovação de um tratamento, de um medicamento, as exigências são bem altas com o objetivo de torná-lo o mais à prova de erros (e fraudes) possível.

Alguns pré-requisitos são básicos como um grupo-controle (o mesmo número de pessoas que toma o medicamento em teste toma uma pílula igual porém sem efeito – ou, placebo – para comparação dos resultados); duplo-cego (quando nem o médico nem o paciente sabem quem está tomando o medicamento e quem está tomando o placebo – para evitar o conhecido “efeito placebo”, que é a melhora do quadro clínico do paciente, mesmo ele tomando um comprimido inerte); randomizado (onde quem-vai-tomar-o-quê é decidido aleatoriamente).

O número de pacientes que participa do estudo também influi na sua credibilidade uma vez que, quanto maior a amostra, mais representativa ela é da população e, portanto, mais fiéis serão os resultados.

Questões éticas também devem ser observadas. A inclusão de crianças em estudos é sempre polêmica – ainda que determinadas doenças sejam eminentemente infantis.

Outras condições crônicas apresentam alguns dilemas: não se pode suspender a medicação usual para dar placebo a um hipertenso ou diabético num estudo, pois sua condição pode se agravar.

A comunidade médica busca, assim, comprovações fortemente embasadas para suas práticas, de forma a melhor avaliar riscos e benefícios na escolha de uma conduta terapêutica. E consegue, indiretamente, proteção para suas decisões – já que sustentam-se em guidelines correntes.

A discussão do artigo mencionado acima gira em torno do excessivo apego a resultados de estudos. Claro que a medicina deve ser baseada em evidências científicas, mas não só isso. Muito do que se faz hoje – e com resultados – é fruto de observações mas que, por algum motivo, não podem ser comprovadas da forma como os mais puristas gostariam. E assim fecham-se as portas para alguns métodos e procedimentos há muito consagrados pela medicina tradicional.

Gordon Smith (professor da Universidade de Cambridge) e Jill Pell (Universidade de Glasgow) questionaram as evidências científicas de que o uso de pára-quedas previne morte ou traumas graves no “combate a desafios gravitacionais” – nada mais do que uma queda livre.

Para tanto eles realizaram uma meta-análise (revisão de todos os estudos já publicados sobre o assunto, combinando seus resultados através de procedimentos estatísticos) em busca de artigos que explorassem o tema (o pára-quedas é “bom” para queda livre?) obedecendo aos critérios:

:: grupo controle (parte das pessoas pulavam com pára-quedas, parte pulava sem);

:: duplo-cego (nem os pesquisadores nem os voluntários sabiam que mochilas continham os pára-quedas); e

:: randomizado (os voluntários que receberiam mochilas com e sem pára-quedas seriam escolhidos aleatóriamente).

Buscando as principais fontes de artigos médicos disponíveis, Smith e Pell encontraram mais ou menos, algo em torno de aproximadamente nenhum exemplo que obedecesse aos critérios acima. Óbvio, não? Ora, por que, então, as pessoas continuam usando pára-quedas? Afinal, esclarecem, nem todo mundo que usa pára-quedas sobrevive e nem todo mundo que pula ou cai de alturas altas morre.

O tom um tanto jocoso e galhofesco do artigo, bem como o absurdo de seu tema, servem a um objetivo bastante claro na medicina, qual seja, a necessidade de referências altamente científicas que justifiquem uma opinião própria. Claro que os avanços tecnológicos do século XXI formaram bases para uma medicina não tão baseada no achismo e na experimentação. Até porque os advogados do século XXI seguiram o mesmo caminho. Mas isso não significa que práticas consagradas pelo uso, pela tradição e, principalmente, pelo bom-senso devam ser completamente abandonadas.

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Traçando um paralelo para outras áreas do conhecimento, talvez precisemos dar um pouco mais de atenção ao bom-senso em detrimento da ciência pura. Um pouco mais de atenção à intuição e outros sentidos do que a fórmulas e cientificismos exagerados. Ou, pelo bem da ciência, da humanidade, você estaria disposto a participar do primeiro estudo controlado, duplo-cego e randomizado testanto a real eficácia dos pára-quedas?

Fonte: Administradores.com.br

27 agosto, 2010

Fitoterapia X Dráuzio Varella

Posted in fitomedicina, fitoterapia às 10:52 pm por Marcelo Guerra

Sujando a imagem da pesquisa brasileira

Nas duas últimas décadas, o Brasil tem se esforçado para desenvolver pesquisas farmacêuticas na área de fitoterápicos, à revelia de qualquer apoio público de pesquisa científica. Não se pode esquecer que países europeus, como a Alemanha, saíram na frente com medicamentos nascidos de plantinhas de nossas florestas. Por lá, parece mais fácil entender que manter acesas linhas de pesquisas em fármacos e medicamentos faz parte de um plano de soberania. Por aqui, vivemos de pastos e manadas, apenas.

Houve um momento recente na História do país que os órgãos envolvidos em subvencionar, aprovar e patentear o resultado das pesquisas brasileiras em fármacos e medicamentos fitoterápicos, simplesmente, faziam-se de esquecidos e desinteressados, rigorosos a ponto de nem mesmo aceitar estudos realizados por universidades federais. Isso um dia tem de ser contado de forma mais transparente, citando os impedidores e seus chefes como desarticuladores da indústria farmacêutica nacional, por um lado, desorganizadores da pesquisa nas universidades e fundações a partir de plantas de nossas florestas, por outro lado. E, enfim, como inibidores da soberania nacional em área que não deveríamos descuidar nem por um segundo. Fazer o quê, se as vozes escutadas são sempre a de falsos profetas e doutos generalistas que, uma vez na mídia, ocupam-se do lugar de autoridade e aí, adeus anos, décadas de esforços, ações, pesquisas. Suja a imagem da pesquisa nacional e se refestela ao chamar todos de conspiradores.

De forma clara, refiro-me aos comentários impertinentes e desavisados que o médico oncologista Drauzio Varella – autor e apresentador de sucesso, por seus livros, artigos na imprensa e participações no programa dominical Fantástico – costuma fazer sobre medicamentos fitoterápicos. Estou certo que, para levar a cabo seus comentários, deveria consultar alguns colegas que há muito tempo somam esforços para fazer valer a importância do que há em nossas matas e o resultado científico disso como fármacos e medicamentos. Ao consultar alguns deles, percebi que o médico Drauzio Varella tira conclusões próprias e apressadas. Ou, muito provavelmente, faz consultas a pessoas que jamais tiveram sensibilidade com as pesquisas brasileiras com fitoterápicos. O resultado pode-se ver, também, na série É bom para quê?, que estréia neste domingo, dia 29, no Fantástico, que a Rede Globo exibe às 20h50, e que terá quatro episódios, e na entrevista ao site da revista Época, na coluna da jornalista Cristiane Segatto, publicada no dia 13 de agosto, acentuada de que fez “ampla investigação sobre ervas e fitoterápicos”, “levantou evidências científicas relacionadas às ervas mais usadas no Brasil” e mergulhou “no mundo obscuro dos fitoterápicos”. Ao final de sua série e de sua entrevista, qualquer um pode se perguntar a quem ele se prestou defender com vastas observações aleatórias e imprecisas. Todavia, concluiu que “os brasileiros estão sendo enganados”.

Vamos, então, viajar em algumas destas surpreendentes afirmações do médico Drauzio Varella. O médico diz que o Ministério da Saúde criou uma medicina para pobres ao incluir oito medicamentos fitoterápicos em sua cesta de distribuição pelo SUS. “ (…) plantas que não têm atividade demonstrada cientificamente. Quando dizem que determinada planta tem atividade isso significa que em tubo de ensaio ela demonstrou ter determinada ação. Mas isso não basta. Para ter ação comprovada em seres humanos, falta muita coisa”, disse Drauzio Varella. E fataliza que quer mostrar que os fitoterápicos “têm de ser estudados. Têm de ser submetidos ao mesmo escrutínio ao qual medicamentos comuns são submetidos. Essas coisas são jogadas para o público sem passar por estudo nenhum”. Ele se refere a: 1) Aroeira (Schinus terebinthifoliusRaddi), 2) Alcachofra (Cynara scolymus L.), 3) Cáscara sagrada (Rhamnus purshiana D.C.), 4) Garra do diabo (Harpagophytum procumbensD.C.), 5) Guaco (Mikania glomerata Spreng.), 6) Soja (Glycine Max), 7) Unha de gato (Ficus pumila), 8) Espinheira-santa (Maytenus ilicifolia). Para facilitar a vida de Dr. Varella, cito os estudos relativos ao “Uso da Aroeira (Schinus terebinthifolius Raddi) para Tratamento de Infecções Vaginais” e “Tratamento da vaginose bacteriana com gel vaginal de aroeira Schinus terebinthifolius Raddi KRONEL” (Luiz Carlos Santos e Melania Maria Amorim, do Instituto Materno-Infantil de Pernambuco (IMIP) / Centro de Atenção à Mulher (CAM), referências no Brasil). O médico Dráuzio Varella não sabe o que diz. Não sabe mesmo. Como se diz por aí, não sabe da missa um terço. Não sabe os rigores da ANVISA, bem mais rigorosa na aprovação de medicamentos que sua coirmã europeia e a americana. Se soubesse disso, saberia que há registros de fitomedicamentos similares aos nossos na Europa e Estados Unidos, enquanto nós, brasileiros, não conseguimos esses registro no país, tampouco patenteá-los. O argumento de que os fitomedicamentos não têm validade por estarem na ANVISA registrados como alimentos é uma falácia, para não dizer ignorância do processo histórico das pesquisas com fitoterápicos no Brasil e a luta travada com os órgãos de registro.

Para dar algum conhecimento a quem precisa de algum, a maioria dos estudos brasileiros com fitoterápicos, cumprindo todos os requisitos internacionais de pesquisa clínica, são colocados em um fila interminável de espera e exigências. Resta aos laboratórios, em parceria com centros de pesquisas, recorrerem à intermediação da justiça para fazerem o medicamento incluir-se em algum lugar de validade. O Dr.Varella diz: “se eu tivesse autoridade [para proibir os fitoterápicos], mandaria recolher do mercado todos os fitoterápicos cuja eficácia não tenha sido demonstrada cientificamente”. E adverte que, pensando assim, alguém dirá que ele fala em nome dos grandes laboratórios. Sugere que – fora ele que imagina um complô fitomedicaperigoso contra a saúde pública – quem pensar que ele pensa assim faz parte de uma teoria da conspiração. Não acho. Acho que Dr. Varella não sabe nada das pesquisas brasileiras sobre fitoterápicos e é uma lástima que chegue a ele tanto dinheiro para maldizer os esforços brasileiros de pesquisa, confundindo – valha-me, Deus! – medicamentos com chazinhos. Seu desejo autoritário, contudo, para seu conhecimento, sempre se manteve no país e, provavelmente, para seu conhecimento, é um dos fatores mais atuantes para o entrave das pesquisas nacionais no aproveitamento das nossas riquezas naturais. São os “doutores” Varella brasileiros, que pensam – por ignorarem coisas como Boas Práticas de Fabricação e Programas de Bioequivalência, em uso no país – que não ajudam o Brasil a ter condições de produzir e patentear medicamentos a partir de seu potencial. É o mesmo tipo que diz que tiraria do mercado esse ou aquele medicamento, provavelmente, porque foi ao lugar errado para saber das pesquisas com fitomedicamentos no país. Felizmente, o poder deles é bem limitado. Felizmente e para nossa segurança. O Dr. Varela está sendo no mínimo deseducado, além de mal informado, com uma gama quase inumerável de mestres, doutores e pós-doutores nas áreas de química de produtos naturais, farmacêuticos, químicos, médicos; de industriais sérios, de centros de pesquisas sérios que há anos estão querendo trazer o Brasil para o andar de cima. Mas existe gente como o Dr. Varela querendo puxar o Brasil para o andar de baixo. Chega Dr. Varela, acorde, o Brasil mudou, o senhor também deve mudar com os que querem ver o Brasil no andar de cima.

Quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Josimar Henrique é Presidente da Hebron Farmacêutica – http://www.hebron.com.br e Diretor Temático de Assuntos Parlamentares da Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades – ABIFINA – http://www.abifina.org.br.

E-mail: presidencia@hebron.com.br.

25 agosto, 2010

McLanche Feliz é rico em conservantes

Posted in saúde tagged , às 12:52 pm por Marcelo Guerra

Uma reportagem publicada no final de março deste ano pelo jornal britânico Daily Mail deixou seus leitores de boca aberta. Uma nutricionista americana resolveu fazer um teste para constatar se a comida do McDonald’s possui conservantes em excesso. O resultado foi assustador

Durante um ano, Joann Bruso guardou um “Mc Lanche Feliz”, um kit composto por sanduíche, refrigerante e batata frita, que acompanham um brinquedo e é vendido para as crianças. “A comida normal tem que se decompor, cheirar mal… Entretanto, o lanche e as batatas não estragaram e isso mostra que as crianças não estão comendo de forma saudável”, declarou.

De acordo com a reportagem, Joann deixou o lanche e as batatas descobertos, em cima de uma prateleira em sua casa, no estado americano de Colorado, para checar o que aconteceria. Durante um ano, nenhuma mosca sequer chegou perto do sanduíche. “Eu deixava a janela aberta mas as moscas e outros insetos simplesmente ignoravam o ‘Mc Lanche Feliz'”.

“A comida é decomposta dentro do nosso organismo, que se aproveita dos nutrientes dela para transformá-los em combustível”, explica Joann. “Nossas crianças crescem de forma saudável quando comem comida de verdade”.

A nutricionista ainda explica que se o “Mc Lanche Feliz” foi ignorado por bactérias e micróbios que não fizeram a decomposição, isso significa que o corpo da criança também não consegue digerir esse tipo de comida de forma adequada.

Segundo dados apresentados pelo Daily Mail, pesquisas recentes afirmam que o pão da McDonald’s possui uma série de conservantes como propionato de sódio. Já o pickles utilizado pela rede de fast-food leva benzoato de sódio.

As batatas fritas, que Joann descreveu como estando “douradas mesmo um ano depois”, contém conservantes como ácido cítrico e pirofosfato de ácido de sódio, que mantém sua coloração

24 agosto, 2010

Tecendo o Fio do Destino no Vale de Luz

Posted in comportamento às 1:08 pm por Marcelo Guerra

Tecendo a Manhã

Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.


E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.

João Cabral de Melo Neto

Cada um de nós nasce com um destino, não como um livro previamente escrito em que cada ato nosso está previsto, mas como uma missão a nós confiada. Isto faz com que a vida tenha um sentido e, muitas vezes, sofremos com angústia ou depressão por não percebê-lo claramente. Os fatos de nossas vidas estão aí para que encontremos o Fio do Destino que, junto com o nosso livre arbítrio, tece os acontecimentos tanto no nosso mundo interior quanto na nossa vida nas comunidades em que vivemos.

Este curso tem o objetivo de buscar o fio do destino de cada um, desembaraçá-lo, tecê-lo de forma diferente, mais confortável, mais de acordo com o sentido que queremos dar para nossas vidas. Para isso trabalharemos com fatos de nossas próprias vidas. Este trabalho será feito com palavras e arte. Ninguém precisa ser artista ou ter conhecimentos prévios de Antroposofia para participar, é claro.

Muitas das questões que nos colocamos hoje são percebidas de modo diferente quando as situamos no contexto mais amplo da vida toda. A troca de experiências de vida num grupo é enriquecedora e suaviza os sentimentos ligados a essas experiências.

Coordenado por:

  • Nina Veiga

Educadora Waldorf e Psicopedagoga artística, mestre em linguagem e cultura.

  • Rosângela Cunha

Psicóloga, Gestalt-terapeuta e Terapeuta Biográfica.

  • Marcelo Guerra

Médico Homeopata e Terapeuta Biográfico.

Onde e quando?

Em Nova Friburgo, no Sítio Vale de Luz, de 4 a 7 de setembro (feriado da Independência) de 2010.

Quanto?

R$450,00 ou 5X R$90,00

(O preço inclui os honorários e deslocamento dos coordenadores, os materiais usados durante o workshop, a divulgação, a hospedagem em quartos compartilhados e a alimentação. A inscrição é confirmada com o depósito da primeira parcela.)

Escreva para rosangela@terapiabiografica.com.br,  ou marceloguerra@terapiabiografica.com.br para mais informações. Ou ligue para:

(21)7697-8982 ou (22)9254-4866

Faça sua inscrição online, clicando aqui.

16 agosto, 2010

Acupuntura e reiki têm novos estudos

Posted in acupuntura às 3:53 pm por Marcelo Guerra

Pesquisadores avaliam efeitos e mecanismo de terapias alternativas em animais de laboratório

Pesquisas recentes comprovam efeitos benéficos e até encontram explicações científicas para acupuntura e reiki. Estudos sobre o assunto, antes restritos às universidades orientais, ganharam espaço entre pesquisadores americanos, europeus e até brasileiros. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou uma denominação especial para esses métodos: são as terapias integrativas.

Um artigo exmecanismo da acupuntura contra a dor foi publicado por pesquisadores da Universidade de Rochester na revista Nature Neuroscience em 30 de maio. Criada há quatro mil anos, a prática consiste na aplicação de agulhas em pontos do corpo. Pela explicação tradicional, ela ativa determinadas correntes energéticas para equilibrar a energia do organismo.

Cientificamente, as agulhas teriam efeitos no sistema nervoso central (cérebro e espinha dorsal). As células cerebrais são ativadas e liberam endorfina, um neurotransmissor responsável pela sensação de relaxamento e bem-estar. O estudo dos nova-iorquinos descobriu uma novidade: a terapia, que atinge tecidos mais profundos da pele, teria efeitos no sistema nervoso periférico. As agulhas estimulam também a liberação de outro neurotransmissor, a adenosina, com poder antiinflamatório e analgésico.

No experimento com camundongos com dores nas patas, cientistas aplicavam as agulhas no joelho do animal. Eles constataram que o nível de adenosina na pele da região era 24 vezes maior do que o normal e que houve uma redução do desconforto em dois terços.

A equipe tentou potencializar a eficácia da terapia, colocou um medicamento usado para tratar câncer nas agulhas. A droga aprimorou o tratamento: o nível de adenosina e a duração dos efeitos no organismo dos aniamis praticamente tripliquase triplicou e o tempo de duração dos efeitos no organismo dos ratos também triplicou. Mas este método não poderia ser feito em humanos porque o medicamento ainda não é usado clinicamente. “O próximo passo é testar a droga em pessoas, para aperfeiçoá-la ou para encontrar outras drogas com o mesmo efeito”, diz Maiken Nedergaard, coordenadora do estudo.

Reiki

Seus praticantes acreditam nos efeitos benéficos da energia das mãos do terapeuta colocadas sobre o corpo do paciente contra doenças. Para entender as alterações biológicas do reiki, o psicobiólogo Ricardo Monezi testou o tratamento em camundongos com câncer. “O animal não tem elaboração psicológica, fé, crenças e a empatia pelo tratador. A partir da experimentação com eles, procuramos isolar o efeito placebo”, diz. Para a sua pesquisa na USP, Monezi escolheu o reiki entre todas as práticas de imposição de mãos por tratar-se da única sem conotação religiosa.

No experimento, a equipe de pesquisadores dividiu 60 camundongos com tumores em três grupos. O grupo controle não recebeu nenhum tipo de tratamento; o grupo “controle-luva” recebeu imposição com um par de luvas preso a cabos de madeira; e o grupo “impostação” teve o tratamento tradicional sempre pelas mãos da mesma pessoa.

Depois de sacrificados, os animais foram avaliados quanto a sua resposta imunológica, ou seja, a capacidade do organismo de destruir tumores. Os resultados mostraram que, nos animais do grupo “impostação”, os glóbulos brancos e células imunológicas tinham dobrado sua capacidade de reconhecer e destruir as células cancerígenas.

“Não sabemos ainda distinguir se a energia que o reiki trabalha é magnética, elétrica ou eletromagnética. Os artigos descrevem- na como ‘energia sutil’, de natureza não esclarecida pela física atual”, diz Monezi. Segundo ele, essa energia produz ondas físicas, que liberam alguns hormônios capazes de ativar as células de defesa do corpo. A conclusão do estudo foi que, como não houve diferenças significativas nos os grupos que não receberam o reiki, as alterações fisiológicas do grupo que passou pelo tratamento não são decorrentes de efeito placebo.

A equipe de Monezi começou agora a analisar os efeitos do reiki em seres humanos. O estudo ainda não está completo, mas o psicobiólogo adianta que o primeiro grupo de 16 pessoas, apresenta resultados positivos. “Os resultados sugerem uma melhoria, por exemplo, na qualidade de vida e diminuição de sintomas de ansiedade e depressão”. O trabalho faz parte de sua tese de doutorado pela Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp).

E esses não são os únicos trabalhos desenvolvidos com as terapias complementares no Brasil. A psicobióloga Elisa Harumi, avalia o efeito do reiki em pacientes que passaram por quimioterapia; a doutora em acupuntura Flávia Freire constatou melhora de até 60% em pacientes com apnéia do sono tratados com as agulhas, ambas pela Unifesp. A quantidade pesquisas recentes sobre o assunto mostra que a ciência está cada vez mais interessada no mecanismo e efeitos das terapias alternativas.

Fonte: Revista Galileu

10 agosto, 2010

Efeitos colaterais de remédios para colesterol

Posted in saúde às 6:09 pm por Marcelo Guerra

Pessoas que tomam estatinas para baixar o colesterol correm um risco maior de sofrer disfunção hepática, insuficiência renal, fraqueza muscular e cataratas. Os efeitos colaterais da droga devem ser cuidadosamente monitorados, informaram pesquisadores nesta sexta-feira.

Em um estudo envolvendo mais de 2 milhões de pessoas na Grã-Bretanha, estudiosos da Universidade de Nottingham descobriram que os efeitos colaterais das estatinas, prescritas para pessoas com níveis elevados de colesterol para reduzir o risco de doença cardíaca, foram piores principalmente no primeiro ano de tratamento.

Os resultados publicados no “British Medical Journal” podem afetar o uso dos medicamentos mais vendidos, como o Lipitor, da Pfizer, e o Crestor, da AstraZeneca, mas os autores do estudo disseram que os pacientes que tomam estatinas devem ser “monitorados de forma proativa” em razão dos efeitos colaterais.

“É provável que nosso estudo seja útil para fins de planejamento”, disseram os professores que lideram o estudo, Julia Hippisley-Cox e Carol Coupland. Elas ainda afirmaram que a pesquisa pode ser útil “para orientar sobre o tipo e a dose de estatinas.”

As estatinas estão entre as drogas de maior sucesso de todos os tempos por prevenir milhões de ataques cardíacos e derrames. A doença cardíaca é a maior causa de morte de homens e mulheres no mundo rico e também é um problema crescente de saúde em países em desenvolvimento.

Em um comentário sobre o estudo, os cardiologistas Alawi Alsheikh-Al, do Centro Médico Sheikh Khalifa nos Emirados Árabes, e Richard Karas, da Universidade de Medicina Tufts, nos Estados Unidos, disseram que, como qualquer tratamento médico, as estatinas não estão totalmente livres de risco, mas que, quando usados corretamente, os benefícios os superam.

“Seria sábio interpretar as observações a respeito das estatinas e lembrar aos pacientes que essas drogas, apesar de consideradas seguras, são como qualquer intervenção na medicina, não são totalmente livres de efeitos colaterais”, escreveram.

Coupland e Hippisley-Cox estudaram dados de 368 práticas gerais em 2.004.692 pacientes com idade entre 30 e 84 anos, incluindo 225.922 pacientes que eram novos usuários de estatina.

Eles descobriram que para cada 10.000 mulheres de alto risco tratadas com estatinas, o remédio teve impacto positivo em cerca de 271 casos de doença cardíaca e oito casos de câncer do esôfago.

Por outro lado, também houve casos de 74 pacientes com disfunção hepática, 23 pacientes com insuficiência renal aguda, 307 portadores de catarata e 39 com uma condição de fraqueza muscular chamada miopatia.

Valores semelhantes foram encontrados nos homens, exceto as taxas de miopatia foram maiores, informaram. Eles notaram que alguns dos efeitos se devem a melhores taxas de detecção, já que os pacientes que tomam estatinas consultam seus médicos com mais frequência.

Os efeitos colaterais foram similares para todos os diferentes tipos de estatinas, com exceção da disfunção hepática, onde os riscos mais elevados foram encontrados para a fluvastatina, encontrada nos medicamentos Lescol e Lochol, vendidos pela Novartis.
“Todos os riscos acrescidos persistiram durante todo o tratamento, mas foram maiores no primeiro ano”, escreveram eles.

Fonte: Folha de São Paulo

9 agosto, 2010

Eduardo Suplicy abraça a causa da auto-hemoterapia

Posted in saúde tagged às 10:53 pm por Marcelo Guerra

>> Eu não uso nem prescrevo a auto-hemoterapia, pois desconheço, acho doloroso e desconfio de tudo que é apresentado como panaceia (capaz de curar qualquer doença). Contudo, acredito que seria muito bom pesquisar sobre este assunto e esclarecer o seu verdadeiro potencial de cura, ou não.

“Um profissional idôneo, com anos de experiência, humanista, que dedicou toda uma vida ao sacerdócio da Medicina.” Esta a definição dada ao Dr. Luiz Moura, 85 anos, pelo Senador Eduardo Suplicy (PT/SP). Poderia ser um elogio a mais, não fosse o local aonde a declaração foi cravada: o Ofício n.º 00990/2010, de 5 de agosto corrente, destinado ao Senhor Presidente Roberto Luiz dÁvila, do Conselho Federal de Medicina – CFM, entidade que marcou para o próximo dia 13 o julgamento de um processo ético contra aquela mesma pessoa, por ter gravado um DVD sobre a auto-hemoterapia – técnica que aumenta a imunidade do organismo e cura doenças com o uso do sangue da própria pessoa.

Trata-se do terceiro ofício que o senador paulista envia ao CFM. Nos anteriores o CFM enviou respostas insatisfatórias, conforme afirma o senador. Diz o novo ofício que ‘Diante do posicionamento desse Conselho acerca da auto hemoterapia, reitero, respeitosamente, o pedido de considerável número de cidadãos que defendem tal prática, no sentido de responder às dúvidas restantes acerca da terapia em questão, conforme anexos’. Acrescenta que ‘Encaminho, ainda, uma amostra das mensagens que me chegam diariamente em defesa do Dr. Luiz Moura, às quais hipoteco meu apoio, por tratar-se de um profissional idôneo, com anos de experiência, humanista, que dedicou toda uma vida ao sacerdócio da Medicina’.
‘Diante do acima exposto, submeto novamente o assunto a sua análise, na esperança de que possa prestar informações que subsidiem resposta aos interessados’,  afirma ainda o senador, que enviou ofícios sobre o assunto também ao Ministro da Saúde e ao Presidente da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Ele pede ‘especial atenção’ ao presidente da ANVISA para ‘questionamentos (de cidadãos defensores da auto-hemoterapia) que consideram não sanados nas respostas prestadas pelo CFM’. O senador afirma que ‘não obstante a Nota Técnica n.º 1, de 13 de abril de 2007, publicada por essa Agência, relato a existência de considerável número de pessoas interessadas em pesquisas sobre a técnica em questão, razão pela qual submeto a sua análise as dúvidas restantes, elaboradas a partir da resposta daquele Conselho sobre a auto-hemoterapia, visando à prestação de informações que subsidiem resposta aos interessados.’
Para o Ministro da Saúde, Eduardo Suplicy encaminha documentação que contém correspondências expedidas pelo seu gabinete parlamentar ao Conselho Federal de Medicina, acerca da prática da auto-hemoterapia, para a qual pede também ‘especial atenção’. E diz que ‘Na oportunidade encaminho, ainda, mensagens que me foram enviadas por cidadãos que defendem tal prática, com questionamentos que consideram não sanados nas respostas prestadas pelo CFM’. E conclui: ‘Relato, portanto, a existência de considerável número de pessoas interessadas em pesquisas sobre a técnica em questão, razão pela qual submeto a sua análise as dúvidas que ainda permanecem, elaboradas a partir da resposta daquele Conselho sobre a auto-hemoterapia, visando à prestação de informações que subsidiem resposta aos interessados’.

8 agosto, 2010

Estudar compensa os efeitos da demência

Posted in alzheimer às 6:01 pm por Marcelo Guerra

Pessoas que permanecem mais tempo no sistema educacional parecem ser mais capazes de compensar os eventuais efeitos da demência em seus cérebros do que as que estudaram menos, segundo um estudo publicado pela revista científica britânica Brain.

De acordo com a pesquisa, conduzida por cientistas da Grã-Bretanha e da Finlândia, pessoas que estudaram mais tempo têm a mesma probabilidade de apresentar sinais de demência em seus cérebros no momento de sua morte que indivíduos que passaram menos tempo se educando.

Apesar disso, o grupo com mais tempo de estudos apresentou menor probabilidade de demonstrar os sintomas de demência em vida.

Os especialistas dizem que agora é necessário descobrir por que isso ocorre.

Durante a última década, estudos demonstraram de maneira consistente que quanto mais tempo uma pessoa passa se educando, menor é o risco de ela sofrer de demência.

Mas essas investigações não foram capazes de estabelecer se a educação – que tende a estar associada a um melhor nível socioeconômico e estilos de vida mais saudáveis – protege o cérebro contra a demência.

Compensação

No novo estudo, os pesquisadores examinaram cérebros de 872 pessoas que tinham participado de três grandes estudos sobre envelhecimento realizados ao longo de 20 anos por especialistas da Grã-Bretanha e Finlândia.

Antes de morrerem, os participantes preencheram questionários sobre sua escolaridade.

Exames feitos após suas mortes revelaram sinais de doença em níveis semelhantes nos cérebros de participantes com ou sem altos níveis de escolaridade.

Porém, para cada ano adicional que a pessoa passou no sistema educacional, houve uma diminuição de 11% nos riscos de ela desenvolver sintomas demência, o estudo revelou.

“Uma pessoa pode mostrar muitos sinais de patologia no seu cérebro enquanto outra mostra poucos, ainda assim, ambas tiveram demência”, diz a cientista Hannah Keage, da Universidade de Cambridge, uma das autoras do estudo.

“Nosso estudo demonstra que a educação no início da vida parece possibilitar que algumas pessoas tolerem várias mudanças no seu cérebro antes de apresentar sintomas de demência”.

Repercussões

Segundo a líder do estudo, Carol Brayne, já se sabe que educação faz bem para a saúde da população.

“Esse estudo oferece bons argumentos para investimentos (em educação) que terão impacto sobre a sociedade e sobre a vida inteira (dos cidadãos)”.

Para Brayne, isso pode ter desdobramentos sobre decisões políticas envolvendo a distribuição de recursos para a saúde e educação.

A presidente-executiva da entidade britânica Alzheimer’s Society, Ruth Sutherland, disse que ainda é necessário entender como a educação ajuda a evitar os sinais de demência.

“Este é o maior estudo a confirmar que mergulhar nos livros pode ajudar você a combater os sintomas de demência no final da vida. O que não sabemos é por que uma educação mais longa é tão boa para você”.

“Pode ser que as pessoas que estudam por mais tempo tenham cérebros que se adaptem melhor às mudanças associadas à demência”.

“Ou pode ser que pessoas educadas encontrem formas de lidar com os sintomas ou escondê-los”.

Fonte: O Globo

6 agosto, 2010

Depressão pós-parto em homens

Posted in depressão às 7:49 am por Marcelo Guerra

RACHEL BOTELHO

A depressão pós-parto masculina é pouco conhecida até entre os profissionais da área, mas isso não significa que seja rara. Do início da primeira gestação da mulher até o bebê completar um ano, um a cada dez homens tem a doença.

O dado é de uma revisão de 43 estudos, com 28 mil participantes, que acaba de ser publicada no “Jama”, periódico da Associação Médica Americana. Outros estudos apontam que, entre as mulheres, a taxa de depressão é de 15% a 20%.

A metanálise revela também que o período entre o terceiro e o sexto mês de vida do bebê é o mais crítico para os homens. Nessa fase, 25% deles sofrem de depressão.

Por outro lado, os três primeiros meses após o nascimento são os menos problemáticos, quando apenas 7,7% dos pais desenvolvem depressão.

“Nesses meses, a vida é muito corrida. O homem só começa a se dar conta do que está acontecendo depois do terceiro, quarto mês”, acredita a psicóloga Fátima Bortoletti, que atende casais durante o pré-natal e o pós-parto no setor de obstetrícia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Na opinião dela, a taxa pode ser ainda mais alta -nos EUA, por exemplo, chega a 14%.

Vários fatores que coincidem nesse período podem funcionar como gatilho da depressão masculina, segundo o psiquiatra Joel Rennó Júnior, coordenador do Pró-Mulher do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

“Muitos homens sentem-se inseguros em relação aos cuidados com o bebê e à disponibilidade de tempo necessária para ter uma participação ativa na criação do filho. Alguns não conseguem entender as mudanças da mulher em relação à sexualidade e à forma como vê seu corpo na gravidez”, afirma.

A situação econômica, frente às novas necessidades familiares, também os preocupa. Por fim, sentimentos de rejeição e exclusão são comuns entre os pais novatos.

Como resultado, uma parcela dos homens compete com o bebê pela atenção da mulher, outra ignora o filho e há os que tentam afastar a mãe dos cuidados com a criança ou que buscam relações extraconjugais.

A pesquisa reforça ainda a existência de correlação entre depressão masculina e feminina. “A mulher precisa da proteção do pai do bebê. Se ele passa a maior parte do tempo fora, a desproteção vem acompanhada do sentimento de abandono, que desencadeia a depressão feminina”, diz Bortoletti.

Como o trio familiar funciona de modo integrado, o desequilíbrio afeta todos. “A depressão masculina prejudica automaticamente a mãe, e o bebê é uma esponja emocional. Se seu parceiro está deprimido, ela fica insegura, irritada e passa isso para a criança, que pode ter problemas de aleitamento e dar mais trabalho”, completa.

Fonte: Folha de São Paulo

4 agosto, 2010

Pesquisa Auto-Biográfica em Juiz de Fora

Posted in antroposofia, terapia de grupo às 12:25 pm por Marcelo Guerra

ATENÇÃO: NOVO LOCAL!!!!

A Pesquisa Auto-Biográfica permite olhar para a própria história e expressá-la de diferentes maneiras (falando, escrevendo, pintando, dançando), ver o trajeto que percorremos na vida, como se olhássemos para a própria biografia do alto de uma montanha, o que traz uma visão panorâmica do sentido. E agora, para onde vou? Como corrijo o percurso para reencontrar o sentido da minha história? Quando sigo o fluxo do sentido, encontro paz interior, mesmo que tenha mais trabalho.

A síntese da programação é a seguinte:

  • informação sobre as fases da vida, as leis biográficas;
  • contato com o próprio corpo: danças circulares;
  • contato com o inconsciente: atividades artísticas (aquarela e colagem, a princípio), conto de fadas;
  • reflexão individual: a escrita da vida;
  • reflexão em grupo: contando a própria história;
  • eu hoje: identificando a minha pergunta;
  • pensando o amanhã: projetando metas para a minha vida.

Coordenação:

  • Rosângela Cunha

Psicóloga, Gestalt-terapeuta e Terapeuta Biográfica

  • Marcelo Guerra

Médico Homeopata e Terapeuta Biográfico

Onde e quando? Novo Local:

Em Juiz de Fora, na Pousada Lago das Pedras, de 19 a 22 de agosto de 2010.

Quanto?

R$1050,00 ou 4XR$262,50

A inscrição é efetivada com o depósito da 1ª parcela.

Escreva para rosangela@terapiabiografica.com.br ou marceloguerra@terapiabiografica.com.br para mais informações. Ou ligue para falar com um de nós:

(32)8887-8660, (21)7697-8982

Observação:

Para as pessoas que residem no Rio de Janeiro, este é o de mais fácil acesso, pois há ônibus saindo da Rodoviária Novo Rio para Juiz de Fora pela Viação Útil.

Devido à intensidade do trabalho e da necessidade de supervisão durante todo o período do curso, as VAGAS SÃO LIMITADAS.


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