13 abril, 2011

Frozen yogurt: iogurte ou sorvete maquiado?

Posted in alimentação às 10:49 pm por Marcelo Guerra

Apenas uma de oito marcas de frozen yogurt pode dizer que o produto é realmente iogurte gelado, segundo pesquisa da ProTeste.

A entidade de defesa do consumidor analisou a quantidade de bactérias lácticas dos produtos e concluiu que as marcas Yogolove, Yoforia, Yoggi, Yogoberry, Tutti Frutti Frozen Yogurt e Bendita Fruta são “sorvetes à base de iogurte”.

Isso quer dizer que não têm quantidades suficientes de iogurte. O frozen da Yogofresh não tinha iogurte. A Yogen Früz foi a única com o número mínimo de bactérias.

O teste foi encaminhado ao Ministério Público do Rio, que investiga o assunto desde o fim do ano passado, conforme reportagem da Folha em janeiro.

A Yogoberry disse que, em um mês, todos os seus produtos terão mais lactobacilos. A Tutti Frutti afirmou que deixa claro que é um sorvete.

A Yogofresh e a Bendita Fruta reiteraram que o frozen é saudável. Segundo a Yogolove, a fórmula tem 20% de iogurte fresco. A Yoforia questionou a metodologia do teste. A Yoggi não quis se pronunciar.

Apesar do nome, o frozen yogurt está mais para sorvete do que para iogurte gelado, diz o promotor Pedro Rubim Borges Fortes, do Ministério Público do RJ.

“As empresas induzem o consumidor a erro, posicionando o produto como se fosse um iogurte gelado, sendo que, na verdade, se trata de um sorvete.”

Ele está investigando as redes fabricantes. O inquérito civil foi aberto depois que um consumidor não conseguiu saber na loja do que era feita a massa da sobremesa.

A investigação começou com uma marca, mas, segundo o promotor, constatou-se que a falta de informações era comum no mercado.

Outras empresas foram chamadas para prestar esclarecimentos e ainda não se manifestaram.

“O consumidor deveria saber o percentual de iogurte usado nos frozens, já que esse é o principal atrativo do produto”, afirma.

A sobremesa, que virou moda no Rio e depois em São Paulo, tem a consistência de um sorvete. Uma porção de 100 g tem em torno de 90 calorias, mesma quantidade de um sorvete de creme light.

O iogurte usado no preparo é, na maioria das vezes, desidratado. “O iogurte tem culturas de bactérias que deixam o leite mais digestivo. Quando é desidratado, parte dessas culturas se perde”, diz Adriane Antunes de Moraes, nutricionista e pesquisadora da Unicamp.

Além disso, pouco se sabe sobre a receita das grandes redes que vendem o produto. A maioria usa misturas importadas feitas com iogurte em pó. A fórmula é adicionada a leite e refrigerada.

CALORIAS A MAIS

Dependendo das caldas e complementos, a sobremesa fica mais calórica do que um sorvete tradicional.

Um frozen médio coberto com biscoito de chocolate, confeitos e calda de chocolate tem 450 calorias. Das cinco maiores redes, só uma disponibiliza os valores nutricionais dos complementos.

“Se colocar muitos complementos, a pessoa vai estar se enganando”, diz a nutricionista Cyntia Carla da Silva, do Hospital do Coração.

Para a nutricionista Cynthia Antonaccio, da Equilibrium Consultoria, o problema é o excesso.

“O frozen tem seu lado positivo. É um alimento com cálcio e de baixa caloria. Se você colocar uma colher de calda, ainda compensa.”

Outro problema é o tamanho da porção. As tabelas nutricionais das lojas são calculadas para 100 g e as menores porções vendidas às vezes têm 120 g.

“É fundamental o consumidor prestar atenção no tamanho da porção e não comprar as maiores, de 500 g.”

Fonte: Folha de São Paulo

 

1 abril, 2011

Plantas medicinais que podem ser cultivadas em casa

Posted in ervas medicinais, fitoterapia, plantas medicinais, saúde às 11:38 am por Marcelo Guerra

Quando a cabeça começa a latejar ou o estômago a ficar embrulhado, há quem prefira recorrer, primeiramente, às plantas medicinais, que são a base dos medicamentos fitoterápicos. Muitas espécies podem ser cultivadas sem a necessidade de muita técnica. Elas auxiliam na redução de desconfortos digestivos e da enxaqueca, no combate da gripe e até dão uma ajudinha contra a celulite, entre outras utilidades. Esses kits caseiros de primeiros socorros, além de contribuir para o bem-estar do morador, de quebra, dão uma bossa aos ambientes. O Morar Bem convidou o paisagista Rafael Carvalho para dar dicas de espécies medicinais para se ter em casa.

– Algumas espécies são capazes de prevenir enfermidades, aliviar sintomas e até mesmo ajudar na cura. Na antiguidade, as plantas medicinais eram a principal opção de tratamento e, atualmente, pesquisas científicas já comprovaram muitas propriedades medicamentosas de várias espécies.

O paisagista, no entanto, faz um alerta: muitas destas plantas são venenosas ou tóxicas, devendo ser usadas em doses muito pequenas para terem o efeito desejado.

– O cuidado deve ser redobrado se quem vai ingerir é uma gestante ou uma criança. Na realidade, toda planta, mesmo alimentícia, pode ser potencialmente tóxica dependendo da dosagem – alerta o paisagista.

Para a reportagem, ele fez uma seleção de seis plantas para tornar ao dia a dia da sua casa mais saudável. Sãos elas: alecrim, cana-do-brejo, capim-limão (ou capim-santo), tomilho, cavalinha e babosa

Alecrim – Rosmarinus officialis

Descrição

Arbusto muito ramificado, sempre verde, com folhas pequenas e finas. A parte inferior das folhas é de cor verde-acinzentada, enquanto a superior é quase prateada. As flores são de cor azul ou esbranquiçada. Floresce quase todo o ano e não necessita de cuidados especiais nos jardins. Exala um aroma forte e agradável. Utilizada para fins culinários, medicinais e religiosos, a sua essência também é utilizada em perfumaria, como por exemplo, na produção da água-de-colônia, pois contém tanino, óleo essencial, pineno, cânfora e outros princípios ativos que lhe conferem propriedades excitantes, tônicas e estimulantes.

Aplicações terapêuticas

Tem efeito estimulante contra o cansaço mental, contra doenças respiratórias e é considerado um antidepressivo natural. A medicina popular recomenda o alecrim como um estimulante às pessoas atacadas de debilidade, sendo empregado também para combater as febres intermitentes e a febre tifóide.

Uma tosse pertinaz desaparecerá com infusões de alecrim, que também são recomendadas a todas as pessoas cujo estômago seja preguiçoso para digerir.

O alecrim apresenta propriedades que reduzem os gases intestinais e facilitam o fluxo menstrual. É, ainda, relaxante muscular, ativador da memória e fortalece os músculos do coração. Cientistas dizem que ramos de alecrim deveriam ser pendurados em oficinas e áreas onde crianças fazem tarefas escolares para um melhor funcionamento da memória.

Modo de fazer o chá

Uma infusão de alecrim é feita com 4 gramas de folhas por uma xícara de água fervente. Deve ser tomada depois das refeições.

Dicas de cultivo

O alecrim gosta de solos pobres em nutrientes e bem drenados. É uma planta fácil de cultivar, bastante tolerante a pragas. Quando cultivado em vasos, deverá ser mantido de preferência aparado, de forma a evitar o crescimento excessivo. Só regue quando a terra do vaso estiver seca e deixe-o tomar sol o dia todo.

Valor aproximado da muda: R$ 3 a R$ 5

Cana do Brejo – Costus spicatus swartz

Descrição

Planta herbácea, nativa do Brasil. Possui haste dura, folha de cor verde-escura e avermelhada nas margens. As flores normalmente são amarelas ou cor de carmim.

Aplicações terapêuticas

O sumo das hastes diluídas em água são usadas contra doenças venéreas. A haste e o caules secos, em pó, são cozidos entre dois panos para curar hérnias. Em infusão, atua contra dores, cálculo renal, leucorreia e febres, inflamações dos rins, arterioesclerose, amenorréia, problemas na bexiga, cálculo renal, distúrbio menstrual, dor reumática, dores e dificuldade de urinar, inchaço, inflamações da uretra, nefrite e uretrite.

Modo de fazer o chá

Coloque em infusão duas colheres de sopa da erva para um litro de água fervente . Deixe levantar fervura, desligue o fogo e abafe por dez minutos. Coe. Tomar de três a quatro xícaras ao dia.

Dicas de cultivo

A cana do brejo é uma planta que não tolera temperaturas muito baixas.Normalmente é plantada em canteiros a pleno sol, com terra rica em matéria orgânica, que deve ser renovada a cada dois anos. Multiplica-se facilmente.

Valor aproximado: R$ 5 a R$ 10

Capim-limão/Capim-santo – Cymbopogun citratus

Descrição

Espécie originária da Índia, o capim-limão, ou capim santo, tem raízes fibrosas, escuras e numerosas. As folhas são moles, planas, estreitas e longas, aromáticas, com margens ásperas e cortantes. Têm lâmina de cor verde-grisácea com veios bem visíveis na face inferior e de cor verde-brilhante e lisa na face superior. Ainda é muito comum a confusão entre o capim-limão e a citronela. Afinal, ambos pertencem ao mesmo gênero. Mas, de acordo com o paisagista Rafael Carvalho, é possível diferenciá-las pelo aroma. O capim-limão apresenta um cheiro mais suave, que lembra o limão. Já o aroma liberado pela citronela é bem intenso.

Aplicações terapêuticas

Combate a insônia, atenua as dores de músculos doloridos, além das dores causadas por gases abdominais, cólicas uterinas e intestinais e o mal-estar causado pela gripe. Ajuda ainda a combater resfriados, tosse, catarro e disfunções gástricas.

Modo de usar

Folhas, por infusão, para atuar contra bronquite, resfriado, tosse, antiespasmódico, gases, digestivo, analgésico e calmante.

Para uso externo, como fungicida e antibacteriano.

Dicas de cultivo

Aprecia clima tropical e subtropical. Desenvolve-se melhor em solo areno-argiloso bem drenado. Exigente em matéria orgânica e nutrientes, as moitas devem ser desmanchadas ao final de um ano, para renovar o substrato do vaso, incorporando terra vegetal/húmus e areia. Ao retirar as mudas, deve-se encurtar as folhas e aparar as raízes, não deixando que sequem, mantendo-as umedecidas ou imersas em água.

Valor aproximado: R$ 3 a R$ 5

Cavalinha – Equisetum ssp

Descrição

A cavalinha é uma planta muito rústica e perene. O caule é de cor verde, com textura áspera ao tato por causa da presença de silício.

Considera-se que esta planta tenha mais de 300 milhões de anos sendo assim, comparativamente, uma das formas de vida vegetal mais antigas do mundo.

Aplicações terapêuticas

Suas propriedades adstringentes e diuréticas auxiliam no tratamento de diarréias, febres, infecções de rins e bexiga, cálculo renal e osteoporose. Estimulam a consolidação de fraturas ósseas. Agem sobre as fibras elásticas das artérias, atuam em casos de inflamação e inchaço da próstata, aceleram o metabolismo cutâneo, estimulam a cicatrização e aumentam a elasticidade de peles secas, sendo indicada ainda para o combate de hemorragias ou cãibras, úlceras gástricas e anemias.

É usada também como hidratante profundo, ajuda a evitar varizes e estrias, limpa a pele, fortalece as unhas, dá brilho aos cabelos, auxilia no tratamento da celulite e também da acne.

Modo de usar

Colocar uma colher de sopa de planta seca em meio litro de água fervente. Ferver por dois minutos. Cobrir. Deixar amornar até chegar à temperatura apropriada para beber. Coar. Tomar três xícaras de chá ao dia durante o tempo necessário à cura. O chá tomado em excesso pode provocar carência de vitamina B1.

Dicas de cultivo

Aprecia solo úmido, ou seja, gosta de regas frequentes, pois é nativa de brejos e terrenos alagadiços. Deve ser cultivada sempre em pleno sol.

Valor aproximado: R$ 5 a R$ 10

Tomilho – Thymus vulgari

Descrição

O tomilho possui folhas pequenas e flores róseas ou esbranquiçadas. É especialmente cultivado como condimento.

Seu óleo essencial, com apreciável poder anti-séptico, é muito utilizado contra as afecções pulmonares e como estimulante digestivo. Também é conhecido pelo nome de timo.

Aplicações terapêuticas

Tem propriedades antissépticas, tônicas, antiespasmódicas, expectorantes e vermífugas. Revigorante e tônico, é essencialmente usado como remédio respiratório.

Modo de usar

Em infusão , é usado no combate a infecções de garganta e pulmonares, na asma e febre dos fenos e na eliminação de parasitas. Externamente, alivia picadas, dores reumáticas e infecções fúngicas.

Dicas de cultivo

Planta que requer pouco cuidado e prefere terrenos secos. O melhor período para plantação é na primavera. A planta gosta de sol e resiste muito bem a tempo seco. O excesso de água pode queimar as folhas de baixo causando a morte da planta.

Valor aproximado: R$ 3 a R$ 5

Babosa-medicinal – Aloe vera

Descrição

A aloe vera é uma planta rústica originária de regiões desérticas. Por causa do meio hostil em que se desenvolve, ela adquiriu inúmeras capacidades para sobreviver. É usada principalmente pelas suas propriedades medicinais ou como planta ornamental. As folhas de aloe vera contém um tipo de gel e é essa substância que é utilizada pela medicina alternativa. No Brasil, a aloe vera também é conhecida como babosa. Apenas quatro espécies são seguras para uso em seres humanos, dentre as quais destacam-se a aloe arborensis e a aloe barbadensis miller, sendo esta última reconhecida como a espécie de maior concentração de nutrientes no gel da folha.

Aplicações terapêuticas

O aloe vera é uma planta utilizada para diversos fins medicinais há muitos anos. Geralmente é utilizada para problemas relacionados à pele (acne, queimaduras, psoríase, hanseníase, etc). É um poderoso regenerador e antioxidante natural. A esta planta são reconhecidas propriedades antibacteriana, cicatrizante, hidratante do tecido capilar ou dérmico danificado por uma queimadura, entre outras. Aplicada sobre uma queimadura ajuda rapidamente a retirar a dor e reparador do tecido queimado, pelo seu efeito hidratante e calmante. É indicado para queda de cabelo, caspa, dar brilho ao cabelo, combate aos piolhos e lêndeas. No entanto, não deve ser ingerida por mulheres durante a menstruação ou gravidez. Também deve ser evitada nos estados hemorroidários. Não usar internamente em crianças

Modo de usar

São usadas 50 gramas de folhas descascadas, trituradas com 250 ml de álcool e 250 ml de água. Em seguida, a tintura deve ser coada e utilizada sob a forma de compressas e massagens nas contusões, entorces e dores reumáticas.

Infusão:

Já quem tem queda de cabelo, caspa, piolhos ou lêndeas deve passa a babosa pelo processo de infusão . Lave as folhas frescas, tire a casca e fique somente com a polpa. Coloque uma porção de polpa amarelada em um copo de água fervente, abafe por 15 minutos e coe com uma peneira. Lave a cabeça e, em seguida, aplique o produto resultante no couro cabeludo, massageando ligeiramente. Deixe agir por uma hora. Enxágüe a cabeça com água quente ou morna. No caso de piolhos ou lêndeas, passar o pente fino em seguida.

Dicas de cultivo

Cultivada a sol pleno em solo bem drenado (terra vegetal e areia). É muito resistente a solos secos e de baixa fertilidade.

Valor aproximado: R$ 10 a R$ 25

Fonte: O Globo