14 maio, 2009

Recomendações da OMS sobre a gripe suína

Posted in doença tagged , às 4:09 pm por Marcelo Guerra

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GENEBRA – A maior parte dos pacientes contaminados com o H1N1 não precisa ser tratada com a terapia antiviral para se recuperar, mas continua sendo importante que seja desenvolvida uma vacina contra o vírus, pois há um risco de que ele venha a apresentar resistência ao medicamento, disse um especialista da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta terça-feira, 12.

Nikki Shindo, autoridade médica no programa global contra a gripe da OMS, disse que a agência da ONU publicará em breve um novo guia sobre como tratar pacientes que tenham o vírus, que já causou muitos sintomas suaves fora do México.

Dado que a maior parte dos pacientes podem se recuperar com descanso e hidratação, Shindo disse que não parece ser necessário tratar todas as pessoas infectadas com Tamiflu, Relenza ou antivirais semelhantes.

Pode ser mais prudente guardar o medicamento para mulheres grávidas e pacientes que já estejam com a saúde debilitada (como nos casos de pessoas que apresentem doenças cardiovasculares ou diabete), disse.

“Nós vamos recomendar que se considere o uso de antivirais para grupos de alto risco”, disse Shindo, enquanto concordou que possa ser devido ao uso dos remédios que o ritmo de contaminação caiu na Europa e no resto do mundo, tendo em vista que ainda se conhece muito pouco sobre a doença. No entanto, comparações entre regiões podem ser difíceis devido à falta de estudos comparativos.

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Autoridades de saúde disseram nesta terça-feira, 12, que, apesar do crescente número de mortes devido à gripe suína, o pior do surto da doença já passou. Além disso, cientistas afirmaram que os números oficiais representam apenas uma fração das centenas de milhares de pessoas que adoeceram pelo mundo.

O ministro de Saúde mexicano, José Angel Córdova, afirmou nesta terça-feira que o número de mortos no país pela influenza A (H1N1) subiu para 58. No dia anterior, o governo do México registrava 56 mortes. Córdova disse, em entrevista coletiva, que já foram confirmados 2.282 casos da doença. Mais de 8 mil testes para detecção do vírus no país foram realizados.

O ministro garantiu que a doença continua a perder força, desde seu pico em 26 de abril. Córdova disse que o índice de mortalidade do vírus está caindo, conforme mais casos são confirmados. O índice, que estava em 2,7% na segunda-feira, caiu para 2,5% nesta terça-feira.

Córdova disse que a morte mais recente ocorreu no dia 7 e que 93% das vítimas do vírus começaram a apresentar os sintomas antes de 23 de abril. Nessa data, o governo recebeu a confirmação da presença no país de uma nova variedade de influenza.

Segundo Córdova, 92% das pessoas que foram infectadas ou morreram no México apresentavam sintomas “antes que soubéssemos que estávamos lutando contra um novo germe”, e que se soubesse como tratá-lo corretamente, acrescentou.
Fonte: O ESTADO DE SÃO PAULO – SP

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5 março, 2009

Ingrediente industrial comum pode proteger contra Aids

Posted in doença tagged às 8:45 am por Marcelo Guerra

REUTERS

WASHINGTON – Um ingrediente barato, usado em sorvetes e cosméticos e presente no leite materno, ajuda a proteger macacas contra a infecção por um vírus similar ao da Aids, e pode funcionar para proteger mulheres contra a doença, disseram pesquisadores na quarta-feira. O monolaurato de glicerol (GML) parece conter inflamações e afastar as células que o vírus da Aids costuma atacar, segundo os pesquisadores. Embora não represente 100 por cento de proteção, pode reduzir muito o risco de contaminação entre mulheres. O produto poderia ser usado discretamente e sem reduzir as chances de gravidez, ao custo de poucos centavos por aplicação, de acordo com o artigo publicado na revista Nature por Ashley Haase e Pat Schlievert, da Universidade de Minnesota. – Há anos as pessoas usam o composto como agente emulsificador em uma variedade de alimentos. Ele está no leite materno – disse Schlievert a jornalistas por telefone. O GML está sendo considerado como um aditivo em absorventes porque interfere nas bactérias, particularmente aquelas que podem provocar uma infecção potencialmente fatal, chamada síndrome do choque tóxico. Se for demonstrado que ele funciona com segurança em mulheres, o GML pode ser o primeiro caminho fácil para um microbicida – um gel ou creme que as mulheres pudessem usar na vagina para se proteger contra a transmissão do vírus HIV. O vírus contamina 33 milhões de pessoas no mundo, principalmente na África, e já matou 25 milhões. As principais formas de transmissão são pelo contato sexual, pelo sangue e pelo leite materno. Especialistas dizem que as mulheres casadas estão particularmente vulneráveis porque muitas vezes seus maridos adúlteros se recusam a usar preservativos, ou o casal está tentando ter filhos. Por isso, novas formas de prevenção precisam ser seguras e íntimas. Um microbicida também pode ajudar a proteger homens em relações homossexuais. A equipe de Haase e Schlievert aplicou o GML, misturado ao gel KY, em vaginas de macacas submetidas ao vírus SIV, versão símia do HIV. Quatro de cinco macacas não foram contaminadas, e os exames mostram que o GML afetou a reação imunológica. O HIV é especialmente difícil de combater porque afeta todas as células do sistema imunológico, a defesa do organismo contra um vírus. Quando o HIV infecta uma área como a vagina, as células CD4-T correm em defesa. O corpo dispara sinais químicos chamados citoquinas para trazer mais células T. O HIV pode então contaminar todas elas e se espalhar. O GML parece impedir a citoquina de pedir ajuda e impede que tantas células-T cheguem à área, disseram Haase e Schlievert. Isso por sua vez reduz a chance de o HIV se instalar.

10 dezembro, 2008

Fumaça dos incensos aumenta o risco de câncer do trato respiratório

Posted in doença tagged às 3:35 pm por Marcelo Guerra

Autora: Roxanne Nelson
Publicado em 29/08/2008

De acordo com um estudo publicado on line na revista Cancer, a exposição prolongada à fumaça de incensos está associada a um risco maior de desenvolvimento de carcinoma de células escamosas do trato respiratório. Essa associação pareceu ser dependente da dose, e os maiores riscos foram verificados entre os indivíduos expostos por mais tempo.

De acordo com o Dr. Jeppe T. Friborg, do Statens Serum Institut de Copenhaguen, Dinamarca, e seus colaboradores, este foi o primeiro estudo prospectivo desenvolvido para determinar a associação entre os incensos e o risco de câncer. “Os resultados indicam haver uma relação entre a exposição por um longo período de tempo e os carcinomas de células escamosas do trato respiratório”.

Quando comparados com os indivíduos que não faziam uso de incensos, aqueles que eram expostos diariamente e por mais de 40 anos apresentavam um risco 70% maior de apresentar doença maligna do trato respiratório.

A queima de incenso é muito comum em muitas partes da Ásia e da Índia, sendo utilizado em templos como parte de muitos rituais e cerimônias religiosas. Além disso, é um hábito que faz parte do cotidiano no sudeste asiático: aproximadamente metade da população desta região queima incenso diariamente. A exposição habitual à fumaça de incensos não se limita apenas às populações da Ásia, e cada vez mais vem ocorrendo nos Estados Unidos e em outras nações ocidentais.

O incenso utilizado nos países asiáticos geralmente consiste em uma combinação entre plantas aromáticas (como sândalo e jasmim) e óleos essenciais. Isso gera uma mistura combustível que, quando queimada, exala uma fumaça com aroma, além de ser um grande produtor de partículas atmosféricas. Um grande número de fatores carcinogênicos pode ser liberado na fumaça do incenso, como os hidrocarbonetos aromáticos, carbonilos e benzeno.

Os pesquisadores observaram que estudos anteriores haviam investigado a associação entre câncer de pulmão e a exposição ao incenso, mas os resultados foram pouco consistentes. Outros trabalhos haviam relatado uma relação entre a fumaça do incenso e alguns tumores, como a leucemia na infância e tumores cerebrais.

O Dr. Friborg e seus colaboradores examinaram a relação entre o uso de incenso e o risco de surgimento de carcinomas do trato respiratório através deste estudo prospectivo de coorte. Entre 1993 e 1998, um total de 61.320 homens e mulheres chineses foram selecionados em Cingapura e acompanhados até o final do ano de 2005.

A idade variou entre 45 e 74 anos e todos os participantes não apresentavam câncer no início do estudo. Uma entrevista abrangente sobre as condições de vida, hábitos alimentares e fatores relacionados com o estilo de vida foi realizada no início do estudo e a coorte foi comparada com dados de base populacional. O modelo de riscos proporcionais de Cox foi utilizado para estimar o risco relativo das neoplasias relacionadas com o uso de incenso.

Ao término do período estudado, foram diagnosticados 1.146 casos de câncer do trato respiratório entre os indivíduos que faziam parte da coorte: 10 de cavidade nasal/paranasal, 20 de língua, 29 de boca, 12 de orofaringe, 14 da hipofaringe, 1 faríngeo não especificado, 175 de nasofaringe, 64 de laringe e 821 de pulmão. As neoplasias de nasofaringe eram carcinomas primários indiferenciados (89%), enquanto os demais do trato respiratório superior, que não acometiam a nasofaringe, eram predominantemente de células escamosas (88%).

Entre as neoplasias de pulmão, os adenocarcinomas eram mais freqüentes (42% dos casos) do que os carcinomas de células escamosas (24% dos pacientes).

Cerca de ¾ da coorte queimou incenso durante o período estudado (77,5% dos homens e 76,5% das mulheres). Entre esses usuários regulares, 92,7% o faziam diariamente e 83,9% vinham fazendo uso há mais de 40 anos.

Os pesquisadores verificaram que a queima de incenso não esteve associada a um aumento do risco de câncer de pulmão, nem dos que acometem a nasofaringe. Entretanto, a exposição a essa fumaça esteve associada a um risco maior de carcinoma em outros sítios do trato respiratório (que não a nasofaringe), sendo essa relação aparentemente dependente da dose. Comparado com aqueles que não o utilizam, os indivíduos que queimam incenso por mais de 40 anos têm um risco aumentado em 70% de câncer do trato respiratório superior fora da nasofaringe. Essa diferença foi estatisticamente significativa.

A intensidade do uso também aumentou o risco de câncer. Ele era maior do que o dobro quando o uso do incenso era diário ou contínuo ao longo do dia.

De acordo com os pesquisadores, os resultados deste trabalho estão em concordância com vários outros estudos que identificaram agentes carcinogênicos na fumaça do incenso. Os pesquisadores enfatizaram que “este estudo traz importantes conseqüências para a saúde pública devido à exposição disseminada e, muitas vezes involuntária, à fumaça de incensos. Além de iniciativas para reduzir a exposição à fumaça do incenso, os próximos estudos deverão identificar os tipos de incenso menos danosos”.

O estudo foi financiado com doações do National Cancer Institute.

Cancer.
Informação sobre a autora: Roxanne Nelson é jornalista da equipe do Medscape Hematology-Oncology. Declaração de conflito de interesses: A autora declara não possuir conflito de interesses

8 dezembro, 2008

Doença do beijo na boca

Posted in doença tagged , às 1:49 pm por Marcelo Guerra

DÉBORA YURI
colaboração para a Folha de S.Paulo

“Não sei se eu vou beijar menos meninas agora, porque você só pega essa doença uma vez na vida, mas ela é muito ruim, horrível”, diz Alexandre Turoni Zaparoli, 14, que saiu do consultório médico com o seguinte diagnóstico: “doença do beijo”.

Trata-se do nome popular da mononucleose infecciosa, doença transmitida pelo vírus Epstein-Barr, que afeta principalmente adolescentes e adultos de até 30 anos. “Ela ocorre mais nessas faixas etárias porque, depois, quem tinha de pegá-la já pegou. É difícil passar por todas essas fases sem ter contato nenhum com o vírus”, explica o infectologista Claudio Sergio Pannuti, professor da Faculdade de Medicina da USP.

A mononucleose ganhou a alcunha de “doença do beijo” décadas atrás, quando uma epidemia tomou conta de uma universidade norte-americana após um piquenique –muitos alunos ficaram, e o vírus se espalhou pelo campus.

“A transmissão se dá pela saliva, principalmente pela troca durante um beijo na boca. Muitos não manifestam os sintomas nunca, mas o vírus fica no organismo. A pessoa sara, mas continua excretando o vírus”, continua Pannuti. “A boca sempre tem os seus vírus. É preciso ver o custo-benefício de cada uma”, brinca ele.

Alexandre Zaparoli ficou dez dias afastado do colégio, com febre de quase 39 graus. “Beijei umas três meninas, teve a viagem de formatura. Eu não sabia que existia a doença do beijo. Sinto muita dor de cabeça e em cima dos olhos”, diz.

Além das dores, a mononucleose tem sintomas como febre, dor de garganta, mal-estar e fadiga –o que gera muitos diagnósticos equivocados. Muita gente nem chega a saber que teve a doença do beijo.

“É fácil confundir com amigdalite, por exemplo, mas, se o médico tem a hipótese na cabeça, pede exames que comprovam a mononucleose. A fase aguda dura uma ou duas semanas”, diz Regina Succi, professora de pediatria e doenças infecciosas da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

“Você andou beijando?”

Um exame de sangue detecta aumento dos linfócitos, um tipo de célula, que ficam alterados. Outra pista, além da pergunta “Você andou beijando na boca?”, é o inchaço de gânglios.

O contágio costuma acontecer na fase inicial da doença, enquanto o vírus está incubado. Esse período de incubação dura, em média, duas semanas. Respirar no mesmo ambiente fechado e colocar a mão na boca e, depois, em algum objeto são outras formas de transmitir o vírus, da família do herpes.

Entre um grupo especial de pacientes, os imunodeprimidos –transplantados ou HIV positivos, por exemplo–, a mononucleose pode evoluir para tumores malignos –há vacinas sendo testadas. A maioria dos infectados, entretanto, apenas fica de cama por alguns dias, tentando descobrir com quem trocou o tal do “beijo fatal”.

4 junho, 2008

Acupuntura é eficaz no alívio da dor e da fadiga em pessoas com câncer

Posted in acupuntura, doença, dor tagged às 12:16 pm por Marcelo Guerra

Maria Vianna – O Globo Online*

CHICAGO – Sessões regulares de acupuntura durante o tratamento contra o câncer ajudam a aliviar sintomas como a dor, a fadiga e a boca seca, ou xerostomia, comuns em pacientes que se submetem a quimioterapia e radioterapia. É o que afirma o oncologista David Pfister, um dos coordenadores do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova York, no congresso anual da Sociedade Americana de Oncologia Clinica, em Chicago. Estudos anteriores já apontavam que a técnica oriental ajudava a controlar reações adversas como náusea e vômitos. O médico, que acompanhou um grupo de pacientes que havia feito cirurgia para a retirada de tumores e que se submeteu a quimioterapia durante três meses, chegou à conclusão de que a aplicação das agulhas em pontos específicos do corpo como os dedos indicadores, a testa e as pernas, é mais eficaz do que antiiflamatórios, analgésicos e fisioterapia na hora de aliviar a dor dos pacientes. — A qualidade de vida e o bem-estar do paciente são duas coisas difíceis de julgar, já que elas são individuais e subjetivas, mas nós, como médicos, devemos indicar todo tipo de tratamento adjuvante que possa aliviar a dor do paciente com câncer. Embora os remédios sejam indiscutivelmente úteis, eles ainda não são totalmente eficazes na hora de aliviar o desconforto do paciente durante a quimioterapia e a radioterapia, principalmente no caso da boca seca – explica Pfister. O grupo submetido a sessões de acupuntura teve uma melhora nos sintomas de dor e boca seca 39% maior do que o grupo que fez o tratamento convencional com medicamentos e sessões de fisioterapia.

31 janeiro, 2008

Mulher internada em estado grave em SP teria contraído febre amarela vacinal

Posted in doença, vacina tagged às 9:39 am por Marcelo Guerra

>> É a histeria coletiva… Quem não vai viajar para áreas de risco não precisa tomar a vacina.

GlobonewsTV e O Globo Online

SÃO PAULO – Uma mulher está internada em estado grave na UTI do Hospital Geral de São Mateus, na Zona Leste de São Paulo, com suspeita de ter contraído a febre amarela vacinal. Marizete Borges, que trabalha como encarregada de enfermagem no hospital, está sedada e respira com ajuda de aparelhos. ( Leitores tiram dúvidas sobre a febre amarela )

Marizete tomou a vacina contra a febre amarela no último dia 17 numa únidade básica de saúde de São Mateus. Ela não ia viajar para nenhuma área de risco, mas optou por tomar a vacina. Uma amostra de sangue dela foi coletada e encaminhada ao Instituto Adolf Lutz para confirmar se ela desenvolveu mesmo a febre amarela vacinal. ( Leia Mais: Especialistas alertam para o perigo da revacinação )

Firmino Hag, diretor da UTI do hospital, explicou que ela teve uma reação forte por já se tratar de outra doença, o Lupus Eritematoso Sistémico, uma doença inflamatória que induz uma produção inadequada de anticorpos e provoca lesões de tecidos e alterações nas células sanguíneas. Além disso, ela fazia uso de medicamentos que alteram a defesa do sistema imunológico.

– A dona Marizete tinha uma doença pré-existente que altera todo o sistema imunológico do organismo. Além disso, ela fazia uso de medicações específicas que quebravam o sistema de defesa dela. E a vacinação se tornou um caráter agressivo para o organismo dela. Daí a manifestação clínica da doença – explicou.

Marizete é um dos 43 casos tratados pelo Ministério da Saúde como suspeitos de terem reações adversas à vacina. Além dela, mais 18 pessoas estão hospitalizadas, conforme boletim divulgado na tarde de terça-feira. ( Saiba como evitar a doença )

Vacina pode causar mais de 400 efeitos adversosNa segunda-feira, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, já havia alertado para os perigos de reações adversas causadas pela aplicação errada da vacina. Muitos casos de pessoas internadas se devem a superdosagem. Há duas semanas, um jovem chegou a ser internado em Brasília com um quadro de hepatite por ter tomado três doses da vacina em dois dias.

– Apenas as pessoas que irão trabalhar ou vão a lazer para as Regiões Norte e Centro-Oeste, além de algumas áreas de Maranhão, Piauí, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo devem se vacinar. Essa é uma vacina muito eficaz, de vírus atenuado, que pode causar reações alérgicas. Não tem sentido as pessoas se submeterem a um medicamento se não precisam. Isso significa assumir um risco desnecessário – disse na ocasião.

A vacina é válida por 10 anos, mas pode causar reações. Levantamentos retrospectivos sobre a vacina mostram mais de 400 efeitos adversos pós-vacinal (EAPV). São listados sintomas como febre acima de 39 graus, vômito, enrijecimento dos músculos, alergia e problemas neurológicos. Segundo os especialistas, quando tomada em seu devido tempo, os efeitos adversos são mínimos.

Devem tomar a vacina as pessoas que vivem ou vão viajar para as áreas consideradas de risco. Quem tomou depois de 1999, não precisa tomar uma nova dose.

Não podem tomar a vacina mulheres grávidas, bebês com menos de seis meses de idade, alérgicos a ovo e pacientes com baixa imunidade por problemas de saúde.

No último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, foram confirmados 19 casos de pessoas que contraíram a febre amarela. Dez pessoas morreram e outras nove se recuperaram. Outros 19 casos suspeitos foram descartados e ainda restam seis em investigação.

18 janeiro, 2008

Vacina contra febre amarela tem contra-indicações

Posted in doença, vacina tagged às 12:04 pm por Marcelo Guerra

A vacina contra a febre amarela não é indicada para mulheres gestantes, bebês com menos de 6 meses de vida, pessoas com alergia grave ao ovo e pessoas com o sistema imunológico comprometido. Nestes casos, as pessoas devem se proteger da doença de outras formas.

De acordo com o infectologista Evandro Baldacci, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo, as dificuldades são resultado do método de fabricação da vacina. O vírus vivo da febre amarela é cultivado em ovos embrionados de galinha. “Além de provocar a reação imunológica ao vírus, a vacina pode conter resíduos de proteínas do ovo”, afirma o médico.

As reações alérgicas simples, como dificuldades digestivas e manchas na pele, no entanto, não são proibitivas. “Quando a alergia a alguma substância da vacina é comprovada, os riscos da reação e da pessoa contrair a doença são avaliados caso a caso”, afirma Baldacci.

“Se o sistema imunológico não estiver pronto para reagir ao vírus e proteger a pessoa da doença, não indicamos a vacina”, afirma Gustavo Johanson, imunologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Os fetos, os bebês com menos de 6 meses, pessoas com imunodeficiências resultante de doenças (Aids e neoplasias) ou de terapêutica (uso de corticóides, quimioterapia, radioterapia) estão nessa situação, explica o médico.

Johanson especifica que existem exames para avaliar objetivamente o sistema imunológico. “Se a contagem de linfócitos CD4 for baixa, não fazemos a vacinação”, completa.

Vacinação indevida

Segundo Johanson, os riscos de haver uma vacinação indevida são bem menores hoje em dia. “Os postos de vacinação realizam uma triagem que avalia as possíveis situações de contra-indicação”, afirma o médico.

Muitas pessoas têm procurado os postos de vacinação para se proteger contra a febre amarela. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirma que o país não vive uma epidemia da doença, e, portanto, a vacinação é indicada apenas para pessoas que vivem ou viajam para áreas florestais, onde vive o mosquito transmissor da doença.

O vírus da febre amarela circula nas regiões Norte e Centro Oeste, em Minas Gerais e Maranhão. Também são consideradas áreas de transição e risco potencial o oeste do Piauí, oeste de São Paulo, oeste do Paraná, oeste de Santa Catarina, sul da Bahia e sul do Espírito Santo.

Outras proteções

“A melhor forma para uma pessoa sem vacina evitar a doença é ficar longe da regiões endêmicas do mosquito”, defende Baldacci.

Quem não pode tomar a vacina deve recorrer a outros métodos de proteção, segundo os especialistas. Johanson recomenda repelente e o mínimo possível de exposição do corpo.

Para viagens internacionais que exigem a vacinação contra febre amarela, a Anvisa lembra que é necessário o CIV (Certificado Internacional de Vacinação), conhecido como guia amarela. O documento pode ser retirado em postos da agência, que também oferecem a imunização. A vacina pode ser tomada em qualquer posto e a guia, retirada com a carteira comum de vacinação.

Quem não pode tomá-la, segundo a Anvisa, deve apresentar, nos postos da agência, um atestado médico comprovando a impossibilidade da imunização. O viajante recebe, então, um certificado de isenção da vacina, que está previsto no regulamento sanitário internacional.

9 janeiro, 2008

Desaparecimento de micróbios que habitam o corpo humano causa doenças

Posted in doença, homeopatia às 2:01 pm por Marcelo Guerra

>> Isto é exatamente o que os homeopatas estão dizendo há duzentos anos. Não adianta acabar com as bactérias, temos que tornar o nosso corpo imune a elas. E um dado estatístico: nosso corpo abriga mais células de microrganismos do que nossas próprias células, ou seja, somos um habitat complexo que não pode ser restringido apenas pelo DNA das células. É preciso uma nova maneira de entender as doenças para que possamos ter realmente uma melhor saúde. (Marcelo Guerra)

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Marília Martins, em O Globo

A crise ambiental da Terra não se restringe à natureza. Também no universo microscópico, dentro do corpo humano, há espécies ameaçadas de extinção por uma dramática e acelerada transformação do meio ambiente, e entre elas estão microrganismos que podem ser essenciais à vida humana. Quem faz o alerta é o pesquisador americano Martin Blaser, chefe do Departamento de Medicina da Universidade de Nova York (NYU, na sigla em inglês). Em suas pesquisas, ele revela um panorama impressionante da evolução das espécies no universo microscópico e do equilíbrio precário entre o organismo humano e os seres que nele vivem e que são essenciais à Humanidade.

– Se nós extinguíssemos todos os vírus e as bactérias hoje existentes, nós morreríamos também. A espécie humana desapareceria com eles – diz Blaser.

Defesas naturais estão em risco

O estudo de Blaser é muito maior do que um simples recenseamento dos micróbios que habitam o nosso organismo. A hipótese da equipe de pesquisadores do departamento de medicina da universidade é a de que as transformações do meio ambiente microscópico são tão poderosas que espécies inteiras de micróbios estão desaparecendo e, por incrível que pareça, essa não é uma boa notícia para os seres humanos.

Um exemplo é o da bactéria Helycobacter pylori, apontada como uma das causas de úlcera e de câncer de estômago, que se encontra atualmente em acelerado processo de extinção. Esta deveria ser uma ótima notícia para nós, seres humanos, que
temos estômago. Mas não é. Por quê?

– A presença dessa bactéria no organismo fez com que a espécie humana desenvolvesse uma série de antígenos que protegem as camadas interiores do estômago. Esses antígenos são transmitidos de uma geração para outra. Com o desaparecimento da bactéria, porém, estão sumindo também os antígenos. O resultado é que o organismo humano, para defender o estômago, agora mais desprotegido e vulnerável a ataques, tende a antecipar o processo digestivo para o órgão anterior ao estômago, o esôfago. Por isto, vemos hoje que, ao declínio dos casos de câncer de estômago, corresponde um
aumento dos pacientes de doenças do esôfago, inclusive câncer. Com um agravante: o câncer de estômago costuma aparecer em idade avançada, em pacientes acima dos 50 anos. Já as doenças graves de esôfago surgem em qualquer idade, até em crianças – frisa Blaser.

No fim das contas, a extinção de uma bactéria perigosa está levando a uma troca de doenças, que pode ser altamente desvantajosa para a espécie humana, na medida que ataca indivíduos mais jovens. Outra importante mudança no espectro dos microrganismos que hoje são mais perigosos para a espécie humana está relacionada às doenças auto-imunes, cada vez mais comuns, como o diabetes. São doenças em que a autodefesa do organismo falha e agentes externos se valem da fragilidade do sistema imunológico.

Para os pesquisadores da equipe de Blaser, as doenças auto-imunes se tornaram mais comuns por causa da crescente higienização do espaço urbano e do uso indiscriminado de antibióticos, que eliminou boa parte dos agentes infecciosos que atacavam o homem.

– A ociosidade do sistema imunológico pode ter levado à sua maior fragilidade. O resultado deste processo, outra vez, não foi a redução do número de doenças e sim a mudança do espectro de males que assombram a espécie humana – comenta Guillermo Perez-Perez, um dos pesquisadores assistentes da equipe da NYU.

Além de fazer estudos sobre bactérias relacionadas ao processo digestivo como a Helycobacter pylori e a Campylobacter, relacionada com a gastroenterite, a equipe de Blaser se dedica aos microrganismos que atacam a pele. Blaser fez um estudo famoso sobre o risco de contágio pelo Bacillus anthracis, agente da doença infecciosa, que começa na pele, conhecida pelo
nome de antraz. O bacilo foi enviado num envelope para o escritório de um político do Congresso americano, e Blaser foi mobilizado para fazer uma previsão dos riscos de contaminação. O pesquisador chegou a uma fórmula matemática para determinar a velocidade do contágio e mostrou que até cinco mil pessoas poderiam contrair a doença a partir de um único envelope. Isto levou a polícia americana a estabelecer uma série de precauções no tratamento da correspondência do Congresso.

A equipe de Blaser, que tem o ambicioso projeto de mapear as bactérias que habitam o corpo humano, fez uma experiência recente para fazer um primeiro recenseamento de microrganismos encontrados na pele humana. O resultado foi mpressionante: em amostras coletadas numa porção do antebraço de seis indivíduos sadios foram achadas 182 espécies, pertencentes a 91 gêneros e cerca de 8% eram desconhecidas dos cientistas. Alguns meses depois, foram coletadas novas amostras e novas espécies foram descobertas, que não tinham sido registradas anteriormente. Isto mostrou que na pele humana há bactérias residentes e outras que estão ali apenas de passagem.

– Estimamos que há no corpo humano algo entre 3 mil e 10 mil espécies de bactérias como residentes fixas. Em média, um bom zoológico tem entre cem e 200 espécies. Então nós já sabemos que, somente em nosso antebraço, temos a mesma quantidade de espécies bactérias que um bom zôo – diz Blaser.

O primeiro recenseamento limitou-se a indivíduos sadios, mas Blaser acredita que o número pode ser maior no caso de pessoas doentes:

– Nossa hipótese é que vamos descobrir espécies diferentes na pele de pessoas com doenças como psoríase ou eczema. Encontrar bactérias que sirvam de marcadores para determinadas doenças poderia levar à elaboração de métodos de diagnóstico e quem sabe até ao desenvolvimento de novas drogas – avalia o pesquisador.

30 outubro, 2007

Desaparecimento de micróbios que habitam o corpo humano causa doenças

Posted in doença, homeopatia, medicina, medicina preventiva, prevenção tagged , , , , às 3:47 pm por Marcelo Guerra

>> Isto é exatamente o que os homeopatas estão dizendo há duzentos anos. Não adianta acabar com as bactérias, temos que tornar o nosso corpo imune a elas. E um dado estatístico: nosso corpo abriga mais células de microrganismos do que nossas próprias células, ou seja, somos um habitat complexo que não pode ser restringido apenas pelo DNA das células. É preciso uma nova maneira de entender as doenças para que possamos ter realmente uma melhor saúde.

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Marília Martins, em O Globo

A crise ambiental da Terra não se restringe à natureza. Também no universo microscópico, dentro do corpo humano, há espécies ameaçadas de extinção por uma dramática e acelerada transformação do meio ambiente, e entre elas estão microrganismos que podem ser essenciais à vida humana. Quem faz o alerta é o pesquisador americano Martin Blaser, chefe do Departamento de Medicina da Universidade de Nova York (NYU, na sigla em inglês). Em suas pesquisas, ele revela um panorama impressionante da evolução das espécies no universo microscópico e do equilíbrio precário entre o organismo humano e os seres que nele vivem e que são essenciais à Humanidade.

– Se nós extinguíssemos todos os vírus e as bactérias hoje existentes, nós morreríamos também. A espécie humana desapareceria com eles – diz Blaser.

Defesas naturais estão em risco

O estudo de Blaser é muito maior do que um simples recenseamento dos micróbios que habitam o nosso organismo. A hipótese da equipe de pesquisadores do departamento de medicina da universidade é a de que as transformações do meio ambiente microscópico são tão poderosas que espécies inteiras de micróbios estão desaparecendo e, por incrível que pareça, essa não é uma boa notícia para os seres humanos.

Um exemplo é o da bactéria Helycobacter pylori, apontada como uma das causas de úlcera e de câncer de estômago, que se encontra atualmente em acelerado processo de extinção. Esta deveria ser uma ótima notícia para nós, seres humanos, que
temos estômago. Mas não é. Por quê?

– A presença dessa bactéria no organismo fez com que a espécie humana desenvolvesse uma série de antígenos que protegem as camadas interiores do estômago. Esses antígenos são transmitidos de uma geração para outra. Com o desaparecimento da bactéria, porém, estão sumindo também os antígenos. O resultado é que o organismo humano, para defender o estômago, agora mais desprotegido e vulnerável a ataques, tende a antecipar o processo digestivo para o órgão anterior ao estômago, o esôfago. Por isto, vemos hoje que, ao declínio dos casos de câncer de estômago, corresponde um
aumento dos pacientes de doenças do esôfago, inclusive câncer. Com um agravante: o câncer de estômago costuma aparecer em idade avançada, em pacientes acima dos 50 anos. Já as doenças graves de esôfago surgem em qualquer idade, até em crianças – frisa Blaser.

No fim das contas, a extinção de uma bactéria perigosa está levando a uma troca de doenças, que pode ser altamente desvantajosa para a espécie humana, na medida que ataca indivíduos mais jovens. Outra importante mudança no espectro dos microrganismos que hoje são mais perigosos para a espécie humana está relacionada às doenças auto-imunes, cada vez mais comuns, como o diabetes. São doenças em que a autodefesa do organismo falha e agentes externos se valem da fragilidade do sistema imunológico.

Para os pesquisadores da equipe de Blaser, as doenças auto-imunes se tornaram mais comuns por causa da crescente higienização do espaço urbano e do uso indiscriminado de antibióticos, que eliminou boa parte dos agentes infecciosos que atacavam o homem.

– A ociosidade do sistema imunológico pode ter levado à sua maior fragilidade. O resultado deste processo, outra vez, não foi a redução do número de doenças e sim a mudança do espectro de males que assombram a espécie humana – comenta Guillermo Perez-Perez, um dos pesquisadores assistentes da equipe da NYU.

Além de fazer estudos sobre bactérias relacionadas ao processo digestivo como a Helycobacter pylori e a Campylobacter, relacionada com a gastroenterite, a equipe de Blaser se dedica aos microrganismos que atacam a pele. Blaser fez um estudo famoso sobre o risco de contágio pelo Bacillus anthracis, agente da doença infecciosa, que começa na pele, conhecida pelo
nome de antraz. O bacilo foi enviado num envelope para o escritório de um político do Congresso americano, e Blaser foi mobilizado para fazer uma previsão dos riscos de contaminação. O pesquisador chegou a uma fórmula matemática para determinar a velocidade do contágio e mostrou que até cinco mil pessoas poderiam contrair a doença a partir de um único envelope. Isto levou a polícia americana a estabelecer uma série de precauções no tratamento da correspondência do Congresso.

A equipe de Blaser, que tem o ambicioso projeto de mapear as bactérias que habitam o corpo humano, fez uma experiência recente para fazer um primeiro recenseamento de microrganismos encontrados na pele humana. O resultado foi mpressionante: em amostras coletadas numa porção do antebraço de seis indivíduos sadios foram achadas 182 espécies, pertencentes a 91 gêneros e cerca de 8% eram desconhecidas dos cientistas. Alguns meses depois, foram coletadas novas amostras e novas espécies foram descobertas, que não tinham sido registradas anteriormente. Isto mostrou que na pele humana há bactérias residentes e outras que estão ali apenas de passagem.

– Estimamos que há no corpo humano algo entre 3 mil e 10 mil espécies de bactérias como residentes fixas. Em média, um bom zoológico tem entre cem e 200 espécies. Então nós já sabemos que, somente em nosso antebraço, temos a mesma quantidade de espécies bactérias que um bom zôo – diz Blaser.

O primeiro recenseamento limitou-se a indivíduos sadios, mas Blaser acredita que o número pode ser maior no caso de pessoas doentes:

– Nossa hipótese é que vamos descobrir espécies diferentes na pele de pessoas com doenças como psoríase ou eczema. Encontrar bactérias que sirvam de marcadores para determinadas doenças poderia levar à elaboração de métodos de diagnóstico e quem sabe até ao desenvolvimento de novas drogas – avalia o pesquisador.

29 outubro, 2007

Estudo defende estilo de vida sadio para evitar doenças cardiovasculares

Posted in alimentação, bicicleta, colesterol, comida, comportamento, doença, fumar às 12:55 pm por Marcelo Guerra

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NOVA ORLEANS, EUA (AFP) – Os riscos concretos de desenvolver uma doença cardiovascular são praticamente eliminados com um estilo de vida sadio incluindo um regime rico em fibras e ácidos graxos, exercícios, um café-da-manhã regular e um peso estável, segundo estudo japonês divulgado nesta terça-feira.
Apresentado durante a Conferência anual sobre a obesidade em Nova Orleans (sul dos EUA), o estudo foi realizado com 1.909 homens japoneses num período de três anos e consistiu em observar a ocorrência da “síndrome metabólica”, uma conjunção de vários sintomas que podem levar a doenças cardiovasculares.Os sintomas são pressão arterial elevada, assim como uma taxa também elevada de triglicerídios, uma taxa baixa de bom colesterol, glicemia e obesidade abdominal. Pelo menos três desses sintomas associados constituem a “síndrome metabólica”.

O estudo do médico Hiroshi Yatsuya, da universidade de Nagoya, no Japão, mostrou que um regime e um estilo de vida sadios podem reduzir os riscos de apresentar uma síndrome metabólica de 71% a 92%.

“Se todos tivessem esse estilo de vida, 84% das síndromes metabólicas e da probabilidade de desenvolver uma doença cardiovascular poderiam ser evitados”, afirmou Hiroshi Yatsuya.

O estilo de vida que ele considera “ideal” inclui seis elementos: o regime alimentar, a maneira de comer, a atividade física três vezes por semana, o corte de álcool e de cigarros e a manutenção de um peso estável.

O regime alimentar deve ser rico em fibras, em ácidos graxos e ômega-3. Os bons costumes alimentares incluem tomar um bom café-da-manhã, nunca comer demais e evitar a comida muito salgada.

“É um estilo de vida difícil de manter, mas é totalmente possível”, comentou o cientista à AFP.

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