13 setembro, 2011

Panorama Biográfico em Cristalina (GO)

Posted in antroposofia às 10:24 am por Marcelo Guerra

Você passa a vida buscando um sentido para ela (a vida), bem com para temas mais específicos como seus relacionamentos (com cônjuges, filhos, amigos, chefes, sócios, funcionários etc), e profissão. Você pode fazer essa busca fora, seja aderindo e vestindo a camisa de uma ideologia, consumindo em excesso (vestimentas, eletrônicos, alimentos, entre outros) para preencher um vazio, ou ainda jogando em outra pessoa a responsabilidade pela sua felicidade, e por aí vai. E também pode buscar dentro e, quando volta esse olhar para dentro de si, esse olhar vai carregado de julgamento, ou admirando-se muito ou recriminando-se como se fosse o pior dos seres humanos que anda sobre a Terra.

Nossas buscas mais essenciais, como viver um relacionamento com amor ou trabalhar dentro de nossas habilidades e vocação, podem ser mascaradas pela zona de conforto, causando um descontentamento constante, que envenena nossas vidas e nos torna amargos, sem brilho nos olhos. Viver alijado de sentido opacifica o olhar, o sorriso, e deixa o coração enevoado!

Este é um convite para encontrar a si mesmo, buscando o sentido através de fatos da sua própria história. Acontecerá de 26 a 29 de janeiro de 2012, no Hotel Catavento, em Cristalina (GO).

Coordenação:

  • Marcelo Guerra, médico homeopata, acupunturista e terapeuta biográfico.
  • Antonélla Aggio, psicóloga, especializada em Terapia Social, em formação para terapeuta biográfica;

Preço: R$1.400,00 , incluindo o trabalho em si, acomodações em apartamentos duplos e a alimentação no período do workshop. Para a inscrição será cobrado um sinal de R$300,00 que serão descontados do valor total do workshop. O restante poderá ser pago durante o evento, com até 4 cheques pré-datados.

As inscrições são limitadas porque trabalharemos com um grupo máximo de 10 pessoas, por isso não deixe para a última hora.

Informações pelos e-mails marceloguerra@terapiabiografica.com.br ou antonellaaggio@gmail.com .

Reservamo-nos o direito de cancelar o workshop se não houver o mínimo de 5 inscritos. Neste caso, devolveremos o sinal.

 

 

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Cursos de Biografia Pessoal em janeiro de 2012 – inscrições abertas

Posted in antroposofia, biográfico às 10:22 am por Marcelo Guerra

Podemos compreender as fases do desenvolvimento, fazendo uma comparação com as estações do ano. De zero até mais ou menos 21 anos, vivemos a primavera. Fase em que crescemos e vamos amadurecendo. Em seguida vem o verão, um clima de alegria paira no ar, as plantas atingem o máximo da sua vitalidade e tamanho, algo em torno dos 21 aos 42 anos no ser humano. No outono os frutos estão amadurecidos e precisam ser colhidos, ou doados. Percebemos um declinar das forças físicas, algo em torno dos 42 aos 63 anos. Finalmente chega o inverno, tempo de recolher-se, as sementes caem e ficam esperando o verão retornar. Podemos compreender essa fase após 63 anos.

Quando fazemos uma retrospectiva da vida através da metodologia biográfica, podemos nos conhecer e compreender nossa existência como passagens, assim como são as estações do ano. É uma possibilidade de conhecermos nossas sombras e empecilhos que nos afastam de nossas realizações, de quem somos realmente e de viabilizar transformações.

Público-alvo: Adultos que buscam o auto-desenvolvimento de uma forma profunda e individualizada.

Coordenadores:

  • Rosângela Cunha

Psicóloga, Gestalt-terapeuta e Terapeuta Biográfica

  • Marcelo Guerra

Médico Homeopata, Terapeuta Biográfico e Acupunturista.

Locais e datas:

  • De 5 a 8 de janeiro de 2012, em São Paulo, no Centro Paulus, em Parelheiros.
  • De 10 a 14 de janeiro de 2012, em Conceição do Ibitipoca (MG), na Estação Andorinhas.

Preço:

Em São Paulo, R$1.400,00, em suíte individual.

Em Ibitipoca, R$1.100,00, em quarto compartilhado.

O preço inclui a hospedagem na acomodação escolhida e todas as refeições durante o curso. A inscrição é efetivada com o depósito de R$200,00 e o restante deverá ser pago durante o curso com 4 cheques pré-datados. Não haverá devolução da taxa de inscrição em caso de desistência. Nos reservamos o direito de cancelar o curso se não houver o número mínimo de inscritos.

Para mais informações:

Escreva para dao@daoterapias.com.br ou telefone para (11)6463-6880 ou (32)8887-8660.

As turmas são necessariamente pequenas devido à profundidade do trabalho. Não deixe para última hora.

Faça sua inscrição online, clicando aqui.

30 julho, 2011

Juliana Paes, madrinha da SMAM no Brasil

Posted in saúde às 1:15 pm por Marcelo Guerra

“Amamentar faz bem para o bebê e para você. Informe-se, prepare-se, torne essa experiência completa”. Esse é o recado da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e do Ministério da Saúde (MS) para as mães na 20ª Semana Mundial da Amamentação (SMAM), a ser comemorada de 1 a 7 de agosto, com a participação de Juliana Paes como madrinha, e de seu filho Pedro.

A campanha desse ano será lançada em evento no dia 01 de agosto, às 9h, nos jardins do Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. A partir daí, milhares de cartazes e folhetos serão distribuídos pelas Sociedades de Pediatria dos estados e do Distrito Federal, pelas Secretarias estaduais e municipais de Saúde, por inúmeras ONGs e instituições diversas. Também foram produzidos um filme para a televisão, outro para internet e um spot para rádio, que serão disponibilizados para as emissoras que quiserem participar, veiculando gratuitamente a mensagem: “Seja um amigo do peito. Informe-se e apóie a mãe que amamenta”.

A SMAM é uma estratégia idealizada pela Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (Waba) com objetivo de divulgar as vantagens da amamentação e ocorre em cerca de 150 países. Esse ano, a ideia é chamar a atenção para a importância do apoio à mulher, para que a amamentação seja vivida em todas as dimensões – física, psicológica e também cultural e social, tornando a experiência completa. A amamentação faz bem para a saúde do bebê, que recebe proteção contra diarreia, infecções, alergias, colesterol alto, diabetes e obesidade. Traz vantagens também para a mãe, diminuindo o sangramento pós-parto e as chances de que tenha anemia, câncer de mama e de ovário, diabetes e infarto cardíaco. Além disso, dr. Eduardo Vaz, presidente da SBP, lembra que é também “o melhor começo para a criação de um forte vínculo afetivo entre mãe e filho, que será a base dos cuidados da família com a criança”.

Dra. Rachel Niskier, coordenadora de campanhas da Sociedade, salienta que o apoio do pai da criança, assim como dos demais membros da família pode vir, por exemplo, “quando assumem as tarefas domésticas, liberando a mulher para amamentar”. Os “chefes”, sejam eles empresários ou gestores do sistema público, “podem fazer com que a instituição garanta seis meses de licença-maternidade e ainda, Salas de Apoio à Amamentação para a volta ao trabalho”.

Comunicação e mitos – Presidente do Departamento de Aleitamento Materno da SBP, dr. Luciano Borges Santiago, ressalta também a importância da moderna comunicação, com a internet, os blogs, e considera que “o balanço da divulgação é positivo e a maioria das mulheres têm intenção de amamentar. Por isso mesmo, quando começam as dúvidas, a ansiedade, os medos, é fundamental que as mães recebam apoio e informações corretas: “Muitas ainda pensam que seu leite é fraco. Mas, na verdade, os bebês costumam perder peso nos primeiros dias porque, entre outros fatores, estão aprendendo a mamar corretamente e desinchando. Algumas estranham também a mudança de cor, do colostro, mais amarelado, para o leite branco, que muitas pensam ser ralo. Além disso, há toda uma adaptação do bebê à vida fora do corpo da mãe. É exercitando a musculatura orofacial, por exemplo, que vai melhorando a pega, ou a maneira de abocanhar o seio. É importante que a mãe evite, por exemplo, oferecer outro alimento e mamadeira, que podem fazer com que o bebê não tenha fome suficiente para mamar – e é exatamente a sucção que induz a produção de mais leite –, e sofra com a confusão de bicos”.

A recomendação da Sociedade, do MS e da OMS é que as crianças sejam amamentadas até dois anos ou mais com a adição de outros alimentos saudáveis e que nos primeiros seis meses recebam apenas o leite materno, sem necessidade de água, chás ou sucos.

Juliana Paes e Pedro

Pedro nasceu em dezembro e Juliana Paes acaba de retornar ao trabalho, depois de seis meses de licença-maternidade. Sua intenção é continuar amamentando até os dois anos. Veja, a seguir, seu depoimento:

“Sempre quis muito amamentar. Quando você está grávida, todo mundo fica com vontade de te contar uma história. Às vezes são histórias bacanas e em outras não. Tenho amigas que tiveram dificuldades. Pensei que comigo não seria assim. Quando fiquei grávida, assisti palestras, me cerquei de muita informação. Fui vendo a amplitude do aleitamento materno. Aprendi a importância da pega do bebê, ou seja, o jeito como o bebê, desde o primeiro momento, iria pegar o mamilo. Porque muitos sangramentos, rachaduras são devidos isso. Bebê aprende muito rápido e ele deveria mamar com a boquinha bem abertinha, a barriguinha voltada para mim.

Então você dá a luz, mas a ficha não cai no momento. De repente, vem a enfermeira com o menininho e diz “Toma. É seu.”. Bom, agora vamos botar em prática tudo o que se aprendeu. Então eu tirei tomo mundo do quarto. Até minha mãe, sou a mais velha de quatro irmãos. Mas eu queria ter a minha experiência. Aí fiz tudo direitinho. No início, colocava o meu dedo para abrir mais os lábios dele. Quando a enfermeira chegou para me dar as instruções, já falou “ué, já mamou?! Não teve problema, não doeu?”. Eu disse que não. Pedro mamou bastante e não tive qualquer problema. E isso só aumenta minha vontade fazer essa campanha. Quanto mais as pessoas se informarem e ficarem com vontade de amamentar, melhor será. É tão bom amamentar, quando seu filho fica satisfeito, olha para você e dá aquele suspiro, aquele sorriso, você se sente a mulher mais poderosa do mundo!”

Fonte: Assessoria de Comunicação da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria)

12 julho, 2011

Grupo de Terapia Biográfica em Belo Horizonte

Posted in saúde às 12:03 pm por Marcelo Guerra


Você passa a vida buscando um sentido para ela (a vida). Na maior parte do tempo, essa busca é fora, seja aderindo e vestindo a camisa de uma ideologia, comprando, jogando em outra pessoa a responsabilidade pela sua felicidade, e por aí vai. Geralmente quando você olha para dentro de si, esse olhar vai carregado de julgamento, ou admirando-se muito ou recriminando-se como se fosse o pior dos seres humanos que anda sobre a Terra.

Este é um convite para fazer parte de um grupo de Terapia Biográfica que vou coordenar na cidade de Belo Horizonte. O objetivo deste grupo é olhar, junto com os outros participantes, para a própria história, de forma clara e objetiva, sem julgamentos pré-concebidos, para chegar a uma imagem mais nítida de qual o propósito da sua vida.

Este grupo vai funcionar de forma contínua por 8 meses, em que teremos um grupo de discussão só para nós na internet, onde trocaremos mensagens e arquivos, indicações de sites, de livros, filmes, atividades. Uma vez por semana, às terças-feiras, 21:30h, teremos um encontro marcado pelo Skype, onde conversaremos com voz até 22:30h. Você organizará um caderno com fatos da sua vida junto com fotos e lembranças para tornar sua biografia algo vivo diante de você. E um dia por mês teremos um encontro presencial, de 9h às 18h, onde você poderá fazer atividades vivenciais como pintura em aquarela, modelagem em argila, danças circulares e contos de fadas, que ampliarão a compreensão do tema do mês, coroando as discussões com o contato real com o grupo. Para cada tema, teremos um filme para discutir (que assistiremos cada um em sua casa) e alguns textos e músicas para alimentar a discussão.

Nossos encontros presenciais e os temas que iremos abordar são:

  • Infância e família, 27 de agosto de 2011;
  • Adolescência e sexualidade, 7 de setembro de 2011 (feriado nacional, este encontro será em Casa Branca);
  • Vocação e trabalho, 22 de outubro de 2011;
  • Amor e relacionamentos, 26 de novembro de 2011 (este encontro também será em Casa Branca);
  • Amizades, 17 de dezembro de 2011;
  • Dinheiro, 28 de janeiro de 2012;
  • Espiritualidade e morte, 25 de fevereiro de 2012;
  • O mal e o perdão, 17 de março de 2012.

Para participar é necessário ter mais de 21 anos, ter acesso a um computador com conexão à internet e ter vontade de olhar para a própria biografia como quem olha para algo sagrado, que guarda as possíveis respostas para seus conflitos e indecisões.

O grupo, uma vez formado, será o mesmo até o fim do 8° encontro, por isso é importante refletir sobre seu real desejo de participar deste trabalho e evitar inscrever-se pelo impulso. O custo será de R$250,00 mensais, a 1ª parcela será paga através de depósito no Banco do Brasil ag. 0107-4 conta 20222-3 e as demais serão pagas no 1° encontro, com cheques pré-datados. O mínimo de participantes será de 6 pessoas e o máximo, 12. Se não houver o mínimo de inscritos até o 1° encontro presencial, o início poderá ser adiado. Informarei a quem estiver inscrito sobre o andamento das inscrições.

Os encontros presenciais serão na Clínica Diferencial, Rua Tomé de Souza 67 1º andar. Funcionários BH e Condominio Aldeia da Cachoeira das Pedras, em Casa Branca. Tels: (31)3227-0636 (31)3227-3014. O meu e-mail é marceloguerra@terapiabiografica.com.br .

Espero que estejamos juntos! Um abraço,

Marcelo Guerra

Clique aqui para fazer sua inscrição.


30 junho, 2011

Substância usada no plástico pode gerar inibição sexual

Posted in sexo às 11:35 am por Marcelo Guerra

Produto usado na fabricação de mamadeiras e latas de alimentos e bebidas atrapalhou o comportamento sexual de roedores, segundo pesquisa publicada na Proceedings of the National Academy of Sciences. Estudos anteriores já diziam que a substância Bisfenol-A (BPA), usada para dar maleabilidade ao plástico, pode causar problemas no aparelho reprodutor e aumentar a hiperatividade.

Agora, os cientistas descobriram que o comportamento sexual masculino seria inibido pela substância, que “imita” o efeito do hormônio feminino estrogênio e é liberada no alimento quando o plástico é aquecido.

No estudo, fêmeas do roedor consumiram BPA na gestação e na amamentação. Os filhotes delas não conseguiam sair de um labirinto, o que outros machos fazem com facilidade. A proporção da substância não ultrapassava os níveis considerados seguros para humanos estipulados pela FDA, a autoridade sanitária americana: 50 miligramas por quilo de alimento.

Segundo os pesquisadores, a dificuldade espacial é um sintoma de “feminilização”, já que os machos da espécie estudada possuem um senso de orientação aguçado. Sem ele, não conseguem encontrar as fêmeas espalhadas no ambiente e se reproduzir.

Os estudos em humanos ainda não são conclusivos. Mas sugerem que garotos podem ser mais suscetíveis. No Brasil, a Anvisa permite o uso de BPA com o limite de 0,6 mg do produto para cada quilo de plástico. Nesse limite não há risco. Embalagens que têm no fundo o número 7 podem ter BPA.

Fonte: IstoÉ

27 junho, 2011

Elementos em Equilíbrio

Posted in acupuntura, medicina chinesa, terapia biográfica às 12:05 pm por Marcelo Guerra

Segundo a Medicina Chinesa, nossa saúde física e psíquica depende do equilíbrio dinâmico entre os 5 elementos (Terra, Fogo, Metal, Água e Madeira). A harmonia entre os órgãos que formam nosso corpo e nossas emoções reflete esse equilíbrio. Quando ele é rompido, sofremos tanto no corpo quanto na alma.

O objetivo dessa vivência é proporcionar atividades que permitam reconstruir a harmonia entre as partes, trazendo paz de espírito e sensação de bem-estar. É como plantar uma semente que depois deverá ser cultivada para que possa haver SAÚDE, em seu sentido mais amplo.

Trabalharemos com aquarela, trabalho biográfico em grupo e atividades corporais.

A coordenação é de Marcelo Guerra, médico homeopata, acupunturista e terapeuta biográfico.

O local é o Morgenlicht, localizado em Bom Jardim, próximo a Nova Friburgo.

A data é de 19 a 21 de agosto de 2011.

O preço é R$800,00, o que inclui a vivência em si, a hospedagem em quartos duplos no próprio local, a alimentação durante o período e o deslocamento do Rio de Janeiro e Niterói até o Morgenlicht (ida e volta).

A inscrição será efetivada com o depósito de R$250,00 no Banco do Brasil ag. 0107-4 conta 20222-3 e a diferença (R$550,00) poderá ser dividida em 2 parcelas no evento, com cheques pré-datados. O mínimo de participantes será de 8 pessoas e o máximo, 12. Atenção: para inscritos até o dia 10 de julho de 2011 haverá um desconto, e o preço será R$750,00, sendo a 1ª parcela de R$250,00. Não haverá devolução da taxa de inscrição em caso de desistência do participante. Nos reservamos o direito de cancelar o curso se não houver o número mínimo de inscritos (neste caso, devolveremos imediata e integralmente o valor das inscrições).

Escreva para marceloguerra@terapiabiografica.com.br para mais informações. Ou ligue para (21)7697-8982.

Clique aqui para fazer sua inscrição agora.

22 maio, 2011

O fim dos clínicos gerais?

Posted in medicina às 12:18 pm por Marcelo Guerra

>> Os médicos homeopatas mantêm o cuidado e o respeito para com o paciente, são os herdeiros dessa cultura médica de buscar a qualidade no contato com o paciente para poder cuidar dele com eficiência!

RIO – O clínico geral Fábio Miranda, de 54 anos, mantém um consultório particular há 30 anos. Atende de cinco a seis pessoas por dia, passando, pelo menos, 45 minutos com cada uma delas. Quando se trata da primeira consulta, o atendimento pode ultrapassar os 60 minutos, entre a conversa e o exame físico. Certa vez, num desses casos, o médico foi interpelado por uma paciente visivelmente nervosa: “Doutor, eu estou ficando muito preocupada, eu estou com alguma coisa grave? Nunca ninguém me examinou tanto, me perguntou tanta coisa.”

O que era normal umas décadas atrás hoje é visto como exceção total à regra. Não há números – o Conselho Federal de Medicina não registra os médicos por especialidade -, mas é generalizada a percepção de que o clínico geral é uma espécie em extinção hoje na expandida classe média nacional com acesso a planos de saúde. Nesta nova realidade, reinam as especialidades médicas e as consultas mais curtas. A relação entre médico e paciente, antes cultivada em consultas mais longas e sempre com o mesmo sujeito, que te acompanhava por toda a vida, se perdeu em meio à diversidade de profissionais – um modelo de atendimento importado dos EUA.

Os chamados médicos de família hoje, no Brasil, não são poucos, mas trabalham basicamente para o governo, no atendimento de comunidades carentes: são 32 mil profissionais.

– A cultura (do médico de família) se perdeu (na classe média) – afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, Gustavo Gusso. – Mesmo que o plano ofereça, as pessoas não valorizam, não têm tanta confiança, preferem ir no especialista, acham que esses caras são ótimos e que o médico de família é para os pobres. Pobres dos ricos brasileiros. Aqui não há uma relação histórica. Na Inglaterra, por exemplo, a pessoa vai ao seu médico de família desde que nasceu. Em vários países da Europa não se consegue ir a um dermatologista sem passar antes por um médico de família.

O modelo de atendimento brasileiro, no entanto, segue o americano, onde o fenômeno da proliferação das especialidades e da extinção do clínico se repete. O número desses profissionais caiu de 44% do total de médicos em 1986 para 18% em 2008, segundo dados da Sociedade Americana dos Médicos de Família. Ronald Sroka, de 62 anos, 32 deles de consultório, é um dos remanescentes:

– Não vai sobrar nenhum de nós – lamentou, em entrevista ao “New York Times”.

Para a maioria dos especialistas ouvidos, no entanto, quem sai perdendo é o paciente. Faz sucesso na internet, sendo replicado em redes sociais, um texto assinado pela médica Tatiana Bruscky sob o título “Onde andará o meu doutor?”, em que ela toma as dores dos pacientes: “Por favor, me olhe, ouça a minha história! Preciso que o senhor me escute, ausculte e examine! Estou sentindo falta de dizer até aquele 33! Não me abandone assim de uma vez! Procure os sinais da minha doença e cultive a minha esperança! Alimente a minha mente e o meu coração… Me dê, ao menos, uma explicação!”

Em geral, os médicos de planos de saúde passam pouco tempo com seus pacientes (eles recebem, em média, menos de R$ 50 por consulta) e tentam cobrir a falta de conversa com pedidos de exames.

Na análise do diretor da Clínica São Vicente, Luiz Roberto Londres, autor do livro “Sintomas de uma época – quando o ser humano se torna um objeto”, no entanto, a conversa mais aprofundada entre médico e paciente pode levar ao diagnóstico em 90% dos casos, sem necessidade de exame algum.

– Muitos problemas que são percebidos como doença são, na verdade, sintomas ou repercussões do meio – analisa Londres. – Conversando com a pessoa, o médico percebe, por exemplo, se há um problema no emprego, na família, nas finanças, ao qual o sujeito está reagindo com sintomas. Essa quantidade de exames que é pedida hoje é por falta de conversa. A mesma coisa com a quantidade de medicamentos. Repito: a maior parte dos pacientes não tem doença física.

O especialista, nessas horas, atrapalha ainda mais, uma vez que ele não é treinado para lidar com o que se chama de “sintomatologia vaga”, mas sim com áreas muito específicas.

– Hoje em dia, boa parte das pessoas acha que o clínico não resolve o problema, que é uma perda de tempo e dinheiro, que o melhor é ir direto no especialista – afirma Fábio Miranda. – A verdade é que é o contrário. Se o cara for bom, ele vai resolver de 70% a 80% dos problemas. E vai resolver logo na primeira consulta, com diagnóstico. Se for no especialista, vai demorar mais. E isso se cair no especialista certo.

Gustavo Gusso frisa que o treinamento do médico de família é justamente para lidar com as queixas mais variadas.

– É o sujeito que acorda “meio mal”, “tonto”, “com um pouco de dor de cabeça” ou “sentiu a vista escurecer”. Queixas assim que não fazem muito sentido – diz Gusso. – O médico de família é treinado para isso, o dia inteiro atendemos pessoas assim; diferente do especialista.

Além do mais, aponta Gusso, não é viável imaginar um sistema de saúde em que cada indivíduo disponha de um gama de especialistas.

– Não é razoável cada um ter o seu cardiologista, o seu ortopedista, o seu dermatologista; e cada um deles pedir um monte de exames, não examinar nada. Não dá para transformar a medicina num shopping center.

Fonte: O Globo

12 maio, 2011

Grupo de Terapia Biográfica em São Paulo

Posted in antroposofia, terapia biográfica às 9:33 pm por Marcelo Guerra

Você passa a vida buscando um sentido para ela (a vida). Na maior parte do tempo, essa busca é fora, seja aderindo e vestindo a camisa de uma ideologia, comprando, jogando em outra pessoa a responsabilidade pela sua felicidade, e por aí vai. Geralmente quando você olha para dentro de si, esse olhar vai carregado de julgamento, ou admirando-se muito ou recriminando-se como se fosse o pior dos seres humanos que anda sobre a Terra.

Este é um convite para fazer parte de um grupo de Terapia Biográfica que vou coordenar na cidade de São Paulo. O objetivo deste grupo é olhar, junto com os outros participantes, para a própria história, de forma clara e objetiva, sem julgamentos pré-concebidos, para chegar a uma imagem mais nítida de qual o propósito da sua vida.

Este grupo vai funcionar de forma contínua por 8 meses, em que teremos um grupo de discussão só para nós na internet, onde trocaremos mensagens e arquivos, indicações de sites, de livros, filmes, atividades. Uma vez por semana, às terças-feiras, 20h, teremos um encontro marcado pelo Skype, onde conversaremos com voz até 21h. Você organizará um caderno com fatos da sua vida junto com fotos e lembranças para tornar sua biografia algo vivo diante de você. E um sábado por mês teremos um encontro presencial, de 9h às 18h, onde você poderá fazer atividades vivenciais como pintura em aquarela, modelagem em argila, danças circulares e contos de fadas, que ampliarão a compreensão do tema do mês, coroando as discussões com o contato real com o grupo. Para cada tema, teremos um filme para discutir (que assistiremos cada um em sua casa) e alguns textos e músicas para alimentar a discussão.

Os temas que iremos abordar são:

  • Infância e família
  • Adolescência e sexualidade
  • Vocação e trabalho
  • Amor e relacionamentos
  • Amizades
  • Dinheiro
  • Espiritualidade e morte
  • O mal e o perdão

Para participar é necessário ter mais de 21 anos, ter acesso a um computador com conexão à internet e ter vontade de olhar para a própria biografia como quem olha para algo sagrado, que guarda as possíveis respostas para seus conflitos e indecisões.

O grupo, uma vez formado, será o mesmo até o fim do 8° encontro, por isso é importante refletir sobre seu real desejo de participar deste trabalho e evitar inscrever-se pelo impulso. O custo será de R$250,00 mensais, a 1ª parcela será paga através de depósito no Banco do Brasil ag. 0107-4 conta 20222-3 e as demais serão pagas no 1° encontro, com cheques pré-datados. O mínimo de participantes será de 4 pessoas e o máximo, 10. Se não houver o mínimo de inscritos até o 1° encontro presencial, o início poderá ser adiado. Informarei a quem estiver inscrito sobre o andamento das inscrições.

Os encontros presenciais serão à Rua Mateus Grou, 497 casa 2 (uma vila entre os números 507 e 509), Pinheiros, São Paulo. O telefone para contato é (11)6463-6880 e o meu e-mail é marceloguerra@terapiabiografica.com.br .

As datas dos encontros presenciais são as seguintes:

  • 18 de junho de 2011;
  • 16 de julho de 2011;
  • 13 de agosto de 2011;
  • 17 de setembro de 2011;
  • 15 de outubro de 2011;
  • 12 de novembro de 2011;
  • 10 de dezembro de 2011;
  • 14 de janeiro de 2012.

Espero que estejamos juntos nos próximos 8 meses! Um abraço,

Marcelo Guerra

Clique aqui para fazer sua inscrição.

3 maio, 2011

Antibióticos causam a epidemia de obesidade

Posted in obesidade, saúde às 6:23 pm por Marcelo Guerra

LONDRES – Cientistas acreditam que o uso indiscriminado de antibióticos orais pode estar desempenhando um papel significativo no agravamento da epidemia de obesidade. Evidências sugerem que a utilização desses medicamentos pode estar afetando o crescimento de bactérias no intestino humano que influenciam o ganho de peso quando um indivíduo come demais ou não faz exercícios, segundo reportagem do jornal “Independent”.

Através de uma técnica para a contagem dos genes de bactérias no intestino humano, um estudo recente descobriu que as pessoas magras tendem a ter uma comunidade mais diversificada na flora intestinal em comparação aos indivíduos obesos.

Estudos anteriores já tinham estabelecido uma diferença entre as bactérias do intestino de pessoas magras e obesas, mas este trabalho está sendo visto como apoio à polêmica idéia de que as bactérias para matar os antibióticos podem estar desempenhando um papel na predisposição à gordura.

– É uma possibilidade bem real – disse Stanislav Dusko Ehrlich, um microbiólogo do Instituto para Pesquisa Agrícola em Jouy-en-Josas, na França, que faz parte de um consórcio de cientistas à frente do trabalho. – Encontramos comunidades de bactérias diferentes em pessoas magras e obesas. Não temos certeza se isso é a causa, a contribuição ou a consequência para o sobrepeso, mas estas bactérias merecem ser investigadas.

Estudos anteriores em ratos de laboratório e animais de fazenda já tinham estabelecido uma ligação entre a flora intestinal, o uso de antibióticos e o aumento da gordura corporal, mas os cientistas foram cautelosos de extrapolar esses achados para seres humanos.

O estudo investigou os genes de bactérias encontradas na flora intestinal de 177 dinamarqueses, sendo 55 magros e os demais obesos ou com sobrepeso. Os cientistas constataram que a maioria das pessoas do estudo tinham, em seus intestinos, cerca de 600 mil diferentes genes de bactérias. Mas cerca de um terço dos participantes obesos tinham apenas cerca de 360 mil genes de bactérias – cerca de 30% ou 40% menos – o que sugere uma comunidade mais pobre da flora intestinal, que normalmente é composta por cerca de 160 espécies diferentes de formas de vida microbiana.

Fonte: O Globo

13 abril, 2011

Frozen yogurt: iogurte ou sorvete maquiado?

Posted in alimentação às 10:49 pm por Marcelo Guerra

Apenas uma de oito marcas de frozen yogurt pode dizer que o produto é realmente iogurte gelado, segundo pesquisa da ProTeste.

A entidade de defesa do consumidor analisou a quantidade de bactérias lácticas dos produtos e concluiu que as marcas Yogolove, Yoforia, Yoggi, Yogoberry, Tutti Frutti Frozen Yogurt e Bendita Fruta são “sorvetes à base de iogurte”.

Isso quer dizer que não têm quantidades suficientes de iogurte. O frozen da Yogofresh não tinha iogurte. A Yogen Früz foi a única com o número mínimo de bactérias.

O teste foi encaminhado ao Ministério Público do Rio, que investiga o assunto desde o fim do ano passado, conforme reportagem da Folha em janeiro.

A Yogoberry disse que, em um mês, todos os seus produtos terão mais lactobacilos. A Tutti Frutti afirmou que deixa claro que é um sorvete.

A Yogofresh e a Bendita Fruta reiteraram que o frozen é saudável. Segundo a Yogolove, a fórmula tem 20% de iogurte fresco. A Yoforia questionou a metodologia do teste. A Yoggi não quis se pronunciar.

Apesar do nome, o frozen yogurt está mais para sorvete do que para iogurte gelado, diz o promotor Pedro Rubim Borges Fortes, do Ministério Público do RJ.

“As empresas induzem o consumidor a erro, posicionando o produto como se fosse um iogurte gelado, sendo que, na verdade, se trata de um sorvete.”

Ele está investigando as redes fabricantes. O inquérito civil foi aberto depois que um consumidor não conseguiu saber na loja do que era feita a massa da sobremesa.

A investigação começou com uma marca, mas, segundo o promotor, constatou-se que a falta de informações era comum no mercado.

Outras empresas foram chamadas para prestar esclarecimentos e ainda não se manifestaram.

“O consumidor deveria saber o percentual de iogurte usado nos frozens, já que esse é o principal atrativo do produto”, afirma.

A sobremesa, que virou moda no Rio e depois em São Paulo, tem a consistência de um sorvete. Uma porção de 100 g tem em torno de 90 calorias, mesma quantidade de um sorvete de creme light.

O iogurte usado no preparo é, na maioria das vezes, desidratado. “O iogurte tem culturas de bactérias que deixam o leite mais digestivo. Quando é desidratado, parte dessas culturas se perde”, diz Adriane Antunes de Moraes, nutricionista e pesquisadora da Unicamp.

Além disso, pouco se sabe sobre a receita das grandes redes que vendem o produto. A maioria usa misturas importadas feitas com iogurte em pó. A fórmula é adicionada a leite e refrigerada.

CALORIAS A MAIS

Dependendo das caldas e complementos, a sobremesa fica mais calórica do que um sorvete tradicional.

Um frozen médio coberto com biscoito de chocolate, confeitos e calda de chocolate tem 450 calorias. Das cinco maiores redes, só uma disponibiliza os valores nutricionais dos complementos.

“Se colocar muitos complementos, a pessoa vai estar se enganando”, diz a nutricionista Cyntia Carla da Silva, do Hospital do Coração.

Para a nutricionista Cynthia Antonaccio, da Equilibrium Consultoria, o problema é o excesso.

“O frozen tem seu lado positivo. É um alimento com cálcio e de baixa caloria. Se você colocar uma colher de calda, ainda compensa.”

Outro problema é o tamanho da porção. As tabelas nutricionais das lojas são calculadas para 100 g e as menores porções vendidas às vezes têm 120 g.

“É fundamental o consumidor prestar atenção no tamanho da porção e não comprar as maiores, de 500 g.”

Fonte: Folha de São Paulo

 

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