1 setembro, 2008

Workshop Terapêutico para Casais

Posted in antroposofia, biográfico, relacionamento, terapia biográfica, terapia de grupo tagged , , , às 12:36 pm por Marcelo Guerra

Que imagem carrego de mim mesmo? Que imagem que o outro carrega de mim? Que transformações eu preciso fazer para acordar em mim as qualidades que permitirão um maior desenvolvimento dos meus sentidos?

Palestras sobre As leis biográficas e Os encontros humanos, Atividade artística, Escrita individual

EM JUIZ DE FORA:

DATA: 31 de outubro, 01 e 02 de novembro/2008

Início: 31/10 às 19:00h

Término: 02/11 às 18:00h

LOCAL: Pousada Aconchego de Minas, em Juiz de Fora, incluindo café da manhã, lanches (dois intervalos), almoço e jantar.

Coordenadores:

  • Rosângela Cunha

Psicóloga, Gestalt-terapeuta e Biógrafa

  • Marcelo Guerra

Médico Homeopata, Acupunturista e Biógrafo

INVESTIMENTO: (os valores são por casal)

1ª parcela R$ 250,00 em 10/09/08

2ªparcela R$ 250,00 em 10/10/08

3ªparcela R$ 250,00 em 10/11/08

4ªparcelaR$ 250,00 em 10/12/08

EM TERESÓPOLIS:

DATA: 28 a 30 de novembro/2008

Início: 28/11 às 19:00h

Término: 30/11 às 18:00h

LOCAL: Pousada & Spa Vrindávana, em Teresópolis, na estrada que liga a Nova Friburgo, incluindo café da manhã, lanches (dois intervalos), almoço e jantar.

Coordenadores:

  • Rosângela Cunha

Psicóloga, Gestalt-terapeuta e Biógrafa

  • Marcelo Guerra

Médico Homeopata, Acupunturista e Biógrafo

INVESTIMENTO: (os valores são por casal)

1ª parcela R$ 320,00 em 10/10/08

2ªparcela R$ 320,00 em 10/11/08

3ªparcela R$ 320,00 em 10/12/08

4ªparcelaR$ 320,00 em 10/01/09

INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES:

Tels. (32) 8841-8660 (Rosângela) – santana@terapiabiografica.com.br

(21) 7602-2365 (Marcelo) – marceloguerra@terapiabiografica.com.br

18 março, 2008

Aprendendo com o Destino – Oficina Biográfica

Posted in antroposofia, biográfico, comportamento, depressão, desenvolvimento, destino, psicoterapia, relacionamento, terapia biográfica, terapia de grupo, triglicerídeos, Uncategorized às 3:40 pm por Marcelo Guerra

“Destino?

Agulha no palheiro

onde o homem se procura

O tempo inteiro”

Lindolfo Bell

Cada um de nós nasce com um destino, não como um livro previamente escrito em que cada ato nosso está previsto, mas como uma missão a nós confiada. Isto faz com que a vida tenha um sentido e, muitas vezes, sofremos com angústia ou depressão por não percebê-lo claramente. Os fatos de nossas vidas estão aí para que encontremos o Fio do Destino que, junto com o nosso livre arbítrio, tece os acontecimentos tanto no nosso mundo interior quanto na nossa vida nas comunidades em que vivemos.

Esta oficina tem o objetivo de buscar o fio do destino de cada um, desembaraçá-lo, tecê-lo de forma diferente, mais confortável, mais de acordo com o sentido que queremos dar para nossas vidas. Para isso trabalharemos com fatos de nossas próprias vidas. Este trabalho será feito com palavras e arte, como modelagem em argila, desenho, contos de fadas, teatro, dança, etc. Ninguém precisa ser artista para participar, é claro.

Muitas das questões que nos colocamos hoje são percebidas de modo diferente quando as situamos no contexto mais amplo da vida toda. A troca de experiências de vida num grupo é enriquecedora e suaviza os sentimentos ligados a essas experiências.

Através de modelagens em argila de fatos da própria vida, procuramos estabelecer um contato com lembranças que trarão luz à situação que vivemos agora.

(fotos do Curso Tecendo o Fio do Destino, realizado na Escola do Vale, em Duas Barras)

O compartilhamento de experiências permite a reflexão sobre nosssas vivências através da luz lançada pela biografia do outro. É pela reflexão que podemos estabelecer um plano próprio de ação para mudarmos as nossas histórias.

 

A Oficina Biográfica será coordenada por Marcelo Guerra, Médico Homeopata, Terapeuta Biográfico em formação. Acontecerá no Centro de Convivência Morgenlicht, localizado em Barra Alegre (Bom Jardim, RJ) de 31 de julho a 3 de agosto de 2008 em ritmo de imersão. As atividades serão realizadas no amplo deck com vista para as belíssimas montanhas da região, e no salão de trabalho octogonal que proporcionam um ambiente acolhedor e prazeroso para o trabalho interior que é a tônica desta Oficina Biográfica. O investimento será de R$1.050,00 para os inscritos até 30 de junho; R$1.200,00 para os inscritos em julho. O valor total pode ser dividido em até quatro cheques, sendo que a 1ª parcela será paga no ato da inscrição. As vagas são limitadas e as inscrições e mais informações podem ser obtidas pelo telefone (22) 8112-4983 ou pelo e-mail marceloguerra@terapiabiografica.com.br

O investimento inclui:

  • Translado de ida e volta do Rio de Janeiro e Niterói para o local
  • Hospedagem em apartamentos duplos ou triplos;
  • Café da manhã, Almoço, Jantar da Cozinha Vibracional (preparados com vegetais colhidos na horta orgânica, carnes brancas e latícinios e produtos da região) e 2 Coffee Breaks;
  • A participação nas oficinas;
  • Material para uso nas oficinas;
  • Duas sessões de acupuntura;
  • Fricções terapêuticas;
  • Atividades de integração do grupo;
  • Conhecer gente interessante (isto não tem preço!)
  • Você só precisa arrumar as roupas na mala e abrir sua caixa de lembranças…

29 outubro, 2007

O que é Terapia Biográfica – 2ª parte

Posted in acupuntura, antroposofia, depressão, homeopatia, psicoterapia, relacionamento, terapia biográfica, terapia de grupo às 6:15 pm por Marcelo Guerra

O que é Terapia Biográfica – 1ª parte

Posted in acupuntura, antroposofia, biográfico, depressão, ervas medicinais, homeopatia, psicoterapia, relacionamento, saúde, stress, terapia biográfica, terapia de grupo, vivência às 6:00 pm por Marcelo Guerra

27 agosto, 2007

Chocolate e Sexo: como você saboreia?

Posted in alimentação, comportamento, relacionamento, sexo às 12:22 pm por Marcelo Guerra

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Publicada em24/08/2007 às 11h24m
Renata Cabral – O Globo Online
RIO – Algumas combinações são propícias ao pecado: chocolate e sexo é uma delas. Frutos proibidos, fontes de prazer, essa dupla inspirou o sexólogo e secretário da Comissão dos Estudos em Terapia Sexual do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática Amaury Mendes Júnior a realizar um estudo sobre a relação entre a forma de saborear o doce e se relacionar com a sexualidade. Tudo começou no consultório, ao observar os hábitos de seus pacientes. E hoje ele usa a técnica como um dos meios de desvendar o que aflige os casais que o procuram:
– Esses registros transcendem o comportamento sexual. É mais fácil atribuir a culpa ao sexo, mas muitas vezes repetimos
essa maneira de agir o dia todo. A diferença é que a presença do outro é sempre reveladora – constata o médico. – Por meio
do chocolate, é possível perceber e cuidar dessas atitudes de um ponto de vista leve e divertido.
O especialista conta que as semelhanças entre as duas atividades – motivo que inspirou o estudo – são maiores do que
podemos imaginar. O chocolate possui propriedades calmantes e libera o hormônio endorfina, responsável por elevar a
auto-estima, promover o bem-estar e afastar a ansiedade. A sensação é muito parecida com a de um orgasmo, o auge do
prazer sexual. Além disso, desde os tempos antigos, o doce é usado como afrodisíaco e, até hoje, faz parte do jogo das
conquistas amorosas. Embora, por si só a análise não seja capaz de definir a personalidade de uma pessoa, pode ser bastante reveladora. (Conheça os segredos de algumas mulheres)
Comedida ou devoradora? Descubra seu perfil
· Gulosa – come muitos pedaços. Para essas pessoas, o sexo é rápido, por vezes supérfluo. Têm o intuito de agradar o parceiro, mas acabam prejudicando a relação. Se for do sexo masculino, pode sofrer de ejaculação precoce.
· Desconfiada – gosta de chocolate, mas nunca aceita quando lhe oferecem. É cismada, ciumenta e controlada.
· Seletiva – prova vários sabores, mas não encontra um que lhe satisfaça. Em geral, são mulheres de boas condições financeiras sem grandes obstáculos na vida, mas que enfrentam dificuldades de obter prazer.
· Exigente – degusta apreciando a aparência, o aroma, a textura e o sabor do chocolate. Ela sabe curtir o sexo e exige bastante do parceiro. Pode estar insatisfeita em seus relacionamentos.
· Devoradora – é capaz de engolir um bombom inteiro sem morder, liquidar uma barra de chocolate de uma só vez. É
característico de quem se acostumou a abreviar as brincadeiras sexuais, de casais que estão juntos há anos.
· Generosa – come um pedaço e guarda o resto para depois. Pode existir uma terceira pessoa nesse relacionamento.

18 agosto, 2007

O que é Terapia Biográfica – 2ª parte

Posted in acupuntura, antroposofia, depressão, homeopatia, psicoterapia, relacionamento, terapia biográfica, terapia de grupo às 8:48 pm por Marcelo Guerra

O que é Terapia Biográfica – 2ª parte

O que é Terapia Biográfica – 1ª parte

Posted in acupuntura, antroposofia, biográfico, depressão, ervas medicinais, homeopatia, psicoterapia, relacionamento, saúde, stress, terapia biográfica, terapia de grupo, vivência às 6:24 pm por Marcelo Guerra

O que é Terapia Biográfica – 1ª parte

29 março, 2007

Podem o amor e o sexo ser nocivos à vida de alguém?

Posted in amor, biográfico, compulsão, depressão, doença, psicoterapia, relacionamento, sexo, terapia biográfica, vivência às 11:57 am por Marcelo Guerra

Por mais surpreendente que possa parecer, a resposta é SIM. A partir do momento em que alguém age COMPULSIVAMENTE em busca de romance, paixões, relações sexuais (hetero ou homossexuais; com uma, duas, ou muitas pessoas, das mais diversas maneiras), isso se torna uma doença, que passa a controlar a vida desta pessoa, que coloca essas práticas amorosas ou sexuais como centro de sua vida. Assim, há um prejuízo mais ou menos evidente dos demais aspectos de sua vida, como a vida em família, o trabalho, as amizades, interesses culturais, artísticos e religiosos, etc. Vale ressaltar que o que torna qualquer dessas práticas prejudicial é o caráter COMPULSIVO delas e não as práticas em si, ou seja, o fato de alguém se apaixonar por outra pessoa não é uma doença, mas a necessidade de só se sentir bem quando se está apaixonado, buscando inesgotavelmente novas pessoas para se apaixonar é uma doença e causa um sofrimento enorme, uma angústia constante, com a sensação de fracasso recorrente. Este é apenas um dos exemplos da COMPULSÃO por amor e sexo que, por envolver um sentimento e uma atividade vitais à vida de qualquer pessoa, é uma DOENÇA que exige um tratamento intensivo, já que a cura não se constitui em se afastar do objeto de sua COMPULSÃO, como seria o caso se fosse por fumar, por exemplo, em que a pessoa deveria afastar-se definitivamente dos cigarros, para que essa COMPULSÃO não fosse deflagrada. No caso de amor e sexo, a vida sem eles tornar-se-ia vazia e sem sal! Por isso, o tratamento visa rastrear a BIOGRAFIA da pessoa que sofre dessa COMPULSÃO, em busca de um entendimento de sua causa, que pode ter diversas origens, para que possamos amar e viver o sexo em plenitude, sem que sejamos escravizados. Aliás, esta é uma doença multifatorial, ou seja, é o resultado de influências diversas: uma pessoa predisposta geneticamente que sofre os efeitos de experiências vividas em seu desenvolvimento, e/ou de influências dos meios de comunicação que nos bombardeiam diariamente com noções falsas e glamurosas a respeito de amor e sexo.

Através de um novo entendimento de nossas vidas e de nossos sentimentos, de ações concretas, e de VONTADE, essa COMPULSÃO pode ser compreendida e controlada, nos liberando para vivermos em plenitude, descobrindo novos prazeres e significados em cada ato, cada gesto, cada momento. Passamos a não ser mais escravos de uma COMPULSÃO, mas donos de nossa própria VONTADE, exercendo o livre arbítrio, enfim.

20 março, 2007

A praga

Posted in igreja, papa, relacionamento às 8:54 pm por Marcelo Guerra

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Por Rubem Alves

É bom atentar para o que o papa diz. Porta-voz de Deus na Terra, ele só pensa pensamentos divinos. Nós, homens tolos, gastamos o tempo pensando sobre coisas sem importância tais como o efeito estufa e a possibilidade do fim do mundo. O papa vai direto ao que é essencial: “O segundo casamento é uma praga!”
Está certo. O casamento não pertence à ordem abençoada do paraíso. No paraíso não havia casamento. Na Bíblia não há indicação de que as relações amorosas entre Adão e Eva tenham sido precedidas pelo cerimonial a que hoje se dá o nome de casamento: o Criador, celebrante, Adão e Eva nus, de pé, diante de uma assembléia de animais, tudo terminando com as palavras sacramentais: “E eu, Jeová, vos declaro marido e mulher. Aquilo que eu ajuntei os homens não podem separar…”
Os casamentos, o primeiro, o segundo, o terceiro, pertencem à ordem maldita, caída, praguejada, pós-paraíso. Nessa ordem não se pode confiar no amor. Por isso se inventou o casamento, esse contrato de prestação de serviços entre marido e mulher, testemunhado por padrinhos, cuja função é, no caso de algum dos cônjuges não cumprir o contrato, obrigá-lo a cumpri-lo.
Foi um padre que me ensinou isso. Ele celebrava o casamento. E foi isso que ele disse aos noivos: “O que vos une não é o amor. O que vos une é o contrato”. Aprendi então que o casamento não é uma celebração do amor. É o estabelecimento de direitos e deveres. Até as relações sexuais são obrigações a ser cumpridas.
Agora imaginem um homem e uma mulher que muito se amam: são ternos, amigos, fazem amor, geram filhos. Mas, segundo a igreja, estão em estado de pecado: falta ao relacionamento o selo eclesiástico legitimador. Ele, divorciado da antiga esposa, não pode se casar de novo porque a igreja proíbe a praga do segundo casamento. Aí os dois, já no fim da vida, são obrigados a se separar para participar da eucaristia: cada um para um lado, adeus aos gestos de ternura… Agora está tudo nos conformes. Porque Deus não enxerga o amor. Ele só vê o selo eclesial.
O papa está certo. O segundo casamento é uma praga. Eu, como já disse, acho que todos são uma praga, por não ser da ordem paradisíaca, mas da maldição. O símbolo dessa maldição está na palavra “conjugal”: do latim, “com”= junto e “jugus”= canga. Canga, aquela peça pesada de madeira que une dois bois. Eles não querem estar juntos. Mas a canga os obriga, sob pena do ferrão…
Por que o segundo casamento é uma praga? Porque, para havê-lo, é preciso que o primeiro seja anulado pelo divórcio. Mas, se a igreja admitir a anulação do primeiro casamento, terá de admitir também que o sacramento que o realizou não é aquilo que ela afirma ser: um ato realizado pelo próprio Deus. Permitir o divórcio equivale a dizer: o sacramento é uma balela. Donde, a igreja é uma balela… Com o divórcio ela seria rebaixada do seu lugar infalível e passaria a ser apenas uma instituição falível entre outras. A igreja não admite o divórcio não é por amor à família. É para manter-se divina…
A igreja, sábia, tratou de livrar seus funcionários da maldição do amor. Proibiu-os de se casarem. Livres da maldição do casamento, os sacerdotes têm a suprema felicidade de noites de solidão, sem conversas, sem abraços e nem beijos. Estão livres da praga…

5 março, 2007

O que falta é comunicação entre as pessoas…

Posted in relacionamento às 8:25 pm por Marcelo Guerra

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O fim do bate-boca

A boa comunicação entre as pessoas é a arma mais eficaz para disseminar a paz. É o que diz o psicólogo Marshall Rosenberg, porta-voz mundial da comunicação não-violenta

Lembra a última vez que você discutiu com alguém, levantou a voz e saiu praguejando sem chegar a um entendimento? Pois saiba que guerras entre nações, brigas familiares, arranca-rabos no trabalho e a maior parte dos conflitos em todo o mundo (incluindo essa sua discussão) têm algo em comum: poderiam ser evitadas apenas com… palavras. Essa é a teoria defendida pelo psicólogo americano Marshall B. Rosenberg, que desde a década de 1960 se dedica a promover o diálogo pacífico mundo afora. Segundo ele, é na maneira como falamos e ouvimos os outros que está a chave para o problema das desavenças e discórdias. Marshall fundou em 1984, na Califórnia, o Centro de Comunicação Não-Violenta (Center for Nonviolent Communication) e tem grupos de pesquisa em mais de 50 países, incluindo o Brasil. Viaja constantemente para mediar conflitos e levar programas de paz a regiões assoladas por guerras, como Sérvia e Croácia. Aqui ele conta a estratégia para apaziguar os combates verbais do nosso dia-a-dia.

Como você começou a se interessar pelo assunto?

Cresci em Detroit, uma das cidades mais violentas dos Estados Unidos. O tempo inteiro havia brigas de rua entre as comunidades brancas e negras, inflamadas pelo preconceito. Quando isso acontecia, me escondia no porão. Até que decidi fazer algo a respeito – queria entender por que agimos de maneira violenta quando não nos entendemos. Comecei a estudar algumas maneiras de ajudar a contribuir para o bem-estar de todos. A comunicação não-violenta foi o resultado de minha especialização em psicologia social.

Quando acontece, então, a falta de comunicação?

Quando não há troca. Geralmente estamos tão preocupados com nosso ponto de vista que não escutamos o que os outros estão dizendo. Ou pior: quando julgamos aqueles que não agem de acordo com o que acreditamos ser correto. Se você quer viver no inferno, é só pensar no que há de errado com as pessoas que fazem coisas de que você não gosta. Se quer piorar um pouco mais, diga a eles o que você acha que está errado. Essa maneira cricri de se comunicar só gera raiva, medo, culpa.

O que podemos fazer para evitar tantos atritos?

Quando jovem, aprendi a me comunicar de maneira impessoal, que não exigia revelar o que se passava dentro de mim. Quando encontrava pessoas com comportamentos de que não gostava ou que não compreendia, reagia considerando que fossem errados. Aí ocorreu o clique. Entendi que a grande falha da comunicação está justamente em apontar problemas nos outros – em vez de olhar o que eles causam em nós. A comunicação começa quando expressamos nossos sentimentos. Não fazemos isso porque achamos que ficamos vulneráveis. Mas só assim criamos um relacionamento baseado na sinceridade. A partir do momento que as pessoas falam o que precisam, em vez de falarem o que está errado com os outros, o entendimento aumenta.

E como isso acontece quando há um assunto que gera discórdia?

O primeiro passo é reformular a maneira como falamos e ouvimos o outro. A idéia é treinar sempre a se expressar com honestidade e clareza, ao mesmo tempo que damos aos outros uma atenção respeitosa. Mas temos a síndrome do disco riscado: repetimos reações, julgando os outros. Existe um treino que ensinamos a todos que buscam se comunicar de maneira pacífica – do chefe de Estado à professora, do marido ao presidiário.

Como é esse treino?

Primeiro você observa um determinado acontecimento que afeta seu bem-estar, evitando julgamentos. Em seguida, identifi ca como você se sente ao observar aquela ação: se ficou magoado, assustado, alegre etc. Então reconhece quais são suas necessidades que não estão sendo supridas. A partir dessa refl exão é possível se comunicar com a pessoa ligada à ação, para resolver o conflito.

Você tem um exemplo?

Vamos supor que uma mãe vai falar com o filho adolescente que deixou a sala uma bagunça. Um jeito não-violento de se expressar poderia ser o seguinte: “Roberto, quando vejo bolas de meia sujas na sala, fico irritada porque preciso de mais ordem no espaço que usamos em comum. Você poderia colocar as meias no seu quarto ou na lavadora?” Veja bem, a mãe poderia reagir de diversas maneiras: bufar, punir o filho. Mas quando pratica a comunicação não-violenta ela deixa claro o que observa, como se sente, qual necessidade não está sendo atendida. Pode ter certeza de que a chance de ser compreendida é maior.

Falando assim parece fácil, mas na prática…

Esses passos na verdade funcionam para termos mais consciência antes de agir de maneira reativa e impensada. Experimente respirar fundo e dar um tempo antes de começar a falar em uma situação que está prestes a entrar em ebulição. Parece papo pra boi dormir, mas funciona! Assim você consegue elaborar o que o está incomodando.

Mas e quando a outra pessoa nos ataca verbalmente?

Da mesma maneira que é possível mudar o jeito de se expressar, também dá para escutar os outros de um jeito diferente. Todo tipo de crítica, ataque, insulto e julgamento desaparece quando concentramos a atenção em ouvir os sentimentos e necessidades por trás da mensagem. Quanto mais praticamos isso, mais percebemos que por trás de todas essas mensagens que nos intimidam estão simples indivíduos com necessidades insatisfeitas pedindo que contribuamos para seu bem-estar.

…………………

por Marcia Bindo in Revista “Vida Simples” Março/2007

Para saber mais
Livros:
• Comunicação Não-violenta – Técnicas para Aprimorar Relacionamentos Pessoais e Profissionais, Marshall Rosenberg, Ágora

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