13 fevereiro, 2011

Romã: novos estudos

Posted in alimentação, fitomedicina, fitoterapia, frutas às 2:50 pm por Marcelo Guerra

Ela surgiu na região do sudoeste asiático, entre o Mediterrâneo e o Irã, e, nos textos bíblicos, é associada às paixões e à fecundidade. Na crença popular nacional, atrai dinheiro. Para pesquisadores, as sementes e a polpa da romã, o fruto da romãzeira, têm muito mais poderes: um alto teor de flavonoides (antocianinas) e outros potentes antioxidantes, como vitamina C, e ação de proteção contra câncer. Tanto que especialistas da Embrapa Agroindústria de Alimentos, em parceria com a Embrapa Semiárido, em Petrolina (PE), e a UFRJ iniciaram estudos visando melhorar a produção do fruto no Brasil e estimular o seu consumo entre os brasileiros.

E eles têm bons motivos para apostar nessa pesquisa. Estudos prévios, realizados na Universidade de Baroda, na Índia, já mostraram que a romã tem três vezes mais capacidade antioxidante que o vinho e o chá verde – tradicionalmente os mais incensados por tal característica.

E, apesar de os médicos ainda não recomendarem seu consumo para prevenir ou tratar doenças da próstata, inclusive o câncer na glândula, uma investigação da Universidade da Califórnia indicou que o suco de romã diminui a velocidade de aumento do antígeno prostático específico, o PSA, um marcador para o tumor maligno. Segundo os primeiros resultados, a bebida ajudaria a reduzir a multiplicação de células cancerígenas.

Nessa pesquisa, apresentada há dois anos no Congresso Americano de Urologia, médicos acompanharam 48 pacientes por seis anos. Eles bebiam cerca de 240ml de suco de romã por dia. Entre 15 e 60 meses depois, 60% dos pacientes apresentaram redução do PSA.

Isso é bem provável, afirma Regina Isabel Nogueira, coordenadora da pesquisa com a romã na Embrapa. Até porque as propriedades antiinflamatórias e vermífugas do fruto são conhecidas há bastante tempo:

– A romã pode ser considerada um dos melhores alimentos funcionais, isto é, além de nutrir, ela traz benefícios à saúde. É um potente antioxidante que auxilia na eliminação de excesso de radicais livres no organismo, as moléculas que em grande quantidade aceleram o envelhecimento e favorecem o aparecimento de doenças.

O problema é que há poucas áreas no Brasil, como o semiárido nordestino, onde o fruto pode ser cultivado em grande quantidade e com qualidade. Daí a importância do estudo da Embrapa. Os pesquisadores buscam produzir o melhor fruto – adaptado ao solo e ao clima brasileiro – entre espécies selecionadas lá fora, e usá-lo de diferentes maneiras. Tudo será aproveitado.

– Precisamos ver, por exemplo, se a atividade antioxidante encontrada no fruto cultivado aqui será tão boa quanto o produzido lá fora. Trouxemos espécies de diferentes países e estamos analisando vários aspectos. Por exemplo, algumas frutas são mais doces, outras nem tanto – diz Regina. – Ainda não sabemos qual vai se adaptar melhor e terá o sabor mais agradável ao paladar brasileiro.

Consumo também em forma de suco

A romã pode ser consumida em forma suco (inclusive em pó). Já o seu óleo é obtido por prensagem das sementes. A pesquisa ainda prevê a opção de cristalizar a casca, expondo-a em contato com a calda de açúcar para reduzir em até 50% o teor de água. Com isto, aumenta-se o tempo de conservação da fruta e seu peso e volume diminuem, gerando economia no custo de transporte, além de adocicar seu sabor levemente ácido.

– Esse processo é simples e pode despertar o interesse de produtores. A romã poderá ser consumida de forma semelhante ao gengibre cristalizado – explica. – O mercado para produtos extraídos da romã é grande em todo o mundo. Porém, in natura, ainda é um fruto caro para a maioria da população. Cerca de um 1kg sai por quase R$ 15. Porém se conseguirmos uma boa mistura, de qualidade, o consumidor não precisará comprar tantos frutos para ter seus benefícios.

No Brasil, o chá à base de casca de romã tem sido consumido como antibiótico, mas isso ainda precisa ser mais bem pesquisado, assim como os benefícios de outras formas de preparo da fruta. Sementes, casca e polpa estão sendo estudados.

Fonte: O Globo

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19 setembro, 2010

Sinergia nas plantas medicinais

Posted in ervas medicinais, fitomedicina, fitoterapia, plantas medicinais às 1:20 pm por Marcelo Guerra

Marcelo Guerra

As plantas medicinais têm sido usadas como tratamento de doenças desde que o ser humano deixou de ser nômade e estabeleceu a agricultura. Muitas fazem parte de rituais de povos indígenas e religiões em diferentes lugares de mundo. O interesse pela fitoterapia, que é como é chamado o tratamento com plantas medicinais, vem crescendo exponencialmente desde o último século, impulsionado pela busca de uma medicina que causasse menos efeitos colaterais que a alopatia.

Boa parte dos remédios alopáticos, porém, são derivados de produtos extraídos de plantas medicinais. O ácido acetilsalicílico, substância ativa da Aspirina, é um exemplo clássico, extraído de uma espécie de salgueiro. Esta é a utilidade das plantas medicinais para a medicina alopática: fonte de substâncias ativas que devem ser isoladas, patenteadas e transformadas em comprimidos que vão encher as prateleiras das drogarias.

O fator complicador é que as substâncias ativas, quando isoladas, geralmente provocam efeitos colaterais danosos às pessoas. A fitoterapia faz uso das plantas em sua forma integral, pois há uma sinergia entre as substâncias que a compõem que evita que uma fique em excesso no organismo, provocando um efeito desagradável ou nocivo.

Uma história que mostra a importância da sinergia na fitoterapia é o uso com sucesso da kawa-kawa. A kawa-kawa (Piper methisticum) é uma planta comum no Havaí, e muito consumida pelos havaianos como uma bebida que causa relaxamento e sono. Ora, se há um tipo de remédio que nós ocidentais adoramos, são aqueles que nos fazem relaxar. Começou-se a prescrever e vender kawa-kawa no mundo todo. Através de análise bioquímica, descobriu-se a substância ativa que produzia o relaxamento e passou-se a produzir extratos de kawa-kawa que obtivessem o máximo dessa substância. Resultado: começaram a aparecer pessoas com cirrose no fígado pelo uso da kawa-kawa. E por que os havaianos não têm mais cirrose do que a população que não consome kawa-kawa nos outros países? Bem, o processo moderníssimo de extração diminuía a concentração de outras substâncias que são protetoras do fígado. Ou seja, o mal que uma substância provoca é anulado por outra substância da mesma planta! O extrato padronizado implica num risco à saúde muito maior do que o benefício que ela provoca. Voltou-se a usá-la então do modo mais primitivo, que é a tintura mãe, que causa o relaxamento esperado sem provocar a destruição do fígado.

Este caso ilustra o risco que as plantas medicinais podem oferecer, mas mostra que este risco é geralmente fruto de não se reconhecer a especificidade da fitoterapia e lidar com as plantas com os mesmos métodos da alopatia. Quando elas são usadas segundo observações de seu uso tradicional, dificilmente causam efeitos adversos. As plantas medicinais precisam ser mais estudadas, não de forma reducionista como a alopatia costuma fazer, mas de uma maneira interdisciplinar, por médicos, farmacêuticos, antropólogos e biólogos, para que possam oferecer seus recursos terapêuticos a muito mais pessoas.

27 agosto, 2010

Fitoterapia X Dráuzio Varella

Posted in fitomedicina, fitoterapia às 10:52 pm por Marcelo Guerra

Sujando a imagem da pesquisa brasileira

Nas duas últimas décadas, o Brasil tem se esforçado para desenvolver pesquisas farmacêuticas na área de fitoterápicos, à revelia de qualquer apoio público de pesquisa científica. Não se pode esquecer que países europeus, como a Alemanha, saíram na frente com medicamentos nascidos de plantinhas de nossas florestas. Por lá, parece mais fácil entender que manter acesas linhas de pesquisas em fármacos e medicamentos faz parte de um plano de soberania. Por aqui, vivemos de pastos e manadas, apenas.

Houve um momento recente na História do país que os órgãos envolvidos em subvencionar, aprovar e patentear o resultado das pesquisas brasileiras em fármacos e medicamentos fitoterápicos, simplesmente, faziam-se de esquecidos e desinteressados, rigorosos a ponto de nem mesmo aceitar estudos realizados por universidades federais. Isso um dia tem de ser contado de forma mais transparente, citando os impedidores e seus chefes como desarticuladores da indústria farmacêutica nacional, por um lado, desorganizadores da pesquisa nas universidades e fundações a partir de plantas de nossas florestas, por outro lado. E, enfim, como inibidores da soberania nacional em área que não deveríamos descuidar nem por um segundo. Fazer o quê, se as vozes escutadas são sempre a de falsos profetas e doutos generalistas que, uma vez na mídia, ocupam-se do lugar de autoridade e aí, adeus anos, décadas de esforços, ações, pesquisas. Suja a imagem da pesquisa nacional e se refestela ao chamar todos de conspiradores.

De forma clara, refiro-me aos comentários impertinentes e desavisados que o médico oncologista Drauzio Varella – autor e apresentador de sucesso, por seus livros, artigos na imprensa e participações no programa dominical Fantástico – costuma fazer sobre medicamentos fitoterápicos. Estou certo que, para levar a cabo seus comentários, deveria consultar alguns colegas que há muito tempo somam esforços para fazer valer a importância do que há em nossas matas e o resultado científico disso como fármacos e medicamentos. Ao consultar alguns deles, percebi que o médico Drauzio Varella tira conclusões próprias e apressadas. Ou, muito provavelmente, faz consultas a pessoas que jamais tiveram sensibilidade com as pesquisas brasileiras com fitoterápicos. O resultado pode-se ver, também, na série É bom para quê?, que estréia neste domingo, dia 29, no Fantástico, que a Rede Globo exibe às 20h50, e que terá quatro episódios, e na entrevista ao site da revista Época, na coluna da jornalista Cristiane Segatto, publicada no dia 13 de agosto, acentuada de que fez “ampla investigação sobre ervas e fitoterápicos”, “levantou evidências científicas relacionadas às ervas mais usadas no Brasil” e mergulhou “no mundo obscuro dos fitoterápicos”. Ao final de sua série e de sua entrevista, qualquer um pode se perguntar a quem ele se prestou defender com vastas observações aleatórias e imprecisas. Todavia, concluiu que “os brasileiros estão sendo enganados”.

Vamos, então, viajar em algumas destas surpreendentes afirmações do médico Drauzio Varella. O médico diz que o Ministério da Saúde criou uma medicina para pobres ao incluir oito medicamentos fitoterápicos em sua cesta de distribuição pelo SUS. “ (…) plantas que não têm atividade demonstrada cientificamente. Quando dizem que determinada planta tem atividade isso significa que em tubo de ensaio ela demonstrou ter determinada ação. Mas isso não basta. Para ter ação comprovada em seres humanos, falta muita coisa”, disse Drauzio Varella. E fataliza que quer mostrar que os fitoterápicos “têm de ser estudados. Têm de ser submetidos ao mesmo escrutínio ao qual medicamentos comuns são submetidos. Essas coisas são jogadas para o público sem passar por estudo nenhum”. Ele se refere a: 1) Aroeira (Schinus terebinthifoliusRaddi), 2) Alcachofra (Cynara scolymus L.), 3) Cáscara sagrada (Rhamnus purshiana D.C.), 4) Garra do diabo (Harpagophytum procumbensD.C.), 5) Guaco (Mikania glomerata Spreng.), 6) Soja (Glycine Max), 7) Unha de gato (Ficus pumila), 8) Espinheira-santa (Maytenus ilicifolia). Para facilitar a vida de Dr. Varella, cito os estudos relativos ao “Uso da Aroeira (Schinus terebinthifolius Raddi) para Tratamento de Infecções Vaginais” e “Tratamento da vaginose bacteriana com gel vaginal de aroeira Schinus terebinthifolius Raddi KRONEL” (Luiz Carlos Santos e Melania Maria Amorim, do Instituto Materno-Infantil de Pernambuco (IMIP) / Centro de Atenção à Mulher (CAM), referências no Brasil). O médico Dráuzio Varella não sabe o que diz. Não sabe mesmo. Como se diz por aí, não sabe da missa um terço. Não sabe os rigores da ANVISA, bem mais rigorosa na aprovação de medicamentos que sua coirmã europeia e a americana. Se soubesse disso, saberia que há registros de fitomedicamentos similares aos nossos na Europa e Estados Unidos, enquanto nós, brasileiros, não conseguimos esses registro no país, tampouco patenteá-los. O argumento de que os fitomedicamentos não têm validade por estarem na ANVISA registrados como alimentos é uma falácia, para não dizer ignorância do processo histórico das pesquisas com fitoterápicos no Brasil e a luta travada com os órgãos de registro.

Para dar algum conhecimento a quem precisa de algum, a maioria dos estudos brasileiros com fitoterápicos, cumprindo todos os requisitos internacionais de pesquisa clínica, são colocados em um fila interminável de espera e exigências. Resta aos laboratórios, em parceria com centros de pesquisas, recorrerem à intermediação da justiça para fazerem o medicamento incluir-se em algum lugar de validade. O Dr.Varella diz: “se eu tivesse autoridade [para proibir os fitoterápicos], mandaria recolher do mercado todos os fitoterápicos cuja eficácia não tenha sido demonstrada cientificamente”. E adverte que, pensando assim, alguém dirá que ele fala em nome dos grandes laboratórios. Sugere que – fora ele que imagina um complô fitomedicaperigoso contra a saúde pública – quem pensar que ele pensa assim faz parte de uma teoria da conspiração. Não acho. Acho que Dr. Varella não sabe nada das pesquisas brasileiras sobre fitoterápicos e é uma lástima que chegue a ele tanto dinheiro para maldizer os esforços brasileiros de pesquisa, confundindo – valha-me, Deus! – medicamentos com chazinhos. Seu desejo autoritário, contudo, para seu conhecimento, sempre se manteve no país e, provavelmente, para seu conhecimento, é um dos fatores mais atuantes para o entrave das pesquisas nacionais no aproveitamento das nossas riquezas naturais. São os “doutores” Varella brasileiros, que pensam – por ignorarem coisas como Boas Práticas de Fabricação e Programas de Bioequivalência, em uso no país – que não ajudam o Brasil a ter condições de produzir e patentear medicamentos a partir de seu potencial. É o mesmo tipo que diz que tiraria do mercado esse ou aquele medicamento, provavelmente, porque foi ao lugar errado para saber das pesquisas com fitomedicamentos no país. Felizmente, o poder deles é bem limitado. Felizmente e para nossa segurança. O Dr. Varela está sendo no mínimo deseducado, além de mal informado, com uma gama quase inumerável de mestres, doutores e pós-doutores nas áreas de química de produtos naturais, farmacêuticos, químicos, médicos; de industriais sérios, de centros de pesquisas sérios que há anos estão querendo trazer o Brasil para o andar de cima. Mas existe gente como o Dr. Varela querendo puxar o Brasil para o andar de baixo. Chega Dr. Varela, acorde, o Brasil mudou, o senhor também deve mudar com os que querem ver o Brasil no andar de cima.

Quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Josimar Henrique é Presidente da Hebron Farmacêutica – http://www.hebron.com.br e Diretor Temático de Assuntos Parlamentares da Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades – ABIFINA – http://www.abifina.org.br.

E-mail: presidencia@hebron.com.br.

20 abril, 2010

Calêndula protege contra efeitos da radiação solar

Posted in ervas medicinais, fitomedicina, fitoterapia, plantas medicinais tagged às 10:11 am por Marcelo Guerra

>> Esta pesquisa acentua a valorização do conceito de Sinergia, ou seja, as propriedades da planta toda são diferentes de seus componentes isolados, e contrabalançam possíveis efeitos nocivos que estes componentes possam ter.

Testes realizados na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP revelam que o extrato da calêndula (Calendula officinalis), planta originária da região mediterrânea entre Europa, África e Ásia, é eficaz para proteger a pele contra os efeitos da radiação ultravioleta emitida pelo Sol. Experiências realizadas com animais mostraram que as formulações contendo o referido extrato reduzem o estresse oxidativo causado pelos raios solares, promovendo efeito fotoprotetor e retardando o envelhecimento da pele.

A calêndula foi adaptada às condições climáticas do Brasil e, segundo a farmacêutica Yris Maria Fonseca, é usada popularmente como agente antiinflamatório tópico contra queimaduras, especialmente as provocadas pelo Sol. “O estudo verificou se o extrato de calêndula também seria eficaz contra os danos causados pela radiação solar, comprovando cientificamente um de seus usos populares”, conta Yris, que é uma das responsáveis pelo estudo.

Os experimentos foram realizados com camundongos de laboratório geneticamente modificados, sem pelo, que tiveram lesões induzidas por luz ultravioleta. “Verificou-se o estresse oxidativo, alterações na morfologia do tecido e das células e a presença de inflamação da pele”, aponta Yris. “As análises mostram que o extrato de calêndula, administrado por via oral ou tópica, foi eficaz para prevenir o estresse oxidativo causado pela radição solar.”

Na pesquisa, foi possível inibir totalmente o estresse oxidativo, deixando a pele dos ratos semelhante à de animais que não receberam radiação.“O extrato também estimulou a síntese de colágeno, o que pode evitar o aparecimento de sinais característicos de pele envelhecida, como rugas e perda de elasticidade”, acrescenta a farmacêutica.

Potencial
De acordo com Yris, o extrato de calêndula apresenta uma grande quantidade de flavonóides e polifenóis, substâncias com reconhecido potencial antioxidante. “Acredita-se que a redução do estresse oxidativo aconteça não por causa de um composto isolado, mas devido ao efeito sinérgico entre as substâncias presentes no extrato de calêndula”, explica.

No estudo, a calêndula foi testada em três formulações diferentes, sendo que uma formulação do tipo gel apresentou melhor desempenho para fotoquimioproteção. “Para que o produto seja disponibilizado comercialmente, serão necessários novos testes, relacionados à segurança e toxicidade, entre outros aspectos”, observa a farmacêutica.

O extrato também passou por testes de citotoxicidade, realizados em duas linhagens de células tumorais e uma de células normais. ”O maior efeito tóxico foi registrado nas linhagens tumorais, preservando a normal, o que demonstra o potencial para o tratamento de câncer”, aponta Yris. “Entretanto, este é um resultado preliminar, que precisará ser confirmado em estudos específicos”.

A pesquisa sobre os efeitos da calêndula em lesões agudas provocadas pela radiação solar faz parte da tese de doutorado de Yris, realizada no Laboratório de Controle de Qualidade de Medicamentos e Cosméticos da FCFRP. O trabalho teve a orientação da professora Maria José Vieira Fonseca, da FCFRP. Em sua pesquisa de pós-doutoramento, a farmacêutica irá investigar o efeito fotoquimioprotetor da calêndula sob a radição exposta cronicamente, em longo prazo.

Fonte: Agência USP de Notícias

3 dezembro, 2009

Curso: VIRTUDE DA PLANTA PLANTAS MEDICINAIS E AROMÁTICAS

Posted in fitomedicina, fitoterapia, plantas medicinais às 6:55 pm por Marcelo Guerra

Aspectos do uso terapêutico e do cultivo orgânico

Organização:

Dra. Eloísa C. Pimentel de Magalhães- Médica
Prof. Dr. Pedro Melillo de Magalhães- eng. Agrônomo- CPQBA-UNICAMP

05 de dezembro de 2009 (sábado)

PROGRAMA

Recepção e inscrições– 8:30- 9:00
1. O Caminho da Fitoterapia – 9:00 às 9:30 (Dra Eloísa)
– Histórico do uso, saber popular e medicina tradicional

– Potencial terapêutico e Conceitos fundamentais no uso de plantas medicinais

2. Da Planta ao Medicamento – 9:30 às 12:30 (eng.agrônomo)
– Noções de identificação botânica
– Bases para a produção sustentável de plantas medicinais
– Qualidade nas operações de cultivo orgânico e secagem- estudo de casos

– Demonstração de busca em sites específicos (on-line)

– Relato de experiências e de visitas a hortos e serviços no exterior (Bélgica, Inglaterra)

Prática de observação de plantas medicinais
Almoço – 12:30 às 13:30

13:30 ÁS 14:00 -**VISITA EM HORTA DE PLANTAS MEDICINAIS**

3. Utilização Terapêutica – 14:30 às 18:00 (Dra Eloísa)
– Critérios de bom uso,  panorama atual e pesquisas recentes

– Fitoterapia em Serviço Público: experiência e estratégias de implantação

Preparo de infusão, tinturas, xaropes e  cremes – vídeo
– Fitoterápicos mais utilizados nas patologias mais freqüentes

– Aplicações práticas e auto-cuidado- uso das plantas no dia-a dia
– Uso de plantas aromáticas na alimentação – temperos e especiarias

4. Avaliação e certificado– 18:00 às 18:30

O curso é apostilado

INVESTIMENTO   R$ 200,00

Desconto de 10% para estudantes e servidores públicos

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES:
Espaço Spiralis – Ecomercado Avis rara
Rua Rei Salomão, 295 – Sousas – Campinas

Fone: (19) 3258-8241 / 3258-9224
spiralis@avisrara.com.br http://www.avisrara.com.br

Realização: VIRTUDE DA PLANTA

virtudedaplanta@gmail.com http://virtudedaplanta.blogspot.com

4 novembro, 2009

Plantas medicinais podem fazer mal?

Posted in fitomedicina, fitoterapia, plantas medicinais às 10:49 am por Marcelo Guerra

Taraxacum

CRISTIANE SEGATTO

Quatro em cada dez americanos recorrem a algum tipo de terapia alternativa para cuidar da saúde. Um dos recursos mais procurados são os fitoterápicos, em forma de cápsulas ou chás. A informação faz parte de uma pesquisa divulgada pelo Centro Nacional de Medicina Complementar e Alternativa (NCCAM). Esse é um órgão do governo americano que pretende regulamentar o setor e submeter as terapias a estudos científicos.

É um esforço para lançar luzes numa área cheia de crenças infundadas. E também para comprovar e reconhecer os benefícios de práticas tradicionais que podem melhorar a qualidade de vida da população. Vinte e oito prestigiadas universidades, como Harvard, Columbia e Duke, participam dessa iniciativa.

Até recentemente, o casamento entre os tratamentos convencionais e as terapias alternativas parecia impossível. Havia radicais dos dois lados. O que se vê hoje nos Estados Unidos é uma tentativa de harmonizar as duas áreas. Esse esforço deu origem a um novo campo que tem sido chamado de medicina integrativa.

Há um movimento semelhante no Brasil – ainda que menos organizado. Não se sabe, por exemplo, quantos brasileiros consomem chazinhos e outras formas de fitoterapia ao mesmo tempo em que se tratam com medicamentos alopáticos. Não estranharia se uma pesquisa demonstrasse que mais da metade da população faz isso.

Temos no Brasil o costume de achar que tudo o que é natural é necessariamente benéfico. Sobre o hábito de tomar chazinhos da vovó para enfrentar os mais diversos incômodos, há um ditado bastante conhecido: “Se não fizer bem, mal não faz”. Essa ideia está arraigada na cultura nacional, mas é totalmente equivocada.

“É um erro pensar dessa forma. A natureza tem venenos poderosos”, diz o pesquisador João Ernesto de Carvalho, do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ele é especialista em Farmacologia e Toxicologia.

Carvalho faz um importante alerta: “Quase 100% das escolas médicas não tem a disciplina de fitoterapia”, diz. “Os médicos desconhecem as plantas medicinais e como elas podem interferir na ação dos remédios que eles receitam”, afirma.

Esse é um grande problema. As plantas medicinais interferem na forma como os remédios convencionais agem no organismo. Podem inibir ou exacerbar a ação deles. Alteram o metabolismo dos medicamentos. Eles podem perder a eficácia ou se acumular no organismo.

Nem os médicos, nem os pacientes se dão conta disso. Quem toma uns chazinhos ou umas cápsulas naturais não conta ao médico. Acha que a informação é irrelevante ou teme ser ridicularizado.

Precisamos aprender que essa informação pode fazer toda diferença. Alguns exemplos de interações perigosas entre ervas e remédios:

* A pata-de-vaca (Bauhinia forticata) é uma planta popularmente usada contra o diabetes. O chá dessa erva pode causar hipoglicemia no diabético. Sem saber que esse efeito é provocado pelo chá, o médico pode achar que é necessário reduzir a dose dos remédios. Se isso for feito e a pessoa parar de tomar o chá, os níveis de açúcar no sangue podem subir. “Essa oscilação pode trazer sérios danos ao tratamento e à saúde do paciente”, diz Carvalho.

* Cápsulas de alho (Allium sativum) têm efeito antihipertensivo, antitrombótico e antioxidante. São usadas para prevenir doenças cardiovasculares. Mas não devem ser consumidas por pessoas que tomam anticoagulantes orais e aspirina. Uma outra interação muito perigosa: cápsulas de alho podem reduzir a atividade dos antivirais usados no tratamento da aids.

* A erva-de-são-joão (Hypericum perforatum) costuma ser usada para ajudar a combater a depressão. Muitos pacientes de aids que sofrem de depressão costumam tomar chás dessa erva. Mas atenção: ela também reduz a concentração das drogas anti-HIV no sangue. O tratamento perde eficácia. É ou não é um assunto sério?

* O chá verde (Camellia sinensis) é usado como antioxidante e para ajudar a reduzir os níveis de colesterol. Mas não deve ser usado junto com drogas vasodilatadoras coronarianas ou com a teofilina, um broncodilatador pulmonar.

* O gengibre (Zingiber officinale) ajuda a reduzir náuseas e cólicas. Também estimula a circulação e a digestão. Mas pode provocar fortes reações gástricas. Também não deve ser usado junto com remédios anticoagulantes.

* O suco da toranja (Citrus x paradisi), também chamada de grapefruit, contém uma substância que inibe o metabolismo de remédios contra a hipertensão. Quem tem o costume de tomar esse suco frequentemente (o que é comum nos Estados Unidos) corre o risco de sofrer uma crise de hipertensão. E, provavelmente, vai culpar os remédios pela falha.

Esses são exemplos de algumas interações comprovadas pela ciência. Pode ser que existam muitas outras. O desconhecimento é geral. Carvalho acredita que a situação pode se agravar nos próximos meses. Em 2010, o Ministério da Saúde pretende lançar a Relação Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (Renafito). A ideia é estimular o uso desses produtos no SUS.

“Se a população e os médicos não forem muito bem orientados sobre o uso desses recursos naturais, é possível que muita gente venha a enfrentar problemas”, afirma Carvalho.

O Ministério da Saúde divulgou uma lista de 71 plantas que considera útil no tratamento de doenças. Agora está na fase de recolher evidências científicas da segurança e da eficácia dessas plantas. A divulgação da lista definitiva está prevista para julho.

“Vamos oferecer um curso aos médicos do SUS para que eles saibam quando e como adotar plantas e fitoterápicos”, diz Katia Torres, consultora do departamento de assistência farmacêutica e insumos estratégicos do Ministério da Saúde.

Os brasileiros – médicos e pacientes – precisam passar por uma mudança cultural, aprender a encarar as ervas de uma outra forma. Não devemos negar o valor dos recursos naturais nem desprezar o conhecimento tradicional dos indígenas e de outros grupos que nos ensinaram a combater tantos males. Precisamos, porém, reconhecer que o que é natural também pode fazer mal.

Até a Segunda Guerra Mundial, a maioria dos remédios era derivada de substâncias encontradas na natureza. Com o surgimento da síntese química, a forma como lidamos com os remédios mudou. É mais fácil observar e comprovar os efeitos colaterais dos medicamentos criados em laboratório. “Foi daí que surgiu a ideia de que os remédios sintéticos são uma coisa perigosa, cheia de efeitos indesejados”, diz Carvalho.

Esses efeitos colaterais existem e são muitos. Mas as plantas não são necessariamente inocentes ou inócuas. Elas também podem produzir graves efeitos indesejados. A diferença é que eles são desconhecidos ou desprezados. Posso dar um conselho? Se você é adepto do chazinho ou das cápsulas naturais não esconda esse fato de seu médico. Ele é muito relevante.

Fonte: Revista Época

29 outubro, 2009

Curso: VIRTUDE DA PLANTA – PLANTAS MEDICINAIS E AROMÁTICAS

Posted in fitomedicina, fitoterapia, plantas medicinais às 10:15 am por Marcelo Guerra

Aspectos do uso terapêutico e do cultivo orgânico

Organização:

Dra. Eloísa C. Pimentel de Magalhães- Médica
Prof. Dr. Pedro Melillo de Magalhães- eng. Agrônomo- CPQBA-UNICAMP

5 de dezembro de 2009 (sábado)

PROGRAMA

Recepção e inscrições– 8:30- 9:00
1. O Caminho da Fitoterapia – 9:00 às 9:30 (Dra Eloísa)
– Histórico do uso, saber popular e medicina tradicional

– Potencial terapêutico e Conceitos fundamentais no uso de plantas medicinais

2. Da Planta ao Medicamento – 9:30 às 12:30 (eng.agrônomo)
– Noções de identificação botânica
– Bases para a produção sustentável de plantas medicinais
– Qualidade nas operações de cultivo orgânico e secagem- estudo de casos

– Demonstração de busca em sites específicos (on-line)
Prática de observação de plantas medicinais

Visita à horta de plantas medicinais

Almoço – 12:30 às 14:00

3. Utilização Terapêutica – 14:00 às 18:00 (Dra Eloísa)
– Critérios de bom uso, panorama atual e pesquisas recentes

– Fitoterapia em Serviço Público: experiência e estratégias de implantação

Preparo de infusão, tinturas, xaropes e cremes – vídeo
– Fitoterápicos mais utilizados nas patologias mais freqüentes

– Aplicações práticas e auto-cuidado- uso das plantas no dia-a dia
– Uso de plantas aromáticas na alimentação – temperos e especiarias

4. Avaliação e certificado– 18:00 às 18:30

O curso é apostilado

INSCRIÇÕES ANTECIPADAS

INVESTIMENTO
R$ 180,00 até 18/11 e R$ 200,00 após
Desconto de 10% para estudantes e servidores públicos

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES:
Espaço Spiralis – Ecomercado Avis rara
Rua Rei Salomão, 295 – Sousas – Campinas Fone: (19) 3258-8241 / 3258-9224
spiralis@avisrara.com.br

http://www.avisrara.com.br

Realização: VIRTUDE DA PLANTA

17 março, 2009

Alfazema

Posted in fitomedicina, fitoterapia, medicina natural, plantas medicinais, saúde às 2:32 pm por Marcelo Guerra

alfazema
Sinônimos: Lavandula vera, Lavandula officialis, alfazema do mato: Excitante   e antiespasmódica. Na falta de regras, promove ou restabelece o fluxo  menstrual. Usa-se o chá das folhas para expelir gases intestinais. Para   asma, afecções do fígado e baço, nervosismo, dor de cabeça, neurose   cardíaca, flatulência, tosses catarrais, feridas, abcessos, acne,  reumatismo, gota. Sua essência combate piolhos e outros parasitas. A infusão  das sementes serve para digestões difíceis.

9 março, 2009

Plantas medicinais no SUS – 1º passo

Posted in fitomedicina, fitoterapia, plantas medicinais, sus às 12:42 pm por Marcelo Guerra

aroeira

BRASÍLIA – Alcachofra para ajudar na digestão, aroeira da praia para combater inflamação vaginal e unha-de-gato para dores nas articulações. A sabedoria popular conhece há muito tempo o poder das plantas, que começa a ser comprovado cientificamente. Por isso, o Ministério da Saúde elaborou uma lista com 71 plantas que poderão gerar produtos para serem usados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O objetivo da Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (Renisus) é orientar estudos que possam subsidiar a elaboração da relação de fitoterápicos disponíveis para uso da população, com segurança e eficácia para o tratamento de determinadas doenças. A relação deverá ser revisada e atualizada periodicamente.

A partir de 2009, o SUS pretende ampliar a lista de medicamentos fitoterápicos disponíveis na assistência farmacêutica básica em todo o país. Atualmente, são oferecidos fitoterápicos derivados de espinheira santa, para gastrites e úlceras, e de guaco, para tosses e gripes.

Os fitoterápicos são os medicamentos obtidos exclusivamente a partir de matérias-primas ativas vegetais. Os medicamentos fitoterápicos utilizados pelo SUS são aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e considerados seguros e eficazes para a população.

O Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, instituído em dezembro de 2008, tem como objetivo inserir, com segurança, eficácia e qualidade, plantas medicinais, fitoterápicos e serviços relacionados à Fitoterapia no SUS. O programa busca também promover e reconhecer as práticas populares e tradicionais de uso de plantas medicinais e remédios caseiros.

Fonte: O Globo

11 junho, 2008

Marcelo Guerra

Posted in acupuntura, antroposofia, fitomedicina, fitoterapia, homeopatia, medicina, nova friburgo, psicoterapia, saúde, terapia biográfica, teresópolis tagged às 11:04 am por Marcelo Guerra

Marcelo Guerra, médico

Sou Médico, comecei a carreira como Psicanalista e depois enveredei pela Homeopatia, que permitiu um entendimento integral do ser humano, como corpo e mente juntos, e não como um ser formado de duas partes que estão sempre em luta. Através da Homeopatia, cheguei à Antroposofia, na qual a Terapia Biográfica é baseada, e aí encontrei respostas para a questão do sentido na vida do ser humano. Outras fontes que estudo para a compreensão do sentido são os textos de Viktor Frankl, Carl Gustav Jung, Leonardo Boff e Joseph Campbell, autores que trouxeram uma nova luz para a Psicoterapia. Endereços de Atendimento: Homeopatia, Acupuntura e Terapia Biográfica Praça Baltazar da Silveira, 20/ sala 104 (Clínica de Tratamento Natural) Centro – Teresópolis – RJ Tel: (21)2742-5940 Homeopatia e Acupuntura Praça Marcílio Dias, 56, Paissandu – Nova Friburgo – RJ Tel: (22)2523-9342 Terapia Biográfica Rua Ernesto Brasílio, 14, sala 408 – Centro – Nova Friburgo – RJ Tel: (22)8112-4983

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