30 junho, 2011

Substância usada no plástico pode gerar inibição sexual

Posted in sexo às 11:35 am por Marcelo Guerra

Produto usado na fabricação de mamadeiras e latas de alimentos e bebidas atrapalhou o comportamento sexual de roedores, segundo pesquisa publicada na Proceedings of the National Academy of Sciences. Estudos anteriores já diziam que a substância Bisfenol-A (BPA), usada para dar maleabilidade ao plástico, pode causar problemas no aparelho reprodutor e aumentar a hiperatividade.

Agora, os cientistas descobriram que o comportamento sexual masculino seria inibido pela substância, que “imita” o efeito do hormônio feminino estrogênio e é liberada no alimento quando o plástico é aquecido.

No estudo, fêmeas do roedor consumiram BPA na gestação e na amamentação. Os filhotes delas não conseguiam sair de um labirinto, o que outros machos fazem com facilidade. A proporção da substância não ultrapassava os níveis considerados seguros para humanos estipulados pela FDA, a autoridade sanitária americana: 50 miligramas por quilo de alimento.

Segundo os pesquisadores, a dificuldade espacial é um sintoma de “feminilização”, já que os machos da espécie estudada possuem um senso de orientação aguçado. Sem ele, não conseguem encontrar as fêmeas espalhadas no ambiente e se reproduzir.

Os estudos em humanos ainda não são conclusivos. Mas sugerem que garotos podem ser mais suscetíveis. No Brasil, a Anvisa permite o uso de BPA com o limite de 0,6 mg do produto para cada quilo de plástico. Nesse limite não há risco. Embalagens que têm no fundo o número 7 podem ter BPA.

Fonte: IstoÉ

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2 julho, 2008

Melancia é Viagra Natural

Posted in frutas, sexo tagged , , às 12:56 pm por Marcelo Guerra

>> Deu no Extra de hoje:

A fruta é saborosa e suculenta, mas só se transformou em paixão nacional depois que virou “sobrenome” e foi parar na revista “Playboy” acompanhada de sua mais ardorosa defensora, a Mulher Melancia. Agora, ela – a fruta – tem tudo para virar uma febre: cientistas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, descobriram que a melancia pode ter um efeito semelhante ao do Viagra.

Diretor do Centro de Aprimoramento de Frutas e Vegetais da universidade, Bhimu Patil afirma que a melancia tem ingredientes que produzem efeitos nos vasos sangüíneos semelhantes aos do Viagra e podem também aumentar a libido – e olha que ele nem conhece nossa Andressa Soares!

– Quanto mais estudamos a melancia, mais percebemos o quanto essa fruta é maravilhosa em fornecer fortificantes ao corpo humano – diz Patil, em entrevista ao site do Programa de Agricultura da universidade.

Andressa, a Mulher Melancia, comemora a descoberta dos americanos:

– Esse estudo vai fazer os homens comerem ainda mais melancia! Achei ótimo. Além disso, a fruta é bem mais barata do que o Viagra – diz Andressa.
Citrulina relaxa vasos sangüíneos

Os ingredientes benéficos à saúde encontrados em frutas e legumes, em geral, são conhecidos como fitonutrientes. Na melancia, são encontrados fitonutrientes como o licopeno e o betacaroteno. Mas o fitonutriente presente na melancia que tem atraído a atenção dos cientistas é a citrulina, que tem a capacidade de relaxar os vasos sangüíneos, da mesma forma que age o Viagra.

Durante a digestão, a citrulina é convertida em arginina por enzimas.

– A arginina estimula a produção de ácido nítrico, que relaxa os vasos, o mesmo efeito básico que o Viagra tem para tratar a impotência e até mesmo preveni-la – afirma Patil.
Sem efeito colateral

Os cientistas afirmam ainda que uma quantidade extra de ácido nítrico no organismo pode também ser útil no tratamento de problemas cardiovasculares.

– A melancia pode não ser tão direcionada ao órgão em questão como o Viagra, mas é uma ótima maneira de relaxar os vasos sangüíneos sem nenhum efeito colateral – diz Patil.

Como a citrulina, precursora da arginina, é encontrada em maior concentração na casca da melancia do que na polpa, cientistas da Universidade do Texas tentam agora desenvolver variedades de melancia com maior concentração de citrulina na polpa.Categorias do Technorati , ,

20 dezembro, 2007

Sexo entre os mais velhos

Posted in idosos, sexo às 3:28 pm por Marcelo Guerra

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“Para mim o sexo diminuiu, mas não morreu” – ouvi de um senhor de 85 anos. Na época, recém-formado, fiquei surpreso com a afirmação. Sexo na velhice era assunto proibido.

Ainda hoje, pela falta de inquéritos epidemiológicos, são precários os conhecimentos médicos a respeito da sexualidade depois dos 60 anos.

Daí a importância do estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Chicago, publicado no The New England Journal of Medicine, a revista médica de maior circulação.

No período de julho de 2005 a março de 2006, foram entrevistadas 3.005 pessoas de 57 a 85 anos, representativas de diferentes grupos étnicos e classes sociais, distribuídas por todo o território dos Estados Unidos.

Foram colhidos dados sobre condições de saúde, estado civil, as três parcerias sexuais mais recentes dos últimos cinco anos, práticas sexuais e sobre as dificuldades que prejudicam a atividade sexual. Considerou-se sexualmente ativo quem teve sexo com pelo menos uma pessoa, nos últimos 12 meses.

Atividade sexual foi definida como “qualquer atividade mutuamente voluntária que envolva contato sexual, com ou sem intercurso ou orgasmo”.

Os que viviam com alguém ou que se referiam a uma parceria “romântica, íntima ou sexual” foram classificados na categoria “casados ou outros relacionamentos íntimos”.

Os que negaram atividade sexual nos últimos três meses responderam um questionário em separado a respeito das possíveis explicações para o fato.

Como esperado, a probabilidade de preservar a atividade sexual diminuiu gradativamente com a idade. Nas mulheres a queda foi mais acentuada.

Homens que caracterizaram sua condição de saúde como excelente ou boa apresentaram probabilidade cinco vezes maior de preservar a vida sexual do que aqueles com saúde razoável ou pobre. Entre as mulheres essa probabilidade caiu para três vezes.

Em qualquer faixa etária as mulheres têm menos chance de estar casadas ou de ter “outras relações íntimas”. A diferença aumenta dramaticamente com a idade. Dos homens solitários, 22% estiveram sexualmente ativos no ano anterior; das mulheres solitárias, 4%

Entre mulheres e homens da mesma idade casados ou vivendo relacionamentos íntimos, o número de homens ativos foi maior. É possível que a explicação esteja na preferência masculina por parceiras mais jovens.

Dos que ainda mantinham atividade sexual na faixa de 75 a 85 anos, 54% relataram relações sexuais duas ou três vezes por mês, e 23% uma ou mais vezes por semana. Nesse grupo, 78% dos homens e 40% das mulheres viviam uma relação marital ou íntima.

No grupo de 57 a 64 anos, 62% dos homens e 52% das mulheres confessaram masturbar-se. Esses números caíram respectivamente para 28% e 16% nas pessoas de 75 a 85 anos.

Dos que ainda mantinham relacionamentos sexuais, 58% dos mais novos e 31% dos mais velhos haviam praticado sexo oral, no último ano.

Nos homens, as principais queixas de “problemas sexuais” foram: dificuldade de obter ereção (37%) e de mantê-la (90%), falta de interesse (28%); ejaculação precoce (28%), impossibilidade de atingir o orgasmo (20%). As dificuldades femininas foram: falta de interesse em sexo (43%), dificuldade de lubrificação (39%), impossibilidade de atingir o orgasmo (34%), ausência de prazer (23%) e dor à penetração (17%).

Tomaram medicações ou suplementos que prometem melhorar a performance 14% dos homens e 1% das mulheres.

Dos 1.198 homens e das 815 mulheres envolvidos em um relacionamento amoroso, apenas 3 homens e 5 mulheres se relacionavam com pessoas do mesmo sexo.

Curiosamente, a freqüência de relações sexuais dos participantes considerados ativos foi similar à dos adultos de 18 a 59 anos, encontrada no National Health and Social Life Survey, publicado em 1992, o único estudo sobre a sexualidade americana tão abrangente quanto o que acabamos de descrever.

22 novembro, 2007

Brinque com cuidado!

Posted in sexo tagged , , às 5:20 pm por Marcelo Guerra

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Maria Vianna, especial para O Globo Online

RIO – Não há dúvida de que os acessórios à venda nas sex shops deixam o sexo ainda mais divertido . Mas, segundo a ginecologista Vera Lúcia Fonseca, do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ, é preciso ter alguns cuidados com os vibradores, géis e até camisinhas disponíveis no mercado, já que alguns podem causar irritações na pele.

 

Plástico, corantes e várias outras substâncias que podem causar alergias (Vera Lúcia Fonseca, ginecologista)


– Sou a favor das brincadeiras, já que tudo que melhora o sexo e aumenta o bem-estar do casal é válido. O importante é lembrar que os produtos à venda nos sex shops são como qualquer outro produto disponível no mercado. Eles passam por testes de qualidade e, teoricamente, são inofensivos, mas eles contêm plástico, corantes e várias outras substâncias que podem causar alergias. As mulheres e os homens devem usá-los com cuidado – explica a médica.Látex e corantes são maiores causadores de alergiaEntre as substâncias que mais causam irritação estão o látex – encontrado em camisinhas e alguns brinquedos – e os corantes e edulcorantes, que dão cor e gosto a vários produtos. A ginecologista lembra que, se a pessoa tem tendência a alergias, deve se manter ainda mais atenta aos brinquedos que experimenta.

– Ao primeiro sinal de coceira, queimação, vermelhidão ou dor, pare de usar o produto e enxágüe a área com bastante água corrente. Se o quadro não melhorar, é preciso procurar um médico. O látex, por exemplo, pode causar reações fortes em algumas pessoas – alerta Vera Lúcia.

A médica também aconselha que os casais tenham cuidado especial com as temperaturas dos acessórios, inclusive alimentos e o gelo, já que tanto o calor em excesso quanto o frio podem provocar lesões na região genital. As recomendações são as mesmas para equipamentos que envolvam baterias ou eletricidade.

Na hora de guardar os brinquedinhos sexuais, a dica é lavar todos muito bem com água e sabão neutro.

– A higiene é sempre fundamental, mas nada de exageros. Um sabonete neutro e bastante água corrente já são o suficiente para deixar os acessórios limpos e prontos para uma próxima – resume a ginecologista.

1 novembro, 2007

Remédios, alimentos e cosméticos podem ser inimigos do desejo sexual

Posted in sexo tagged , , , às 12:41 pm por Marcelo Guerra

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Maria Vianna, especial para O Globo Online*

SALVADOR – Às vezes, a falta de desejo pode sinalizar problemas emocionais, alterações hormonais ou até doenças mais graves. Mas, em certos casos, a perda do apetite sexual pode ter causas simples e de solução fácil. Foi o que explicou o ginecologista Eliano Pellini, chefe do setor de Medicina Sexual da Faculdade de Medicina do ABC, no Congresso Brasileiro de Urologia, que acontece até quinta-feira em Salvador. – A mulher que procura o ginecologista por causa da libido geralmente acredita que está com alguma disfunção orgânica e coloca a culpa em vários fatores externos, como o envelhecimento, as alterações hormonais e até no parceiro. Só que elas têm que ficar de olho aberto para produtos, remédios e até cosméticos que atuam diretamente no seu desejo sexual – explica Pellini. O médico enumerou uma série de vilões do sexo. Confira a lista:

– Cigarro – Segundo o médico, a mulher não deve fumar perto do parceiro antes da relação, já que as substâncias nocivas da fumaça provocam a contração dos vasos sangüíneos e dificultam a ereção. Além disso, o cigarro muda o odor natural exalado pela vagina, essencial para estimular o desejo masculino.

– Metronidazol – O ativo dos remédios indicados para doenças como a candidíase também altera o odor da vagina e deixa a mulher menos disposta para o sexo.

– Antialdosterona -Presente na maioria dos anticoncepcionais modernos, alivia a retenção hídrica e tem menos efeitos colaterais que as antigas pílulas, mas geralmente diminui a libido. “Não é à toa que muitas mulheres reclamam da falta de desejo depois que começam a tomar a pílula. A solução é conversar com o ginecologista”, diz Pellini.

– Antidepressivos – Para o ginecologista, as mulheres fazem sexo apenas quando estão bem e o homem, para se sentir bem. “Só que os anti-depressivos mexem com vários hormônios, entre eles a serotonina, e quando os níveis de serotonina estão altos ou baixos demais, a mulher perde a vontade de ter uma relação sexual. Quando estão baixos, ela não quer sexo porque está se sentindo mal. Quando a serotonina está elevada, ela está se sentindo tão bem que nem sente falta de sexo”, explica.

– Antiácidos – Alteram a quantidade de óxido nítrico no corpo, uma das substâncias que dá o cheiro característico da vagina da mulher, e dificultam a excitação.

– Antiadrogênicos – Remédios para acne como a isotretinoína alteram hormônios sexuais, em especial a testosterona, e mexem diretamente no desejo feminino.

– Fertilizantes – Frutas, legumes e grãos com fertilizantes podem inibir os hormônios sexuais e diminuir a libido. O ideal é evitar produtos com agrotóxicos e priorizar os orgânicos.

– Sabão em pó (para lavar a calcinha) e sabonetes em barra – Alteram o cheiro e a acidez da vagina. O ideal é usar sabonetes neutros para lavar a região genital.

– Cosméticos com propileno glicol – Presente em inúmeros cosméticos para fixar a essência dos produtos, pode alterar o odor natural do corpo e inibir o desejo do homem e da mulher.

27 agosto, 2007

Chocolate e Sexo: como você saboreia?

Posted in alimentação, comportamento, relacionamento, sexo às 12:22 pm por Marcelo Guerra

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Publicada em24/08/2007 às 11h24m
Renata Cabral – O Globo Online
RIO – Algumas combinações são propícias ao pecado: chocolate e sexo é uma delas. Frutos proibidos, fontes de prazer, essa dupla inspirou o sexólogo e secretário da Comissão dos Estudos em Terapia Sexual do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática Amaury Mendes Júnior a realizar um estudo sobre a relação entre a forma de saborear o doce e se relacionar com a sexualidade. Tudo começou no consultório, ao observar os hábitos de seus pacientes. E hoje ele usa a técnica como um dos meios de desvendar o que aflige os casais que o procuram:
– Esses registros transcendem o comportamento sexual. É mais fácil atribuir a culpa ao sexo, mas muitas vezes repetimos
essa maneira de agir o dia todo. A diferença é que a presença do outro é sempre reveladora – constata o médico. – Por meio
do chocolate, é possível perceber e cuidar dessas atitudes de um ponto de vista leve e divertido.
O especialista conta que as semelhanças entre as duas atividades – motivo que inspirou o estudo – são maiores do que
podemos imaginar. O chocolate possui propriedades calmantes e libera o hormônio endorfina, responsável por elevar a
auto-estima, promover o bem-estar e afastar a ansiedade. A sensação é muito parecida com a de um orgasmo, o auge do
prazer sexual. Além disso, desde os tempos antigos, o doce é usado como afrodisíaco e, até hoje, faz parte do jogo das
conquistas amorosas. Embora, por si só a análise não seja capaz de definir a personalidade de uma pessoa, pode ser bastante reveladora. (Conheça os segredos de algumas mulheres)
Comedida ou devoradora? Descubra seu perfil
· Gulosa – come muitos pedaços. Para essas pessoas, o sexo é rápido, por vezes supérfluo. Têm o intuito de agradar o parceiro, mas acabam prejudicando a relação. Se for do sexo masculino, pode sofrer de ejaculação precoce.
· Desconfiada – gosta de chocolate, mas nunca aceita quando lhe oferecem. É cismada, ciumenta e controlada.
· Seletiva – prova vários sabores, mas não encontra um que lhe satisfaça. Em geral, são mulheres de boas condições financeiras sem grandes obstáculos na vida, mas que enfrentam dificuldades de obter prazer.
· Exigente – degusta apreciando a aparência, o aroma, a textura e o sabor do chocolate. Ela sabe curtir o sexo e exige bastante do parceiro. Pode estar insatisfeita em seus relacionamentos.
· Devoradora – é capaz de engolir um bombom inteiro sem morder, liquidar uma barra de chocolate de uma só vez. É
característico de quem se acostumou a abreviar as brincadeiras sexuais, de casais que estão juntos há anos.
· Generosa – come um pedaço e guarda o resto para depois. Pode existir uma terceira pessoa nesse relacionamento.

23 agosto, 2007

Álcool diminui o prazer e o uso da camisinha entre adolescentes

Posted in adolescente, comportamento, compulsão, dependência, drogas, sexo, vício às 6:36 pm por Marcelo Guerra

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Além de diminuir o prazer sexual, o álcool faz garotos adolescentes terem menos cuidados nas relações sexuais. Essa é uma das principais conclusões do trabalho produzido pelo aluno do sexto ano de medicina da Unifesp Danilo Torcato Ivankovich, que teve a orientação do professor Mauro Fisberg e da professora Élide Helena Medeiros.

O pesquisador constatou que dos 42% de jovens que mantêm relação sexual depois de beber, 13% usam com menos freqüência a camisinha. “Muitas vezes, o jovem deixa de usar o preservativo porque não dispõe no momento e não quer adiar a oportunidade”, explica Danilo. Embora esse número possa parecer pequeno, é uma parcela significativa em termos de saúde publica. “São jovens sujeitos a uma gravidez indesejada, Aids e doenças sexualmente transmissíveis (DST)”, diz Danilo.

Um bom exemplo dessa realidade é a experiência do estudante A.A., de 17 anos. Segundo ele, nas vezes em que manteve relações sexuais alcoolizado nem sempre se preveniu como deveria.

“Na hora até passa pela cabeça usar a camisinha. Mas você acaba deixando para lá e não pensa nos perigos que está correndo”, afirma o estudante.

Quando os jovens não estão sob o efeito do álcool, grande parte mostra estar consciente da necessidade de usar preservativo. Entre os entrevistados sexualmente ativos, 74% dos garotos sempre fazem uso do preservativo, enquanto entre as meninas, 57% afirmam o mesmo.

Realizado com duas escolas sorteadas da cidade de São Paulo, uma pública e outra particular, o estudo envolveu 1.175 adolescentes com idade entre 14 e 19 anos, todos estudantes do ensino médio.

Os resultados desse trabalho foram apresentados durante o 8º Congresso de Iniciação Científica, realizado nos dias 4 e 5 de outubro, na Unifesp.

O trabalho, que faz parte das atividades desenvolvidas pela monitoria no setor de Pediatria, traça o perfil dos adolescentes que fazem uso do álcool e sugere os fatores relacionados ao risco do consumo, tanto na vida social quanto sexual.

Entre o grupo de adolescentes que mantêm relações sexuais após beber, apenas 38% disseram sentir alteração no prazer durante a relação. Para a maioria das meninas (68%) o prazer aumenta, enquanto com os garotos isso não acontece: 65% disseram que o prazer diminui. É o caso do auxiliar de serviços gerais Paulo Augusto Toledo dos Santos, de 19 anos. “Para mim, a bebida diminui muito o meu prazer sexual. Sinto uma grande diferença em relação a quando estou sóbrio”, relata.

A explicação para os diferentes resultados da sensação de prazer entre os sexos pode estar ligada ao estado emocional que a mulher apresenta. “A mulher alcoolizada se sente mais solta e relaxada, com isso diminui a ansiedade”, avalia Ronaldo Laranjeira, chefe da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad). Da mesma opinião compartilha o chefe do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad), Dartiu Xavier da Silveira. “Com a mulher, o álcool proporciona a desinibição para o sexo, enquanto para o homem isso não acontece”, diz Dartiu.

Os alunos entrevistados foram divididos entre aqueles que nunca consumiram bebida alcoólica (17,5%), os que bebem pelo menos uma vez por semana (29,1%) e aqueles que consomem menos de uma vez por semana (53,4%). Em 83% dos casos, os jovens assumiram já ter consumido álcool ao menos uma vez.

De um modo geral, os jovens começaram a beber aos 12 anos de idade. “Isso comprova o aumento da incidência e a precocidade do consumo”, analisa Danilo. “As campanhas promovidas pelo governo têm de lembrar que o consumo do álcool começa em uma festa, numa descontração”, conclui o aluno.

Fonte: Unifesp

17 agosto, 2007

SUS vai bancar mudança de sexo

Posted in homeopatia, sexo, sus às 12:09 pm por Marcelo Guerra

>>Em breve o SUS vai pagar também por botox, implante de cabelos, etc. Só a Homeopatia não tem vez no SUS!!!

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Justiça ordena que Sistema Único de Saúde pague por cirurgias de pacientes transexuais

PORTO ALEGRE – O Sistema Único de Saúde (SUS) será obrigado a pagar cirurgias de mudança de sexo. A decisão foi tomada por unanimidade pela 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre, no dia 14 de agosto e tem validade em todo o território nacional. A União tem prazo de 30 dias para incluir o procedimento na tabela dos serviços remunerados pelo SUS. Em caso de desobediência, terá de pagar multa de R$ 10 mil por dia. Mas pode, antes disso, recorrer aos tribunais superiores, em Brasília, para tentar suspender os efeitos da decisão do TRF.

O caso está nos tribunais desde 2001, quando, a pedido de um grupo de pacientes transexuais do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, o Ministério Público Federal (MPF) moveu a ação civil pública pedindo a inclusão da cirurgia na lista de procedimentos autorizados pelo SUS. Em primeira instância, a ação foi extinta sem julgamento de mérito sob argumento de impossibilidade jurídica do pedido.

Inconformado, o MPF recorreu ao TRF4, que atendeu ao pedido. Em sua argumentação, a União alegou que a cirurgia tem caráter experimental e sustentou que não haveria discriminação, mas impossibilidade de destinar recursos orçamentários a demandas individualizadas.

O juiz federal Roger Raupp Rios, relator da matéria, considerou que a partir de uma perspectiva biomédica, a transexualidade é um distúrbio de identidade sexual no qual o indivíduo necessita alterar a designação sexual sob pena de graves conseqüências para sua vida, dentre as quais o intenso sofrimento, a possibilidade de auto-mutilação e até de suicídio. Também citou os direitos fundamentais de liberdade, de igualdade e de acesso à saúde e votou pelo atendimento da demanda apresentada pelo MPF.

Ao saber da decisão, o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, Paulo de Argollo Mendes, destacou que uma resolução do Conselho Federal de Medicina de 1998 considera o procedimento ético e define regras para atuação dos médicos. A cirurgia só é feita depois de dois anos de avaliação clínica e psicológica do paciente por equipe multidisciplinar.

No Hospital de Clínicas, a decisão da Justiça foi comemorada. “Agora podemos atender pacientes de todo o Brasil”, prevê o médico Walter Koff, coordenador do Programa de Transtorno de Identidade de Gênero. Pelo menos 30 pessoas já estão na fila de espera.

Experiência

A crediarista Júlia Silva é uma das pessoas que já passaram pelo procedimento. “É muito válido que o custo seja pago pelo SUS”, avalia. Desde 2005, quando trocou de nome e submeteu-se à cirurgia, ela viu sua qualidade de vida melhorar continuamente. “É maravilhoso poder definir o que se é”, afirma, lembrando que mesmo que sempre tenha tido aspecto feminino, agora está mais segura, tanto nas relações sociais como quando se olha no espelho. “A cirurgia é para nossa alma, que já é de mulher, e não para os outros”, ressalta.

Nos últimos seis anos, 80 pessoas passaram pela cirurgia no Hospital de Clínicas. Do total, 65 mudaram seu sexo para o feminino e 15 para o masculino. Os procedimentos pagos, feitos apenas por estrangeiros, custam de R$ 15 a R$ 20 mil.

29 março, 2007

Podem o amor e o sexo ser nocivos à vida de alguém?

Posted in amor, biográfico, compulsão, depressão, doença, psicoterapia, relacionamento, sexo, terapia biográfica, vivência às 11:57 am por Marcelo Guerra

Por mais surpreendente que possa parecer, a resposta é SIM. A partir do momento em que alguém age COMPULSIVAMENTE em busca de romance, paixões, relações sexuais (hetero ou homossexuais; com uma, duas, ou muitas pessoas, das mais diversas maneiras), isso se torna uma doença, que passa a controlar a vida desta pessoa, que coloca essas práticas amorosas ou sexuais como centro de sua vida. Assim, há um prejuízo mais ou menos evidente dos demais aspectos de sua vida, como a vida em família, o trabalho, as amizades, interesses culturais, artísticos e religiosos, etc. Vale ressaltar que o que torna qualquer dessas práticas prejudicial é o caráter COMPULSIVO delas e não as práticas em si, ou seja, o fato de alguém se apaixonar por outra pessoa não é uma doença, mas a necessidade de só se sentir bem quando se está apaixonado, buscando inesgotavelmente novas pessoas para se apaixonar é uma doença e causa um sofrimento enorme, uma angústia constante, com a sensação de fracasso recorrente. Este é apenas um dos exemplos da COMPULSÃO por amor e sexo que, por envolver um sentimento e uma atividade vitais à vida de qualquer pessoa, é uma DOENÇA que exige um tratamento intensivo, já que a cura não se constitui em se afastar do objeto de sua COMPULSÃO, como seria o caso se fosse por fumar, por exemplo, em que a pessoa deveria afastar-se definitivamente dos cigarros, para que essa COMPULSÃO não fosse deflagrada. No caso de amor e sexo, a vida sem eles tornar-se-ia vazia e sem sal! Por isso, o tratamento visa rastrear a BIOGRAFIA da pessoa que sofre dessa COMPULSÃO, em busca de um entendimento de sua causa, que pode ter diversas origens, para que possamos amar e viver o sexo em plenitude, sem que sejamos escravizados. Aliás, esta é uma doença multifatorial, ou seja, é o resultado de influências diversas: uma pessoa predisposta geneticamente que sofre os efeitos de experiências vividas em seu desenvolvimento, e/ou de influências dos meios de comunicação que nos bombardeiam diariamente com noções falsas e glamurosas a respeito de amor e sexo.

Através de um novo entendimento de nossas vidas e de nossos sentimentos, de ações concretas, e de VONTADE, essa COMPULSÃO pode ser compreendida e controlada, nos liberando para vivermos em plenitude, descobrindo novos prazeres e significados em cada ato, cada gesto, cada momento. Passamos a não ser mais escravos de uma COMPULSÃO, mas donos de nossa própria VONTADE, exercendo o livre arbítrio, enfim.