30 março, 2012

Amamentação depende apenas da fome do bebê

Posted in alimentação, criança às 12:08 pm por Marcelo Guerra

29/03/2012 – A atriz Carolinie Figueiredo esteve com a filha Bruna Luz, de 4 meses, num shopping na Zona Oeste do Rio, na última terça-feira. Enquanto andava, Carolinie amamentava a pequena no colo. O passeio das duas trouxe à tona uma velha dúvida das mães de primeira viagem: afinal, é necessário um local especial e calmo para amamentar? Os médicos respondem:

— Se a criança está com fome, tem que amamentar. Se a mãe está confortável e o bebê também, o local não faz diferença. Não há contraindicação clínica. Agora, se há um local próximo mais calmo, mais tranquilo, é melhor — afirmou Luciano Santiago, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediadria (SBP).

A médica Ana Paula Joras Jundi, pediatra neonatalogista da Clínica Samci, lembra que a posição da criança na hora da amamentação deve ser conferida.

— Não importa onde se esteja, é preciso ter certeza de que a posição está correta. Ou seja, barriga da mãe encostada na barriga do filho e boca da criança na aréola do peito e não somente no bico. O ideaAl é sentar e curtir o momento. Mas não há contraindicações — afirmou a pediatra.

Pelo Twitter, a atriz defendeu a amamentação em público. “Amamentar é a melhor opção do mundo, pra mim e pra BL. Não tenho nenhum constrangimento em amamentar em qualquer lugar”, escreveu no microblog.

Outras dicas

Primeira: A primeira mamada deve ser ainda na sala de parto, na primeira hora de vida, segundo orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria (www.conversandocomopediatra.com.br).

Posição: O bebê deve estar de frente para a mãe, com a boca bem aberta para abocanhar o mamilo e a parte da aréola.

Apoio: O pós-parto pode trazer tristeza e cansaço à mulher, deixando-a insegura em relação a sua própria amamentação. O apoio e o incentivo do pai são essenciais para que a mãe se reestruture, se reorganize e se sinta capaz de amamentar.

Insegurança: Se estiver com receio ou sentindo-se insegura sobre a amamentação , a gestante pode procurar fazer um curso de aleitamento materno que geralmente é oferecido na unidades de saúde.

Fonte: Jornal  Extra 29/03/2012

3 outubro, 2011

O Alho e suas propriedades medicinais

Posted in alimentação às 12:21 pm por Marcelo Guerra

Por ser rico numa substância chamada alicina, que é um óleo essencial, que proporciona o aroma característico do alho, o alho é capaz de regular o apetite. O cheiro da alicina e também a ingestão do alho estimulam o centro da saciedade no hipotálamo, o que faz diminuir o apetite. O alho também aumenta o ritmo do metabolismo, o que ajuda a queimar calorias. O alho, se ingerido regularmente, numa quantidade de 1 dente por dia, reduz o mau colesterol (LDL e VLDL) e triglicerídeos.

O alho é também muito rico numa substância chamada Inulina, que é uma fibra vegetal, de sabor adocicado, e que tem a função de estocar energia nas plantas. As plantas que produzem inulina geralmente não produzem amido. O amido, quando digerido pelos seres humanos, é quebrado em moléculas de açúcar, enquanto a inulina costuma passar pelo nosso sistema digestivo quase sem ser digerido. A inulina aumenta a absorção de cálcio e magnésio pelo nosso organismo, e promove o crescimento de bactérias da flora intestinal. A inulina não aumenta a glicose do sangue nem os triglicerídeos. Como chega praticamente intacta ao intestino, a inulina presente no alho fermenta sob a ação das bactérias da flora intestinal, produzindo gases intestinais. Porém, este efeito indesejável é amplamente compensado pelas vantagens que o alho proporciona para a nossa saúde, como a melhora nas defecações em pessoas com prisão de ventre, o aumento na absorção do cálcio e magnésio para quem sofre de osteopenia ou osteoporose, o auxílio no controle dos níveis de açúcar no sangue para os diabéticos, e a redução de triglicerídeos e colesterol em pessoas que têm essas moléculas de gordura aumentadas no sangue. Para reduzir este efeito do alho, de produzir gases intestinais, basta comê-lo cozido. O cozimento do alho não destrói suas substâncias ativas de forma considerável.

O alho tem a capacidade de reduzir a pressão arterial devido a uma substância chamada dialil-sulfeto, que também tem sido apontada em estudos como responsável pela proteção contra o câncer que o consumo regular de alho proporciona. O alho também tem função antibiótica, matando bactérias que provocam doenças nos seres humanos. Ainda apresenta a função de evitar a formação de trombos no sangue, que poderiam provocar placas de aterosclerose nas artérias e acidentes vasculares cerebrais.

O alho pode ser comido como tempero da comida, pode ser tomado como chá, como cápsulas de alho, e como tintura de alho.

Como se pode ver, o alho, além de muito saboroso, faz muito mais pela nossa saúde do que afastar vampiros, como dito nas lendas.

Marcelo Guerra é médico homeopata. 

13 abril, 2011

Frozen yogurt: iogurte ou sorvete maquiado?

Posted in alimentação às 10:49 pm por Marcelo Guerra

Apenas uma de oito marcas de frozen yogurt pode dizer que o produto é realmente iogurte gelado, segundo pesquisa da ProTeste.

A entidade de defesa do consumidor analisou a quantidade de bactérias lácticas dos produtos e concluiu que as marcas Yogolove, Yoforia, Yoggi, Yogoberry, Tutti Frutti Frozen Yogurt e Bendita Fruta são “sorvetes à base de iogurte”.

Isso quer dizer que não têm quantidades suficientes de iogurte. O frozen da Yogofresh não tinha iogurte. A Yogen Früz foi a única com o número mínimo de bactérias.

O teste foi encaminhado ao Ministério Público do Rio, que investiga o assunto desde o fim do ano passado, conforme reportagem da Folha em janeiro.

A Yogoberry disse que, em um mês, todos os seus produtos terão mais lactobacilos. A Tutti Frutti afirmou que deixa claro que é um sorvete.

A Yogofresh e a Bendita Fruta reiteraram que o frozen é saudável. Segundo a Yogolove, a fórmula tem 20% de iogurte fresco. A Yoforia questionou a metodologia do teste. A Yoggi não quis se pronunciar.

Apesar do nome, o frozen yogurt está mais para sorvete do que para iogurte gelado, diz o promotor Pedro Rubim Borges Fortes, do Ministério Público do RJ.

“As empresas induzem o consumidor a erro, posicionando o produto como se fosse um iogurte gelado, sendo que, na verdade, se trata de um sorvete.”

Ele está investigando as redes fabricantes. O inquérito civil foi aberto depois que um consumidor não conseguiu saber na loja do que era feita a massa da sobremesa.

A investigação começou com uma marca, mas, segundo o promotor, constatou-se que a falta de informações era comum no mercado.

Outras empresas foram chamadas para prestar esclarecimentos e ainda não se manifestaram.

“O consumidor deveria saber o percentual de iogurte usado nos frozens, já que esse é o principal atrativo do produto”, afirma.

A sobremesa, que virou moda no Rio e depois em São Paulo, tem a consistência de um sorvete. Uma porção de 100 g tem em torno de 90 calorias, mesma quantidade de um sorvete de creme light.

O iogurte usado no preparo é, na maioria das vezes, desidratado. “O iogurte tem culturas de bactérias que deixam o leite mais digestivo. Quando é desidratado, parte dessas culturas se perde”, diz Adriane Antunes de Moraes, nutricionista e pesquisadora da Unicamp.

Além disso, pouco se sabe sobre a receita das grandes redes que vendem o produto. A maioria usa misturas importadas feitas com iogurte em pó. A fórmula é adicionada a leite e refrigerada.

CALORIAS A MAIS

Dependendo das caldas e complementos, a sobremesa fica mais calórica do que um sorvete tradicional.

Um frozen médio coberto com biscoito de chocolate, confeitos e calda de chocolate tem 450 calorias. Das cinco maiores redes, só uma disponibiliza os valores nutricionais dos complementos.

“Se colocar muitos complementos, a pessoa vai estar se enganando”, diz a nutricionista Cyntia Carla da Silva, do Hospital do Coração.

Para a nutricionista Cynthia Antonaccio, da Equilibrium Consultoria, o problema é o excesso.

“O frozen tem seu lado positivo. É um alimento com cálcio e de baixa caloria. Se você colocar uma colher de calda, ainda compensa.”

Outro problema é o tamanho da porção. As tabelas nutricionais das lojas são calculadas para 100 g e as menores porções vendidas às vezes têm 120 g.

“É fundamental o consumidor prestar atenção no tamanho da porção e não comprar as maiores, de 500 g.”

Fonte: Folha de São Paulo

 

13 fevereiro, 2011

Romã: novos estudos

Posted in alimentação, fitomedicina, fitoterapia, frutas às 2:50 pm por Marcelo Guerra

Ela surgiu na região do sudoeste asiático, entre o Mediterrâneo e o Irã, e, nos textos bíblicos, é associada às paixões e à fecundidade. Na crença popular nacional, atrai dinheiro. Para pesquisadores, as sementes e a polpa da romã, o fruto da romãzeira, têm muito mais poderes: um alto teor de flavonoides (antocianinas) e outros potentes antioxidantes, como vitamina C, e ação de proteção contra câncer. Tanto que especialistas da Embrapa Agroindústria de Alimentos, em parceria com a Embrapa Semiárido, em Petrolina (PE), e a UFRJ iniciaram estudos visando melhorar a produção do fruto no Brasil e estimular o seu consumo entre os brasileiros.

E eles têm bons motivos para apostar nessa pesquisa. Estudos prévios, realizados na Universidade de Baroda, na Índia, já mostraram que a romã tem três vezes mais capacidade antioxidante que o vinho e o chá verde – tradicionalmente os mais incensados por tal característica.

E, apesar de os médicos ainda não recomendarem seu consumo para prevenir ou tratar doenças da próstata, inclusive o câncer na glândula, uma investigação da Universidade da Califórnia indicou que o suco de romã diminui a velocidade de aumento do antígeno prostático específico, o PSA, um marcador para o tumor maligno. Segundo os primeiros resultados, a bebida ajudaria a reduzir a multiplicação de células cancerígenas.

Nessa pesquisa, apresentada há dois anos no Congresso Americano de Urologia, médicos acompanharam 48 pacientes por seis anos. Eles bebiam cerca de 240ml de suco de romã por dia. Entre 15 e 60 meses depois, 60% dos pacientes apresentaram redução do PSA.

Isso é bem provável, afirma Regina Isabel Nogueira, coordenadora da pesquisa com a romã na Embrapa. Até porque as propriedades antiinflamatórias e vermífugas do fruto são conhecidas há bastante tempo:

– A romã pode ser considerada um dos melhores alimentos funcionais, isto é, além de nutrir, ela traz benefícios à saúde. É um potente antioxidante que auxilia na eliminação de excesso de radicais livres no organismo, as moléculas que em grande quantidade aceleram o envelhecimento e favorecem o aparecimento de doenças.

O problema é que há poucas áreas no Brasil, como o semiárido nordestino, onde o fruto pode ser cultivado em grande quantidade e com qualidade. Daí a importância do estudo da Embrapa. Os pesquisadores buscam produzir o melhor fruto – adaptado ao solo e ao clima brasileiro – entre espécies selecionadas lá fora, e usá-lo de diferentes maneiras. Tudo será aproveitado.

– Precisamos ver, por exemplo, se a atividade antioxidante encontrada no fruto cultivado aqui será tão boa quanto o produzido lá fora. Trouxemos espécies de diferentes países e estamos analisando vários aspectos. Por exemplo, algumas frutas são mais doces, outras nem tanto – diz Regina. – Ainda não sabemos qual vai se adaptar melhor e terá o sabor mais agradável ao paladar brasileiro.

Consumo também em forma de suco

A romã pode ser consumida em forma suco (inclusive em pó). Já o seu óleo é obtido por prensagem das sementes. A pesquisa ainda prevê a opção de cristalizar a casca, expondo-a em contato com a calda de açúcar para reduzir em até 50% o teor de água. Com isto, aumenta-se o tempo de conservação da fruta e seu peso e volume diminuem, gerando economia no custo de transporte, além de adocicar seu sabor levemente ácido.

– Esse processo é simples e pode despertar o interesse de produtores. A romã poderá ser consumida de forma semelhante ao gengibre cristalizado – explica. – O mercado para produtos extraídos da romã é grande em todo o mundo. Porém, in natura, ainda é um fruto caro para a maioria da população. Cerca de um 1kg sai por quase R$ 15. Porém se conseguirmos uma boa mistura, de qualidade, o consumidor não precisará comprar tantos frutos para ter seus benefícios.

No Brasil, o chá à base de casca de romã tem sido consumido como antibiótico, mas isso ainda precisa ser mais bem pesquisado, assim como os benefícios de outras formas de preparo da fruta. Sementes, casca e polpa estão sendo estudados.

Fonte: O Globo

3 junho, 2010

O que acontece quando você compra alimentos orgânicos?

Posted in alimentação às 10:39 am por Marcelo Guerra

1. SUA COMIDA FICA MAIS GOSTOSA
Esta é a simples razão pela qual muitos dos mais famosos chefs canadenses procuram produtos orgânicos.
2. AS SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS FICAM FORA DO SEU PRATO
“Produzido orgânicamente” significa produzido sem pesticidas e fungicidas tóxicos e fertilizantes artificiais,que danifi- cam o solo.Um relatório da Academia Americana de Ciências,em 1987,calculou em 1.400.000 os novos casos de cancêr provoca- dos por pesticidas.
3. VOCÊ PROTEGE AS FUTURAS GERAÇÕES
Um relatório recente do Environmental Workinh Group(Grupo de Trabalho Ambiental) diz: “Quando a criança completa um ano de idade, já recebeu a dose máxima aceitavel para uma vida inteira de 8 pesticidas que provocam câncer.”As crianças são as mais vulneráveis.
4. VOCÊ PROTEGE A QUALIDADE DA ÁGUA
Somos compostos de 2/3 de água.Pesticidas infiltramos lençois freáticos e nossos córregos de água. A Agência de Proteção Ambiental americana calcula que os pesticidas, alguns deles causadores de câncer,já poluem metade da água potável dos EUA 5. VOCÊ REFAZ BONS SOLOS
6. VOCÊ GASTA MENOS COM MELHOR NUTRIÇÃO
Um estudo preliminar dos “Doctor´s Data”(Dados Médicos) de Chicago indica que frutas e hortaliças orgânicas – contêm 2,5 vezes mais minerais que o alimento produzido artificialmente.
7. VOCÊ PAGA O VERDADEIRO CUSTO DA COMIDA
O alimento orgânico é, na realidade, a forma mais barata de comida.
Uma alface convencional parece custar 50 centavos,mas não esqueça dos custos ambientais e médicos. O escritor Gary Null diz: “Se você somar o real custo ambiental e social a um pé de alface,ele pode vir a custar o triplo.

26 maio, 2010

Como germinar grãos

Posted in alimentação, comida, comida viva às 10:30 am por Marcelo Guerra

Material:  1 pote de vidro de 500ml a 1 litro,  filó para cobrir a boca do vidro, elástico para fixar o filó, água pura e o grão de sua preferência . (tabela abaixo)

1. Colocamos de uma a três colheres de sopa de grão ( cultivados biologicamente) num vidro e cobrimos com água pura, sem cloro.

2. Deixamosde molho por uma noite ( exceção: o girassol sem casca só precisa de quatro horas).

3. Cobrimos o vidro com um pedaço de filó e prendemos com um elástico. Despejamos a água e enxaguamos bem sob a torneira.

4. Colocamos o vidro inclinado num escorredor com a boca para baixo e cobrimos com um pano ( o pano é opcional).

5. Enxaguamos duas vezes ao dia: de manhã cedo e à noite.

Atenção:

Os grãos germinados estão prontos para serem comidos ou plantados após um período variável

Agrião: após seis a oito dias

Alfafa: após três a quatro dias

Arroz: após quatro a cinco dias

Feijão azuki:  quatro a cinco dias

Gergelim: após dois a três dias

Girassol sem casca: logo que amolecer com a água

Lentilhas: após três a quatro dias

Trigo: após dois a quatro dias

Quinoa : após dois a  três dias

Amaranto: após dois  a três dias

8 abril, 2010

Alimentação saudável melhora o aprendizado

Posted in alimentação às 6:10 pm por Marcelo Guerra

A campanha de levar uma dieta saudável aos refeitórios das escolas britânicas, promovida pelo cozinheiro e guru da alimentação balanceada, Jamie Oliver, demonstrou ter repercussões positivas no rendimento acadêmico das crianças e diminuiu suas ausências por doença.

Oliver retirou do menu do refeitório do colégio os hambúrgueres, as batatas fritas, os “nuggets” de frango e as salsichas, e em seu lugar, os alunos começaram a comer “Roast beef”, pescado, bolo de verduras, lentilhas com cogumelos e frutas. Para medir as consequências da campanha, foram analisados os resultados acadêmicos das crianças de 11 anos de um colégio de Greenwich, ao sul de Londres, e as conclusões foram publicadas nesta terça-feira, 30, pelo jornal britânico The Guardian. A porcentagem de crianças que melhoraram seu rendimento em língua inglesa subiu 4,5% após a campanha. Em ciências, a porcentagem de crescimento foi de 6%. Além disso, o número de ausências justificadas às aulas, que normalmente acontecem por razões médicas, caiu 15% desde 2004, quando começou a campanha “Feed me better” (“Me alimente melhor”). Os resultados são, segundo os pesquisadores, de uma magnitude comparável à introdução da “hora de leitura” nos anos 90. “É a primeira vez que é feito um estudo completo sobre os efeitos positivos da campanha, demonstrando claramente que estivemos agindo corretamente durante todo este tempo”, assegurou Oliver. O cozinheiro também iniciou a iniciativa nos EUA, mas não obteve o sucesso esperado, pois sofreu com a oposição das grandes cadeias de fast-food.

Fonte: Estadão

15 setembro, 2009

Bolo de Amaranto com Banana

Posted in alimentação às 4:38 pm por Marcelo Guerra

Um das formas de consumir o amaranto, que faz tão bem à saúde, é cozinhando um bolo de amaranto com banana. Quem ensina a receita é Rosana e Bruna do laboratório de nutrição da USP.

Ingredientes

1 ovo
1 xícara de açúcar
1/3 de xícara de margarina
1 banana amassada
1/2 xícara de amido de milho
1/2 xícara de farinha de mandioca
1 colher de chá de sal
1 colher e meia de fermento para pão
1 xícara de flocos de amaranto
1/4 de xícara de leite

Modo de preparo

Para fazer a massa do bolo, é preciso de uma batedeira para misturar os ingredientes. Comece batendo o ovo com açúcar. Em seguida, coloque a margarina e a banana amassada. Assim que estiver misturado, pare de bater e coloque o amido de milho. Mexa com uma colher até incorporar o amido na massa. Depois, volte a bater e coloque a farinha de mandioca e o sal.
Pare novamente de bater para colocar os flocos de amaranto que podem ser comprados em grandes supermercados ou em lojas especializadas. Mexa com uma colher até incorporar o amaranto na massa. Volte a bater e coloque o leite.
Com tudo bem misturado, é hora de ir para a próxima etapa. Coloque a mistura em uma forma untada, espalhe e enfeite com rodelas de banana. Polvilhe açúcar e canela a gosto.
No forno pré-aquecido, em temperatura média, coloque a forma para assar por 40 a 45 minutos.

Fonte: Globo Repórter

14 setembro, 2009

Amaranto

Posted in alimentação, saúde às 4:31 pm por Marcelo Guerra

amaranto

Pesquisas recentes mostraram que o amaranto, um dos vegetais mais importantes da América pré-colombiana, além de altamente nutritivo, é um excelente redutor dos níveis de colesterol plasmático através de sua fração proteica que, ao ser digerida, inibe a enzima responsável pelo acúmulo de colesterol no organismo.
O estudo foi realizado pelo Laboratório de Bioquímica e Propriedades Funcionais dos Alimentos da Universidade de São Paulo (USP), que investiga os chamados alimentos funcionais. José Alfredo Gomes Arêas e colaboradores começaram a estudar o amaranto em 1996 para entender como a planta reduz as taxas de colesterol. Após induzirem o aumento do colesterol total e do LDL (o chamado mau colesterol) em coelhos, através de alimentos ricos em ácidos graxos saturados e outros compostos, os pesquisadores administraram uma dieta contendo o amaranto.
Os resultados mostraram que a fração protéica do amaranto é a responsável pela redução do colesterol, pois as proteínas, ao serem ‘quebradas’ na digestão, transformam-se em pequenas cadeias de aminoácidos capazes de inibir a enzima responsável pelo acúmulo do colesterol. Mas o mecanismo ainda não está completamente elucidado e a equipe continua investigando.
Em parceria com o Instituto do Coração (InCor) de São Paulo, foram feitos estudos com pacientes cuja taxa de colesterol estava elevada. A administração de amaranto, mesmo em pouca quantidade, junto com estatinas, diminuiu mais acentuadamente os níveis de colesterol dos pacientes. O pesquisador ressalta, entretanto, que mais estudos são necessários para que se possa avaliar a real participação do amaranto, uma vez que o número de pacientes testados era pequeno e eles também foram tratados com medicamentos.
Além da comprovada redução do colesterol em animais, o amaranto é naturalmente rico em proteínas de alto valor biológico, o que não é comum em vegetais – a maioria deles não têm alguns aminoácidos essenciais e seu aproveitamento é de 60% ou menos. A planta é ainda fonte de fibras, zinco, fósforo e cálcio biodisponível (pronto para ser assimilado pelo organismo), outro fato incomum nos vegetais. O amaranto também não contém glúten ou outras substâncias alergênicas em sua composição, o que o torna uma opção para os celíacos – pessoas com intolerância ao glúten.
A equipe da USP investiga formas de consumo da planta, que tem na semente a parte comestível mais importante, já que não é um alimento que faz parte da cultura alimentícia brasileira. Ele é conhecido como um pseudocereal. A semente, quando aquecida, estoura como pipoca e está sendo utilizada para a criação de barras de cereais, musli (mistura de cereais), pães, bolachas e saladas. A idéia é introduzir a semente em alimentos para os quais o paladar do brasileiro já está acostumado, assim como foi feito com a soja.
Atualmente, alguns produtores já cultivam o Amaranthus cruentus, espécie que tem se adaptado melhor às condições climáticas brasileiras.
O amaranto é um arbusto que pode atingir até 2 metros de altura, com folhas grandes e panículas (tufos semelhantes às espigas) que concentram as sementes. As folhas podem ser cozidas como a couve. Para a produção de farinha, é necessário extrair das sementes o óleo, que tem altos níveis de ácidos graxos insaturados e também poderia ser usado na alimentação.

Fonte: Agência USP de Notícias

26 maio, 2009

Laranja e a prevenção do câncer

Posted in alimentação às 1:12 pm por Marcelo Guerra

laranja
Comer uma laranja por dia pode impedir a manifestação de certos tipos de câncer, de acordo com um novo estudo australiano.

O grupo do governo Organização de Pesquisa Industrial e Científica da Comunidade Britânica (CSIRO, na sigla em inglês) descobriu que consumir frutas cítricas pode reduzir o risco de câncer de boca, laringe e estômago em mais de 50%. Uma porção extra de frutas cítricas por dia – além das cinco porções de frutas e vegetais recomendadas por dia – pode também reduzir o risco de um derrame em 19%. “As frutas cítricas protegem o corpo por suas propriedades antioxidantes e por fortalecer o sistema imunológico, inibir o crescimento de tumores e normalizar as células tumorosas”, disse em um relatório Katrine Baghurst, pesquisadora da CSIRO. O estudo australiano, baseado em outras 48 pesquisas internacionais sobre os benefícios das frutas cítricas à saúde, também descobriu “indícios convincentes” de que esses alimentos podem reduzir o risco de doenças cardiovasculares, obesidade e diabete. Segundo Baghurst, a laranja é a fruta com o mais alto nível de antioxidantes, com mais de 170 diferentes tipos de fitoquímicos, incluindo mais de 60 flavonoides, que apresentam propriedades anti-inflamatórias, anti tumor e inibe a formação de coágulos no sangue.

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