18 março, 2008

Aprendendo com o Destino – Oficina Biográfica

Posted in antroposofia, biográfico, comportamento, depressão, desenvolvimento, destino, psicoterapia, relacionamento, terapia biográfica, terapia de grupo, triglicerídeos, Uncategorized às 3:40 pm por Marcelo Guerra

“Destino?

Agulha no palheiro

onde o homem se procura

O tempo inteiro”

Lindolfo Bell

Cada um de nós nasce com um destino, não como um livro previamente escrito em que cada ato nosso está previsto, mas como uma missão a nós confiada. Isto faz com que a vida tenha um sentido e, muitas vezes, sofremos com angústia ou depressão por não percebê-lo claramente. Os fatos de nossas vidas estão aí para que encontremos o Fio do Destino que, junto com o nosso livre arbítrio, tece os acontecimentos tanto no nosso mundo interior quanto na nossa vida nas comunidades em que vivemos.

Esta oficina tem o objetivo de buscar o fio do destino de cada um, desembaraçá-lo, tecê-lo de forma diferente, mais confortável, mais de acordo com o sentido que queremos dar para nossas vidas. Para isso trabalharemos com fatos de nossas próprias vidas. Este trabalho será feito com palavras e arte, como modelagem em argila, desenho, contos de fadas, teatro, dança, etc. Ninguém precisa ser artista para participar, é claro.

Muitas das questões que nos colocamos hoje são percebidas de modo diferente quando as situamos no contexto mais amplo da vida toda. A troca de experiências de vida num grupo é enriquecedora e suaviza os sentimentos ligados a essas experiências.

Através de modelagens em argila de fatos da própria vida, procuramos estabelecer um contato com lembranças que trarão luz à situação que vivemos agora.

(fotos do Curso Tecendo o Fio do Destino, realizado na Escola do Vale, em Duas Barras)

O compartilhamento de experiências permite a reflexão sobre nosssas vivências através da luz lançada pela biografia do outro. É pela reflexão que podemos estabelecer um plano próprio de ação para mudarmos as nossas histórias.

 

A Oficina Biográfica será coordenada por Marcelo Guerra, Médico Homeopata, Terapeuta Biográfico em formação. Acontecerá no Centro de Convivência Morgenlicht, localizado em Barra Alegre (Bom Jardim, RJ) de 31 de julho a 3 de agosto de 2008 em ritmo de imersão. As atividades serão realizadas no amplo deck com vista para as belíssimas montanhas da região, e no salão de trabalho octogonal que proporcionam um ambiente acolhedor e prazeroso para o trabalho interior que é a tônica desta Oficina Biográfica. O investimento será de R$1.050,00 para os inscritos até 30 de junho; R$1.200,00 para os inscritos em julho. O valor total pode ser dividido em até quatro cheques, sendo que a 1ª parcela será paga no ato da inscrição. As vagas são limitadas e as inscrições e mais informações podem ser obtidas pelo telefone (22) 8112-4983 ou pelo e-mail marceloguerra@terapiabiografica.com.br

O investimento inclui:

  • Translado de ida e volta do Rio de Janeiro e Niterói para o local
  • Hospedagem em apartamentos duplos ou triplos;
  • Café da manhã, Almoço, Jantar da Cozinha Vibracional (preparados com vegetais colhidos na horta orgânica, carnes brancas e latícinios e produtos da região) e 2 Coffee Breaks;
  • A participação nas oficinas;
  • Material para uso nas oficinas;
  • Duas sessões de acupuntura;
  • Fricções terapêuticas;
  • Atividades de integração do grupo;
  • Conhecer gente interessante (isto não tem preço!)
  • Você só precisa arrumar as roupas na mala e abrir sua caixa de lembranças…
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15 abril, 2007

Medicamento é chamado de ‘tombotec’

Posted in Uncategorized às 4:08 pm por Marcelo Guerra

Grávidas que vão parar no hospital após usar remédio dizem sempre que caíram da escada

Pâmela Oliveira

Rio – Com medo de procurar hospitais após um aborto provocado, muitas mulheres aumentam o risco a que já estão expostas quando fazem o procedimento em condições inseguras. Algumas preferem passar dias com fortes dores e sangramentos prolongados a ter que ir aos hospitais onde o “tombotec” — referência à explicação dada pela maioria que chega em busca de socorro, o tombo da escada — pode ser descoberto por médicos.

“Eles sabem quando o aborto é provocado. Uma amiga chegou com o feto morto preso e ficou esperando com dor até ser atendida. Quando acabou, o médico falou para ela tomar cuidado com o ‘tombotec’”, diz Vera, auxiliar de enfermagem que nunca fez aborto.

A vendedora ambulante N., que indicou o vendedor do Cytotec à equipe de reportagem no camelódromo da Uruguaiana, recomendou que um tombo da escada fosse dado como justificativa para fazer o aborto provocado parecer espontâneo.

“Eles sabem quando é aborto e quando não é. Mas fala ‘Ah! Caí da escada’”, aconselhou N. “Foi isso que eu inventei quando eu fiz. Depois de uma semana com o bicho morto dentro de mim, a cólica foi aumentando. Cheguei no médico e disse: ‘Aí, moço. Eu estou grávida. Caí da escada na semana passada’”.

Mãe de duas crianças, a manicure Teresa fez um aborto com uma ‘curiosa’, como são popularmente chamadas as aborteiras, e passou três dias com febre e hemorragia até buscar socorro. Mas seu medo era outro: ela tinha medo de que o médico conseguisse evitar a consumação do aborto.

“Nunca tinha feito um aborto, mas fiquei desesperada. Tudo o que me importava era que eu não podia ter mais um filho. Eu sabia que eu podia morrer, mas na hora não me preocupei com isso porque estava decidida. Ficava imaginando que o médico poderia dar uma injeção e anular o aborto”, conta Teresa, que teve sangramento por três dias seguidos devido a uma infecção causada por material que não foi eliminado após o aborto.

O risco de vida não é o único a que são expostas aquelas que buscam o aborto inseguro. “Dependendo da forma como é feito, a mulher pode perder ovários, útero, ter perfuração da bexiga e intestino e sofrer infecções muito graves”, afirma Maria José de Oliveira Araújo, coordenadora da área técnica da saúde da mulher do Ministério da Saúde, acrescentando que sondas, produtos químicos, talo de mamona, agulha de tricô e até arame são usados na tentativa de interromper a gravidez indesejada.

No Brasil, o aborto só é permitido quando a mulher é vítima de estupro ou está exposta a risco de vida. Mas todos os anos ocorrem cerca de 1 milhão de abortos espontâneos e inseguros no País, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os inseguros, como são chamados os que são realizados de forma clandestina, representam 85% dos casos — em torno de 850 mil —, de acordo com o Ministério da Saúde.

O problema, apesar da subnotificação, é a quarta causa de mortalidade materna no País. Em 2005, foram registradas 149 mortes por aborto no Brasil. O Rio foi o estado com maior número de vítimas, com total de 18 óbitos, seguido por São Paulo (16), Espírito Santo (14) e Bahia (13). No ano anterior, foram 156 mortes em todo o País. O Rio foi o segundo colocado, com 16. Minas gerais teve 17 casos e a Bahia, 16.

Depoimentos: relatos de dor e desespero

Posted in Uncategorized às 4:06 pm por Marcelo Guerra

<continuação da matéria do jornal O Dia>

Ana, 29 anos, dona-de-casa – “Fiz aborto no desespero, com uma mulher que fazia na casa dela. Ela abriu a vagina com um bico de pato. Ela deu uma injeção para furar a bolsa e tirar o líquido. E uma outra para colocar um remédio para abortar. Passei a noite fazendo força no banheiro porque o feto ficou preso. Não recomendo isso a ninguém. Eu podia ter morrido. Fiquei apavorada, com medo de ter que ir no hospital porque, quando os médicos descobrem que o aborto foi provocado, eles maltratam a mulher. A bolsa saiu inteira. O feto tinha o tamanho de um pulso. Não gosto de lembrar.”

Paula, 29 anos, vendedora – “Tirei numa senhora que aplicou duas injeções no útero e cobrava R$ 150 para fazer num quarto atrás da casa. Ela pingou éter no meu útero e queimou muito. E ela falava de forma grosseira: ‘Não grita, não. Fica quieta. Você tem que sair andando da casa’. Foi horrível. Doeu muito. Não teve anestesia. Quase desmaiei. Depois de uma semana tive que ir para o Miguel Couto. Fizeram uma ultra-sonografia e o feto estava morto. Colocaram um remédio vaginal e fiz o parto normal do feto morto. Passei noites sem dormir com a consciência pesada. Agora, minha dívida é com Deus.”

Teresa, 33 anos, manicure – “Fui numa mulher que tinha sido enfermeira. Ela colocou uma sonda, aplicou um líquido intravaginal e um talo de mamona. Ela não falou o que era o líquido e meu desespero era tão grande que não perguntei. Não queria saber o que era porque o que importava é que não podia ter mais um filho. Ela cobrava R$ 50 pelo aborto, mas paguei R$ 300 para fazer antes de todo mundo. Sabia que podia morrer, mas não me preocupei. No mesmo dia, de madrugada, comecei a ter fisgadas no útero, sangramento, e a passar mal. Perdi muito sangue.”

Camelô vende remédio abortivo

Posted in Uncategorized às 4:03 pm por Marcelo Guerra

<Manchete hoje do jornal carioca O Dia.  Este é um argumento importante a favor da legalização do aborto: as mulheres mais pobres têm feito abortos clandestinos e arriscando suas vidas, além de gerar gastos para o SUS. As mais ricas e remediadas, vão a clínicas particulares que todos sabem onde ficam, menos a polícia…>
Ambulantes comercializam Cytotec, medicamento para úlcera que leva à interrupção da gestação e é proibido

Pâmela Oliveira

Rio – Clara, 32, Maria, 30, Teresa*, 33. Elas não têm opinião formada sobre a legalização do aborto no País, tema que tem provocado calorosos debates. Mas as três viveram recentemente o drama da gravidez indesejada. Levadas pelo desespero, apelaram para soluções clandestinas e correram risco de vida.

Nas ruas do Rio, o Cytotec, remédio para úlcera que leva ao aborto e é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é encontrado até com ambulantes. Com uma câmera escondida, equipe de O DIA adquiriu o medicamento no camelódromo da Rua Uruguaiana e combinou a compra do mesmo produto com outro camelô, na Rua do Passeio, também no Centro.

O preço do remédio, que provoca fortes contrações uterinas e é vendido em kits de quatro comprimidos, pode variar de R$ 120 a R$ 350 no mercado negro. A primeira pessoa abordada se dispôs a obter o Cytotec para a repórter, que disse procurar o abortivo para uma amiga. Em meio a CDs e jogos eletrônicos, no camelódromo da Rua Uruguaiana, N. não vendia Cytotec, mas admitiu já ter usado o abortivo. Ela apresentou L., que levou a repórter até D., vendedor que obteria o remédio desviado de uma farmácia, segundo ele.

O “negócio” foi combinado e, no dia seguinte, a embalagem com o medicamento foi entregue. “Ela vai sentir uma dor como se estivesse tendo um filho normal. Vai ter cólica e sentir empurrando para fora”, disse L., que, por ter intermediado a compra, ficou com parte dos R$ 124 pagos pelos quatro comprimidos.

Foi ao comprar remédio na rua e receber instruções de pessoas sem formação na área médica que Maria quase morreu, há seis meses. Seria uma vítima do Cytotec. “Passei a noite inteira com hemorragia. Foi infernal. Pensei que ia morrer porque o feto desceu, mas a placenta ficou. Desmaiei de manhã e fui levada para o hospital. O médico disse que meu estado era grave, fez uma transfusão de sangue e uma curetagem”, lembra.

Mãe de três filhos, Clara também usou Cytotec, há apenas uma semana: “Estou com hemorragia até hoje, mas tenho tomado chás para interromper e antiinflamatório. Tenho dor de cabeça e já tive febre, mas não podia sustentar mais uma criança. Uma colega comprou Cytotec para mim. Hoje é fácil achar quem venda”.

Histórias como as de Clara, Maria e Teresa não são raras. Ano passado, 17.389 mulheres foram internadas nos hospitais conveniados ao SUS no Rio para fazer curetagem, técnica necessária quando o organismo não expulsa o material resultante da gravidez interrompida. No País, foram 221.169 internações para curetagem no mesmo período, segundo o Ministério da Saúde.

Aberta discussão sobre o aborto

Posted in Uncategorized às 1:47 am por Marcelo Guerra

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, discutiram nesta quarta-feira a possibilidade de legalização do aborto. Os dois são favoráveis à medida. Segundo o ministro, a legalização possibilitaria a redução do número de mulheres mortas em abortos realizados em clínicas clandestinas.

Temporão reafirmou a intenção de realizar um plebiscito para que a população apresente sua opinião sobre o tema. “É uma questão polêmica que envolve aspectos morais, religiosos, psicológicos, mas diz respeito à política de saúde”, disse.

E você, o que pensa sobre este assunto?

22 março, 2007

Caju

Posted in Uncategorized às 5:59 pm por Marcelo Guerra

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Propriedades Nutricionais: Riquíssimo em vitamina C, é também fonte de
betacaroteno (provitamina A), vitamina do complexo B e dos minerais cálcio,
magnésio, manganês, potássio, fósforo e ferro. Além disso, fornece
carboidratos e sua castanha é uma boa fonte de proteínas e gorduras.
Valor Calórico: 100 gramas de caju fornecem 36,5 calorias.
Propriedades Medicinais: O caju fornece um potente antioxidante, vitamina C, que
também previne resfriados e ajuda na cicatrização de feridas e lesões. Além disso,
auxilia na contração muscular, pelo seu conteúdo em minerais. Das folhas novas do
cajueiro pode se extrair um suco muito utilizado contra aftas e cólicas intestinais. A raiz
pode ser utilizada na medicina como laxante.

8 janeiro, 2007

Multinacionais Farmacêuticas Manipulam Publicações Científicas

Posted in Uncategorized às 1:37 pm por Marcelo Guerra

img112654.jpg Vale-Tudo pelo $$$????

Qual a confiabilidade destes artigos “científicos”? Em congressos médicos, muitos professores apresentam simpósios  e palestras sobre produtos de laboratórios patrocinadores. Você consegue confiar?

Médico sugere moratória de publicações

Para Richard Smith, ex-editor de revista médica, farmacêuticas manipulam periódicos para propaganda

Um tanto constrangido, o britânico Richard Smith, 53, confessa que passou quase 25 anos como editor de uma das maiores revistas médicas de seu país, a “British Medical Journal”, sem atinar para a influência que as empresas farmacêuticas estavam tendo sobre as publicações do ramo.

Dois anos atrás, em plena Veneza, ele teve tempo de ler o que havia sido publicado sobre a relação entre essas publicações e a indústria. Smith percebeu que, por meio de estratégias discretas, as empresas fazem seus remédios parecerem muito melhores do que realmente são. Além disso, atrelariam as revistas a seus interesses comprando milhões em artigos reimpressos e distribuindo-os para médicos do mundo todo.

Por isso, num artigo publicado em maio na revista científica “PLoS Medicine” (que pertence a um grupo de periódicos de acesso gratuito do qual Smith é um dos diretores), ele defendeu um passo radical: cancelar toda e qualquer publicação de testes clínicos de medicamentos nos periódicos científicos. Só assim pesquisadores e médicos seriam capazes de examinar com um olhar mais crítico o potencial e os perigos de cada remédio para as pessoas. De seu escritório em Londres, Smith falou à Folha por telefone.

Folha – Como o sr. passou a tomar consciência da influência negativa da indústria farmacêutica sobre as publicações médicas?

Richard Smith -No começo de 2003, eu consegui dois meses de licença sabática [do “British Medical Journal”] num “palazzo” do século 15 em Veneza, onde eu estava escrevendo um livro sobre ética de publicação e revistas científicas. Foi meio que um tempo para olhar as coisas de outra perspectiva e também de ler uma batelada de coisas.

Eram coisas que eu ainda não tinha lido, e que provavelmente deveria ter lido, como o artigo que citei no meu texto. Nele, os pesquisadores examinaram todos os testes clínicos de drogas antiinflamatórias contra artrite e descobriram que não havia um só cujos resultados não fossem favoráveis à empresa patrocinadora. E isso meio que me atingiu. Eu pensei: “Minha nossa, 58 testes e nem unzinho não-favorável!”.

E foi então que a ficha caiu. Logo depois disso nós publicamos um número do “BMJ” sobre médicos e companhias farmacêuticas, com uma revisão sistemática desse tipo de estudo, investigando se normalmente os patrocinadores conseguiam resultados favoráveis. E, de novo, conseguiam.

E de repente pensei: “Meu Deus! Aqui estamos nós em meio ao processo de decidir quais testes clínicos publicar, mas a realidade é que praticamente todos são favoráveis às empresas”.

Não é que elas estejam mexendo nos resultados, não é fraude. Não é que elas estejam enterrando os resultados desfavoráveis, embora eu ache que isso exista. É mais o fato de que elas são espertas em relação às perguntas que fazem. Então a ficha realmente caiu enquanto eu lia aquele artigo.

Folha – Além da questão da eficácia das drogas propriamente dita, o sr. afirma que os estudos com avaliações econômicas de determinados medicamentos costumam ser ainda mais favoráveis aos fabricantes. A que eles se referem?

Smith – Eles tratam da relação custo-benefício de um remédio. Publicávamos muitos no “BMJ”, não apenas com avaliações econômicas de drogas mas também de outras coisas. O significado deles é o seguinte: se você prescrever essa e essa droga -que muitas vezes são caras-, as pessoas podem dizer que não são capazes de pagar por elas. Mas as avaliações econômicas vão mostrar que há benefícios substanciais em termos de reduzir hospitalizações, ou reduzir visitas ao médico. Assim, embora seja caro prescrever a droga, o gasto final é menor.

Em tese, acredito nisso, mas aí fico preocupado ao ver que, em todo santo caso, as avaliações econômicas favorecem a empresa.

Folha – Em seu trabalho, o sr. menciona o caso de dois remédios, a risperidona [usada contra náuseas] e o odansetron [para tratar esquizofrenia], como emblemático do procedimento de “fazer as perguntas certas” da indústria. Como os testes mostram isso?

Smith – No caso da risperidona, foi um artigo publicado no “Lancet” [importante revista médica britânica], e o que ele demonstrava era o seguinte. Se você examinasse os testes clínicos, vários dos quais haviam sido publicados em revistas diferentes, a maioria demonstrava que a risperidona era bem eficaz. Mas, quando contava os pacientes daqueles testes, descobria que muitos deles tinham sido publicados mais de uma vez.

Poderia parecer que eram uns 20 testes diferentes, mas na verdade é um número muito menor, fatiado e servido de maneiras diferentes. Isso permite um monte de possibilidades. Vamos publicar um teste com todos os pacientes, vamos publicar o estudo que foi feito no Brasil numa revista brasileira, vamos pegar todos os estudos feitos na Europa e juntá-los… Então, a evidência que parece sugerir que o remédio é bom não é tão substancial assim.

No caso do odansetron, o que eles demonstraram foi, mais uma vez, essa sobreposição de pacientes. Onde havia testes com resultados positivos, eles tendiam a ser publicados mais de uma vez.

Existe um conceito conhecido como “número de pacientes necessário para tratar” uma doença -o número necessário para se conseguir um ataque do coração a menos, um derrame a menos ou seja lá o que for. No caso do odansetron, parecia haver menos pessoas ficando doentes. E, claro, quanto menor o número de pacientes necessário para tratar, melhor. E o que o estudo mostrou é que esse número é maior se você eliminar a sobreposição.

Folha – Quando estudos clínicos são publicados numa revista médica, normalmente eles são produzidos por cientistas independentes ou pelas próprias empresas?

Smith -Cada vez mais esses testes são feitos por coisas conhecidas como organizações de pesquisa por contrato, ou CROs. São empresas independentes, pagas pelas companhias farmacêuticas para fazer o teste. É cada vez mais comum elas fazerem isso, e não contatarem um grupo acadêmico.

Na verdade, a maior parte dos grupos acadêmicos vai acabar dizendo: “Bem, não é uma coisa cientificamente muito criativa de se fazer”. Meu conselho para um grupo acadêmico seria: vocês nunca devem assinar um contrato no qual outras pessoas decidem sobre a publicação. Por outro lado, uma CRO iria aceitar isso.

Folha – E quanto ao chamado “ghost-writing” [no qual uma pessoa contratada escreve o artigo e outro pesquisador é convidado a assiná-lo]? É um problema significativo no momento?

Smith – Eu acho que é difícil saber quão grande é o problema, quase por definição você não sabe muito bem. Mas eu acho que pode ser bastante comum a publicação de artigos escritos por pessoas cujos nomes não aparecem. Eu não vejo realmente um problema no fato de que um profissional escreva um artigo -desde que esteja declarado. Assim como você tem um estatístico para te aconselhar na área dele, não vejo por que não possa pedir para que um escritor profissional faça o texto, desde que todo mundo seja listado como autor ou contribuinte.

O problema é quando essas pessoas não aparecem, e acho que é particularmente um problema em textos opinativos e editoriais. Um amigo meu é decano de uma faculdade de medicina aqui em Londres e, há algumas semanas, recebeu um artigo escrito por outra pessoa dizendo “você estaria disposto a colocar seu nome aqui?”. Não sei o quanto isso acontece, mas acontece mesmo.

Folha – O sr. acha que há algum defeito no próprio sistema de “peer-review” [revisão por pares, na qual cientistas da mesma área que os autores de uma pesquisa dão parecer anônimo sobre ela] que favoreça essas distorções?

Smith – De fato, quando você examina o “peer-review”, há uma série de problemas com ele. É lento, caro, enviesado, está sujeito a abusos, não acha erros. Fizemos um estudo no qual pegamos um artigo de 600 palavras com 38 erros e o mandamos para 400 revisores. Ninguém achou mais que cinco erros, 20% dos revisores não achou nenhum e o número médio encontrado foi apenas ligeiramente superior a dois.

Folha – Como seus colegas reagiram à proposta de uma moratória na publicação de estudos clínicos?

Smith -Acho que a maioria das pessoas considerou que era um passo radical demais. Mas acho que, da maneira que as revistas são hoje, se você tirasse os grandes testes, o valor delas cairia dramaticamente. Não apenas em termos de não conseguir vender mais as reimpressões, mas essa também é uma das principais razões que levam as pessoas a assinar as revistas.

Eu sou da escola que acredita que tudo deveria ser aberto para todo mundo e gostaria de ver os testes disponíveis numa base de dados. O papel das revistas seria descobrir quais eram realmente importantes, comentá-los, criticá-los e apresentar seus resultados a médicos e pacientes.

Fonte: Folha de São Paulo, 12/07/05 e artigo do Dr. Richard Smith: http://medicine.plosjournals.org/perlserv?request=get-document&doi=10.1371/journal.pmed.0020138

5 janeiro, 2007

O que é fitoterapia?

Posted in ervas medicinais, fitoterapia, medicina alternativa, medicina natural, plantas medicinais, Uncategorized às 11:13 am por Marcelo Guerra

É a cura através das plantas. Esquecidas durante muito tempo pelos ocidentais, as ervas medicinais hoje reassumem seu papel como o mais valioso recurso terapêutico oferecido pela natureza.

A Fitoterapia consiste no conjunto das técnicas de utilização dos vegetais no tratamento das doenças e na recuperação da saúde. Comporta numerosas escolas que estudam e empregam as plantas medicinais, das mais simples e empíricas, às cientificas e experimentais.

Como método terapêutico, a Fitoterapia faz parte dos recursos da medicina natural e está presente também na tradição da medicina popular e nos rituais de cura indígenas. Em sua forma mais rigorosa, abrange os princípios e as técnicas da botânica e da farmacologia.

Embora muitas pessoas ignorem a importância das plantas medicinais, sabe-se que toda a farmacologia tem como base exatamente os princípios ativos das plantas. Na verdade, a farmacologia moderna não existiria sem a botânica, a toxicologia e a herança de conhecimentos adquiridos através de séculos de prática médica ligada ao emprego dos vegetais.

Apesar do avanço da tecnologia, que diariamente cria novos compostos e substâncias sintéticas com poderes medicinais, mais de 40% de toda a matéria-prima dos remédios encontrados hoje nas farmácias continua sendo de origem vegetal.

Portanto, a Fitoterapia é um recurso de prevenção e tratamento de doenças através das plantas medicinais. É a forma mais antiga e fundamental de medicina. A cada dia, as plantas ganham seu espaço como aliadas no reequilíbrio físico do ser humano. É uma terapia com a propriedade de auxiliar na cura de males profunda, integral e não-agressiva, pois estimula as defesas naturais do organismo e reintegra o ser humano às suas raízes.

As plantas medicinais vêm sendo usadas por todos os povos e culturas, desde a antiguidade, como principal forma de tratamento e manutenção da saúde. Isto, por si só, é considerado uma prova de eficácia pela Organização Mundial de Saúde. Atualmente, com o desenvolvimento da tecnologia, aliado ao interesse em se confirmar o conhecimento da medicina popular, as plantas medicinais estão tendo seu valor terapêutico pesquisado e ratificado pela ciência e seu uso pelos médicos vem crescendo.bam_f17g.jpg

4 janeiro, 2007

Homeopatia X Florais de Bach

Posted in Uncategorized às 11:56 am por Marcelo Guerra

Muita gente confunde os Florais de Bach com Homeopatia.edward_bach.jpg Edward Bach era um médico homeopata inglês, e criou um sistema novo de tratamento, usando flores.

Os Florais de Bach – preparados líquidos e naturais, feitos a partir de flores de arbustos e árvores silvestres – não são iguais aos remédios homeopáticos. Veja as diferenças:

# Na Homeopatia, forma terapêutico-médica de tratamento que estuda o corpo como um todo e não trata as doenças ou sintomas isoladamente, há vários níveis de diluições de remédios. Nas essências florais, há somente um nível de diluição;

# A Homeopatia trabalha com os três reinos: mineral, vegetal e animal. As essências florais trabalham apenas com o reino vegetal;

# A Homeopatia pode agir no físico, no mental e no emocional. As essências florais atuam especificamente no emocional (refletindo em outros corpos ou níveis).

# Os remédios homeopáticos são prescritos pelo princípio da semelhança. Por exemplo: o veneno de abelha (apitoxina) causa inchaço e irritação na pele e é usado homeopaticamente para tratar sintomas parecidos, como alergia.
Já a prescrição dos Florais de Bach é mais intuitiva. O terapeuta tem que detectar o problema emocional do paciente, para receitar os florais.

3 janeiro, 2007

Seu médico pode fazer mal para sua saúde

Posted in Uncategorized às 2:20 pm por Marcelo Guerra

O médico Vernon Coleman diz que os hospitais mais matam do que curam e que é preciso ser muito saudável para sobreviver a um deles
Por Sérgio Gwercman


Um selo colado na testa advertindo sobre os perigos que podem causar à saúde. Se dependesse do inglês Vernon Coleman, esse seria o uniforme ideal dos médicos. Dono de um diploma em medicina e um doutorado em ciências, Coleman abandonou a carreira após dez anos de trabalho para ganhar a vida escrevendo livros com títulos sugestivos do tipo Como Impedir o seu Médico de o Matar. Autor de 95 livros, o inglês é um auto-intitulado defensor dos direitos dos pacientes. Em seus textos, publicados nos principais jornais do Reino Unido, costuma atacar a indústria farmacêutica – para ele, a grande financiadora da decadência – e, principalmente, os médicos que recusam tratamentos que excluam a utilização de remédios e cirurgias. Dono de opiniões polêmicas, Coleman ainda afirma que 90% das doenças poderiam ser curadas sem a ajuda de qualquer droga e que quanto mais a tecnologia se desenvolve, pior fica a qualidade dos diagnósticos.

Como um médico deve se comportar para oferecer o melhor tratamento possível a seu paciente?
Os médicos deveriam ver seus pacientes como membros da família. Infelizmente, isso não acontece. Eles olham os pacientes e pensam o quão rápido podem se livrar deles, ou como fazer mais dinheiro com aquele caso. Prescrevem remédios desnecessários e fazem cirurgias dispensáveis. Ao lado do câncer e dos problemas de coração, os médicos estão entre os três maiores causadores de mortes atualmente. Os pacientes deveriam aprender a ser céticos com essa profissão. E os governos, obrigá-los a usar um selo na testa dizendo “Atenção: este médico pode fazer mal para sua saúde”.

Qual a instrução que pacientes recebem sobre os riscos dos tratamentos?
A maior parte das pessoas desconhece a existência de efeitos colaterais. E grande parte dos médicos não conhece os problemas que os remédios podem causar. Desde os anos 70 eu venho defendendo a introdução de um sistema internacional de monitoramento de medicamentos, para que os médicos sejam informados quando seus companheiros de outros países detectarem problemas. Espantosamente, esse sistema não existe. Se você imagina que, quando uma droga é retirada do mercado em um país, outros tomam ações parecidas, está errado. Um remédio que foi proibido nos Estados Unidos e na França demorou mais de cinco anos para sair de circulação no Reino Unido. Somente quando os pacientes souberem do lado ruim dos remédios é que poderão tomar decisões racionais sobre utilizá-los ou não em seus tratamentos.

Você considera que os médicos são bem informados a respeito dos remédios que receitam a seus pacientes?
A maior parte das informações que eles recebem vem da companhia que vende o produto, que obviamente está interessada em promover virtudes e esconder defeitos. Como resultado dessa ignorância, quatro de cada dez pacientes que recebem uma receita sofrem efeitos colaterais sensíveis, severos ou até letais. Creio que uma das principais razões para a epidemia internacional de doenças induzidas por remédios é a ganância das grandes empresas farmacêuticas. Elas fazem fortunas fabricando e vendendo remédios, com margens de lucro que deixam a indústria bélica internacional parecendo caridade de igreja.

E o que os pacientes deveriam fazer? Enfrentar doenças sem tomar remédios?
É perfeitamente possível vencer problemas de saúde sem utilizar remédios. Cerca de 90% das doenças melhoram sem tratamento, apenas por meio do processo natural de autocura do corpo. Problemas no coração podem ser tratados (não apenas prevenidos) com uma combinação de dieta, exercícios e controle do estresse. São técnicas que precisam do acompanhamento de um médico. Mas não de remédios.

Receber remédios não é o que os pacientes querem quando vão ao médico?
É verdade que muitos pacientes esperam receber medicamentos. Isso acontece porque eles têm falsas idéias sobre a eficiência e a segurança das drogas. É muito mais fácil terminar uma consulta entregando uma receita, mas isso não quer dizer que é a coisa certa a ser feita. Os médicos deveriam educar os pacientes e prescrever medicamentos apenas quando eles são essenciais, úteis e capazes de fazer mais bem do que mal.

Que problemas os remédios causam?
Sonolência, enjôos, dores de cabeça, problemas de pele, indigestão, confusão, alucinações, tremores, desmaios, depressão, chiados no ouvido e disfunções sexuais como frigidez e impotência.

Em um artigo, você cita três greves de médicos (em Israel, em 1973, e na Colômbia e em Los Angeles, em 1976) e diz que elas causaram redução na taxa de mortalidade. Como a ausência de médicos pode diminuir o risco à vida?
Hospitais não são bons lugares para os pacientes. É preciso estar muito saudável para sobreviver a um deles. Se os médicos não matarem o doente com remédios e cirurgias desnecessárias, uma infecção o fará. Sempre que os médicos entram em greve as taxas de mortalidade caem. Isso diz tudo.

Muitas pessoas optam por terapias alternativas. Esse é um bom caminho?
Em diversas partes do mundo, cada vez mais gente procura práticas alternativas em vez de médicos ortodoxos. De certa maneira, isso quer dizer que a medicina alternativa está se tornando a nova ortodoxia. O problema é que, por causa da recusa das autoridades em cooperar com essas técnicas, muitas vezes é possível trabalhar como terapeuta complementar sem ter o treinamento adequado. Medicina alternativa não é necessariamente melhor ou pior que a medicina ortodoxa. O melhor remédio é aquele que funciona para o paciente.

Em um de seus livros, você afirma que a tecnologia piorou a qualidade dos diagnósticos. A lógica não diz que deveria ter acontecido o contrário?
Testes são freqüentemente incorretos, mas os médicos aprenderam a acreditar nas máquinas. Quando eu era um jovem doutor, na década de 70, os médicos mais velhos apostavam na própria intuição. Conheci alguns que não sabiam nada sobre exames laboratoriais ou aparelhos de raio X e mesmo assim faziam diagnósticos perfeitos. Hoje, os médicos se baseiam em máquinas e testes sofisticados e cometem muito mais erros que antigamente.

Você faz ferrenha oposição aos testes médicos realizados com animais em laboratórios. De que outra maneira novas drogas poderiam ser desenvolvidas?
Faz muito mais sentido testar novas drogas em pedaços de tecidos humanos que num rato. Os resultados são mais confiáveis. Mas a indústria não gosta desses testes porque muitos medicamentos potencialmente perigosos para o homem seriam jogados fora e nunca poderiam ser comercializados. Qual o sentido de testar em animais? Existe uma lista de produtos que causam câncer nos bichos, mas são vendidos normalmente para o uso humano. Só as empresas farmacêuticas ganham com um sistema como esse.

O que você faz para cuidar da saúde?
Eu raramente tomo remédios. Para me manter saudável, evito comer carne, não fumo, tento não ficar acima do peso e faço exercícios físicos leves. Para proteger minha pressão, desligo a televisão quando médicos aparecem na tela apresentando uma nova e maravilhosa droga contra depressão, câncer ou artrite que tem cura garantida, é absolutamente segura e não tem efeitos colaterais.

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