23 março, 2011

Agrotóxicos no leite materno

Posted in agrotóxicos às 6:19 pm por Marcelo Guerra

>>Consumimos venenos em larga escala, a maioria deles já proibida nos países desenvolvidos, mas que são vendidos aqui no Brasil pela pressão desse grupo chamado Associação Nacional de Defesa Vegetal, que não defende em nada os vegetais, pelo contrário, mata os vegetais e quem os consome diariamente.

SÃO PAULO – Uma pesquisa feita com amostras de leite materno de 62 mães do Mato Grosso, que estavam amamentando seus bebês, mostrou que todas estavam contaminadas por agrotóxicas. As mulheres são do município de Lucas do Rio Verde, de 45 mil habitantes, um dos cinco maiores produtores de grãos do estado.

As mães, pesquisadas pela Universidade Federal do Mato Grosso, amamentavam bebês com duas a oito semanas de nascidos.

Seis substâncias foram detectadas nas amostras de leite materno. Uma delas é proibida no Brasil há 10 anos. O professor Wanderlei Antonio Pignati, orientador da pesquisa, afirma que não existe legislação que estabeleça o limite de agrotóxico no leite materno, apenas no leite de vaca. Na pesquisa, segundo ele, alguns resíduos estavam acima do permitido até mesmo para o leite de vaca.

Em 2009, o município cultivou 410 mil hectares de soja e milho e utilizou 5,162 milhões de litros de agrotóxicos.

A Associação Nacional de Defesa Vegetal, que reúne os produtores de defensivos agrícolas, afirma que os produtos são rigorosamente avaliados pelas autoridades antes de serem vendidos.

Fonte: O Globo

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22 março, 2011

Excesso de exames pode fazer mal à saúde

Posted in medicina, prevenção às 4:42 pm por Marcelo Guerra

MÉDICO ALERTA PARA EXCESSO DE DIAGNÓSTICOS E RISCOS DA “EPIDEMIA” DE EXAMES PREVENTIVOS

Doenças devem ser detectadas o quanto antes, para que haja sucesso no tratamento, certo?Não, segundo o médico americano H. Gilbert Welch. O especialista em clínica médica é autor de “Overdiagnosed”, recém-lançado nos Estados Unidos.
No livro, Welch, pesquisador da Universidade Dartmouth, afirma que a epidemia de exames preventivos, ou “screening”, como são chamados nos EUA, coloca a população em perigo mais do que salva vidas.
Citando pesquisas, ele mostra evidências de que muita gente está recebendo “sobrediagnóstico”: são tratadas por doenças que nunca chegariam a incomodá-las, mas que são detectadas nos testes preventivos.
“O jeito mais rápido de ter câncer? Fazendo exame para detectar câncer”, disse ele à Folha, por telefone.

Folha – Como exames preventivos podem fazer mal? H. Gilbert Welch – A prevenção tem dois lados. Um é a promoção da saúde. É o que sua avó dizia: “Vá brincar lá fora, coma frutas, não fume”. Mas a prevenção entrou no modelo médico, virou procurar coisas erradas em gente saudável, virou detecção precoce de doenças. Isso faz mal. Não estou dizendo que as pessoas nunca devem ir ao médico quando estão bem. Mas a detecção precoce também pode causar danos.

De que maneira isso ocorre?
Quando procuramos muito algo de errado, vamos acabar achando, porque quase todos temos algo errado. Os médicos não sabem quais anormalidades vão ter consequências sérias, então tratam todas. E todo tratamento tem efeitos colaterais.
Há um conjunto de males que podem decorrer de um diagnóstico: ansiedade por ouvir que há algo errado, chateação de ter que ir de novo ao médico, fazer mais exames, lidar com convênio, efeitos colaterais de remédios, complicações cirúrgicas e até a morte.
Para quem está doente, esses problemas não são nada perto dos benefícios do tratamento. Mas é muito difícil para um médico fazer uma pessoa sadia se sentir melhor. No entanto, não é difícil fazê-la se sentir pior.

Os médicos dizem que a detecção precoce é essencial no caso do câncer. Mas você diz que é perigoso. Não se deve tratar qualquer tumor inicial?
Não. Se formos tratar todos os cânceres quando estão começando, vamos tratar todo o mundo. Todos nós, conforme envelhecemos, abrigamos formas iniciais de câncer. Se investigarmos exaustivamente vamos achar câncer de tireoide, mama e próstata em quase todos. A resposta não pode ser tratar todos e nem tratar todo mundo. Ninguém mais ia ter tireoide, mamas ou próstata. Câncer de próstata é o símbolo dessa questão.

Por quê?
Há 20 anos, um teste de sangue foi introduzido para detectar câncer de próstata. Vinte anos depois, 1 milhão de americanos foram tratados por causa de um tumor que nunca chegaria a incomodá-los. Esse teste é o PSA [antígeno prostático específico]. Muitos homens têm números anormais de PSA. Eles fazem biópsias e muitos têm cânceres microscópicos e fazem tratamento, o que não é mero detalhe. Pode ser retirada da próstata ou radioterapia. Isso leva, em um terço dos homens, a problemas sexuais, urinários ou intestinais. Alguns até morrem na operação. Não podemos continuar supondo que buscar a saúde é procurar doenças.

Qual é o impacto desses testes de próstata na população?
Um estudo europeu mostrou que é necessário fazer exames preventivos de PSA em mil homens entre os 50 e 70 anos, por dez anos, para evitar a morte por câncer de uma pessoa. É bom ajudar uma pessoa. Mas precisamos prestar atenção às outras 999. Por causa desses exames, de 30 a 100 homens são tratados sem necessidade.
As pessoas precisam refletir. Cada mulher pode decidir se quer fazer mamografia todo ano. Mas temo que estejamos coagindo, assustando e incutindo culpa nelas, para que façam mamografias.

Mas a detecção precoce não é o fator que mais reduz a mortalidade de câncer de mama?
Na verdade, não. Os esforços mais relevantes no câncer de mama vêm de tratamentos melhores, como quimioterapia e hormônios. Os avanços no tratamento nos últimos 20 anos reduziram a mortalidade em 50%.
O problema é se adiantar aos sintomas. Não há dúvida de que uma mulher que percebe um caroço deva fazer uma mamografia. Isso não é teste preventivo, é exame diagnóstico. Claro que os médicos preferem ver uma mulher com um pequeno nódulo no seio do que esperar até que ela desenvolva uma grande massa. A questão não é entre atendimento cedo ou tarde, mas entre buscar atendimento logo que você fica doente e procurar doenças em quem não tem nada.

Critérios usados em exames como de pressão e diabetes estão mais rígidos. Estão deixando todo mundo ‘doente’?
Sim. Somos muito tirânicos sobre saúde. O que é saúde? Se formos medicalizar a definição de saúde, seria: “Não conseguimos achar nada errado”. A pressão está abaixo de 12 por 8, o colesterol está abaixo de tal valor, fizemos uma tomografia e não há nada de errado. Se essa virar a definição de saúde, pouquíssimas pessoas serão saudáveis. É certo tachar a maioria como doente? Saúde é muito mais do que a ausência de anormalidades físicas.

Por que essa conduta está se tornando dominante?
Os médicos recebem mais para fazer mais, o que ajuda a alimentar o círculo vicioso da detecção precoce. É um bom jeito de recrutar mais pacientes, de vender mais remédios ou exames. Nos EUA, há os problemas de ordem legal. Os advogados processam os médicos por falta de diagnóstico, mas não há punições para sobrediagnóstico.
E tem quem creia realmente na detecção precoce. Nunca se diz que há perigo nisso. Pacientes diagnosticados com câncer de próstata e mama por detecção precoce têm muito mais risco de serem sobrediagnosticados do que ajudados pelo teste. Quando você ouve histórias de sobreviventes de câncer, na maioria das vezes o paciente acha que sua vida foi salva porque ele fez um exame preventivo.

E isso não é verdade?
Ele tem mais chance de ter sido tratado sem necessidade. Histórias de sobreviventes geram mais entusiasmo por testes e levam mais pessoas a procurar doenças, gerando sobrediagnóstico.

O que fazer para evitar isso?
Um paciente nunca vai saber se recebeu um sobrediagnóstico. Nem o médico sabe. Não é preciso decidir para sempre se você vai ou não fazer exames. Mas todos os dias novos testes são criados. É preciso ter um ceticismo saudável sobre isso.

Fonte: Folha de São Paulo

18 março, 2011

Workshop de Antroposofia: Vocação e Sentido

Posted in antroposofia às 10:27 am por Marcelo Guerra

ÚLTIMA SEMANA PARA INSCRIÇÕES

“Os contadores de histórias das florestas falam de dois tipos de fome.

Dizem que há a fome física e também a Grande Fome.

Esta é a fome por sentido.

Existe apenas uma coisa insuportável: uma vida sem sentido.

Não há nada errado com a busca pela felicidade.

Mas existe algo grande, o sentido, que é capaz de transformar tudo.

Quando você tem sentido, você é feliz, você pertence.”

(Sir Laurens van der Post, no documentário Hasten Slowly)

Observe essa imagem. O que você vê? Alguém perdido? Ou um caminho que se abre? Relacionou pequenas imagens que compõem o todo?

Temos a tendência natural de observar as situações e os fatos com óculos que distorcem o que é observado. Estes óculos são nossas ideologias, preconceitos, expectativas, tudo aquilo que preenche nosso mundo interno, e que altera nossa percepção do mundo. Esta visão filtrada pode nos limitar, nos afastar de novas percepções e de novas possibilidades. Porém, não precisamos ficar dentro desses limites.

O que pode ser transformado? Muitas vezes temos que decidir pra que lado queremos ir, ou precisamos escolher qual é a nossa prioridade. Ter consciência da nossa tarefa, da nossa própria vocação e localizá-la no contexto da nossa história poderá tornar mais agradável a rotina de trabalho, ou tornar visível novas formas de realizá-lo.

Em 2011 comemoramos o aniversário de 150 anos de nascimento de Rudolf Steiner, o fundador da Antroposofia. Partindo dos escritos de Goethe, ele propõe uma nova forma de conhecer o mundo e a si mesmo, que ele denomina ‘observação goetheanística’. Esta observação propõe que se dispa das ideologias e entre em contato com a essência do que é observado, e como isto lhe move interiormente. Por meio desta nova forma de observar, pesquisamos o sentido do mundo exterior, mas podemos também aplicá-la à pesquisa de nosso mundo interno, aprendendo sobre o sentido de nossa biografia.

Este curso tem o objetivo de mergulhar na metodologia de observação proposta por Steiner a partir dos escritos de Goethe, e buscar na biografia de cada participante o sentido relacionado à vocação e à escolha profissional.

Público alvo: adultos que buscam o auto-desenvolvimento e uma nova visão em relação à própria escolha profissional e à sua vocação.

Coordenação:

  • Bettina Happ Dietrich

Terapeuta Social; docente de formação em Educação Terapêutica (Pedagogia Curativa) e Terapia Social

  • Marcelo Guerra

Médico Homeopata e Terapeuta Biográfico

Quando e onde?

De 25 a 27 de março de 2011(sexta a domingo) no Retiro das Rosas, em Cachoeira do Campo, distrito de Ouro Preto.

Quanto?

  • R$920,00 (Inclui estadia em apartamentos individuais, com alimentação no período do workshop. A inscrição é efetivada com o depósito de R$200,00 e o restante deverá ser pago durante o curso com 4 cheques pré-datados. Não haverá devolução da taxa de inscrição em caso de desistência. Nos reservamos o direito de cancelar o curso se não houver o número mínimo de inscritos.)

Para mais informações:

Escreva para marceloguerra@terapiabiografica.com.br ou telefone para (21)7697-8982.

As turmas são necessariamente pequenas devido à profundidade do trabalho. Não deixe para última hora.

Faça sua inscrição online, clicando aqui.

16 março, 2011

Estamos chegando a 1 milhão de visitantes!

Posted in saúde às 7:34 pm por Marcelo Guerra

E nem precisei de R$1.300.000, 00, como a Maria Bethânia…//

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Terapia Biográfica e carreira

Posted in antroposofia, terapia biográfica às 6:12 pm por Marcelo Guerra

Marcelo Guerra

Nas últimas décadas, o conceito de carreira foi radicalmente modificado. Nos anos 70 ou 80 a carreira significava uma vida de trabalho dentro de uma mesma empresa e geralmente a pessoa tinha o próprio nome associado ao local onde trabalhava, como “Sr. Fulano da Empresa X” ou “Sr. Sicrano da Companhia Y”. A partir dos anos 90, a carreira passou a ser construída a partir da presença de diferentes empregos em empresas variadas ou ainda por meio de projetos independentes. Sendo assim, o emprego não é mais a meta, mas sim a realização como profissional.

A Terapia Biográfica busca o sentido nos diferentes fatos da vida de uma pessoa. No caso da carreira, ela pode revelar o sentido de sua vocação, que significa um chamado, ou seja, ultrapassa o conceito de profissão, podendo até se expressar por uma atividade não profissional. A vocação é o meio pelo qual podemos expressar os nossos propósitos mais essenciais, transformando-os em ações. A profissão pode ser uma forma que a vocação encontra para se expressar, mas ela está mais ligada a uma missão de vida. Assim, uma pessoa pode trabalhar num banco como necessidade profissional e realizar sua vocação fotografando nos finais de semana. Ou realizar a vocação num trabalho voluntário. Contudo, o caminho mais adotado para concretizar a vocação ainda é a profissão.

Como a Terapia Biográfica estuda as fases da vida em períodos de sete, os setênios, esta série de artigos pretende mostrar as influências de cada setênio para a formação da vocação. Especificamente, até os 28 anos, porque é quando termina a fase de formação. Para começar, avaliaremos o primeiro período da vida de uma pessoa.

DE 0 A 7 ANOS

Quando você nasceu, precisava de cuidados e os recebeu de seus pais e das pessoas próximas, que formavam à sua volta uma espécie de ninho de carinho e proteção. Até os 7 anos, a criança é bem dependente dos adultos e o que formará sua confiança é a qualidade dos cuidados recebidos nesta fase. Aliás, essa característica deve ser formada nesse período, já que depois disso só é conseguida através de muita disciplina e força de vontade.

A autoconfiança também é muito influenciada pelos primeiros passos. Quando uma criança aprende a andar, ela cai e levanta várias vezes. Muitas vezes ela se ergue com a ajuda de um adulto, mas o mais importante é que ela saiba que pode levantar quando cair. Se os pais não permitem que ela experimente esse levantar e cair, por medo de que se machuque, ela não desenvolverá a coragem para arriscar na vida. Por outro lado, se ela ganha um andador e sai correndo pela casa, sem fazer o menor esforço, pode desenvolver uma falsa autoconfiança, pois não se baseia nas suas próprias forças. Observe como foi que você aprendeu a andar. Isso diz muito sobre como você age na sua vida.

A principal atividade de uma criança é brincar. As brincadeiras nessa fase não seguem muitas regras, não são jogos. Algumas crianças gostam mais de liderar, outras seguem mais do que lideram. Algumas gostam de brincar com os brinquedos que ganham, seguindo as suas funções originais, enquanto outras optam por inventar brinquedos muito mais originais com as caixas dos presentes. As regras das brincadeiras nessa fase são inventadas pelas próprias crianças e costumam começar com “finge que…” ou “faz de conta que…”

Brincando, a criança desenvolve a criatividade e a capacidade de liderança que aplicará no seu trabalho quando for adulta. E é esta criatividade que permite criar novos negócios, novos produtos, novos serviços ou resolver impasses que nascem quase todo dia diante de nós quando estamos trabalhando. A capacidade de liderar, dividir essa liderança e convencer os seus pares daquilo que você acredita fazem com que o trabalho flua por um novo caminho. Isso pode ser comparado com a época que você decidia as regras do pique com os colegas, até onde valia se esconder, até que número quem estava no pique tinha que contar, quem era café com leite e quem brincava à vera.

Estas são as principais influências da infância à vocação que desabrochará na vida adulta. Aguarde os próximos artigos e aprenda mais sobre os setênios.

PARA CONTINUAR A REFLETIR SOBRE O TEMA

“Workshop Antroposófico: Vocação e Sentido”, de 25 a 27/03, em Ouro Preto (MG)

Artigo originalmente publicado na Revista Personare.

5 março, 2011

Cientista afirma ter teletransportado moléculas de DNA

Posted in high dilutions, homeopatia às 8:47 am por Marcelo Guerra

O experimento mostraria que uma molécula de DNA pode transmitir as informações que contém, por meio de campos eletromagnéticos, para células distantes e até mesmo para a água. [Imagem: Site Inovação Tecnológica/Konrad Summers/Projeto Genoma Humano]

Teletransporte de DNA

Seu nome é Luc Montagnier e sua biografia pode ser resumida a um feito único: ele ganhou o Prêmio Nobel de Medicina em 2008, por ajudar a demonstrar a conexão entre o HIV e a AIDS.

Montagnier agora está sacudindo as bases do mundo acadêmico com uma alegação absolutamente inesperada: ele afirma ter “teletransportado” as informações de moléculas de DNA.

“Se os resultados estiverem corretos,” comentou Jeff Reimers, químico da Universidade de Sidnei, na Austrália, “isso será um dos experimentos mais significativos feitos nos últimos 90 anos, e exigirá uma reavaliação de todo o quadro conceitual da química moderna.”

Nesta altura dos acontecimentos, a expressão “se os resultados estiverem corretos” está tendo mais ênfase entre os outros cientistas do que o alegado teletransporte de DNA, que poderá ter um impacto, na verdade, muito além da química.

O problema é que o artigo ainda não foi aceito para publicação por uma revista revisada pelos pares deMontagnier.

E, a julgar pela recente controvérsia de uma bactéria com jeitão alienígena, anunciada com estardalhaço pela NASA e depois largamente contestada por outros cientistas, o processo de avaliação desse artigo deverá levar mais tempo do que o normal.

Teletransporte quântico

Montagnier e seus colegas alegam ter feito um experimento que mostra que uma molécula de DNA pode transmitir as informações que contém, por meio de campos eletromagnéticos, para células distantes e até mesmo para a água.

Mais do que isso, o Prêmio Nobel afirma que enzimas podem tomar esse “carimbo” remoto de DNA por um DNA real, copiando-o para produzir a coisa real – o que faria do experimento uma espécie de teletransporte quântico da molécula de DNA.

O experimento consiste em dois tubos de ensaio, próximos mas separados fisicamente, colocados dentro de uma bobina de cobre, sujeitos a um campo eletromagnético fraco de frequência extremamente baixa, de apenas 7 hertz.

O conjunto é isolado do campo magnético natural da Terra, para evitar interferências.

O primeiro tubo contém um fragmento de DNA com cerca de 100 pares de base. O segundo tubo contém água pura.

Depois de um período que variou de 16 a 18 horas, o conteúdo dos dois tubos de ensaio foram submetidos à reação em cadeia da polimerase (PCR), o método rotineiramente usado para amplificar quantidades traço de DNA, usando enzimas para fazer inúmeras cópias do material original.

Foi aí que o mais surpreendente aconteceu: o fragmento de DNA foi aparentemente recuperado dos dois tubos de ensaio, incluindo aquele que só deveria conter água.

A maldição da diluição

Para incomodar ainda mais os cientistas mais conservadores, aqueles que se incomodam com resultados controversos, e que geralmente se colocam prontamente contra qualquer nova descoberta que possa abalar o “edifício da ciência”, o DNA somente é teletransportado com sucesso depois que a solução original de DNA passa por diversos ciclos de diluição.

Diluição lembra homeopatia, e “cientistas céticos” – o termo é absolutamente sem sentido, mas há vários acadêmicos que se autodenominam assim -, cientistas céticos odeiam a homeopatia, argumentando que ela não possui bases científicas, e trabalham duro para desacreditá-la.

No experimento de teletransporte, em cada ciclo, a amostra original, do tubo número 1, foi diluída 10 vezes, e o DNA fantasma, do tubo número 2, só pode ser recuperado quando a amostra original é diluída entre sete e 12 vezes.

O teletransporte não funcionou nas super diluições usadas na homeopatia.

Vários cientistas ouvidos pela revista britânica New Scientist mostraram-se céticos quanto aos resultados.

Mas é difícil imaginar que a equipe de um pesquisador agraciado com o Prêmio Nobel seja ingênua a ponto de divulgar uma pesquisa tão controversa sem tomar todos os cuidados metodológicos necessários.

Cientista afirma ter feito teletransporte de DNA 

O fragmento de DNA foi aparentemente recuperado dos dois tubos de ensaio, incluindo aquele que só deveria conter água. [Imagem: Montagnier et al.]

Ondas eletromagnéticas do DNA

Segundo o rascunho do artigo, os físicos da equipe sugerem que o DNA emite ondas eletromagnéticas de baixa frequência, que transmitem a estrutura da molécula para a água.

Essa estrutura, alegam eles, é preservada e amplificada por meio de efeitos de coerência quântica. Como a estrutura imita o formato do DNA original, as enzimas do processo PCR tomam-na pelo próprio DNA e, de alguma forma, usam-na como modelo para construir moléculas que coincidem com o DNA transmitido.

Mas se Montagnier e seus colegas não conseguiram de fato fazer o teletransporte do DNA, então o que eles descobriram?

“Os experimentos biológicos parecem intrigantes, e eu não posso desacreditá-los,” disse Greg Scholes, da Universidade de Toronto, no Canadá, que demonstrou no ano passado que os efeitos quânticos ocorrem em plantas.

Klaus Gerwert, da Universidade Ruhr, na Alemanha, que estuda as interações entre a água e as moléculas biológicas, mostra preocupação quanto à persistência do fenômeno: “É difícil entender como a informação pode ser armazenada na água em uma escala de tempo maior do que picossegundos.”

Memória da água

Em 1988, o cientista francês Jacques Benveniste publicou um artigo na revista Nature, onde ele e seus colegas afirmavam demonstrar que a água tinha memória.

Em seu experimento, a atividade de anticorpos humanos era retida em soluções tão diluídas que não poderiam conter quaisquer moléculas de anticorpos – o que estatisticamente também ocorre na homeopatia.

Frente a um enorme ceticismo, a revista convocou um “caçador de mitos” para averiguar a questão, que concluiu que os resultados eram “uma ilusão”, gerada por um experimento mal projetado.

Em 1991, Benveniste repetiu seu experimento sob condições duplo cego e obteve novamente os resultados que demonstraram inicialmente a alegada “memória da água”.

Contudo, nem a Nature e nem a Science aceitaram o novo artigo para publicação.

Desacreditado, o pesquisador foi expulso de seu instituto sob a alegação de haver manchado a reputação da instituição.

Benveniste morreu em 2004.

Única saída

O que se espera agora é que o experimento de Montagnier e seus colegas seja avaliado pelos seus pares com a isenção necessária – sem ser condenado previamente, sobretudo por conter a palavra maldita – “diluição”.

Para isso, um único caminho pode ser trilhado: laboratórios independentes devem repetir os experimentos e checar os resultados.

Bibliografia: 

DNA waves and water
L. Montagnier, J. Aissa, E. Del Giudice, C. Lavallee, A. Tedeschi, G. Vitiello
Nature
23 Dec 2010
Vol.: 333, 816 – 818
DOI: 10.1038/333816a0
http://arxiv.org/abs/1012.5166

Human basophil degranulation triggered by very dilute antiserum against IgE
E. Davenas, F. Beauvais, J. Amara, M. Oberbaum, B. Robinzon, A. Miadonnai, A. Tedeschi, B. Pomeranz, P. Fortner, P. Belon, J. Sainte-Laudy, B. Poitevin, J. Benveniste
Nature
30 June 1988

Fonte: Inovação Tecnológica

Leia o artigo original aqui.

3 março, 2011

Oficina da boneca Waldorf em São Paulo

Posted in antroposofia às 5:02 pm por Marcelo Guerra



Uma nova turma para a Oficina da boneca Waldorf está se formando em São Paulo no Colégio Waldorf Micael:


18, 19 e 20 de março de 2011.


Rua Alexandrino Soares, 68 Jardim Boa Vista, São Paulo, SP.


Veja Mapa


Instrutor:
Nina Veiga e equipe 

Duração: 16 horas/aula;

sexta-feira, 19h30 às 22h;  sábado, 8h às 12h – 13h30 às 18h; domingo, 8h às 13h.

Investimento:
320 reais com material, apostila, moldes, certificado e 4 coffebreaks.

Pagamento parcelado no cheque ou no cartão.


 

Faça sua reserva:
Nina Veiga Atelier JF:

(32) 3231.6748
Informações em São Paulo:

(11) 2979.0824



Inscrições até 13 de março.



As fotos são da oficina  que aconteceu em fevereiro de 2011.







Workshop de Antroposofia – Tecendo o fio do destino

Posted in antroposofia às 4:45 pm por Marcelo Guerra

Tecendo a Manhã

Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.


E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.

João Cabral de Melo Neto

Cada um de nós nasce com um destino, não como um livro previamente escrito em que cada ato nosso está previsto, mas como uma missão a nós confiada. Isto faz com que a vida tenha um sentido e, muitas vezes, sofremos com angústia ou depressão por não percebê-lo claramente. Os fatos de nossas vidas estão aí para que encontremos o Fio do Destino que, junto com o nosso livre arbítrio, tece os acontecimentos tanto no nosso mundo interior quanto na nossa vida nas comunidades em que vivemos.

Este curso tem o objetivo de buscar o fio do destino de cada um, desembaraçá-lo, tecê-lo de forma diferente, mais confortável, mais de acordo com o sentido que queremos dar para nossas vidas. Para isso trabalharemos com fatos de nossas próprias vidas. Este trabalho será feito com palavras e arte. Ninguém precisa ser artista ou ter conhecimentos prévios de Antroposofia para participar, é claro.

Muitas das questões que nos colocamos hoje são percebidas de modo diferente quando as situamos no contexto mais amplo da vida toda. A troca de experiências de vida num grupo é enriquecedora e suaviza os sentimentos ligados a essas experiências.

Coordenado por:

  • Nina Veiga

Educadora Waldorf e Psicopedagoga artística, mestre em linguagem e cultura.

  • Rosângela Cunha

Psicóloga, Gestalt-terapeuta e Terapeuta Biográfica

  • Marcelo Guerra

Médico Homeopata e Terapeuta Biográfico.

Onde e quando?

Em São Paulo, no Centro Paulus, de 29 de abril a 1º de maio de 2011.

Quanto?

  • R$840,00, em quarto individual;
  • R$920,00, em suíte individual.

(O preço inclui os honorários e deslocamento dos coordenadores, os materiais usados durante o workshop, a divulgação, a hospedagem e a alimentação. A inscrição é efetivada com o depósito de R$200,00 e o restante deverá ser pago durante o curso com 4 cheques pré-datados. Não haverá devolução da taxa de inscrição em caso de desistência. Nos reservamos o direito de cancelar o curso se não houver o número mínimo de inscritos.)

Escreva para marceloguerra@terapiabiografica.com.br para mais informações. Ou ligue para (11)6463-6880.

Faça sua inscrição online, clicando aqui.

2 março, 2011

Posted in saúde às 11:24 am por Marcelo Guerra

Curso de Fundamentação em Antroposofia em Petrópolis

Posted in saúde às 10:44 am por Marcelo Guerra

Informações e inscrições em www.gepak.com.br. Não deixe para a última hora.
Local

Riverside Park Hotel

Rua Hermogênio Silva, 522

Petrópolis - RJ
24 2246-9850 / 24 2236-1500
Calendário
MARÇO – Dias: 25 (sexta das 14 às 22 horas) e 26 (sábado das 8 às 18 horas).
ABRIL – Dias: 15 (sexta das 14 às 22 horas) e 16 (sábado das 8 às 18 horas).
MAIO- Dias: 27 (sexta das 14 às 22 horas) e 28 (sábado das 8 às 18 horas).
JUNHO- Dias 17 (sexta das 14 às 22 horas) e 18 (sábado das 8 às 18 horas).
JULHO- Dias: 07 (quinta), 08 (sexta) e 09 (sábado)- Todos os dias das 8 às 18 horas.
AGOSTO- Dias: 26 (sexta das 14 às 22 horas) e 27 (sábado das 8 às 18 horas).
SETEMBRO- Dias: 23 (sexta das 14 às 22 horas) e 24 (sábado das 8 às 18 horas).
OUTUBRO- Dias: 28 (sexta das 14 às 22 horas) e 29 (sábado das 8 às 18 horas).
NOVEMBRO- Dias: 25 (sexta das 14 às 22 horas) e 26 (sábado das 8 às 18 horas).
DEZEMBRO- Dias: 08 (quinta), 09 (sexta) e 10 (sábado) – Todos os dias das 8 às 18 horas.
Conteúdo Programático
1-      Antroposofia Geral
1.1- Introdução e Metodologia
1.2- Evolução Humana
1.3- Cosmologia
1.4- Goetheanismo
2-      Quadrimembração
2.1-Trimembração
2.2- Introdução a Quadrimembração
2.3- Os Quatro Elementos
2.4- As Quatro Forças Formativas
2.5- Os Quatro Reinos da Natureza
2.6- Os Quatro Nascimentos
2.7- Os Quatro Temperamentos
3-      Biografia e Arquétipos
3.1- Os 12 Sentidos
3.2- Psicologia
3.3- Pedagogia e Medicina Escolar
3.4- Os Sete Arquétipos Planetários
3.5- Os doze Arquétipos Zodiacais
4-      Terapias Antroposóficas
4.1- Terapias Artísticas
4.2- Extra-Lesson
4.3- Terapias Externas
4.4- Fisioterapia
4.5- Euritmia
4.6- Nutrição
4.7-Reorganização Neuro-Funcional
5-      Agricultura Biodimanica
5.1- Introdução
Investimento
  • 10 mensalidades de R$ 350,00 (total de R$ 3 500,00) , sendo que a 1ª mensalidade (que também corresponde à matrícula) deverá ser depositado até 10/03/2011 e as demais 9 mensalidades deverão ser quitadas à cada dia 10 dos meses subsequentes até novembro/2011, no valor de R$ 350,00 cada uma.
Há também as seguintes possibilidades de pagamento :
  • 1ª mensalidade = matrícula R$ 350,00, depositada em 10/11/2010 e mais 12 mensalidades de dezembro/2010 até novembro/2011 no valor de R$ 262,50 cada uma;
  • 1ª mensalidade = matrícula R$ 350,00, depositada em 10/12/2010 e mais 11 mensalidades de janeiro/2011 até novembro/2011 no valor de R$ 286,40 cada uma;
  • 1ª mensalidade = matrícula R$ 350,00, depositada em 10/01/2011 e mais 10 mensalidades de fevereiro/2011 até novembro/2011 no valor de R$ 315,00 cada uma.
Solicitamos que mantenham seus dados atualizados e que identifiquem-se ao enviar comprovante de depósito via fax para (24) 2237-3031.
Conta para depósito : Banco do Brasil   Conta-poupança 13.657-3 Ag. 2885-1
Casos especiais e dúvidas poderão ser esclarecidas através do e-mail : gepak@gepak.com.br

Corpo Docente



Aline Dato – professora Waldorf

Aline Peres – médica antroposófica, geriatra

Ana Paula Verly – psicóloga antroposófica

Angélica Justo – médica antroposófica, pediatra, biógrafa

Antonio Marques – médico antroposófico, clínico geral

Bernardo Kaliks – médico antroposófico, neurologista

Carla Antunes – médica antroposófica, pneumologista e nutróloga

Christine Pouchucq – fisioterapeuta

Débora Valadão – nutricionista

Denise Bellini – psicóloga

Profª. Fátima Guedes – médica antroposófica, pediatra intensivista neonatal

Gilberto Valle – médico antroposófico, psiquiatra

Juliette Schardt – euritmista

Luiz Nascimento – psicólogo clínico

Marcelo Guerra – médico homeopata, biógrafo.

Márcia Groeler – médica antroposófica, ginecologista, obstetra

Márcio Pedro – médico antroposófico, pediatra

Maria Carmo França – médica antroposófica, ginecologista

Maria Claudia Nabuco – médica antroposófica, pediatra, homeopata

Profa. Maria Carmo Vale – médica antroposófica, pediatra, nutróloga e biógrafa

Maria Célia Guedes – terapeuta artística antroposófica

Maria Helena Marques – enfermeira antroposófica e massagista rítmica Hausckha

Maria Teresa Castro – farmacêutica antroposófica

Letícia Malta – odontóloga antroposófica

Roberta Carvalho – fonoaudióloga, reorganização neuro-funcional

Rosângela Cunha – psicóloga, biógrafa

Rossana Varandas – psicóloga

Sônia Maria Cruz Bastos – médica antroposófica, dermatologista e geriatra

Prof. Dr. Wesley Aragão – médico antroposófico, doutor em Antropologia

 

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