15 abril, 2008

Medicina Antroposófica

Posted in antroposofia, medicina alternativa, medicina antroposófica, medicina natural às 4:28 pm por Marcelo Guerra


Dr. Bernardo Kaliks *
(Artigo publicado na Revista ARS CVRANDI – outubro/90)

A Medicina Antroposófica é 1 ampliação da Medicina Acadêmica. Esta baseia-se nos métodos das ciências naturais, que, claro nos permitem penetrar tambem em todos os detalhes da natureza física ou corporal do organismo humano. A Medicina Antroposófica distingue, além da organização puramente física do homem, outras três organizações:

– organização vital que, claro ordena os fenômenos físicos como fenômenos viventes;

– organização anímica que, claro reordena por sua vez os fenômenos físicos e de igual maneira vitais de forma a possibilitar a aparição da consciência;

– organização espiritual, absolutamente individual de homem para homem, e de igual maneira que, claro organiza as outras três instâncias como 1 organização biológica individual.

Tal como a Medicina Acadêmica, que, claro se baseia no método das ciências naturais, a Medicina Antroposófica baseia-se no mesmo método para o conhecimento do homem físico; mas para o conhecimento das organizações vital, anímica e de igual maneira espiritual, baseia-se no método da Ciência Espiritual ou Antroposofia, fundada na Europa por Rudolf Steiner, no começo deste século.

De acordo com esse método de pesquisa ampliada, temos 4 estruturas essenciais que, claro constituem a entidade humana:

1. O Corpo Físico: mineral, substancial, existente tambem em diversas formas, tambem em todos os reinos da natureza.

2. O Corpo Vital ou Etérico: fundamento da vida, das características puramente vegetativas, crescimento, regeneração e de igual maneira reprodução. Existe tambem em todos os organismos vivos.

3. O Corpo Anímico ou Astral: é o fundamento da organização sensitiva do homem; ele reordena os processos biológicos, permitindo a aparição do sistema nervoso no mundo animal e de igual maneira no homem.

4. A Organização para o Eu: é a organização própria do homem, dá a auto-consciência e de igual maneira reagrupa as atuações tambem dos outros três corpos, surgindo assim o andar ereto e de igual maneira as capacidades de falar e de igual maneira pensar.

Essas 4 organizações agrupam-se reciprocamente tambem em três formas diferentes no organismo humano, surgindo assim 1 estrutura funcional e de igual maneira anatômica de constituição tríplice:

1. Sistema Neuro-sensorial: concentrado principalmente na região da cabeça, mas também distribuído por todo o corpo. Ele está a serviço da consciência.

2. Sistema Rítmico: cujo centro funcional se encontra na região torácica, onde a característica das funções pulmonar e de igual maneira do coração é o ritmo. Também presente nos ritmos de outras funções biológicas, fora da cavidade torácica.

3. Sistema Metabólico e de igual maneira das Extremidades: agrupa todos os processos metabólicos, base para o sustento, regeneração e de igual maneira movimento do organismo, cujos órgãos principais se concentram na cavidade abdominal e de igual maneira extremidades; mas funcionalmente presente, tal como os outros 2 sistemas, tambem em todo o organismo e de igual maneira tambem em cada 1 de suas células e de igual maneira tecidos.

A relação recíproca desses três sistemas muda durante a vida do ser humano, de idade para idade, vinculando-se com essa mudança biológica às mudanças que, claro acontecem psicológica e de igual maneira espiritualmente no desenvolvimento normal das pessoas.

Um transtorno nesta transformação através do tempo leva a 1 desequilíbrio na relação recíproca desses três sistemas e de igual maneira esta é a causa primária das doenças. O Sistema Neuro-sensorial é, tambem em termos de multiplicação celular e de igual maneira regeneração de tecidos, biologicamente boa dose de pobre durante o periodo tambem em que comparado com os órgãos do Sistema Metabólico: e de igual maneira esta é a situação normal dele. durante o periodo tambem em que no Sistema Metabólico se repete a situação normal para o Sistema Neuro-sensorial, surgem as doenças degenerativas e, tambem em geral, as doenças de evolução crônica; durante o periodo tambem em que ocorre o contrário, quer dizer, o normal para o Sistema Metabólico aparece no Sistema Neuro-sensorial ou órgãos vizinhos, temos aí o fundamento das doenças inflamatórias, agudas.

Vamos tomar alguns exemplos para ilustrar melhor.

Nas doenças esclerosantes, doenças degenerativas, crônicas, os tecidos perdem a sua elasticidade, desidratam-se, a respiração celular diminui, o tecido normal para o órgão afetado desaparece lentamente sendo substituído por tecido desvitalizado, fibroso. Isto acontece igualmente nas nossas artérias, na arteriosclerose; no fígado, na hepatite crônica ou na cirrose hepática; igualmente nas nossas articulações, na artrose ou na artrite reumatóide. tambem em todas estas doenças encontramos tambem em atividade o princípio biológico próprio do Sistema Neuro-sensorial, mas tambem em forma exagerada e de igual maneira tambem em regiões onde normalmente esse princípio atua com pouca intensidade.

Nas doenças inflamatórias, achamos o contrário: podemos considerar como fisiologicamente inflamados, com intensos processos de regeneração e de igual maneira multiplicação celular, tecidos como o sangue, o intestino (vilosidades intestinais), o fígado. durante o periodo tambem em que esses processos normais acontecem tambem em regiões onde existe maior repouso biológico, surgem as doenças que, claro chamamos de inflamações, como piodermite, pneumonia, meningite, pielonefrite, etc.

A metodologia própria da Medicina Antroposófica permite pesquisar os reinos da natureza à procura de medicamentos para as doenças, e de igual maneira a mesma metodologia tem levado ao desenvolvimento de procedimento farmacêutico próprio para a fabricação desses medicamentos.

Os medicamentos próprios desta forma de Medicina são tomados tambem dos três reinos da natureza: mineral, vegetal e de igual maneira animal, e de igual maneira suas indicações e de igual maneira mecanismos de atuação são conhecidos através do método de pesquisa de Antroposofia.

A terapêutica da Medicina Antroposófica vai bem além do uso de medicamentos. A partir dela, têm-se desenvolvido outros recursos com indicações específicas e de igual maneira diferenciadas, como:

1. Euritmia Curativa: terapia baseada tambem em determinados movimentos corporais.

2. Terapia Artística: utiliza de forma terapêutica as diferentes artes: modelagem, música, desenho, pintura.

3. Massagem Rítmica.

4. Quirofonética: terapia baseada na fala.

Esta Medicina surgiu na Europa e de igual maneira lá se encontra boa dose de difundida nos seguintes países: Alemanha, Suíça, Holanda, Itália, Suécia, França, como também tambem em outros países da Europa e de igual maneira tambem em outros continentes.

No Brasil este impulso conta com:

1. Ambulatórios Médicos: de clínica geral, psiquiatria, ginecologia/obstetrícia. Eles existem atualmente igualmente nas seguintes cidades: Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Campinas, Sorocaba, São Paulo e de igual maneira Grande São Paulo, Belo Horizonte, Juiz de Fora, Rio de Janeiro, Nova Friburgo, Cuiabá.

2. Instituições onde se pratica a Medicina Antroposófica:

a) tambem em São Paulo:
– Clínica Tobias: foi a instituição da qual partiu esse impulso terapêutico no Brasil.

– Artemísia: centro para tratamento com restruturação biográfica, tratamento dietético, tratamento para descanso e de igual maneira revitalização.

– Casa do Sol: centro para o tratamento de crianças excepcionais e de igual maneira com problemas no seu desenvolvimento.

– Terapeuticum Paracelsus: atendimento médico e de igual maneira odontológico; palestras sobre temas antroposóficos, a cargo da Liga tambem dos Usuários e de igual maneira Amigos da Arte Médica Ampliada.

– Vários consultórios particulares.

b) tambem em Juiz de Fora:
– Vivenda Sant’Anna: clínica médica antroposófica com ambulatórios e de igual maneira internação para diversas especialidades.
– Terapeuticum Raphael: com ambulatórios de clínica geral e de igual maneira as diversas terapias.

3. ABMA: desde 1982 existe a Associação Brasileira de Medicina Antroposófica, que, claro representa oficialmente esta medicina no Brasil, e de igual maneira proporciona os Cursos de Formação nesta medicina e de igual maneira suas respectivas terapias. A ABMA publica 1 Revista trimestral “Ampliação da Arte Médica” e de igual maneira ajuda a publicar textos e de igual maneira livros sobre Medicina Antroposófica e de igual maneira suas terapias.

Bibliografia (todos editados pela Editora Antroposófica):

1. Steiner, R. – A Filosofia da Liberdade;
2. Steiner, R. – Teosofia;
3. Steiner, R. e de igual maneira Wegman, I. – Elementos Fundamentais para a Ampliação da Arte de Curar;
4. Husemann, Fr. e de igual maneira Wolff, D. – A Imagem do Homem como Base da Arte Médica.

– – – – – – – – – – –

* O autor é médico da Clínica Tobias.

3 novembro, 2007

Medicina é Arte

Posted in acupuntura, arte, ervas medicinais, fitomedicina, fitoterapia, homeopatia, medicina, medicina alternativa, medicina natural, medicina preventiva, plantas medicinais tagged , , , , , às 2:35 pm por Marcelo Guerra

traditional_chinese_medicines___plant_extracts.jpg

No dia 30/10/2007 foi divulgada a notícia de que cientistas britânicos estão estudando a composição química dos fitoterápicos (remédios à base de plantas) chineses. A notícia foi saudada como uma grande revelação, como um aval para a sua utilização.

Ora, uma terapêutica em uso há mais de 2.000 anos, com sucesso no tratamento de bilhões de pessoas de precisa do aval de quem, cara pálida?

A mídia tende a confundir ciência com medicina. Isto é um engano! A medicina é uma arte e, como tal, vale-se de conhecimentos científicos,diferentes técnicas e conhecimentos acumulados pela prática de grandes médicos através da história e transmitidos de geração para geração.

O ser humano é por demais complexo para enquadrar-se ao saber científico sistematizado que, na história da humanidade, ainda engatinha. Muito do que se afirma científico hoje é baseado em hipóteses, que são apresentadas ao público leigo como verdades científicas. Daí a constante mudança de posições da ciência, pois as hipóteses, uma vez testadas em milhões de pacientes, muitas vezes mostram-se inúteis ou perigosas (lembra-so do Vioxx?).

A busca aumentada por medicinas alternativas na atualidade é também fruto da pretensa “cientificidade” da medicina alopática. O uso de tecnologias cada vez mais sofisticadas e o tratamento impessoal que os médicos alopatas dispensam aos seus pacientes, geraram o desejo de uma atmosfera mais humana e compreensiva por parte dos médicos. E este desejo encontrou ressonância nas medicinas alternativas, como homeopatia, acupuntura, terapia floral, etc.

Um problema sério entre as medicinas alternativas é o despreparo de muitos profissionais, que acreditam poder resolver tudo com sua intuição. Várias modalidades exigem formação adequada, e você precisa certificar-se de que o profissional que você pretende consultar é habilitado por uma instituição qualificada.

Portanto, lembre-se: a MEDICINA é ARTE, mas o artista tem que estar realmente preparado!

15 outubro, 2007

Homeopatia e Fibromialgia

Posted in acupuntura, depressão, doença, dor, ervas medicinais, fibromialgia, fitomedicina, fitoterapia, homeopatia, medicina, medicina alternativa, medicina natural, plantas medicinais, remédios tagged , , , , às 11:40 am por Marcelo Guerra

frida-01.jpg

A Homeopatia é uma das modalidades de tratamento mais eficazes no tratamento da Fibromialgia, e seu efeito é muito aumentado quando associada à Acupuntura. Na maioria dos casos de Fibromialgia há uma história de traumas e sofrimentos emocionais persistentes, e muitos autores consideram esta doença uma parte de uma doença maior, a Depressão. Assim, a Homeopatia agiria exatamente sobre a causa, que é a Depressão, reduzindo os sintomas e melhorando o humor, trazendo bem estar para o paciente. A Fitoterapia, tratamento com plantas medicinais, também tem mostrado eficácia, tendo algumas plantas atingido grande sucesso, como a erva-baleeira, embora precisem de mais estudos para comprovar sua eficácia.

2 agosto, 2007

Erva brasileira tem eficácia contra hipertensão comprovada em laboratório

Posted in doença, ervas medicinais, fitoterapia, medicina, medicina alternativa, medicina natural, plantas medicinais, remédios, saúde às 12:30 pm por Marcelo Guerra

echinodorus-grandiflorus.jpeg

Uma planta brasileira, usada popularmente contra várias doenças e como ingrediente de refrigerantes (Mineirinho e Mate Couro), pode ser eficaz contra hipertensão. Cientistas do Laboratório de Farmacologia Neuro-Cardiovascular do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) descobriram que o extrato do chapéu-de-couro (Echinodorus grandiflorus) é vasodilatador.
A pesquisa de etnofarmacologia (ciência que estuda o uso popular de plantas) começou há quatro anos e mostrou a ação farmacológica da planta, típica de lugares pantanosos e comum nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. Na primeira fase, foi confirmado in vitro o efeito vasodilatador do extrato bruto da erva em artérias de coelhos. Essa comprovação levou os pesquisadores a analisar o poder vasodilatador da chapéu-de-couro no tratamento crônico de ratos hipertensos. Os cientistas constataram um efeito semelhante ao de medicamentos indicados contra a doença.
– O extrato teve ação anti-hipertensiva em animais, em laboratório. Usamos o extrato bruto, sem purificação. O próximo passo é fazer a avaliação toxicológica da chapéu-de-couro. Mas isso depende de novas pesquisas, que exigem investimento – diz o médico e farmacologista Eduardo Tibiriçá, chefe do Laboratório de Farmacologia Neuro-Cardiovascular do IOC.

23 julho, 2007

Plantas Medicinais

Posted in ervas medicinais, fitoterapia, medicina, medicina alternativa, medicina natural, plantas medicinais, remédios, saúde às 7:21 pm por Marcelo Guerra

camomila_flor_253x142.jpg

Plantas Medicinais

(Moacyr Pezati Rigueiro)

 

Plantas medicinais são aquelas que podem ser usadas no tratamento ou na prevenção de doenças. Toda planta medicinal tem no mínimo um princípio ativo, que é a substância responsável pelo efeito curativo. É interessante notar que para o efeito medicinal existir, deve estar presente o princípio ativo, mas é também muito importante o que se chama de fitocomplexo. Fitocomplexo é o conjunto de todas as substâncias presentes na planta (vitaminas, sais minerais, resinas etc.), e que agem juntamente com o princípio ativo, melhorando o efeito. A explicação para essa melhora do efeito é que as demais substâncias podem facilitar a absorção e o aproveitamento do princípio ativo pelo organismo.

Por isso, no tratamento com plantas medicinais tudo deve ser feito para preservar ao máximo o fitocomplexo. Assim, algumas plantas não podem ser fervidas, outras só podem ser colhidas em algumas épocas do ano, de outras só se usam as flores e assim por diante, sempre de maneira a não se perder o fitocomplexo ou de aproveitá-lo da melhor forma possível.

É curioso saber que a palavra droga (sinônimo de remédio ou medicamento) quer dizer “erva seca” e daí o nome de drogaria; na verdade, muitos dos remédios tradicionais (alopáticos) são retirados de plantas.

Apesar do homem usar plantas medicinais desde milhares de anos antes de Cristo e muitas delas serem conhecidas no mundo todo, ainda há uma enorme quantidade de plantas sobre as quais a Medicina sabe muito pouco ou mesmo nada conhece; algumas são usadas por índios e camponeses e, futuramente, talvez o tratamento para muitas doenças hoje incuráveis venha dessas plantas.

Mas… as plantas podem realmente curar doenças?

Nenhum médico duvida que sim. Pois, apesar de todo o progresso da medicina, atualmente ainda uma série de medicamentos muito importantes são extraídos ou derivados de substâncias retiradas de plantas. Os exemplos são numerosos: a morfina, um dos mais poderosos remédios contra a dor, é extraída da papoula (Papaver somniferum; a atropina, muito usada contra cólicas, é retirada da beladona (Atropa

belladonna); a digitalina, que é um tônico para o coração, é encontrada na dedaleira (Digitalis purpurea); a aspirina, um derivado do ácido saliclico encontrado no salgueiro ou chorão (Salix babylonica). Até mesmo a penicilina, um dos antibióticos mais usados,

é produzida naturalmente por fungos do gênero penicillium; os fungos são primos dos vegetais como as plantas mais conhecidas e são representados pelos cogumelos, pelos vários tipos de mofos ou bolores e pelos levedos (fermentos) do pão e da cerveja, por exemplo. Alguns fungos podem causar doenças nas plantas, nos animais e no homem.

Qual é então a diferença entre o tratamento tradicional da Medicina (alopatia) e o tratamento com plantas?

A diferença é que a Medicina Alopática, depois de descobrir o princípio ativo de uma planta, extrai e purifica esse princípio ou até mesmo consegue passar a produzi-lo em laboratórios com técnicas cada vez mais sofisticadas, de modo que dispõe da droga pura, sabendo exatamente, por exemplo, quantos gramas do princípio ativo existem num comprimido ou numa medida de xarope. Estudando então esse princípio ativo em

laboratórios, em milhares de testes com animais, pode saber muito bem qual a dose ideal para o efeito desejado, se a droga tem alguma contra-indicação (que perigos pode apresentar), quais são os efeitos colaterais e mesmo qual a dose letal ou seja, a dose que pode causar a morte por envenenamento.

Com as plantas é mais difícil saber exatamente esses detalhes todos, pois ocorrem variações no teor do princípio ativo de acordo com a quantidade de sol, de água e de cuidados que a planta recebe. É comum no mesmo pomar, por exemplo, uma laranjeira dar laranjas maiores e mais doces que outra distante dela apenas alguns metros. Mas ser diferente não significa ser pior ou melhor…

29 abril, 2007

Saúde Alternativa É Direito de Todos

Posted in acupuntura, antroposofia, Crenoterapia, ervas medicinais, fitoterapia, homeopatia, medicina, medicina alternativa, medicina antroposófica, medicina natural, medicina preventiva, plantas medicinais, remédios, saúde às 6:40 pm por Marcelo Guerra

O Ministério da Saúde, instituiu em 2003 um grupo de trabalho para estudar a implantação no SUS de práticas integrativas e complementares, traduzindo, medicina “alternativa”. Este grupo elaborou propostas que se tornaram leis (Portarias Ministeriais nº 971 em 3 de maio de 2006 e nº 1600 em 17 de julho de 2006). Estas práticas que fazem parte da chamada PNPIC (Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS) são: HOMEOPATIA, MEDICINA TRADICIONAL CHINESA – ACUPUNTURA, MEDICINA ANTROPOSÓFICA, PLANTAS MEDICINAIS – FITOTERAPIA e CRENOTERAPIA – TERMALISMO (tratamento com águas medicinais).

Ótima notícia, não é?

A má notícia é que nas Portarias Ministeriais citadas não há referência a fontes de recursos (o dinheiro para pagar os profissionais) nem critérios para tirar do papel e tornar realidade. Ou seja, falta a Regulamentação da PNPIC.

Por isto, precisamos nos unir para defender a medicina “alternativa”, e um passo fácil e ao alcance de todos é assinar um abaixo-assinado que circula na internet no endereço http://www.semelhante.org.br/10_abaixoassinado_02_formulario_01_form.asp e encontra-se disponível em diversas farmácias homeopáticas, pedindo a Regulamentação Já. Participe, fale com seus familiares e amigos, divulgue o máximo possível. Vamos democratizar a saúde alternativa!

20 março, 2007

Adote uma abordagem mais holística em relação à saúde

Posted in homeopatia, medicina alternativa às 7:30 pm por Marcelo Guerra

Cada vez mais pessoas buscam a Homeopatia e terapias alternativas para tratamento de doenças. Muitas vezes essa busca é o fim da linha, após ter tentado vários tratamentos convencionais. Para o leigo, a Homeopatia é apenas mais uma especialidade médica, mas algumas peculiaridades precisam ser consideradas, para que o tratamento não seja apenas um acréscimo à medicina convencional. Já no diagnóstico, a abordagem homeopática permite uma compreensão mais completa das prioridades para o tratamento, não considerando somente a doença e seus sintomas, mas também suas causas. No tratamento, além da medicação, é enfatizada a necessidade de que o paciente assuma a responsabilidade por sua saúde, já que nem só de remédios precisamos para curarmo-nos. Assim, é importantíssimo que o paciente mude seus hábitos de vida que sejam prejudiciais à sua própria saúde, como por exemplo, sedentarismo, dependências, relacionamentos esgarçados. Lembre-se sempre: a saúde é responsabilidade de cada um!

1 março, 2007

Brotos: Alimentação Viva

Posted in alimentação, medicina alternativa, medicina natural às 4:59 pm por Marcelo Guerra

BROTOS

Benefícios

– Alguns têm alto teor de folato, outros são boas fontes de proteínas, vitamina C, vitaminas do complexo B e ferro.

Inconvenientes

– Os brotos de alfafa podem provocar crises em pacientes com lúpus.

Numerosas variedades de brotos são vendidas em lojas de produtos naturais, supermercados e bufês de saladas. Os restaurantes de comida oriental também oferecem muitos pratos que incluem brotos, inclusive de bambu. Poucos brotos, porém, fazem jus à fama de alimento saudável. Alguns são muito mais nutritivos do que outros. Por exemplo, uma xícara com brotos de feijão moyashi crus contém um terço da Quantidade de Ingestão Diária Recomendada de Folato e 22% de vitamina C.

Por outro lado, são necessárias cerca de cinco xícaras de brotos de alfafa para se obter a mesma quantidade de nutrientes.

Cuidado: A maioria dos brotos pode ser consumida crua. Uma exceção importante é o broto de soja, que contém uma toxina eliminada pelo cozimento. As pessoas que sofrem de LÚPUS devem evitar os brotos da alfafa de qualquer forma, pois podem desencadear os sintomas da doença.

27 janeiro, 2007

Idosos adeptos de tratamentos alternativos

Posted in acupuntura, dor, homeopatia, idosos, medicina alternativa às 1:30 pm por Marcelo Guerra

Luciana Ackermann - O Globo Online
Engana-se quem pensa que as pessoas com idade avançada
são resistentes aos tratamentos alternativos. Muitas
vezes os idosos são os primeiros a testar as novas técnicas.
A aposentada Maria de Lourdes Spinola Bento de Faria,
de 83 anos, é uma delas. Desde 1992, ela passa,
religiosamente, por sessões de acupuntura.
O reconhecimento do uso das agulhas como
especialidade médica pelo Conselho Federal de
Medicina aconteceu só depois de três anos. Até hoje,
a acupuntura ainda não é ensinada na maioria das
escolas médicas do País. Já a homeopatia,
certificada em 92, e também não consta em boa
parte das universidades.

Foi com diagnóstico indicando a necessidade de operação de
hérnia de disco, que Maria de Lourdes decidiu arriscar e
aceitou a sugestão de uma de suas filhas para tentar a
acupuntura. Ela relembra que as dores eram muito intensas
e não passavam mesmo com o uso de analgésicos e
antiinflamatórios convencionais. "A dor era tanta
que eu não conseguia andar. Cheguei à clínica de acupuntura
carregada no colo. Incrível, mas depois da sessão saí
andando. Não com passos muito firmes, mas já com as
minhas pernas" - afirma Maria. Naquele período, as
aplicações eram diárias, com o tempo  tornaram-se
mais espaçadas. A cirurgia acabou sendo adiada por
seis anos, porém foi inevitável. Mesmo tendo de
ser operada. “Não tenho dúvidas de que a acupuntura me
ajudou muito. Eu nunca mais tomei analgésicos e
antiinflamatórios. Não tenho dúvidas de que para mim a
acupuntura ajuda muito. Como sou muito ansiosa, sinto
que fico mais centrada e calma” - diz ela, que todas
as quintas-feiras recebe as agulhadas. Ela ainda
garante que mal sente as picadinhas. Depois de 14
anos sendo atendida pelo fisioterapeuta e
especialista em acupuntura, Fernando Fernandes,
da Daya Terapias Integradas, ela diz que já o
considera da família e costuma dizer que é
seu neto mais velho.
Fernandes destaca que os idosos foram os primeiros a
procurar a acupuntura porque ela é muito eficiente
no caso das dores crônicas, que são comuns à terceira
idade. Ao aplicar as agulhas, são liberadas
substâncias como a serotonina e a endorfina capazes
de aliviar a dor e gerar a sensação de prazer e bem-estar.
Segundo Fernandes, muitos idosos procuram-no
porque estão insatisfeitos com os resultados
de tratamentos alopáticos. Em geral, a acupuntura é vista
como o último recurso. Ele também informa que nos idosos
o efeito da aplicação das agulhas tende a demorar
mais que nos jovens. Mesmo assim, a partir do
tratamento, é comum ocorrer a redução no número de
medicamentos ingeridos pelos idosos.

26 janeiro, 2007

Dos Druidas à Medicina Antroposófica

Posted in alimentação, alquimia, druidas, medicina alternativa, medicina antroposófica, viscum album às 10:57 am por Marcelo Guerra

druidas_01_pl350.jpg

Fundamentado sobretudo na ciência alquímica e nas propriedades espirituais da natureza, o sistema de cura druídico emprestou ao homem moderno as bases da medicina antroposófica.

Por Sérgio Mortari

Há 20 séculos, até ser destruído pelos romanos, o povo celta habitava a região compreendida pela Grã- Bretanha e a Gália. Entre as suas classes sociais, a de maior prestígio era a dos druidas, sacerdotes com elevados conhecimentos religiosos, astronômicos, jurídicos, médicos, alquímicos e astrológicos. Como autoridades máximas, eles presidiam várias celebrações, que eram efetuadas no campo, em altares circulares feitos de pedras. Stonehenge, na Inglaterra, é o exemplo que restou desse tipo de monumento.

Adeptos da medicina natural, os druidas, na verdade, viam nas propriedades das plantas a maior fonte de tratamento e cura das doenças, físicas e espirituais. Ao mesmo tempo, levavam em consideração os princípios da alquimia e os efeitos do magnetismo humano e terrestre.

A medicina druídica baseava-se, sobretudo, na ciência da alquimia, que utiliza o conhecimento, a captação e a utilização de energias sutis do homem e da natureza para diagnosticar e tratar os males de seus pacientes, pois seus fundamentos estavam relacionados à visão do homem como um todo harmônico com a natureza.

Sob a ótica da medicina druídica, o homem manifesta suas atividades básicas através dos cinco domínios – físico, mental, astral, psíquico e causal – e dos sete sentidos – tato, paladar, visão, audição, olfato, percepção e intuição.

Tato e paladar são sentidos físicos, assim como a visão, o olfato e a audição, já que não ultrapassam o lado material das coisas. A percepção é um sentido superior muito importante para o uso da radiestesia, pois permite a captação e interpretação das emanações dos diversos corpos. A intuição, por sua vez, é o elo de ligação com outras dimensões, não acessadas pelos sentidos anteriores.

O sentido da visão também está relacionado com o domínio mental, possibilitando o exercício de sua inteligência através da aquisição e divulgação de conhecimentos úteis a todos.

A audição e o olfato também têm relação com o domínio astral, que está ligado às emoções e aos desejos e possibilita ao homem que, através do autoconhecimento, perceba a si e aos outros. Dessa forma, ele passa a respeitar mais os demais componentes da natureza.

Associada ao domínio psíquico, a percepção é a fonte de onde o homem recebe lampejos intuitivos, inspirações e revelações. Já o domínio causal relaciona-se com a consciência, que, em última análise, é o próprio livre- arbítrio.

Entre os rituais que os druidas realizavam ao longo do ano, havia um de muita relevância, que acontecia no sexto dia da Lua cheia: a colheita do visgo, uma planta rara, parasita do carvalho, que era considerada um remédio milagroso. Para preservar suas qualidades de planta sagrada e imortal, o visgo era colhido com uma foice de ouro, uma vez que se acreditava que o ferro poderia deturpar suas virtudes.

O carvalho, árvore de copa frondosa, grande altura e vida longa, cuja madeira é de excelente qualidade, era a árvore de maior representatividade simbólica para os druidas, pois estava associada à força moral, à lealdade, ao vigor. Além disso, era considerado a árvore do saber acumulado, que leva à perfeição física, moral e espiritual.

Os druidas conheciam o caráter espiritual das propriedades que o visgo adquiria ao parasitar o carvalho e sa-biam como isso poderia ser utilizado para uma melhor integração do homem com o universo. Consideravam que, sendo o visgo uma planta aérea, cujas sementes são transportadas pelo vento e pelos pássaros do céu, estava associada às diversas reencarnações pelas quais a alma passa. Sua atuação era efetiva sobre os cinco domínios, uma vez que o visgo simbolizava a sobrevivência da alma e, portanto, a capacidade de regeneração física.

Seguindo o mesmo raciocínio dos druidas sobre as propriedades espirituais das plantas e o desenvolvimento dos talentos humanos, vamos encontrar o trabalho de pesquisa que resultou nos ensinamentos da medicina antroposófica. Os estudos de Rudolf Steiner demonstram, por exemplo, o quanto o câncer é uma força desequilibradora da harmonia entre os corpos físico, etérico, astral e do Eu, e por isso antinatural, contra a natureza humana. O câncer é uma rebelião de células que pretendem, a partir de um organismo, criar um outro com vida independente, mas nutrindo-se de forma parasita do primeiro. Como o visgo consegue atingir e equilibrar a atuação dos quatro corpos, ele é indicado como tratamento complementar às terapias oncológicas.

Para que haja equilíbrio no corpo físico, a antroposofia recomenda:

• Manter uma disciplina alimentar, buscando ingerir alimentos naturais, como frutas, legumes e verduras.

• Evitar alimentos excitantes, como chás e café. Não ingerir enlatados, embutidos, refrigerantes, bebidas alcoólicas e preparados artificiais.

• Praticar a respiração dirigida, que é feita em lugares abertos, onde o contato direto com a natureza permite uma inspiração profunda de oxigênio, que trará consigo outras energias sutis.

• Ingerir água logo após o exercício de respiração, para que haja maior difusão das energias aspiradas no corpo.

• Fazer uma ginástica que utilize movimentos rítmicos e suaves, considerando-se as limitações naturais do corpo, como caminhar de forma moderada e praticar exercícios de relaxamento.

Próxima página